• Capitulo 73 •

Oi galerinha do mal, como cês tão?

Pra quem não me segue, ou pra quem me segue mas n viu meu mural, postei um aviso lá sobre minha vida aqui no wattpad.

Mas em resumo, me atolei no wattpad novamente!

Estou tentando me organizar, mas isso é deveras complicado, credo KKK.

Queria muito fazer uma maratona em especial aos quase 100k de leituras, mas já vi que isso não vai rolar :/

Peço apenas paciência caso eu atrase os dias nas postagens, eu prometo me organizar logo kkkk.

Enfim, chega de blá blá e boa leitura :)

"Quando notar que algo não vai funcionar, procure outra saída. — disse meu pai enquanto eu via um cara amarrado em uma cadeira. Os hematomas em seu corpo mostravam que ele já passou por tudo o que tinha direito."

"Mas se a tortura não funcionou, que outra saída eu tenho? — olhei meu pai que sorriu."

"Se a tortura não funcionar, lide com o medo. — disse pegando um revólver e caminhou em direção a ele."

— Quer que eu... te mate? — digo encarando seus olhos. — Está disposto a morrer apenas para me esconder o mandante do ataque fajuto? — soltei uma risada desacreditada. — Que lobista de primeira. — voltei a ficar séria.

— Já fui torturado pela máfia russa, terroristas e rebeldes, essa não é a minha primeira vez. — arqueio uma sobrancelha. — Consigo aguentar qualquer tipo de dor que queira me causar. — assenti lentamente e voltei a rodear a cadeira.

— Imagino que não saiba. — digo suavemente. — Há um limite para a dor, mas não há um limite para o medo. — parei na sua frente e levantei uma mão.

Na minha direção veio Arthur e em suas mãos havia uma mala que destravei rapidamente. Nela havia um revólver e ao lado, cinco balas. Peguei apenas uma e levantei minha mão mostrando para o indivíduo que apenas encarou. Coloquei a única bala na arma e rodei para fazer uma roleta da sorte, ou devo chamar de azar?

Levantei minha mão pedindo para Arthur voltar a se afastar e mirei de uma vez a arma na cabeça dele. Vi apenas seus olhos se fecharem e levei meu dedo no gatilho.

Contei até três em minha cabeça e puxei o gatilho que fez um pequeno estalo. A bala não saiu e eu pude ver ele apenas soltar seu ar de uma vez aliviado.

Seu olhar parou sobre mim e eu levei a arma na minha cabeça. Encarando seus olhos, eu apenas puxei o gatilho e novamente só ouvi o som do estalo, nada de bala.

Olhei o pessoal que estava atrás de mim e ninguém esboçava reação nenhuma. Voltei a olhar o cara e abri o compartimento.

— A primeira rodada empatou. — vi ele abaixar o olhar. — Segunda rodada. — rodei novamente e fechei de uma vez. — Eu começo dessa vez. — levei até minha cabeça e olhei ele enquanto puxava o gatilho.

Nada aconteceu!

— Não faz isso, calma. — apontei para sua cabeça. — Não. — disse trêmulo após eu puxar novamente.

Nada aconteceu!

— Segunda rodada também empatou. — abri mostrando a ele a bala e rodei fechando novamente. — Terceira rodada. — apontei na minha cabeça. — Vou primeiro de novo. — puxei novamente.

Somente o estalo ecoou pelo local e logo mirei em sua cabeça. Contei até três e puxei de uma vez.

Nada aconteceu e eu o vi com a respiração cada vez mais pesada.

— Opa, terceira rodada empatou novamente. — abri mostrando a ele e girei outra vez. — Quarta rodada. — apontei na minha cabeça e puxei olhando em seus olhos.

Somente o estalo e eu apontei na sua cabeça novamente.

— Não faz isso, pare, eu vou contar. — virei minha cabeça de lado olhando ele. — Foi o Velaz. — apertei a arma em sua testa. — A intenção não era te matar, e sim matar o bebê. — travei meu maxilar.

— Obrigada por colaborar. — digo controlando minha raiva. — Mas seu destino será o mesmo de todos.

Esse idiota só queria me falar isso, acho que só queria olhar em minha cara e ver minha reação de algo que eu já suspeitava. Uma pena ser tão burro.

— Você vai cair na dele Gabrielly. — abaixei a arma encarando ele. — É tudo um plano para te atrair, ingênua e burra, isso que você é. — sorriu. — Seus pais se achavam espertos, mas Henrique tomou tudo, e o que deixaram para trás? Um ingênua garota. — travei meu maxilar. — Tente matar ele Gabrielly, mas seja rápida, caso contrário ele vai tirar tudo aquilo que você mais gosta, a começar pelos seus amigos, depois Josh… — levantei a arma na sua testa.

— Cala a porra da sua boca. — digo irritada.

— Ti ucciderà, ma prima si assicurerà che tu guardi la morte di tutti quelli accanto a te.
(Ele vai te matar, mas primeiro ele vai se certificar de que você assista a morte de todos ao seu lado)

— Non ho paura di lui, e se pensa che lascerò che accada, si sbaglia di grosso. (Não tenho medo dele, e se ele acha que vou deixar isso acontecer, está muito enganado)

— Veremos. — disse sorridente e eu me afastei dando as costas.

— Aliás. — me virei vendo ele. — Brucia all'inferno. (Queime no inferno) — disparei um tiro certeiro em sua testa e seu corpo foi se encontro ao chão.

Desgraçado!

O silêncio voltou a se instalar e logo depois eu só ouvi alguém soltar o ar de uma vez atrás de mim. Fiquei encarando aquele corpo no chão e através daquele cara eu vi minha vida inteira passar.

Ele sabe meu ponto fraco, vai saber como me atingir e me fazer baixar a guarda. Seu plano deu certo, perdi meu bebê…

— Ei! — me assustei quando senti uma mão em minha cintura. Ao sair do transe, notei que minha mão estava sobre meu ventre e uma lágrima escorria pelo meu rosto.

— Estou bem. — digo sem encarar Josh e me virei para sair do local. — Só preciso de um chips de batata. — deixei a arma com Arthur e sai do galpão sentindo a forte luz me atingir.

— Olha aqui, você não me disse que ia ser desse jeito. — Mariane entrou na minha frente colocando uma mão na cintura. — Roleta russa?

— Queria o quê? — vi Josh seguindo em direção ao carro.

— Só nele, precisava levar em sua cabeça? — suspirei e peguei a faca que estava em sua mão. — O que vai fazer?

— Nada. — passei ao seu lado e entrei no carro.

Bati aquela porta irritada e fiquei encarando aquela faca enquanto girava lentamente em minha mão.

— Você está bem? — virei minha cabeça vendo Josh que me olhava.

— Só vai pra casa. — digo puxando o cinto e ele sai no mesmo instante.

Josh não me fez perguntas, seguiu o caminho inteiro quieto e eu apenas fechei os olhos.

Eu estava irritada, meu coração ainda estava acelerado e eu sabia que a qualquer momento iria explodir com quem viesse conversar comigo.

Quando estava indo ao galpão disse o que faria, nem preciso dizer que Josh odiou a ideia e me pediu para não fazer aquilo. Aquele cara já sabia que ninguém ia matar ele, não sem conseguir uma informação de sua parte.

O lado bom disso é que ele confirmou minhas teorias, Henrique está mesmo me esperando chegar até ele.

O carro estacionou em casa e eu desci seguindo até ela.

O local estava silencioso e eu me virei vendo Josh entrar na casa.

— Onde fica meu quarto? — pergunto vendo ele se aproximar.

— Seu quarto? — sorriu de canto. — Pensei que dormiríamos juntos agora.

— Pra você reclamar que o Pipoca não para quieto? — neguei lentamente e ele me segurou pela cintura. — Não mesmo.

— Você não tem escolha de qualquer forma, suas roupas já estão todas lá. — me deu um selinho e eu ri. — Sobe e vira a esquerda, vai ver um corredor à direita e a porta é última. — assenti e ele me deu mais um selinho. — Já vou lá, só preciso fazer uma ligação.

— Ok. — me separei seguindo até o quarto.

"Sua filha não merece assumir isso! — fechei os olhos enquanto estava encolhida ouvindo a conversa do meu pai."

"E quem você pensa que é para me dizer onde minha filha deve estar ou não? — escutei a voz irritada do meu pai."

"Sabemos que John está apto a receber tal responsabilidade, e… — ouvi algo quebrar fazendo sua fala ser interrompida."

"Sai agora da minha casa e não ouse nunca mais questionar sobre minha filha, ela vai sim assumir isso e vocês terão que obedecer ela!. — foi nesse momento que eu apenas me levantei e sai correndo."

Encarava meu reflexo naquele espelho e queria apenas tomar um chá de esquecimento, queria esquecer quem eu sou e do meu papel nesse mundo medíocre.

E daí que John era meu primo mais velho? E daí que ele era homem e era considerado o melhor da família? Ele está morto e quem sobreviveu? A inútil aqui!

"É Anyzinha, sua sorte é ser filha deles, caso contrário, seu lugar seria ocupado por ele."

Isso é mérito meu, mesmo se eles não tivessem morrido, eu ia fazer nossa história continuar… mas aquele desgraçado acabou com tudo isso!

— Ah! — gritei irritada e peguei a primeira coisa que havia na minha frente acertando aquele espelho.

O vidro explodiu de uma vez e logo ouvi minha porta abrir.

— Gabrielly! — Josh apareceu do meu lado e pegou minha mão que estava coberta de sangue. — Por que Any?

Não o respondi, apenas deixei que me tirasse do banheiro e cuidasse do corte que estava em minha mão.

Eu só quero matar aquele filho da puta logo!

↝ Eu sei do que você está precisando Gabrielly... 😏 (Bom dia? Kkkkkkkkk)

Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍

XOXO - Miih

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