• Capitulo 48 •

"Para papai. — digo me contorcendo na cama com ele me fazendo cócegas."

"Não gosto de ver você triste pequena. — beijou meu pescoço me fazendo rir."

"Não estou. — me olhou. — Não mais. — sorriu."

"Mãe! — gritei entrando no banheiro e ela se assustou borrando o batom."

"Gabrielly! — dei risada."

"Como ela está bonita. — digo vendo seu reflexo e ele ri limpando o borrado. — Ainda bem que eu puxei sua beleza. — rimos."

"Eu ouvi isso. — meu pai apareceu logo atrás me fazendo contrair os lábios. — Mas eu não discordo, gosto de como se parece com ela. — beijou o topo da minha cabeça. — Minhas mulheres. — sorri."

"Cadê a minha pequena? — ouvi meu pai me procurando no meio do povo e desci aquelas escadas correndo."

"Pai! — pulei em seu colo e ele me envolveu em um abraço me girando no ar."

"Parabéns pelo trabalho bem feito meu anjo. — sorri no abraço. — Você foi perfeita!."

"Mãe socorro! — gritei fugindo do meu pai enquanto ria."

"Gabrielly volta aqui! — escutei meu pai e logo avistei minha mãe correndo para trás dela."

"O que está acontecendo? — me olhou e eu ri mais. — Sandro, o que é isso? — disse rindo após olhar meu pai."

"Amor ela me maquiou enquanto eu dormia. — voltei a rir mais."

"Mãe, não ficou lindo? — digo e ela ri junto comigo."

"Vocês duas são um perigo. — disse ele inconformado. — Vem aqui. — me pegou no colo e me encheu de beijos."

"Pai, vai me sujar. — resmungo e ele ri. — Mas você ficou uma linda princesa. — segurei seu rosto e ele soltou o ar rindo."

"Você às vezes parece que não existe menina. — disse minha mãe apertando meu nariz."

"Mas eu existo mãe, em carne e osso. — brinquei com seus cabelos."

"A gente te ama pequena. — disse meu pai me fazendo sorrir."

"E eu amo vocês, muitão. — abracei os dois juntos que voltaram a me encher de beijos."

Lembranças e mais lembranças faziam eu chorar até não aguentar mais. Fiquei o máximo que pude na minha cama controlando cada lágrima que caia, mas quando essa dor aumentou ainda mais, tive que me trancar no banheiro.

A banheira estava cheia e eu estava encolhida me sentindo completamente vulnerável.

Essa sensação era sufocante, me sentia sem forças, mas simplesmente não conseguia parar de chorar. Meu corpo doía, meu coração parecia dilacerado e novamente eu me sentia culpada por tudo isso.

São seis anos, seis anos que não sei o que sentir o abraço deles, o beijo, o carinho, o seu "eu te amo" saindo com tanta sinceridade da boca deles. Não sei mais o que é sentir medo e ter a quem recorrer, não sei o que é me sentir fraca e ter em quem me apoiar. Eu tive que aprender a viver sem eles.

Não tem mais Gaby, pequena, anjo, não tem mais cócegas para me fazer rir quando eu estiver triste. Vazia, era assim que eu me sentia.

Podem se passar anos, eu jamais irei suportar esse dia como se ele fosse normal. Me tiraram eles, me tiraram aqueles que eu mais amava em minha vida, porquê?

Cobri meu rosto molhando com a água que já se encontrava gelada e suspirei. Puxei aquela tampa da banheira para a água sair e com cuidado me levantei.

Meus cabelos não haviam molhado, então eu apenas me sequei e peguei um roupão envolvendo no meu corpo.

Minha cabeça estava doendo e chegava a latejar de tanta dor que sentia. Meu nariz estava completamente trancado e eu ouvia minha barriga roncar pedindo por comida.

Saí do banheiro e me sentei na cama pegando o celular. 19h. Foram 9 horas de choro que iam e vinham a cada lembrança, sete eu devo ter passado dentro da banheira totalmente imóvel.

Não faço a menor ideia do que aconteceu hoje nesta casa, ela parecia um completo silêncio e eu não escutei uma batida sequer, o que dei graças a Deus.

Fiquei encarando aquela porta pensando se deveria ou não fazer algo… algo que já deveria ter feito para evitar esse choro todo...

Não tenho sono e nem apetite, não tem outra coisa que posso fazer a não ser isso, mas se eu encontrar alguém no caminho vou querer morrer… tudo o que menos quero é alguém perguntando o que aconteceu ou lamentando o dia de hoje, se é que alguém lembra que dia é hoje.

A sensação estava voltando e resolvi me levantar para sair do quarto.

Girei aquela maçaneta de uma vez e tudo o que vi foi uma completa escuridão na casa. Tão cedo?

Liguei a lanterna do celular e em passos lentos segui até a área de lazer da casa.

Mirei a luz na prateleira e peguei a primeira garrafa de bebida que vi ali. Sem paciência para voltar ao quarto, apenas abri a garrafa e virei de uma vez na boca. Ali eu me agachei e ali eu fiquei.

Todos os anos eu fazia isso, bebia o dia todo para simplesmente esquecer e apagar, mas hoje se tornou impossível pois nem podia sair do quarto.

A cada virada sentia meu corpo relaxar e conseguia respirar melhor. O álcool descia rasgando, mas era isso que me fazia bem.

...

Sem conseguir pensar direito, eu apenas vi a luz se acendendo e cobri meu rosto.

— Merda. — resmungo sentindo a garrafa ser tirada da minha mão.

— De novo? — abri meus olhos e vi Josh agachado na minha frente. — Por que gosta tanto de beber? — bufei em paciência.

— Não aguento mais chorar, e é isso que me faz sentir bem. — peguei a garrafa de sua mão e voltei a beber.

— Gabrielly...

— Não fala nada. — cortei ele limpando a boca com as costas da mão. — Pare de ser chato ao menos uma vez na vida e me deixa. — voltei a dar um gole e fechei os olhos com força após o álcool descer.

— Tudo bem. — vi ele se levantar e logo se sentou ao meu lado com uma garrafa de bebida. — Salute. — bateu na minha garrafa e levou até a boca dando um longo gole.

Ignorei isso e voltei a beber.

(N/A para não ficar uma narração cansada estejam cientes, os dois estão completamente bêbados)

Já sentia meu corpo mole, minha mente dispersa e ria à toa.

— Eu não sou chato. — escutei a voz de Josh arrastada e o olhei.

— É sim. — digo rindo. — Insuportável quando quer. — dei mais um gole vendo minha segunda garrafa quase vazia.

— Você me provoca. — me olhou. — Sério, custa se comportar? — rimos e ele caiu de lado em cima de mim.

— Custa. — empurrei ele. — Custa muito.

— É linda, mas é complicada. — disse mole e eu revirei os olhos sentindo sono.

— Olha... — me virei vendo ele. — Me acha linda. — dei risada batendo em seu peito.

— Não Gabrielly, não só linda. — tombou a cabeça no meu ombro. — Gostosa também. — bati em sua coxa. — Sério, por que não fica comigo? — me olhou e eu vi seus olhos baixos.

— Já fiquei com você. — virei mais um gole.

— Não, não isso. — sua mão parou na minha coxa. — Digo carne com carne, corpo com corpo.

— Pra quê? — digo rindo. — Vai me mandar embora no dia seguinte. — ele negou vindo pra cima de mim.

— Eu quero você morena, é tão difícil entender? — neguei rindo.

— Mas quer saber? — encarei seus olhos. — A vida é curta demais para perder tempo. — digo subindo em seu colo e o beijo com fervor.

Suas mãos agarraram minha cintura e eu rebolei em seu colo fazendo ele suspirar entre o beijo.

— Está sem roupa? — senti suas mãos em meus seios e sorri assentindo. — Porra Gabrielly. — voltou a me beijar e eu gemi sentindo sua mão na minha intimidade.

— Aqui não. — digo baixo.

Josh tentou se levantar comigo no colo, mas os dois foram ao chão e rimos alto.

— Shh! — digo rindo e nos levantamos.

Tropeçando nos próprios pés, foi uma dificuldade até chegar no quarto, ainda mais o dele que ficava na puta que pariu.

Josh me colocou dentro daquele quarto e eu me livrei do roupão ficando completamente exposta. Suas mãos me agarraram com força e me vi deitada na cama com ele por cima.

Tirei sua blusa e em meio aos beijos ele se livrou da sua calça. Toquei em seu pau que já se encontrava duro e ele soltou um suspiro caindo de boca em meus seios. Suspirei sentindo seu pau pulsar em minha mão e o virei na cama.

Me ajeitei em cima dele e sem enrolar, apenas sentei lentamente em cima dele fazendo ambos gemerem alto. Arranhei seu peito e ele agarrou minha bunda me fazendo quicar nele.

Me inclinei sentindo ele estocar dentro de mim e gemi em seu pescoço.

Beijei sua boca com velocidade e ele me girou novamente ficando por cima. Passei minha perna em sua cintura e abri a boca quando ele meteu com força fazendo a cama ranger alto.

— Isso Josh. — gemia descontroladamente e apertei meus seios sentindo meu prazer cada vez maior.

— Gosto de ouvir você gemendo meu nome. — disse voltando a me beijar e eu cravei minhas unhas em suas costas.

Eu estava indo ao delírio e logo senti a pressão crescer em meu ventre...

— Ah Josh! — gemi novamente e ele me beijou aumentando a velocidade.

Minha perna formigou, meu corpo arrepiou, mais uma estocada e eu gozei em seu pau sentindo meu corpo completamente extasiado. Um espasmo e mais duas estocadas, senti seu líquido quente me preencher e seu gemido rouco em meu pescoço.

Seu movimento continuou mais um pouco e logo o vi caindo ao meu lado.

Ofegante, me virei em cima dele e o beijei novamente.

Suas mãos me envolveram em um abraço apertado e meu corpo apenas se acomodou ali.

↝ Ai, ai, essas crianças de hoje em dia...

Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍

XOXO - Miih

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