• Capitulo 8 •
— 3, 2, 1… — antes mesmo dela falar, no zero meu corpo foi de encontro ao chão, meu corpo quente em contato com aquele piso gelado me fez agradecer mil vezes. — Foi bem Gabrielly. — levantei apenas meu polegar e escutei a risada de Savannah.
Meu dia hoje já começou com a mudança drástica na alimentação, tive que comer frutas e não podia nem sequer pensar em chegar perto do açúcar para colocar no meu café.
Depois disso eu conheci Savannah, eu amei ela, super simpática e me tratou super bem, ao contrário dos que os outros disseram, ela me achou bem ousada por conseguir tal feito. Porém meu amor por ela acabou logo depois.
Savannah me fez correr trinta minutos na esteira, com direito a cinco minutos de caminhada a cada dez minutos. Depois fiz uma sequência de trinta agachamentos com aquelas pausas malditas de cinco segundos. Só consegui chegar a vinte abdominais, cinquenta polichinelos, e para finalizar minha tortura, tive que fazer cinco minutos de prancha.
Então cá estou eu, com meus sentidos todos tortos tentando recuperar o que restou do meu corpo para levantar.
Me virei de costas e fiquei encarando aquele teto da academia. Meus outros treinos foram passados para outro dia, o de luta e o de tiro no caso, já que meu físico não está em bom estado, Josh deu essa "moleza".
Outra coisa que me deixou puta, o infeliz quer cortar minhas batatas, se ele acha que pode me controlar está muito enganado, ou ele me dá o que eu pedi, ou eu mesma busco!
Após minha respiração ficar regulada me sentei no chão e peguei minha garrafinha de água bebendo lentamente. Eu ainda tenho que me entupir com cinco litros de água, nenhum ser humano consegue fazer isso, já é considerado alienígena!
Savannah voltou alguns segundos depois e me deu aquele troço horrível para tomar depois do treino. Porquê diabos ela parece que nem treinou? Juro, eu consigo encher uma piscina com tanto suor que saiu do meu corpo.
Bebi aquilo de uma vez e me levantei sentindo meu corpo já começar a doer… se hoje já tava ruim, amanhã vai estar mil vezes pior.
— Você pode tomar um banho hoje e relaxar, mais tarde Alex te encontra para falar da direção. — assenti.
Eu ainda não entendo porque tenho que refazer tudo, ok, luta e tiro até vai, mas porquê treinar minha habilidade de fuga? E de espionagem? Sério, os cargos estão aí pra isso.
Subi direto para o quarto mas antes de entrar uma voz me parou.
— Gabrielly. — me virei lentamente vendo Shivani com sua cara de raiva. — Sério, qual o tamanho da merda que fez? Porque amanhã o Josh volta e eu não consegui arrumar aquilo. — segurei minha vontade de rir.
— Sério? — cruzei os braços. — Achei que o nível de vocês era alto.
— Você criou uma chave 5 vezes menor que a nossa, como acha que resolve? — cruzou seus braços também.
Eu poderia ser uma extrema filha da puta agora mandando ela tomar no meio do cu e resolver seu problema sozinha, mas isso é impossível.
Imagine a cara dela quando descobrir que não tem como resolver?
Eu imagino ela voando no meu pescoço já que não existe gravidez, não tem Josh, e muitos menos meu corpo, que não está em bom estado para suportar um soco dela.
Soltei um suspiro e fechei os olhos.
— Deixa que eu resolvo, ok? — voltei a olhar ela.
— Oi? — se aproximou. — Ficou maluca? Se o Josh sonha que mexeu ali quem vai ouvir sou eu. — revirei os olhos.
— Ele já me pediu para arrumar essa merda mesmo. — mexi os ombros. — Eu só quero te pedir uma coisa.
— Ah claro, sabia que não ia sair barato! — disse se irritando.
— Ei, relaxa. — digo rindo. — Eu só quero uma batata chips, consegue pra mim? — ela franziu o cenho confusa.
— Achei que estivesse proibida de comer isso. — disse debochada.
— Eu estou. — sorri. — Eu só quero isso e resolvo seu problema, ainda faço questão de melhorar a segurança para ninguém ter acesso.
— Está querendo me arranjar problemas? — neguei. — Se Josh descobre que fura a dieta…
— Ele não vai fazer nada! — interrompi ela. — Se ele quiser gritar que grite, me colocar na rua? Fique à vontade. Mas ele que não venha querer me impor limites. — digo abrindo a porta do quarto.
— Quando consegue arrumar? — sorri e me virei olhando para ela.
— Do que fiquei sabendo, ele chega amanhã à noite, certo? — assentiu. — Só me traga o que pedi, eu lido no horário amanhã, tem a minha palavra. — pisquei e entrei no quarto.
O que eu não faço por uma batata meu Deus.
…
Banho tomado e roupa trocada. Foi o tempo de eu tirar uma soneca de cinco horas depois do almoço que alguém bateu na minha porta.
— Gabrielly? — escutei uma voz masculina e recobrei os sentidos me levantando.
— Aqui. — o garoto colocou a cabeça dentro do quarto e eu acenei.
— Sou Alex, seu tutor de direção. — me aproximei da porta.
— Ah sim, o tutor. — digo meio sonolenta. — Só me deixa… — apontei para o banheiro e ele deu risada assentindo.
Segui até lá e joguei uma água no rosto. Fiz um rabo de cavalo e peguei um casaco de frio, ainda tô de cara que todas essas roupas realmente servem em mim.
Segui com o Alex até o lado de fora, segundo ele tinha uma pista boa a poucos metros daqui.
Dois seguranças nos acompanharam em carros diferentes. Durante o trajeto eu o conheci melhor, tem 25 anos e é piloto deles já tem 7 anos.
Perguntei o que mais ele fazia, também é um bom atirador e lutador, porém sua experiência maior o encarrega apenas de dirigir.
Chegamos no local e ele começou a me passar uma série de instruções. Por sorte minha memória é boa e eu pego tudo com facilidade, ao menos nisso eu não vou errar.
Expliquei para ele que sei dirigir, porém o controle total do carro ainda é um desafio. Também, eu só peguei o carro uma vez com 14 anos e depois disso nunca mais.
— Muito bem, vamos começar com a questão da derrapagem. — assenti. — Uma curva bem feita, querendo ou não, é um ponto crucial.
— Tô sabendo.
"Eles podem estar na sua cola, então em momento algum pense em diminuir a velocidade desse carro. — meu pai dizia enquanto eu mantinha o pé firme no acelerador."
"Sim senhor. — digo olhando pelo espelho retrovisor. Os dois carros na minha cola fizeram meu coração disparar ainda mais. É só um treino!"
Mantendo minhas mãos firmes no volante eu apenas seguia em linha reta para sentir o carro. Mais atrás, os dois seguranças faziam o papel da polícia e seguiram na minha cola.
— O carro é leve, uma derrapada e acelere. — disse Alex ao meu lado e eu assenti.
Mais a frente estava o pequeno local o qual eu devia entrar, levei minha mão na marcha e olhei o medidor de velocidade.
40 km/h, troquei para a segunda. Com os olhos fixos no local, apertei meus dedos ainda mais no volante.
50 km/h, troquei para a terceira e ao olhar pelo retrovisor vi eles pegando distância.
75 km/h, troquei para a quarta marcha e via o meu alvo cada vez mais perto.
Afundei meu pé no acelerador e vi o ponteiro subindo cada vez mais.
Uma derrapada Any, é só isso!
Troquei para a quinta e em menos de 20 segundos já atingia meu alvo. Meu pé pisou no freio e junto dele a troca de marcha, porém um deslize me fez perder o controle total do carro.
A única coisa que vi foi aquela estufa branca vindo na minha cara e a fumaça saindo do carro na parte da frente.
— Eu acho que não deu certo. — digo levando a mão na cabeça após sentir ela latejar. Senti ela úmida e logo ouvi a voz preocupada de Alex.
— Oh merda, você bateu a cabeça! — tirei meu cinto e logo minha porta foi aberta por uns dos seguranças.
Meu corpo foi pego com calma e eu apenas gemia baixo pela dor, droga, não lembrava que isso doía tanto.
No caminho eu só ouvia Alex avisando que queria ver um médico, na minha cabeça só vinha eu recebendo xingamento por ter destruído um carro. Puta que pariu!
↝ Any Gabrielly mostrando para o que veio.... Ou talvez não KKKKKK
Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍
XOXO - Miih
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