Cαթí́Եմlօ 38

"Pior que eu sinto falta, do beijo
Eu sinto sua falta, amor
Pior que eu sinto falta, do cheiro
Seus olhos, do seu jeito, do calor."

Depois que Luna foi presa, eu percebi que o mundo da minha família e das pessoas que gostam dela, caiu de um jeito bem brusco. Como se estivesse se desmoronado, desabado, e capotado.

Tá, eu sei, isso soou, bem dramático, mas, essa é a realidade de todas as circunstâncias, que Luna escolheu, para a vida que ela levava. Ser uma assassina profissional, faz com que esse seja um dos caminhos, o outro, eu sinto muito em informar, mas é a morte.

Ninguém está em um caminho com esse, e se dá bem para o resto da vida, muito pelo contrário, ou morre, ou vai passar alguns anos da vida atrás das grandes, e isso foi o que aconteceu com a minha irmã.

Nem preciso dizer, que os nossos pais, nossos tios e primos, estão desolados, sentimos que foi, como se estivesse aberto um buraco ernome dentro da gente. Por que não sabemos como ela vai ficar lá, naquele presídio.

Não sabemos a índole das pessoas lá, eu não vou mentir, eu tenho muito medo de perder a minha irmã gêmea. Por que Luna, é parte de mim, ela é eu, com uma outra personalidade, e saber que ela está lá, sozinha, sem as pessoas que a amam perto, faz o meu coração se partir em pedacinhos.

Eu amo a minha irmã mais do que tudo, assim como amo os nossos pais, e toda a nossa família, só que, eu sei o que ela passou todos esses anos, eu sei mais do que ninguém, que ela sofreu muito, e eu confesso que cada vez que eu percebia que ela era machucada psicologicamente, sofria junto.

O Zay, está acabado, seu olhar agora é de tristeza, eu percebo que foi como se Luna estivesse levado uma parte dele consigo, pois o coitado está mal, ele chorou tanto, agora só o que resta dele é os olhos que contém um vazio profundo.

Quando vimos ela sair da sala de jure, sentimos uma tristeza enorme, e com ela, o sentimento de derrota. O papai não escondeu o seu choro, e desabou no coloco da mamãe, eles choraram sendo aparados por nossos tios. Gael ficou mal, mesmo com essa fachada de policial durão. E eu? Bom, eu fui consolada pelo meu árabe gostoso, o Kal!

Ele tem sido um namorado bastante atencioso, gentil, carinhoso, não é um cara possessivo, não controla os meus passos, e não briga por bobagens, ele é tudo que eu sempre sonhei em um homem. Acho que se ele não estivesse aqui, eu iria ficar pior do que já estou, por que querendo ou não, todos estão sofrendo, e eu mais ainda.

Enfim, agora, estamos todos na casa dos meus pais. Papai chamou o Zay e o Kal para ficarem aqui, pois ele sabe que os meninos vão ficar sozinhos lá na casa deles, pois dona Dália, a mãe deles, já foi embora, ela havia ido na noite anterior, por que ela tem que assumir a direção da empresa deles, que está lá no Líbano.

Eles ficaram um pouco, conversaram bastante com os meus pais, tentaram a todo custo se manter fortes, mas o olhar triste do Zay, fez com que o Kal também ficasse sentido. Gael e a Gabi ficaram um tempo conosco também, mas logo precisaram ir embora, por que ela tinha que buscar as trigêmeas na casa da Vânia, e Gael teria que ir para a corporação trabalhar.

Miguel e Alexia também, Lexi tinha um compromisso com uma modelo, e o Guel, tinham que ir para o hospital. O restante do pessoal, foi para casa, e com isso, só restou na mansão, eu, o meu pai, a minha mãe e Sheylinha, a nossa empregada.

Durante toda a tarde, que os meninos estavam aqui, tentamos almoçar, mas o clima não estava bom, até Sheylinha estava péssima, tadinha! Ela está bem triste com essa partida da Luna, pois nós temos muita consideração por ela, assim como ela tem por mim, pela a minha irmãzinha e todos da nossa família Mancini.

Após esse almoço de clima estranho, o Zay e o Kal ficaram conversando com papai, como vão fazer, para abafar da mídia, a prisão da Luna. Certamente eles já devem saber, afinal eles com certeza devem ter visto em algum momento, a entrada da minha irmã,  no tribunal.

Em seguida, eles falaram um pouco sobre seus projetos de como será nos próximos dias, essa sociedade da Tec Mancini, com a Abdala Tecnologic, do Líbano. Mas, depois os meninos foram para casa.

Devo ressaltar, que Zay levou consigo, a Lua, a nova cadelinha de estimação que Luna me pediu para comprar pra ele, como forma de ajudar a aliviar a dor da saudade que ele vai sentir dela.

Antes de ir embora, meu namorado, o Kal, me abraçou, enquanto eu estava deitada no sofá da sala, ele me deu bastante carinho, beijos, e um abraço muito apertado. Após esse lindo ato, ele sussurrou no meu ouvido, mas dessa vez, não foi para falar safadezas como ele sempre faz, não! Dessas vez, ele disse que tudo irá ficar bem, que a Luna é uma mulher forte, esperta e muito astuta, e que, não era para eu me isolar, por que Luna não iria gostar disso. E ele tem razão!

Ele disse também, que vai está aqui para tudo que eu precisasse, que está ao meu lado e não vai me abandonar nas horas difíceis.

Agora eu vou dizer uma coisa a vocês, essa pessoa, que me disse tudo isso, com o maior carinho, nem de longe parece o Kalil que conheci. Ele está diferente, foi como se estivesse feito uma mudança de dentro para fora, muito grande. E isso me faz feliz.

Enfim! Nossa casa hoje, parede que é um funeral, por que o clima não está bom.

Agora neste exato momento, eu estou aqui, no meu quarto, estou deitada na minha cama, usando meu pijama de panda, igual ao que Luna tem. Ela não gosta desses tipos de pijamas, mas eu confesso que comprava pra ela, pois tinha vezes e eu pedia pra ela dormir comigo, usando o mesmo pijama que eu.

Ela odiava quando eu praticamente a obrigava, mas mesmo assim fazia, por que ela queria me ver feliz e contente.

Oh céus! Eu só queria vê-la de novo!

Pensando nisso, sinto os meus olhos se encherem de lágrimas, e com isso, a vontade de chorar me invade com tudo. Então, eu abraço o travesseiro e me permito em deixar, que as minhas lágrimas desçam como uma cascata.

Toc, Toc!

De repente, eu ouço duas batidas na porta, então, eu levanto a cabeça, e dou um suspiro profundo.

— Pode entrar! — digo com a voz um pouco rouca, por conta do choro.

Ouço a preta ser destrancada, e logo passos lentos virem em minha direção.

— Meu bem? — escuto a voz do Cris, meu fotógrafo e melhor amigo, me chamar.

—Oi, Cris! — digo com a voz triste, e fungo o nariz, com a cabeça deitada  no travesseiro.

Mesmo com os olhos marejados, me fazendo enxergar tudo embassado, eu pude perceber, até ele se aproxima da minha cama. Em seguida, ele senta na beira do colchão, e dobra uma perna sob o mesmo.

— Como você está, diva? — ele me pergunta um pouco preocupado.

Levanto, sentando-me na cama, e passo as mãos levemente no meu rosto. Em seguida, eu dou um suspiro e olho ele. Pela expressão triste do meu amigo purpurina, eu pude notar o quão eu estou mal, ele com certeza está vendo como estou cabisbaixa.

— Ah..eu..— tento dizer, mas sem mais consegui segurar as lágrimas, começo a chorar novamente.

Com isso, o Cris me puxa para um abraço afetuoso e amparador. Em seguida, eu encosto a minha cabeça em seu ombro, e permito que a dor da minha irmã não está mais presente no meu dia a dia durante um bom tempo, se fazer presente.

Dois anos presa, isso é demais para suportar! Podia ser pior, mas dois anos não é dois dias, não é duas semanas e nem é dois meses.

— Oh, meu bem! Não fica assim! — Cris diz com a voz triste, e beija meu ombro, ainda afagando as minhas costas.

— Luna vai ficar presa, por dois anos! — digo com a voz embargada.

— Sinto muito, meu bem! Eu sinto muito mesmo, não queria que isso tivesse acontecido com ela, e nem
que você estivesse nesse estado — ele diz com a voz também, um pouco embargada.

Cris é bem sensível, qualquer coisa, ele está chorando também.

— Obrigada por tudo! — digo ainda chorando.

— Chore, meu bem! Isso vai te fazer se sentir melhor. Coloca pra fora! — Cris diz ainda abraçado a mim.

Ele afaga as minhas costas de um jeito bem suave, me passando toda a sua calma, seu carinho e sua delicadeza.

— Sua mãe ligou, dizendo o que houve, aí eu vim correndo.

— Obrigada minha purpurina favorita!

— Imagina!

Ficamos um tempo assim, até que eu me afasto, limpo o meu rosto e olho para ele, mas logo pude notar que ele esta com uma mala.

É um pouco espalhafatosa, mas ele só usa as coisas assim, que chamam bem atenção. Isso que o torna engraçado e uma pessoa muito especial. Já somos amigos a uns 10 anos.

— Amigo, para que essa mala? Vai viajar? — pergunto curiosa olhando para a mala, e em seguida, olho para ele.

— Vim ficar com você, ué! — ele diz com um sorriso singelo nos lábios, porém pude ver que olhos dele está um pouco marejados.

— Oh Cris! — digo sentindo uma mistura de alegria e carinho.

— Achou mesmo que iria ter deixar aqui sozinha, depre? Nana..nina..não! — diz me fazendo sorrir.

— Oh amigo, obrigada por estar aqui, viu? — digo ainda com um sorriso nos lábios e abro os braços para que ele venha me abraçar mais uma vez.

E assim ele faz. Cris me abraça com carinho e afeto.

— Imagina. Saiba, que eu sempre vou estar ao seu lado, para o que precisar — diz no meu ouvido e eu sorrio de lábios fechados.

— Eu sei disso, você é um anjo! — digo me ao me afastar, porém seguro as mãos dele suavemente.

— E você, é a minha diva! Eu não sou o seu boy magia árabe, mas também estou aqui para o que precisar, é isso que os amigos fazem — diz sorrindo e leva minha mão até seus lábios, depositando um beijo demorado.

Então, eu e o Cris, passamos a noite inteira conversando, eu contei como foi no tribunal, e sobre a reação do Zay, quando ouviu que a minha irmã iria ficar dois anos presa. Fiquei com tanta dó dele. Em resposta, o Cris diz que também sente muito por ele, e que ele percebeu de longe que ele é completamente apaixonado por Luna.

Eu confesso que isso me tranquiliza um pouco, por que pelo menos, ela teve a chance de viver um amor de verdade, e que foi por esse amor que ela encontrou a sua redenção, isso me deixa tão feliz.

Em seguida, o meu Kal me ligou, fez uma chamada de vídeo, disse que se precisasse, que ele iria implorar para o meu pai, para que ele viesse dormir aqui comigo. Embora eu queria muito isso, sei que o Sr.Liam não vai deixar, ele já morre de ciúmes do Kal, quando o vê me abraçando, me beijando, você imagina, se papai ouve ele pedir isso a ele?

Então, só ficamos conversando na vídeo chamada. Cris também logo participou da conversa e eu não pude evitar em rir, quando ele disse ao Cris que se ele não fosse Gay, ele iria vir até aqui para fazê-lo beijar o chão, o Kal é uma figura! Amo esse moreno!

Após um tempo, de longa conversa, com o ele, eu desliguei o celular, pois a mamãe veio no quarto com o papai, eles conversaram bastante com o Cris e o agradeceu, por ver que ele veio passar um tempo aqui comigo.

***

Semanas depois...

Já faz mais de quinze dias, que minha irmã foi pesa. Na semana passada, eu, os nossos pais e o Zayn, fomos vê-la.
Eu nem preciso dizer a vocês, que foi uma choradeira danada, não é? Logo que chegamos, um policial disse para nós, que só poderia entrar um por vez, então cada um pode ficar com ela, por cinco minutos.

Foi muito pouco tempo, mas isso fez com que pelo menos, matassemos a saudade. Mamãe e papai foram um dos primeiros, em seguida, foi o Zay. Eu prefirir ir por último. Quando eu entrei, vi Luna com a expressão um pouco abatida, ela está abalada, e eu sei que é oor está neste lugar horrível, isso me fez sentir o peito doer demais.

Assim que eu havia entrado, nós duas nos abraçamos, ela sentou em minha frente e logo me perguntou como estão as coisas.

Obviamente que nada está bem, todos da família não estão bem, porém, nós temos que sobreviver. Notei seu olhar triste e cabisbaixo, mas para quebrar esse clima, contei que precisei fazer mais uma seção de fotos com o Cris, para um novo lançamento de uma coleção de marcas. São marcas de Jeans! Um novo lançamento.

Contei que Gabriela, mulher de Gael também participou dessa coleção, e que as fotos ficaram incríveis. Em seguida, eu contei como estava indo o meu relacionamento com o Kal, ela riu tanto, quando eu disse que ele é um tarado.

Suspirei aliviada, em saber que isso a deixou um pouco mais fez, ao notar um sorriso discreto em seus lábios.

Perguntei a ela, como estão as coisas por aqui, dentro desta prisão, e logo noto que ela ficou um pouco nervosa em ter que desabafar. A vi pensar um pouco, mas logo ela começou a contar
que no início, brigou com uma capitã, me fazendo arregalar os olhos.

Mas logo ela tratou de me acalmar, contando que ela salvou uma moça, pois essa tal capitã era muito abusada.

Oh céus! Só Luna mesmo, para me dá um susto desses!

Ela contou também, que fez amizade com essa moça, disse que o nome dela é Daiane, que ela tem ajudado muito ela, e que tem a feito companhia. Isso me faz ficar aliviada, mas também um pouco preocupada, falei logo para ela tomar cuidado, e não confiar em todo mundo.

Por conseguinte, eu senti o meu peito doer, ao ouvir ela contar como foi a sua conversa com o Zayn, ante da minha entrada, ela disse que eles dois choraram muito, disse para ele que o amava, e que iria voltar para ele, não importa o tempo que ela leve presa.

Contou que nos outros dias, os nossos tios, tias e primos e amigos, foram visitá-la também. Disse que Gael não parava de repetir que iria dá um jeito de tira-la de la e que iria botar um policial a vigiando, para que ninguém arme uma embaçada para ela. Gael como sempre, preocupado com a segurança dela, ele sempre foi assim, até comigo e com todos da família. E Miguel não fica para trás.

Eu confesso que nesses dias em que eu me encontro presa, dentro dessa penitenciária feminina de Bangu, foi bem complicado. As Detentas, fizeram de tudo para me tirar do sério, tudo por causa da minha briga com a tal da capitã.

Vou te falar, hein! Que mulherzinha covarde. Ela não se contentou com a surra que levou, tentou arma contra mim e contra a Dai, que se manteve ao meu lado todo esse tempo. Logo no início, eu estava desconfiada dela, só que, isso me faz mudar, quando ela levou um corte superficial na mão, para me proteger. Em suas palavras, isso foi em agradecimento, por eu te-la defendido da capitã, na minha primeira noite aqui, presa.

Ela tem sido uma boa amiga, e uma boa ouvinte, conversamos bastante, ela contou a vida toda dela para mim e contou também, sobre a noite em que foi presa.

Fiquei abismada, como é a mente de um doente, um pedófilo, filho da mãe é, é uma mente suja.

Esse cara, marido dela, era apenas o padrasto da filha dela, Dai contou que ele sempre olhava estranho para a menina, mas que nunca passou pela cabeça dela, que ele tentasse molestar essa garotinha, de apenas 7 anos.

Na hora que eu ouvi, tudo isso, senti um ódio mortal dele, e logo o imaginei morrendo nas minhas mãos. Porém, isso só fico na imaginação mesmo, por que, Daiane já havia feito isso.

Ela agiu em legítima defesa da menor, e pegou dois anos de prisão também, mas, como ela já tem alguns meses a mais que eu, bem provável que ela saia desta prisão antes de mim.

Hoje é sábado, e as quinze horas, é o horário de visita, mais cedo, recebi uma ligação do meu Zay, me contanto como está sendo a criação da nossa mascote, a Lua. Eu rir tanto quando ele disse que ela faz xixi na cama dele e só quer dormir agarrada a ele.

Ele reclama disso, mas sei que está amando ser pai dessa bebê de quatro patas. Ah! Já ia me esquecendo de dizer, que ela sente ciúmes do Kal, toda vez que o mesmo vai conversar com Zay, Lua começa a latir, imagina se fosse eu? Acho que vou sobrar, por que essa mascote não vai deixar eu e o Zay namorarmos tranquilamente.

— Detenta! Visita para a senhorita! — diz uma das carcereiras na grade, me tirando dos desvaneios.

O nome dela é Leni, ela é uma das corruptas. Ela pensa que eu não sei o que ela faz,

O pior de tudo, é que, ela gosta de dar biscoitos com coisas nojentas dentro para sacanear as detentas. Antes de ontem, ela bem que tentou me dar um, mas Daiane não me deixou comer. Graças a Deus!

Outro dia, perguntei o que tinha de janta, sabe o que ela me disse?

Que tinha unha de pé, misturado com tripas de boy. Claro que isso só foi uma piada, mas eu não gostei nem um pouco, e tratei de quase voar naquele pescoço gordo dela. Ela é imensa, eu não gosto nem de comentar sobre isso, pois pode soar preconceituoso da minha parte, o problema é que ela se acha, e adora tratar mal as Detentas.

— Você é surda novata? Eu disse que você tem vista — ela diz com ódio, e eu reviro os olhos.

Levanto da cama e desligo a TV. É, eu já tenho uma TV na minha cela, isso é coisa do meu pai, falei que não era necessário, mas ele fez questão. Com isso, eu levanto e calço o chinelo, vou até a grade saio.

Ao chegar na porta da sala de visitas, pela janelinha eu logo pude ver o meu amor, ele veio me ver mais uma vez.

Entro na sala, e logo os nossos olhos se prendem. Zay levanta e eu vou em sua direção com pressa. Ao chegar perto dele, Zay me puxa para um abraço apertado.

— Que saudade eu estava de você, meu anjo! — ele diz ainda me abraçando apertado.

— Eu também, meu lindo, sinto sua falta todo dia — digo com a voz rouca, querendo chorar.

Me afasto um pouco, e passo as mãos em seu rosto, ele faz o mesmo comigo e me puxa pela cintura, colando seu corpo no meu. Passo as mãos em seus cabelos lisos e sedoso os jogando para trás. Com isso, Zay fecha os olhos e me puxa para um beijo.

Ficamos assim por um bom tempo, até que ele se afasta, senta na cadeira e eu sento na outra, que está de frente para ele. Como há uma mesa entre nós, eu vejo Zay coloca as mãos sob a mesma e pegar as minhas mãos.

— Eu sei, e aí? Como está as coisas por aqui? — diz com carinho e leva uma das minhas mãos até os lábios, dando um beijo casto na mesma.

— Está tudo bem, tudo na medida do possível — digo, e dou um sorriso de lábios fechados.

— Por Allah! Você não se envolveu em outra briga não, né meu anjo? — Zayn pergunta receoso, e eu sorri da sua preocupação.

— Não meu amor, fica tranquilo!

Ele respeita aliviado, e eu deixo um sorriso singelo se abrir em meus lábios, ele sempre está preocupado comigo!

—Ainda bem, como é bom te ver, eu sinto falta só seu beijo, do seu corpo.

— Eu também, sinto falta de você por inteiro.

***

Um ano depois...

Dentro desse período, a minha família e o Zay, tem vindo toda a semana me visitar, por bom comportamento, eu ganhei o benefício de sair para passar o dia das mães e dos pais com eles, e claro que eu aproveitei e fui ficar com o meu moreno durante a madrugada.

Eu e o Zay dormimos juntos, fizemos amor a noite inteira, e no dia seguinte pela manhã, eu voltei para o presídio.
Também, consegui passar o ano novo com eles e isso em deixou bem feliz. A minha família está indo na medida do possível, os meus advogados estão trabalhando a todo o vapor e eu só tenho a agradecer a eles por está me ajudando.

Agora, neste exato momento, eu estou deitada na minha cama, dentro da minha cela. Confesso que eu estou um pouco cansada, pois eu havia feito abdominal, para poder queimar todas as calorias que as comidas aqui dão.

Quando de repente, ouço uma batida na grade. Viro a cabeça na direção da mesma, e logo vejo que é a Pam, uma das carcereiras daqui.

— Luna! Um investigador está na sala de visita, ele quer falar com você.

— Investigador? Ele disse o que queria?

— Não, mas me parece ser algo bem importante. Vem comigo!

Me levanto, e calço os meu chinelos, sigo até a grade e saio da cela, vou acompanhando os passos da Pam, e quando chegamos na sala de visitas, ela abre a porta, me dando a visão de um homem negro, cabeça raspada e uma barba bem alinhada. Ele até que é bem bonito, só não chega aos pés do meu Zay.

Entro na sala, com passos lentos, o homem que está sentado, me olha de forma curiosa, como se ele estivesse me estudando, então, eu me sento na sua frente.

— Luna Mancini, uma das maiores assassinas de todos os tempos. Sou o Investigador Robert.

— É, mas eu prefiro que me chame só de Luna Mancini, por favor! O que quer comigo, Robert? — digo o olhando de cima a baixo.

— Okay, Luna! Vamos ao que interessa.

— Sou todo ouvidos.

— Um passarinho me contou, que você tem abilidades, e vários dotes em matar.

— Tá, mais idaí? — dou de ombros com um sorriso irônico no canto dos lábios.

— Idai, que na sua ficha criminal, eu li que tem treinamento de elite. Eu li também, que foi uma das melhores atiradoras femininas do exército e do país. Estou certo? — ele diz com uma expressão impressionada, e pude ver um sorriso no canto dos lábios grossos dele.

— Por que quer saber? Por que as minhas abilidades te interessa? — pergunto curiosa.

— Por que, nós dá polícia, precisamos de uma pessoa com o seu perfil, para ajudar a polícia federal, em uma missão muito importante.

— Hum, sem chance! Me deixa quietinha no meu canto, Okay? — peço dando de ombros.

Com isso, o Investigador Robert revira os olhos e eu bufo emburrada. Quem ele pensa que é?

— Ah, qual é? Vai me dizer que já não está doida pra sair daqui? — Robert me pergunta com ironia.

— Sim, estou. Mas a minha pena é de dois anos, o Sr.Ivestigador! — digo com desdém.

— Podemos mudar isso!

Reviro os olhos e bufo emburrada mais uma vez, esse cara só pode estar de sacanagem com a minha cara.

— Não, vocês não podem, o juiz foi claro, ele determinou a minha pena por dois anos, eu já cumpri um ano. Não foi fácil, mas eu tive até sorte por isso, por que, eu poderia muito bem ter pego uma pena maior. Isso só não aconteceu, por que eu fui enganada pela OS, tive três bons advogados, que logo conseguiram comprovar que eu sofri bullying, e que essa foi a razão dos meus atos. Então, entenda que eu estou querendo ficar na minha — digo tudo de uma vez só, brava.

— Eu sei, mas podemos mudar isso, você só precisa me ajudar e ajudar a polícia federal. Você é abilidosa, acha que não sei o que fez com a capitã? — ele me olha fixamente, tentando me intimidar.

— Oh! Jura que você Viu? Mais que surpresa — digo com ironia.

— Eu vi pelas filmagens, os seus socos e chutes são muito precisos, a forma que você  desarmou a capitã, foi de um reflexo impressionante.

— Oras, não entendo por que está tão impressionado, qualquer pessoa que teve treinamento de artes marciais saberia fazer tudo isso.

— É mesmo? E quanto o seu manuseio com todos os portes de armas? Sei que sabe usar cada um deles com precisão e abilidade.

— Treinando que se aprende — dou de ombros.

— Luna, você tem uma agilidade e força inigualável, eu nunca vi uma Detenta aqui neste presídio em dez anos, fazer o que você faz, quem quer que tenha te treinado, fez isso com um único objetivo.

— É mesmo? E qual seria? — ergo as sombrancelhas ainda com ironia.

— Te usar como uma arma, você é uma máquina de matar, e está tendo a chance de usar isso para o lado do bem.

— Vocês investidores, querem isso, não é? Me usar como uma máquina de matar. Pois saiba que eu não sou uma arma, eu sou só uma pessoa — esbravejo o olhando fixamente.

— Entenda, você não é qualquer uma, Luna! — Robert insiste.

— Eu não quero me envolver com mortes, eu não quero complicar o meu processo judicial então, pode esquecer — digo furiosa e tento me levantar.

Mas, ele segura o meu braço me fazendo sentar novamente. Ele tá me cutucando, está tirando a minha paz.

Penso nisso, já querendo quebrar o braço dele, mas o mesmo logo me solta.

— Luna, presta atenção, você é a única mulher, deste presídio, que sabe como uma organização age, e isso me leva a crer, que você é a única que sabe como tirar eles de cena, no caso, desarticulariza-los — ele me diz com um olhar de súplica.

— Tem uma outra polícia que sabe também, o Bope — surgiro de braços cruzados, o olhando com desdém.

— Ora, não seja estúpida, você sabe que o Bope tem outros meios de agir, sei disso por que conheço seu primo, o Gael, não é?

— Então sabe que ele também pode desarticulariza-los. Gael é treinado assim como eu.

— Aí é que tá, nós não queremos mais policiais envolvidos nesse esquema. Gael está atolado até o pescoço com os traficantes do dendê, ele não é dois, Luna! — ele diz nervoso. É como se ele estivesse desesperado.

— Eu tô fora, não vou me envolver com organizações nunca mais, por causa de uma, estou aqui, presa! Sem minha família, sem o meu noivo, sem nada! — digo brava.

— Então, está me dizendo, que você, uma das maiores assassinas do país, prefere ficar dentro de uma cela, comendo guloseimas e assistindo TV?

— O que eu faço não te interessa, eu só quero cumprir minha pena em paz.

— Presta atenção, está organização contrabandeia crianças, sendo que as mesmas estão sujeitas a serem mortas e estupradas. Por favor! Essa é a sua chance, os federais querem alguém que possa atuar em anonimato, eles só querem por um fim nisso. São só crianças — ele diz com raiva, me fazendo engolir seco.

Meu Deus! Tadinha dessas crianças.

— Olha Dr...— tento dizer mais ele me corta.

— Por favor, Luna! Nos ajude, ajude a polícia federal e ganhe seus benefícios e a chance de voltar o quanto antes para a sua família e seu noivo — diz me olhando fixamente, me passando confiança.

— Puta merda! — passo as mãos no rosto nervosa.

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Oi amores, o que acharam desse capítulo? E o que vocês acham dessa proposta, que o novo investigador fez a ela? Preparem-se para os últimos capítulos desse livro!
Beijos no ❤️✨

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