• Capitulo 67 •
Eu amo vcs, ok? Não esqueçam disso!
Não queria me sentir perdida novamente, queria ter certeza de que continuar com isso seria uma boa, mas novamente me sinto sem saída.
Por que tudo tem que ser tão difícil? Não poderia simplesmente viver minha vida sem me preocupar com esse maldito sentimento?
Levantei minha cabeça no mesmo instante em que ouvi um gemido de dor. Josh se sentou com a mão na cabeça e quando olhou em volta me viu ainda sentada no chão.
Meu rosto devia estar inchado, mas eu não chorava mais, ainda apaguei o histórico de ligação.
— Gabrielly? — sua voz saiu fraca e eu escondi o celular no meu bolso. — O que aconteceu?
— Um pedaço do teto da cozinha caiu na sua cabeça e você desmaiou. — digo ainda encolhida no chão e vejo seu olhar confuso.
— Isso é sério? — neguei.
Ele se levantou com a mão ainda na cabeça e se aproximou me olhando no chão.
— O que faz aí? — fiquei em silêncio olhando ele.
Josh se ajoelhou na minha frente e eu encarei seus olhos azuis.
— Fala comigo Gabrielly. — sua voz saiu baixa e eu suspirei fechando os olhos rapidamente.
— Está mesmo apaixonado por mim? — encarei seus olhos esperando ver qualquer hesitação.
— Estou. — disse sem quebrar o contato visual.
— Está mesmo arrependido de tudo? Tentou mesmo me contar?
— Sim. — relaxei meu corpo e passei a mão no rosto novamente. — Eu ainda acho que te confessei isso bêbado, mas não me lembro. — suspirou.
— Eu muito menos. — encarei meus dedos. — Por que acha que eu devo ir embora? — pergunto mesmo já sabendo da resposta.
— Porque eu jamais me perdoaria se algo viesse a acontecer com vocês. — disse sem hesitar. — Eu não sabia o quanto eu queria ser pai, até receber a notícia de que eu seria. — olhei ele. — Não queria me privar disso. — vi seus olhos encherem de lágrimas. — Mas eu prefiro isso do que ver meu pai com essa criança. — neguei sentindo minha vista embaçar e me inclinei abraçando ele.
Josh envolveu seus braços em minha cintura e eu apenas ouvi seu soluço em meio ao choro.
Não importa o quão frio você seja, sempre terá algo que vai fazer seu coraçãozinho acelerar, e verá que às vezes, amolecer é necessário…
Nunca achei que um dia veria ele chorar, até porque ele realmente se mostrava uma verdadeira pedra que não tinha sentimentos. Mas isso aconteceu, e me destruiu ainda mais.
— Ainda não te perdoo, mas por favor Josh, não me machuque novamente. — peço em meio ao abraço quebrando aquele silêncio.
Eu estava me sentindo mais leve, Úrsula me disse que eu saberia se ele estivesse mentindo e eu confiei nisso. Olhando em seus olhos eu realmente não vi qualquer hesitação diante de suas palavras.
— Não vou. — disse com a voz fraca e se separou segurando meu rosto. — Eu te prometo que isso não vai voltar a acontecer. — disse novamente olhando em meus olhos.
Seu rosto estava vermelho e eu conseguia ouvir sua respiração um pouco mais pesada…
— Ok. — peguei em suas mãos e abaixei deixando no meu colo. — Mas quero que saiba que vou matar seu pai. — digo séria.
— E eu vou fingir que nem vi. — soltei um riso fraco. — Ele perdeu esse posto há muito tempo. — suspirei.
— Sua cabeça ainda está doendo? — pergunto e vejo ele levar a mão até a mesma.
— Um pouco. — soltei uma risada. — Não vai mesmo me falar o que aconteceu? — neguei com um bico.
— Um dia você descobre. — me olhou desconfiado. — Me tira uma dúvida. — digo passando o dedo abaixo do meu olho limpando os vestígios de lágrimas. — O que aconteceu com a Clary e o pai dela? — Josh passou a mão no rosto.
— Agora você pergunta? — disse debochado e eu ri. — Estão mortos, desde o dia do baile. — arregalei os olhos. — Inclusive, sabe o Joe?
— Líder dos Black? — pergunto e ele assente. — O que tem?
— Também está morto. — disse sorridente e eu franzi o cenho fazendo uma careta.
— Como morto? — indaguei confusa.
— Ih, ele morreu no dia em que descobri que ele bateu em você. — neguei lentamente.
Bem que eu achei estranho não ter mais notícias dele…
— Como isso não causou uma guerra? — Josh riu.
— Fui eu quem matou, está mesmo fazendo essa pergunta? — revirei os olhos.
— Tem mais alguma coisa para me contar? — cruzei os braços.
— Também matei aquele segurança que você beijou no México. — abri a boca.
— Joshua! — soquei seu braço com força e ele fez uma careta alisando o local. — Olha, isso entra na lista de possessivo. — ele deu risada. — O que mais?
— Deixa eu pensar. — ele encarou o teto pensativo. — Eu realmente armei para ficarmos no mesmo quarto no México, quase matei o Arthur também. — arregalei os olhos novamente. — E eu tenho um olheiro na casa dois. — abri a boca.
— Você o quê?! — pergunto incrédula e ele se defende do meu soco.
— Essa parte é brincadeira. — disse rindo. — Mas seria uma boa ideia. — ameacei socar ele novamente.
— Idiota. — digo encarando ele. — E no dia que eu fui baleada? — ele suspirou.
— Meu pai havia me mandado uma mensagem dizendo que eu deveria ficar de olho na "incompetente". — cerrei meus punhos. — Ali eu já sabia que ia dar merda.
— Escroto. — digo irritada. — Mereceu o tapa, o chute no pau e a cuspida na cara. — Josh arregalou os olhos.
— Bateu no meu pai? — disse boquiaberto querendo rir.
— E você acha que eu sou mulher de aguentar as coisas calada? — neguei fazendo um barulho com a boca. — Não mesmo meu querido, ainda fiz questão de jogar na cara dele que já o roubei. — Josh tomou a cabeça para trás rindo.
— Você definitivamente não tem medo da morte. — neguei dando risada.
— Só pra saber. — voltei a ficar séria. — Aquele dia que eu fugi para ir ao mercado...
— Ah, isso eu não sabia. — sorri de canto. — Você realmente agiu que eu nem vi.
— É muito fácil dobrar você. — digo convencida.
— Vai nessa. — rimos.
— E sua equipe? — ele me olhou. — Sabia que estava com seu pai? — Josh suspirou encarando o chão.
— Não. — disse baixo. — Temos uma aliança, posso ser o chefe, mas confiança é confiança. — levei minhas mãos até seu rosto e o fiz me olhar.
— É melhor contar. — ele fechou os olhos. — Olha pra mim. — voltou a me olhar. — É melhor eles saberem por você, do que a bomba explodir.
— Me dê um tempo. — segurou minhas mãos e eu assenti. — Por que mudou de ideia? Digo, em relação a mim? — suspirei.
— Não acho certo o que você fez. — digo olhando em seus olhos. — Mas entendo como deve ter sido difícil ser criado com alguém como seu pai. — ele forçou um sorriso. — Mas tenho certeza de que você será um ótimo pai. — sorri e logo vi seus olhinhos brilharem.
— E você será uma mãe incrível. — ficou me olhando, mas seu olhar logo desviou para minha boca.
— Meus olhos estão mais em cima Joshua. — ele riu.
— Mas no momento não quero eles. — soltei uma risada e ele logo me puxou selando nossos lábios.
Suas mãos agarraram minhas coxas e eu subi em seu colo aprofundando o beijo.
Não posso negar, eu estava com saudades disso, da sua língua explorando minha boca, de suas mãos deslizando pelo meu corpo enquanto queimava… O homem que mexe com o meu psicológico!
A falta de ar logo se fez presente e Josh se separou puxando meu lábio inferior me fazendo sorrir.
— Já que você gosta de mim. — encarei seus olhos e fiquei fazendo um leve cafuné em seus cabelos enquanto ele sorria. — Pode me dar um cachorrinho agora? — seu sorriso sumiu no mesmo instante.
— Não começa. — fiz um bico frustrada.
— Per favore? — fiz uma voz fofa dando um selinho nele. — Hm? — dei outro selinho.
— Linda não faz isso. — abri um sorriso bobo com o apelido. — Te prometo que quando nascer te dou um. — alisou minha bochecha e eu ignorei sua fala focando somente no apelido.
— Me chamou de linda. — Josh riu abaixando a cabeça de leve. — Ah, você é fofo quando quer. — apertei suas bochechas.
— Mas eu ainda prefiro te chamar de gostosa e te ouvir gemer meu nome. — abri a boca incrédula.
— Volta para o Josh fofo agora! — ordenei e ele riu selando nossos lábios novamente.
Um pervertido de primeira, isso que ele é!
Mas não vou negar, prefiro seu lado safado, combina mais com ele.
↝ Ahhhh, que lindos! Uma pena que...
Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍
XOXO - Miih
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