Cαթí́Եմlօ 45 - Fíղαl
"Fico bobo por aquele movimento em suas coxas
Fico bobo por aquele som em seus suspiros
Fico bobo pela sua barriga
Fico bobo pelo seu amor
Quero fazer isto dar certo."
Depois que Luna e Zayn deixaram a mansão do papai e da mamãe, eu e Kalil também resolvemos ir embora.
Claro que papai não perdeu tempo, e logo fez mais uma das suas ameaças a ele, que só fazia rir, Kalil também já gosta de tirar papai do sério. Em sequência disso, após todo esse belo momento nostálgico, da despedida, eu e Kalil finalmente conseguimos ir embora.
Mas, o safadinho do meu noivo, fez questão de me levar para seu AP, onde reside no momento, com o Zay, meu cunhadinho. Já no caminho, fomos o trajeto inteiro conversando e rindo do desmaio do papai, Kalil também não perde a chance de fazer graça.
Assim que chegamos no apartamento, nos vimos Lua, mascote que Luna deu ao Zayn, ela dorme tranquilamente, e nem se mexe. É, o sono dela com toda a certeza, deve estar gostoso.
Mas de repente, sou tirada dos meus devaneios, quando eu sinto as mãos grande e firmes de Kalil trás de mim. Sinto seu cheio maravilhoso invadir minhas narinas, e então, minha mão vai até sua nunca, e puxa seu corpo de encontro ao meu, fazendo o mesmo se encaixar em mim por trás, e seu pau já começar a dar o ar da graça.
— Hum! — um gemido escapou da minha garganta, ao sentir os lábios de Kalil, em meu pescoço, sugando-o de uma forma suave.
— Você me deixa louco com esses seus vestidos curtinhos, sabia? — ele diz no pé do meu ouvido, ah que voz!
— Eu sei que adora! — digo com os olhos fechados, adorando sentir seu membro roçar na minha bunda.
— Minha vontade, é de rasgar ele todinho — Kalil sussurra no pé do meu ouvido novamente, com essa voz grossa e eu sinto um arrepio forte, em cada parte do meu corpo.
— Então rasga, sou todinha sua, para fazer o que quiser — digo um tesão forte.
Em dois segundos, sinto Kalil tocar a minha cintura e me virar para a sua direção, com rapidez e força. Olho em seus olhos e vejo o fogo da paixão se acender.
— Eu te amo, Kal! — digo com muito desejo por ele.
— Também te amo, minha linda! Minha olhos verdes! — ele diz agora, segurando meu rosto com as duas mãos.
Nós ficamos nos olhando, um tempo longo demais, até que ele toma meus lábios, e sua boca reivindica minha, em um beijo intenso e prazeroso.
— Ah morena, assim você me enlouquece! — Kalil diz ao soltar meus lábios, e logo ele me conduz até o sofá, onde caímos e nos amamos.
***
No dia seguinte, papai me ligou, e me pediu para comparecer na mansão, com o Kalil, tomamos o nosso café, e fomos. Assim que chegamos, pude ver que Luna e Zayn já estavam lá, ou seja eles também foram convocados, senti que tinha alguma coisa errada ao ver a carinha de quem irá aprontar do papai.
— Ai Liam, estou com pena dos quatro. Eles não vão gostar disso — mamãe diz, super preocupada.
— Quem tem pena é galinha, eu não sinto nem um pingo, todos passaram por isso, e Laura e Luna não seriam diferentes, elas não vão escapar — papai diz com um sorriso satisfeito nós lábios.
— Ah não, é o que estou pensando? — resmungo com uma cara emburrada.
— Humrum! — papai diz sorrindo, da nossa cara de espanto.
— Separação de corpos não pai, por tudo que é mais sagrado! — Luna diz em suplica, e papai só faz rir.
— Mais que diabos é isso? — diz Zayn confuso.
— É, também não estou entendendo nada que vocês estão dizendo. Por Allah! Será que da para vocês explicarem? — diz Kalil, com as sombrancelhas erguidas.
— Mais é claro que vou explicar, faço questão. É com muita satisfação da minha parte, que os quatro vão ficar sem se ver até o dia do casamento.
— Mas, o casamento é só daqui a um mês, meu sogro — diz Zayn indgnado.
— É pai, um mês é muito tempo! — Luna diz remungando.
— Poisé, vocês só vão se verem no altar — papai diz cruzando suas pernas, com suas expressão divertida.
— Ya biladi! Mais que loucura é essa Sr.Liam? — Kalil diz também indgnado.
— Por Allah! Ficar sem minha Luna esses dias todos não dá, eu não vou ficar sem ela — Zayn resmunga.
— Ah mais você vai, e não adianta baterem o pé, por que já está decidido.
Batemos o pé, reclamamos, mas de nada adiantou, pois papai estava decidido a nos separar. Zayn e Kalil, ficaram incrédulos com essa tradição, e que não querem participar.
É óbvio que nem eu e nem Luna queriamos passar disso. Por que na verdade, nosso pai deixou bem claro que iria manter eu e a Luna longe do apartamento do nossos noivos.
Então, quando fomos embora, os seguranças do papai ficaram na cola dois dois. A úncia coisa que só podíamos fazer, foi da um beijo de despedida. Quando a noite chegou, eu fui dormir na casa da minha clone, e lá nós duas pensamos em como iríamos ter mais uma noite com nossos arebes mais uma vez antes desse casamento.
Com isso, após uma chamada de vídeo com nossos amores, ligamos para três pessoas que no momento poderiam nós ajudar. Maya, Miguel e Gael atenderam a chamada, e nós passamos a tramar um belíssimo plano. Eles concordam por que nós deviam essa, afinal eu e Luna ajudamos os três quando passaram pela mesma coisa.
Por conseguinte, no dia seguinte, eu e Luna acordamos, tomamos nosso café matinal. Eu fui trabalhar no estúdio e Luna disse que iria resolver algumas coisas para voltar a exercer a função e profissão dela de arquóloga de novo. Quando voltamos no fim da tarde, ligamos para os nossos primos de novo, para ter certeza que tudo já estava organizados.
No dia seguinte, eu e Luna, nós duas tivemos que armar uma emboscada, para sequestrar nossos árabe. Tudo já estava combinado, Gael ligou para o Zayn e pediu para que eles fossem com Kal no galpão, alegando que no dia seria mais um dia de treinamento, mas, assim que eles chegaram foram surpreendidos, por mim e por Luna.
Já era 18:30 da noite, quando ouvimos o carro onde eles se encontravam, se aproximando. Nós deixamos o local todo escuro, com apenas algumas luzes vermelhas para deixar o ar bem sensual, colocamos duas cadeira para os dois sentarem e havíamos montado um pequeno palco, para fazermos o nosso show de dança para os nossos noivos.
Quando eles entraram e viram, foi muito engraçado a carinha de tesão e espanto dos nossos arebes, por que a cada dia que passa nós sempre os sepreendemos.
***
Meses depois...
O nosso casamento foi uma maravilha e foi lá no Líbano, para o estresse do nosso pai, é claro! Que reclamou que foi uma beleza, por conta do calor que lá fazia. Nos casamos no ar livre, bem perto do monte, onde há áreas com relevos imensos. Foi lindo e a festa foi organizada pela família Abdala, a mãe deles fez questão de cuidar de cada detalhe.
Nossa lua de mel foi melhor ainda, nós quatro ficamos em um hotel, no Egito, e lá tivemos momentos de lazer, prazer e loucuras.
Dias depois...
Estou no estúdio, esperando Cris, mas até agora aquela aquarela não deu as caras, já faz dez minutos que ele esta atrasado. Olho em volta e não vejo nada, mas de repente, sinto meu estômago roncar, o que seria bem estranho, pois eu já almocei.
Vou até a sala de descaso do estúdio, e vejo que tem uma geladeira, abro e vejo que tem uma caixa de bombons, Cris ama bombons. Logo sinto água na boca, acho que ele não se importaria se eu pegasse só umzinho.
Então, eu pego e mordo o primeiro pedaço, dou mais outro, mas de repente, sinto um enjôo forte. Rapidamente, jogo o que sobrou do bombom no lixo e corro até o banheiro, foi sorte que o mesmo é perto, por que quase que não consegui segurar. Botei meus bofes para fora, e logo após eternos minutos, consegui me recuperar.
Volto para o estúdio e tomo um susto, pois dou de cara com o Cris.
— Ai Cris, que susto! — digo, com a mão no peito e com os olhos sobressaltados.
Cris me analisa por alguns segundos, porém, até que ele faz uma carinha de desconfiado.
— Meu bem! Você está grávida? — ele me questiona, ainda com essa cara de desconfiado.
— O quê? Não! — o repreendo com os olhos e digo firme. Mas, a dúvida por alguma razão bendita, não está a me abandonar.
Será?
— Mais como não? Você está grávida sim e não me contou, não é sua bandida? — Cris diz indignado.
— Por que você acha que estou grávida?
— Por que, eu cheguei aqui e ouvi você botando até sua alma para fora, lá no vaso, naquele banheiro — ele diz ao apontar para o banheiro trás de mim.
— Ué, mas isso não significa que estou grávida aquarela, e você está atrasada para as minhas fotos.
— Laura, você está grávida! — Cris diz com convicção.
— Santo Deus, eu não estou Cris! — digo o repreendendo com os olhos, e ele revira os olhos.
— Você comeu buchada de bode por acaso? — Cris diz com a sobrancelha erguida.
— Pelo amor de Deus! Não me fala em comida! — o repreendo em súplicas, e faço uma cara de nojo, pois, só de ouvir isso, sinto o meu estômago embrulhar.
— Por que você está grávida, Laura! Eu conheço uma pessoa grávida de longe.
— Eu não tô! — bato o pé.
— Você está completamente grávida! — Cris insiste e eu respiro fundo.
— Eu não tenho certeza, okay?
— Okay, então vamos ter certeza?
E com isso, Cris me fez ir com ele até a farmácia, compramos o bendito teste e voltamos para o estúdio, fui direto para o banheiro fazer. Fiz xixi no aparelho com o coração batendo na garganta.
— Laura, e ai? O que deu? — Cris bate na porta, insistentemente.
— Calma criatura, acabei de fazer o teste — digo nervosa.
Pego o aparelho e espero o resultado, assim que alguns segundos se passam, aparece grávida de duas semanas. Ai meu pai! É hoje que Kalil surta. Me organizo e abro a porta, dando de cara com um arco íris super empolgado.
— E ai mulher?
— Eu tô grávida! — digo com os olhos sobressaltados.
— Ai minha nossa senhora do parto, estou passando mal..Eu vou ser tia..nunca fui tia na vida.
— Cris, presta atenção, você não pode contar isso pra ninguém ainda, okay?
— Tá doida mulher? Liga para o Kalil agora, você tem que conta pra ele.
— To com medo de contar..
— Para de palhaçada, você tem que contar..
— Eu vou contar..
— Quero saber quando então, por que eu tô passando mal, tô quase parindo um filho antes de você.
— Calma aquarela, meu Deus do céu, eu vou contar!
— Eu acho bom, agora vem cá minha gravidinha linda, me dá um abraço!
Vou até ele, abraço o amigo mais fiel do mundo, sentindo seu carinho e emoção.
***
Horas depois...
Já em casa, vejo que a mesma está toda escura, vou até o segundo andar, e vejo a luz do quarto ligada. Kal deve estar deitado assistindo alguma coisa, pois daqui posso ouvir o barulho da TV.
Com isso, eu caminho até a porta com passos lentos, entro no quarto exausta e logo vejo Kalil me olhar. Ele senta na nossa cama, e faz sinal com o dedo, para que eu fosse até ele. Minha nossa senhora das calcinhas molhadas, que homem mais gostoso é esse? Qual me
tira o juízo, só de vê-lo usando apenas um dos seus shorts de malha.
— Ei, o que foi olhos verdes?
Não tive tempo de respondê-lo, pois corro até o banheiro imediatamente, e vômito no vaso. Fico assim por alguns minutos, até que finalmente me sinto melhor, então eu volto para o quarto.
— Você vomitou? — Kalil pergunta com a expressão preocupada.
— Humrum, passei mal — digo apreensiva.
— Passou mal? E você fala isso assim? Yallah! Vamos para o hospital.
— Não Kal, não precisa, já estou bem.
— Como assim não precisa? Você está branca Laura.
— Estou bem, já passou! — dou de ombros.
— Senta aqui — ele me faz sentar na cama e fica entre minhas pernas.
— Você está bem mesmo? — Kal me pergunta preocupado.
— Humrum.
— Então me dá um beijo aqui — toca em seu queixo e me puxa para um beijo.
— Vou pegar um pouco de água para você.
Kalil levanta e vai até o frigobar, leva uma mini garrafa de água e põe no copo de vidro que estava em cima do frigobar. Ele vem em minha direção e me dá o copo.
— Estou preocupado, o que você comeu ?
— Nada, eu nem comi direito hoje.
— Por Allah, Laura! Você precisa comer, não pode ficar sem se alimentar.
— Mas.. é que..— gaguejo um pouco, com medo da reação dele.
Mas, o moreno de olhos castanhos, me olha com incerteza e preocupação.
— Que foi? — ele diz curioso.
— É que eu não estou conseguindo comer direito — mexo os dedos, com a cabeça baixa.
Kalil toca em meu queixo, e ergue o meu rosto, para que eu volte a olhar em seus olhos sedutores.
— O que está acontecendo então? — ele me questiona.
— Eu não sei, não estou conseguindo comer, tô ficando meio enjoada.
— Enjoada? — Kalil repete, com as sobrancelhas juntas.
— É, bem enjoada! Quer dizer..muito enjoada — coço a testa, sem jeito e bem nervosa.
Com isso, Kalil levanta e passa as suas mãos pelo rosto, jogando seus cabelos lisos e compridos para trás.
— Ya biladi! Agora eu também estou ficando enjoado agora — ele diz em tom de brincadeira, mas sei que ele está nervoso já
Será que ele já sabe aonde eu estou querendo chegar?
— Assim, super enjoada! — digo sorrindo de nervoso.
Kalil está andando de um lado para o outro, mas dá uma parada brusca, e me olha fixamente, com seu olhos sobressaltados.
— É isso mesmo? Você está grávida meu amor? — ele diz com o tom de voz, quase que imperceptível, mas eu pude ouvir muito bem.
Engulo seco, e vejo Kalil se aproximar, ele se agacha entre minhas pernas e me olha com os olhos já marejados.
— Humrum! — digo, balançando a cabeça levemente, em confirmação.
— Ya biladi! — Kalil diz com a mão no peito e levanta.
— Calma amor! — peço preocupada e me levanto.
— É informação demais para o meu coração — ele diz ainda com sua mão no peito.
— Ya 'iilahi, eu vou ser pai!
Fico parada, vendo meu árabe super, hiper, mega nervoso.
— Pois é! — digo com os olhos lacrimejados.
Kalil finalmente para de andar e fica parado em minha frente, espero ele me dizer alguma coisa, mas não diz, aí quando eu já estou me preparando para abrir a boca, sinto a mão dele no meu rosto, me fazendo carinho.
— Nunca pensei que fosse dizer isso um dia, mas essa foi a melhor notícia que você pôde me dar, olhos verdes! — diz me surpreendendo.
E nesse momento, foi como se uma avalanche de emoções transborda-se de dentro do meu peito. A felicidade de saber que ele gostou da notícia preencheu meu coração, me fazendo chorar.
— Ai amor, estou tão feliz! — digo com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e pulo em seus braços.
Ficamos assim por um longo período, até que ele se afasta, senta-se na cama e me faz sentar em seu colo.
— Essa criança aqui, ela veio para eternizar o nosso amor — ele diz alisando minha barriga por cima da blusa.
Toco em seu rosto e beijo seus lábios. O jeito que a boca de Kalil reinvidica a minha, é tão incrível, que posso até sentir o fogo se acendendo dentro de mim.
— Te amo muito, shúkran! — Kal diz sorrindo e beija minhas mãos.
— Também te amo muito, Afuan! — respondo sorrindo.
Enquanto isso...
Agora já são 20:00 da noite, passei o dia inteiro enjoada, acordei desse jeito hoje. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo comigo, e para ficar bem mais confusa, eu simplesmente só fiz dormir, nunca senti tanto sono na minha vida, como estou sentindo agora. Fiquei com essa dúvida na minha cabeça, até que resolvi ligar para Alexia e Gabi, assim que contei o que estou sentindo, elas não tiveram dúvidas em dizer que estou grávida.
Para o meu espanto, é claro! Deus do céu, por isso que passei esses dias todos com vontade de comer coisas doidas. Fora que vomitei pra caramba.
Enfim! Para ter essa certeza, eu corri até uma farmácia mais cedo, quando Zay não estava em casa, pois ele já se mudou para o meu apartamento. Com isso, eu fiz o teste e tomei o baque, eu estou grávida de fato!
Agora nesse momento, já são 19:30 da noite, e com certeza Zayn deve está na cozinha pois ele disse que iria fazer o nosso jantar.
Saio do quarto, desço as escadas e vou para sala. Ao me aproximar da cozinha, sinto um cheiro bom, ele deve estar cozinhando, alguma coisa lá. Deus do céu, como faço para contar a esse homem que estou grávida?
Confesso que isso me assusta ainda, mas de alguma forma, me sinto extremamente feliz, em saber que tem uma pessoinha aqui, de dentro de mim, que também é uma parte dele. Conto até dez e lá vou eu.
Calma Luna, respira! Digo dando passos vacilantes até a cozinha.
— Nossa, que cheiro bom! — digo entrando na mesma.
— Daqui a pouco ficará pronto, meu anjo!
Assim que Zay me ver, abre um lindo sorriso, eu caminho até ele e dou-te um beijo rápido nos lábios. Me afasto e vou para o outro lado da bancada, onde há um fogão americano, aproveito para observar meu marido com admiração, vendo-o sem camisa, super a vontade, usando apenas uma calça moletom, descalço. Não deixo de notar também, o quanto ele é sexy, cozinhando, ele usa uma toalha de prato em seu ombro, enquanto corta mexe os temperos na panela de inox.
Fico debruçada na bancada, tentando achar uma maneira de contar para ele sobre a minha gravidez. Até que, de repente, eu tenho um estalo, e uma brilhante ideia. Então, eu me levanto da cadeira de frente da bancada, e vou até a fruteira, pego uma banana, a descasco e amasso a mesma no prato.
— Vai comer banana essa hora amor? O jantar logo estará pronto.
— Calma amor, é só uma bananinha — digo ainda amassando a mesma.
Olho para a geladeira, e procuro alguma coisa que fique bom nessa banana, até que vejo um frasco de chantilly. Huum! Perfeito!
No mesmo momento,senti uma água na boca inexplicável, e a vontade de por aquilo na banana me invade com tudo. Então, eu pego e assim faço, sendo observada pelo Zayn, que me olha sem entender nada.
— Vai comer banana com chantilly agora? — pergunta com as suas sombrancelhas erguidas.
— Humrum. Ah, falta uma geleinha! — digo segurando o sorriso, e fazendo tudo isso o mais natural possível.
— Luna, você vai comer banana com chantilly e geleia? — questiona indgnado.
— Huum! Huuuum! — digo dando garfadas na minha mistureba, saboreando-a — ainda falta um queijinho ralado — digo indo até o armário, e pego o pacote.
— Ah, não, não, não, você está está brincando comigo! — Zayn diz ainda indgnado com a minha mistureba maluca e talvez um pouco enojado, por conta da sua careta linda.
— Claro que não, ué! — digo segurando o sorriso e jogo o queijo ralado no prato.
Zayn fica me olhando, e olhando para o meu prato, com as sombrancelhas juntas, está indgnado, e sem entender o que está me levando a comer isso tudo. Acho tão linda essa carinha dele tentando me entender.
— Huuum, maravilhoso! — digo ainda comendo com maior gosto.
Eu sei que pode parecer loucura, mas estou adorando comer isso. Olho para meu marido, e percebo ele ainda me olhando com uma careta.
— Que um pouco? — ofereço.
— Não, obrigado! — diz com nojo, olhando para o prato e eu continuo comendo.
— Meu amor! — me chama atenção e eu ergo o olhar para ele — estou achando que você está grávida!
Paro de comer, mas ainda seguro o garfo, a carinha de desconfiado dele, é muito engraçada.
—Humm, tô! —revelo segurando o sorriso, e vejo a cara de espanto dele.
— Tá? — pergunta com os olhos sobressaltados e brilhando ao mesmo tempo.
— Sim!! — deixo o meu sorriso de abrir agora e sorrir da expressão dele.
Zayn larga o pano de prato em cima do balcão e leva as mãos até o rosto, ainda muito impressionado com a minha revelação. Continuo sorrindo e vejo ele vir até mim, então eu pulo em seus braços e ele me abraça forte, me dando beijos pelo meu pescoço, rosto e por fim toma minha boca, em um beijo intenso.
—Ta falando sério? Vamos ter um Habibi ou uma habibti? — diz ao soltar meus lábios, com os braços ainda em volta da minha cintura.
— Claro que tô, por que estaria brincando amor? — digo ainda sorrindo, e vejo Zayn chorar de emoção, enterrando seu rosto no meu pescoço.
— Ya biladi! Luna! — ele diz contente, com a voz embargada, por conta do choro.
— Ya'iilahi! Eu te amo muito! — Zay diz sorrindo e eufórico, e me roda em seus braços.
— Eu também te amo muito, meu amor! — digo rindo da felicidade dele.
Até que ele para de me rodar e me olha apaixonadamente.
— Você tava com vontade de comer isso tudo, ou era brincadeira? — Zayn me pergunta com sorriso largo.
— Eu tava com vontade de comer, mas queria um jeito de te contar — digo rindo.
Zayn me beija mais uma vez, é um beijo intenso, e cheio de carinho. Mas, de repente, ele afasta-se.
— Eu vou comer também — diz rindo e eu pego o prato que está com o garfo.
Pego um pouco da minha mistureba, e dou na boca do Zay, que ao sentir o gosto, faz uma careta de nojo.
— Chega, eca! Isso não está gostoso, eca! — diz ainda com sua careta linda e vai andando de costas.
— Só mais uma garfada, só mais uma vai! Hahaha! — digo avançando sobre ele, tentando fazê-lo comer.
— Eca, não! — ele diz rindo e virando o rosto.
***
Um dia depois...
Hoje eu acordei cedo, umas 6:00, tive a minha terrível crise de enjoo, com Zayn ao meu lado, segurando os meus cabelos, e afagando minhas costas.
Sério, não sei como ele não sente nojo disso, por que sinceramente, eu sinto, se fosse o contrário, eu iria ficar meio enojada.
Sabe, é esquisito, você saber, que tem alguém crescendo dentro de você, e que vai ficar dependendo de você, por um bom tempo. Mas, para Zayn, essa novidade, é algo incrível, pois o jeito que ele fala e faz planos para o bebê, é tão lindo, que eu sinto meu coração bem acalentado. Eu sem dúvidas me sinto a mulher mais feliz do mundo.
Amanhã eu pretendo contar para os meus pais e minha irmãzinha, depois vou com meu Zay, para a primeira consulta de pré-natal. Confesso que estamos bem ansiosos.
Contra partida, eu havia deixado esse momento especial para amanhã, por que hoje também é um grande dia. O investigador Robert, finalmente me deu a bela notícia, que já conseguiu o habeas corpos para minha amiga, Dai!
Assim que ele me comunicou, corri para o prédio da PF, e encontrei com ele. Lá eu contei a ele toda a história dela, e sobre sua filha, Any. Então eu pedi para que ele fosse comigo, para consegui uma autorização, para ela ver a mãe, e principalmente, voltar para os braços da mesma.
Quando chegamos no orfanato, Any ficou um pouco exitante, entretanto depois de muita conversa, ela foi se soltando, e depois que eu conseguir arrancar sorrisos, prometi comprar uma linda boneca da Barbie, enorme para ela. Vê os olhos da pequena com um brilho, não teve preço.
Com isso, fomos até o shopping, e o Robert, finalmente conseguiu também conquistar a confiança dela, então nós dois demos duas bonecas para ela, e seguimos para a Bangu, centro de detenção feminina, onde eu e a mãe dela nos conhecemos.
Quando chegamos, pedi para Robert me deixar buscar Daiane lá dentro, e então, eu assim fui. Entrei e mostrei aos policiais, o Habeas corpos, como comprovação, no nome do Robert, os policiais me conduziu ao delegado e ele me autorizou a buscar ela. Porém, tive que espera-la na área externa.
Agora estou aqui, ainda nessa área externa, esperando a minha amiga.
— Luna, você veio me buscar! — ouço sua voz embargada, atrás de mim.
Olho para sua direção, e sorrir de felicidade, em revê-la.
— É, eu vim, Daí! — digo emocionada, e ela corre imediatamente até mim.
Assim que chegamos bem próximas, Daiane pula em meus braços, quase me derrubando no chão. Nós ficamos assim por um bom tempo, até que ela se afasta e me olha com os olhos bem marejados.
Nem preciso dizer que eu também estou em um mar de lágrimas, não é?
— Ai amiga, Obrigada por tudo que tem feito por mim, sabe que eu vou ser grata a você eternamente, não sabe? — Dai diz com sua voz embargada e eu sorrir.
— Sei, e você sabe que vou sempre ser grata a você também, por que mesmo não me conhecendo, fez muito por mim.
— Imagina!
— E por isso, eu fiz algo a mais por você — digo sorrindo.
— Como assim amiga? Não precisava, a sua amizade já me basta.
— Não, eu quis fazer mais por você, vem! Tem uma pessoa que está lá fora te esperando.
— Não acredito! Minha Any? — diz contente.
— Humrum!
Ela diz mais nada, simplesmente pula em meus braços e me dá um abraço forte e apertado, daqueles que dá para sentir que é verdadeiro. Choramos nos braços uma da outra, e seguimos para fora, fomos até o meu carro lá está o Investigador Robert, encostado no mesmo, com a Any, ela é uma linda moreninha de cabelos cacheados.
Assim que a garotinha que acabou de completar oito anos vê a mãe, ela larga a sua mochila da Barbie no chão e corre para os braços maternos. Vou até a direção de Robert e fico ao lado dele, de braços cruzados, vendo Daiane e Any ficarem abraçadas, enquanto Daí enche a menina de beijos. Estou até emocionada, pois essa é a cena mais linda que eu já pude ver.
— Filha, estão quer dizer que já conhece tia Luna? — Dai diz com ela já nos braços.
— Sim, mamãe! E ela me deu um presente, e tio Robert também.
— Jura? Que legal! — Daí diz super contente.
Em seguida, Dai olha em minha direção e me dá um olhar afetuoso.
— Obrigada Luna, de coração.
— Imagina, não por isso! — cruzo meus braços sorrindo e cutuco Robert que parece bem emocionado.
— Obrigada também Robert, sei que ajudou a Luna — Dai sorri para ele.
— Não a de que! — ele a responde com um sorriso largo.
— Tia Luna, mamãe sempre disse que eu nunca tive uma madrinha, você aceitar ser a minha? — Any diz me surpreendendo e eu faço uma cara de espanto.
— Bom.. é...— digo um pouco sem jeito e olho para Daiane, que sorrir do comentário da filha.
— É amiga, o que acha de ser Dinda? — Dai diz com carinho.
Bom, se ela quer que eu seja a madrinha da filha dela, eu aceito.
— Acho ótimo! Gostei da ideia..
Assim que fecho a boca, Any salta do colo da mãe, e vem até mim.
— Legal, eu vou ter uma Dinda! — me agacho em sua frente e ela me abraça.
— Será um prazer princesa! — digo com os olhos marejados, ainda com a pequena garotinha nos meus braços.
***
Dia seguinte....
Ai senhor, hoje é o dia que devo contar ao meus pais e minha irmã da minha gravidez, só estou com medo da reação deles, principalmente do papai.
Chego na casa dele, e sou recebida pela Sheylinha, que logo me da um abraço afetuoso. Mas ao entrar, vejo que minha clone sentada no sofá. Assim que Laura me vê, ela abre um lindo sorriso e vem em minha direção e me abraça.
Ela nem sabe da grande notícia que tenho a dizer, será que ela vai ficar feliz também?
— E ai, meu clone? Como está? — digo sorridente.
— Estou bem, minha cópia, e você? — ela responde com carinho.
— Estou bem, o que faz aqui? Achei que tinha ido viajar com o Kal — digo curiosa, afinal a dois dias ela e o Kal iriam viajar.
— Ah, eu desisti, queria contar uma coisa muito importante aos nossos pais e a você — diz com os olhos brilhando.
— Eu também tenho algo muito importante para contar a todos vocês.
— Sério? Então conta logo.
— Ah não, só quando nossos pais chegarem — digo sorrindo e vejo Laura me dá língua.
Ficamos conversando, e contando uma para a outra como está sendo a vida de casadas, com os dois irmãos Abdalas. Até que de repente, ouvimos a porta ser destrancadas, olhamos na direção da mesma, logo vimos nossos pais.
— Mais que visita maravilhosa, as minhas meninas vieram vê o papai e a mamãe — nosso pai diz contente e vindo em nossa direção.
— Oi meus amores! — mamãe diz com carinho, também vindo em nossa direção.
— Oi minhas jóias! — digo sorrindo e abraço papai primeiro e abraço a nossa mãe em seguida.
— Como vocês estão, meus amores? — diz Laura com carinho e fala com papai e mamãe também.
— Estamos bem, tirando o fato que a mãe de vocês me enlouquece, está tudo nos seus conformes.
— Liga não, meninas! Sabem como é o pai de vocês não é? Sem limites que só!
— Mais que esposa atrevida!
— Será que dá para os dois pararem de brigar?
— É gente, se acalmem. Eu e Luna viemos aqui para contar algo muito importante para os dois.
— Tudo bem, o que houve minhas princesas? — mamãe diz curiosa.
— Agora eu também fiquei curioso..
— Laura, pode contar primeiro, assim eu crio coragem e conto também.
— Ah não, Luna! Conta você primeiro.
— Ah não, vocês duas querem me deixar careca, só pode! Andem logo, conta o que aconteceu de uma vez!
— Então nós contamos juntas, okay?
— Okay!
— Estou esperando mocinhas — nosso pai diz impaciente.
— Aí Liam, se acalma, deixa as meninas falarem..— mamãe o repreende.
Eu olho para Laura e ela parece que ler meu pensamento, então olhamos para nossos pai e..
— Estou grávida! — nós duas dizemos ao mesmo tempo, e nosso pai fica branco.
Olho para Laura perplexa, e ela faz uma carinha contente e surpresa, ela também está grávida!! Ai minha nossa senhora das grávidas, é hoje!
— Oh meu Deus! Que notícia maravilhosa! — mamãe diz contente e sorrir de orelha a orelha.
— As duas..grávidas..ao mesmo tempo...— papai diz com a voz entrecortada e põe a mão no peito.
— É pai, não é maravilhoso? — Laura diz super empolgada, me abraçando.
E nesse momento, o papai desmaia, mamãe bota as mãos na cabeça e vai até ele.
— PAI! — grita eu Laura ao mesmo tempo, indo até ele também.
Fim!
❍❍❍❖ - ❖❍❍❍
Oi amores, e ai? O que acharam do final? Já estou com saudade das gêmeas e dos nossos arebes! Ah, o epílogo logo mais fica disponível. Muito obrigada por chegarem até aqui, obrigada também, por sempre acompanharem meus trabalhos.
Beijos no ❤️✨
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