• Capitulo 57 •
Maratona 2/3
Devemos ter ficado cerca de 10 minutos jogados no chão do banheiro. Enquanto eu simplesmente colocava meu choro pra fora, Josh seguia tentando me acalmar.
Acho que ele havia se cansado disso, visto que me ajudou a levantar com certa dificuldade. Foi o tempo de enxaguar minha boca que ele me levou até o quarto me deixando na cama.
Agora eu estava aqui, encarando o chão e ele sentado ao meu lado em completo silêncio.
— Como eu acordei vestido? — então aquele vasto silêncio se quebra.
Olhei o loiro e entortei os lábios ainda nervosa.
Essa situação ainda estava muito estranha, estou esperando um filho dele e ainda tentando entender como ele sempre soube de tudo e eu não suspeitei.
— Coloquei em você. — digo olhando ele. — Aliás, não foi fácil, você pesa. — soltei um riso baixo.
— Você realmente não queria isso. — disse soltando um suspiro.
Como dizer que queria, mas não podia?
Não acho errado me relacionar com ele, só não gosto do modo como ele age fazendo tudo parecer um jogo. Certo, eu brinco também, mas faço isso como um escudo de defesa. Se ele brinca, é sinal que não sente nada, então se eu brinco, é sinal que também não sinto nada.
Mas a quem eu realmente quero enganar?
— Josh. — chamo sua atenção e ele me olha. — O que vai acontecer agora?
— Não posso colocar a vida de vocês em risco. — mordi o lábio inferior. — Teremos que esperar um ano para ter aquilo. — fechei os olhos.
— Não digo disso. — alisei minha testa. — Seus pais Josh? — encarei ele e por um momento pensei ver seu corpo tenso.
Josh ficou em silêncio, me olhou durante todo o tempo e eu quase tive que refazer a pergunta…
— Deixa isso, ok? — franzi o cenho confusa.
— Josh, é um filho. — se levantou e virou as costas andando pelo quarto.
— Sei disso, mas... não é o melhor momento. — levei a mão na minha barriga após ela roncar.
— Como quiser. — me levantei e ele correu na minha frente.
— Onde vai? — olhei ele confusa.
— Sair do quarto para comer? — ele passou a mão no cabelo e eu cruzei os braços. — Está assustado porque vai ser pai, não é?
— Minha ficha não caiu. — tombou a cabeça para trás. — É uma criança, que vai crescer aí dentro. — apontou para minha barriga e eu ri fraco.
— Nove meses. — alisei meu ventre. — Agora oito. — olhei ele.
— Não foi ao médico? — neguei. — Por quê?
— Não sei. — encolhi os ombros. — Achei que quando você descobrisse, iria querer ver o ultrassom.
— Teremos que nos mudar. — arregalei os olhos.
— Oi? — digo completamente confusa. — Desculpa Josh, sei que transamos bêbados, estou grávida de um filho seu, mas isso não muda nossa situação.
— O que quer dizer?
— Que não acho certo iniciarmos uma relação por conta de um filho. — arqueou uma sobrancelha. — Venhamos e convenhamos Josh, a gente não dá certo junto.
— Porque você é complicada. — abri a boca.
— Você que é complicado! — soquei seu peito sem força. — Seus problemas são resolvidos de uma única forma, com grosseria! Quando queria descontava em mim. — cruzei os braços irritada. — Me desculpa, mas não nasci para estar em um lugar onde o cara se acha um alfa supremo e a mulher é obrigada a aguentar tudo calada como… — Josh não me deixou terminar, apenas me puxou pela cintura e selou nossos lábios.
Tentei empurrar ele novamente, mas aquilo foi em vão. Meu corpo simplesmente relaxou e eu levei minha mão em sua nuca abrindo caminho para sua língua.
Josh me empurrou até a cama e caiu por cima sem deixar seu peso me esmagar. Nossas línguas lutavam por espaço e eu suspirei sentindo sua mão em meu corpo.
Josh se separou puxando meu lábio inferior e eu mantive meus olhos fechados sem coragem de encará-lo.
— Não brincava com seus sentimentos Gabrielly, não te provocava por diversão, e sim porque gostava de ver o efeito que aquilo causava em mim. — seus beijos desceram no meu pescoço. — Me afastei como pediu, mas não sabe como quis te pegar e te chupar fazendo você gemer meu nome novamente. — prendi minha respiração.
— Para de falar Josh. — tentei empurrar ele, mas o mesmo me olhou nos olhos.
— Não estou te pedindo para casar comigo, Gabrielly, estou te pedindo para deixar as coisas fluírem, vou cuidar de você, mesmo que não queira. — contrai meus lábios segurando um sorriso que queria crescer.
Pela primeira vez, olhando em seus olhos pude ver que ele disse isso com total sinceridade. Seus olhos azuis agora tinham um brilho, ali eu conseguia me ver e ter a certeza de que ele não disse isso apenas pelo filho que carrego…
— Droga Beauchamp. — bati em seu peito rindo. — Mas falando sério, preciso comer algo. — ele arregalou os olhos e saiu de cima me deixando levantar.
Fiz um coque no cabelo e sai do quarto indo em direção a cozinha.
Descendo as escadas, parei no primeiro degrau ao ver que todos estavam ali.
Escutei apenas alguns sussurros como, "para de falar, ela está vindo" e logo o silêncio se instalou. Josh parou do meu lado e assim como eu parecia confuso.
— Devo me preocupar? — sussurro olhando Josh.
— Quem sabe? — me olhou e voltamos a descer.
Antes de chegar no fim das escadas, todos se aproximaram nos deixando "cercados".
— Ok, quem vai falar? — Diarra disse me olhando e logo olhou Josh.
Não queria contar isso agora, mas me sinto péssima ter mentido tanto…
— Vou ser pai! — abri a boca e arregalei os olhos encarando o loiro.
— O quê?! — o coro saiu de uma vez e eu fiquei totalmente estática.
Josh não esboçava feição nenhuma, muito pelo contrário, seu olhar era sério e quem não o conhecesse diria que está mentindo.
— Deus, eu estou muito confusa. — olhei Sabina e engoli minha saliva. — Quem estava grávida não era a Mari? — todos olharam para ela.
— O filho é do Josh? — perguntou Bay fazendo a morena arregalar os olhos.
— Enlouqueceu? — riu, mas parecia nervosa. — Any? — então todos voltaram a me olhar.
Não fazia ideia de como falar isso, "transei bêbada com o Josh e engravidei"… não, isso é péssimo.
— Eu estou grávida. — então mais uma onda de gritos ocorreu e eu fechei os olhos.
Minha barriga voltou a roncar e eu levei a mão até a mesma.
— Verdade, você precisa comer. — Josh me abraçou pelos ombros e me levou até a cozinha.
Todos nos seguiram em silêncio e eu me sentei já que Mari ia fazer minha refeição novamente.
Ali no balcão o povo me olhava como se esperasse uma explicação, braços cruzados e olhares confusos, eu realmente não fazia ideia de como explicar algo.
— Será que podem parar com essas caras? — digo constrangida e todos suspiraram ao mesmo tempo.
— Desculpa Any. — disse Nour vindo me abraçar. — Não sei como se sente ainda, mas meus parabéns. — sorri fraco.
— Ainda estou assustada na verdade. — encolhi os ombros.
— Espera, se ela está grávida e o Josh é o pai. — disse Krys levando a mão na boca em seguida. — Viado que babado. — alguns deram risada, inclusive eu.
— Espera, isso aconteceu no México? — perguntou Savannah e eu neguei.
— Não importa quando aconteceu. — disse Josh cortando o assunto. — Não quero que isso saia daqui, Any já corre risco, não quero que aumente por estar grávida.
— Sim senhor. — disseram juntos.
— Noah, cancele meu compromisso de hoje. — encarei Josh.
— Não precisa. — digo calma. — Mari está cuidando bem de mim. — escutei a risada dela.
— É, mas o pai sou eu, não ela. — revirei os olhos após ele piscar.
Algo me diz que esse cara vai virar um surper protetor…
↝ Não está um clima lindo para final de fanfic? KKKK
Meta para o próximo: 60 votos e 70 comentários (sem comentar coisas aleatórias!)
Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍
XOXO - Miih
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