• Capitulo 75 •
Primeiramente, obrigada pelos 100k de leituras <3
Segundamente, feliz 23/09
Todos estavam na sala de reunião e ouviam Josh que passava cada instrução necessária.
Eu estava sentada distraindo Pipoca, já que ontem — quando nossa longa noite de sexo havia acabado —, Josh e eu conversamos até pegarmos no sono.
Nosso plano parece bom, expliquei tudo para ele referente aos relatórios que recebi dos outros que já estavam na Itália. Henrique continua na mesma mansão, também tem várias boates e vive em cassinos. Josh disse que devemos tomar cuidado, Henrique está muito quieto para alguém que está prestes a perder tudo.
Também consegui entrar em contato com Lorenzo, segundo ele, Henrique está bolando algo, mas não consegue se aproximar. É quase certeza de que Henri deve saber de tudo e deve ser questão de tempo até matar alguém… última coisa que queria era botar a família de alguém em risco nesse fuzuê todo.
— A princípio é isso. — voltei minha atenção a Josh. — Minha mãe deve estar chegando em uma hora, então podem se preparar para recebê-la. — sorri.
— Isso envolve saber sobre seu pai? — perguntou Heyoon e Josh assentiu.
— É muita loucura achar que os dois estão juntos? — olhamos Shiv. — Digo, Henrique quer matar Any, segundo o que Josh nos contou, Ron a odeia. Seria unir o útil ao agradável. — engoli seco olhando Josh.
— Não vamos descartar nada. — disse Josh. — Estão liberados. — aos poucos vi todos se levantando e passando pela porta.
Se antes eu estava preocupada, agora estou vinte vezes mais.
Era só o que me faltava, Ron e Henrique juntos. Duas pessoas poderosas querendo acabar comigo, não, isso não vai prestar…
Pipoca saiu do meu colo e latiu saindo da sala de reuniões.
— Pelo visto isso te preocupou. — Josh se agachou na minha frente e pegou minhas mãos.
— São duas pessoas que querem minha cabeça, e se estiverem juntas? — Josh suspirou. — Isso vai se tornar um desafio ainda maior.
— Acontece, Any. — encarei ele. — Seja o que for, acabamos com isso logo. — respirei fundo. — Não vou deixar nada acontecer com você, não se preocupe. — neguei fechando os olhos.
— Mas e você? — digo de cabeça baixa. — Não aguento mais perder pessoas Josh, não quero te perder também. — senti Josh me puxar e me colocar de pé.
— Você não vai. — me envolveu em um abraço.
Ficamos em silêncio por um tempo e logo nos separamos ao escutar um toque de celular. Josh pegou o seu de cima da mesa e atendeu me olhando.
— Oi mãe. — sorriu. — Já? Ok, estou indo te buscar. — mordi o lábio inferior. — Até. — desligou. — Dona Úrsula chegou. — soltei uma risada. — Quer ir?
— Ah não. — ele riu. — Vou tomar um banho e me preparar para receber ela. — sorri.
— Ok, daqui a pouco estou de volta. — assenti e ele me deu um selinho.
Josh saiu da sala e logo depois eu sai indo em direção ao quarto.
— Parada mocinha. — soltei uma risada ao escutar a voz de Mariane.
Continuei a andar e apenas ouvi seus passos atrás.
Procurei minha roupa e depois segui em direção ao banheiro.
— O que quer Mariane? — pergunto vendo ela se sentar na tampa do vaso.
— Ué, fofocar. — revirei os olhos me livrando das roupas.
— Ah, tenho algo. — digo ligando o chuveiro. — Josh me pediu em namoro. — seu grito ecoou pelo banheiro e eu ri enfiando a cabeça debaixo do chuveiro.
— Ele criou vergonha na cara, meu Deus. — deu risada.
Mariane ficou ali por um bom tempo contando sobre coisas que aconteceram nos últimos dias. Confesso que metade não escutei, minha cabeça estava longe demais para prestar atenção em tudo.
…
Sai da cozinha com um saco de batata chips na mão e vi todos reunidos. Josh havia me mandado mensagem e eles já estavam estacionando o carro, fiquei nervosa e aí já viu.
Não estou ansiosa só por ela, mas também porque com ela vem uma notícia junto. Talvez esse seja o motivo de estar mais nervosa, essa "notícia" não parece boa.
Fiquei escorada na pilastra e logo a porta principal se abriu. Por ela passou a mulher, com um sorriso no rosto e uma bolsa em seus braços. Mais atrás estava Josh com um pequeno sorriso.
O olhar do loiro passou por todos até chegar em mim. Tudo o que fiz foi pegar uma batata e levar até a boca. Josh acabou rindo discretamente, ele já sabia o motivo da batata.
— Boa tarde. — disse ela olhando todos. — Quanto tempo. — soltou um suspiro aliviada.
Aos poucos todos foram cumprimentando ela e Josh veio ao meu lado.
— Any, Any. — soltei uma risada vendo ele cruzar os braços.
— Ela é ainda mais bonita pessoalmente. — digo me inclinando um pouco.
— Vem. — Josh me pegou pela mão e me levou até ela.
— Any Gabrielly, que prazer te ver pessoalmente. — sorri e ela logo me envolveu em um abraço.
— Igualmente e seja bem vinda. — me separei.
— Obrigada. — sorriu. — Bom, minha viagem foi tranquila, então acho que essa seja uma boa hora para conversarmos. — ela olhou todos.
— Vamos para a sala de reuniões. — disse Josh e logo todos seguiram caminho.
Fui a última a entrar e fiquei em pé na porta.
— Como todos sabem, Ron tinha sumido esses dias. — Úrsula iniciou se sentando. — Estive no Canadá, até receber uma notícia. — olhou todos. — Ron estava na Itália. — meu coração disparou no mesmo instante.
— Sabia! — Shiv protestou batendo a mão na mesa.
— Está certa disso mãe? — encarei Josh.
— Tinha uma pessoa trabalhando nisso pra mim, recebi a informação e minutos depois recebi a notícia de que essa pessoa estava morta. — abaixei o olhar. — Seu pai não é louco de fazer algo comigo, mas sei que é capaz de fazer com Any. — levantei meu olhar e ela me encarava.
— Então também acha que ele pode estar armando junto com Henri? — perguntou Savannah.
— Any basicamente acabou com tudo, Josh se voltou contra o pai, e cá entre nós, é motivo suficiente para ele querer sua cabeça em troca de algo. — neguei lentamente.
Todo o resto que foi dito depois, foi ignorado por mim. Achei que iria acabar com um de cada vez, mas estou vendo que o buraco vai ser mais embaixo.
Ron só pode ser burro, ou Henri que é burro, porque no meio dessa guerra, um vai passar a perna no outro, ali não dá para confiar em ninguém.
Suspirei saindo da sala e segui até o escritório de Josh.
Me sentei ali e liguei o computador para tentar entrar em contato com os outros.
…
Deveria ter ido conversar um pouco com Úrsula, mas nada me fazia sair do escritório.
Estava em contato com todos pelo rádio e me disseram que Henri foi visto pela última vez saindo da mansão, mas o perderam de vista após entrar em uma zona privada.
Queria que eles ficassem atentos a tudo, queria qualquer pista que fosse sobre Ron…
— Ok, só fiquem no aguardo. — digo largando o rádio na mesa.
— Ok chefe. — suspirei girando na cadeira.
Me levantei deixando o escritório e vi que as luzes de baixo ainda estavam acesas. Já estava de noite, e pelo o que fiquei sabendo, Úrsula estava indo para um hotel.
Estava indo em direção a cozinha, mas parei quando escutei um barulho vindo da área de lazer.
Olhei em volta e caminhei lentamente até lá.
Inclinei minha cabeça na porta e suspirei quando vi que era Josh.
— Josh? — me aproximei e ele se virou.
Vi que em sua mão havia uma garrafa de bebida e peguei no mesmo instante. Fechei ela e deixei sobre a mesa voltando a olhar ele.
— Por que está bebendo? — seu corpo tombou para o lado e eu o segurei.
— Nada, é melhor você ir dormir. — sua voz saiu completamente arrastada e eu olhei em seus olhos.
— Deveria ter desconfiado quando não foi me ver. — resmunguei passando seu braço em volta do meu ombro. — Apenas me obedeça. — levei minha outra mão em sua cintura e o levei com dificuldade até o quarto.
Josh estava quieto demais e não me preocupei pois achei que ele estaria com sua mãe. Agora notei que isso foi um erro.
Segui direto para o banheiro e tirei sua roupa em meio a suas reclamações. Liguei aquele chuveiro na água gelada e empurrei ele para dentro.
— Fica! — o segurei pelo peito.
— Eu não sou cachorro. — revirei os olhos.
…
Coloquei um roupão nele e saímos do banheiro.
Levei Josh até a cama e sequei um pouco seus cabelos com a toalha.
Sentado na minha frente, ele apenas envolveu seus braços em minha cintura e me abraçou deixando sua cabeça de lado sobre meu peito.
— Vai me contar porque bebeu? — perguntei fazendo cafuné em sua cabeça.
— Porque estou com medo. — sua voz ainda saiu mole e eu fechei os olhos rapidamente.
— Do quê? — me agachei na sua frente.
— Você nunca disse que me perdoou. — mordi o lábio inferior. — Já levou um tiro, perdemos nosso filho, meu pai se aliou a Henrique e tudo é culpa minha.
— Não é! — encarei seus olhos. — Pare de se culpar. — Josh negou.
— Você disse que não quer me perder, mas a verdade é que eu não quero te perder, não posso. — fechou os olhos. — Queria te levar pra longe, esquecer que um dia fizemos parte desse meio, só queria te ver fora de perigo. — suspirei. — Dói Gaby, dói saber do risco que corremos, ainda mais por estar ciente de que a qualquer momento você pode levar um tiro fatal e...
— Pare de falar. — limpei a lágrima que caiu em meu rosto e respirei fundo. — Você não vai lembrar de nada amanhã. — deitei ele na cama.
— Desculpa. — disse baixo e eu me sentei ao seu lado. — Não deveria ter bebido. — tirei seu cabelo que caia no olho. — Deita comigo? — soltei uma risada fraca.
— Deito. — passei para o outro lado e arrumei as cobertas.
Josh me puxou junto a ele e eu abracei sua cintura.
— Te amo. — minha respiração travou e eu fiquei totalmente imóvel.
Escutei isso mesmo?
Levantei minha cabeça para olhar ele, mas o mesmo já tinha os olhos fechados.
Por mais que ele estivesse bêbado, não pude deixar de sorrir feito uma boba.
Me inclinei dando um selinho nele e apaguei a luz do abajur.
— Também te amo. — sussurrei fechando os olhos e sorri novamente.
↝ Encontre seu 23/09!
Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍
XOXO - Miih
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