Cαթí́Եմlօ 31
"Ainda temos estrelas pra alcançar
Sonhos pra sonhar
Flores pra regar
Mas, precisamos fazer isso juntos
E vamos fazer isso juntos."
Após mais uma bela manhã, de ensaio fotográfico na companhia do Cris e da lindíssima Gabi, eu fui para a minha casa com eles, pois, nós três iríamos almoçar juntos e depois seguiriamos para o estúdio novamente, para outro ensaio fotográfico.
Ser modelo não é nada fácil, são muitas fotos!
Entretanto, Gabi recebeu a ligação do marido, no caso, meu primo Gael. Ele a informou que nós estamos em alerta vermelho e que era para ela ficar na minha casa até ele volta da operação.
Então, ficamos os três na sala de estar, com uma cara de espanto e sentindo uma forte apreensão, juntamente com a minha mãe. Dona Giovanna, sempre fica apreensiva quando essas coisas acontecem!
Quando Gabriela nos contou, que o motivo desse alerta vermelho, havia sido o sequestro de Kalil e o sumiço da Luna, senti meu coração bater forte.
Ele bateu descompassado, e as minhas pernas gelaram. O medo de perde-los foi tão grande, que eu não contive as minhas lágrimas, chorei muito. Eu sei que, o que eu e o Kal temos é apenas um relacionamento aberto, sem um compromisso, mas eu confesso que já estou completamente apaixonada por ele.
Tudo aconteceu muito rápido, mas eu não tenho dúvidas dessa paixão! Kalil mexe muito com o meu coração e com os meus sentimentos.
Sim, eu estou completamente louca por aquele árabe lindo e safado, mas acho que ele ainda não sabe disso. O Kal é meio destraido e certamente não reparou nos meus sentimentos. Ainda que eu ficasse com receio de entrar em mais um relacionamento sério, eu confesso que o medo de passar pela mesma coisa que passei com meu ex me afeta muito.
Por isso, eu já não sei o que vou fazer, por que eu quero muito demonstrar todo esse meu sentimento, mas como? E se ele não me quiser? E se ele achar uma tolice, namorar comigo? Pois é, tenho medo de passar essa vergonha.
Oras, está aí uma coisa que eu nunca havia sentido antes, vergonha de algo!
Enfim! Como eu estava dizendo, eu, a Gabi, o Cris e a mamãe, estavamos nós quatro sentados no sofá super, hiper, mega preocupados, esperando alguma notícia. Mamãe ligava para o papai, e Gabriela para o meu primo, Gael! Já eu, passei a tentar falar com Luna, porém, não obtive sucesso.
Todos nós estávamos a ponto de surta, ou enlouquecer. Para vocês terem uma idéia, eu conseguia ver as mãos da minha mãe tremendo de nervoso.
Eu também estava praticamente desse jeito, só não cheguei a ficar assim, por muito pouco. O Cris não parava de roe as suas unhas, e Gabriela suava de tão preocupada que estava, além de estar aflita sem uma notícia do pai das suas filhas. Mesmo ela já estando um certo tempo com o meu primo, a Gabriela ainda continua tendo muito medo de perde-lo em operação.
Tempo vai, tempo vem, quando de repente, Veiga, um dos segurança que Luna havia contratado a pouquíssimo tempo, chegou com Zayn. Isso fez com que chamasse todo o nosso foco, para ele. No decorrer do momento, o Zay contou-nos, absolutamente tudo que ele sabia sobre o que ocorreu na real.
Confesso que mais me chocou, foi ele dizer que, quem simulou o sequestro do Kal foi o tio deles, juntamente com o ex agente da Luna, e além disso Zay mencionou, que a Luna tinha apenas uma hora para aparecer em um lugar que é mais parecido com um galpão de treinamento da OS, se não, o Kal já era.
Meu Deus! Fiquei mais aflita do que já estava. A nossa família não tem paz!
Contudo, devido ao desfecho do que o Zayn nos contou, eu logo imaginei que nós teríamos que rezar bastante, para que o pior não acontecesse.Por que na verdade, todos nós não temos muito o que fazer, a única coisa que podemos, é tentar não pensar no pior.
Então, ainda continuamos aflitos, a nossa empregada, Sheylinha, teve que fazer um chá para acalmar mamae, e a Gabriela, eu não quis pois não gosto.
Com isso, de repente, meu pai ligou, e acabou dizendo que Luna já estava a caminho do hospital. Imediatamente, mamãe e todos já queriam ir, até o Zayn. Então, seguimos todos para esse hospital que ela está agora, que é o mesmo que Miguel é médico.
Não faltou muito tempo para que nós pegassemos o caminho até lá, Léo o nosso segurança pessoal e motorista, me levou no carro com minha mãe e Gabriela, e Veiga Zayn e Cris. Ah, eu já ia me esquecendo de mencionar a Sheyla, nossa empregada. Ela ficou muito preocupada com a Luna, então como ela precisa tomar conta de tudo na mansão, fez mamãe prometer que iria ligar para ela, para dar notícias do estado da Luna. Ela sempre foi muito dedicada, cuidava muito bem de mim e da minha irmãzinha, desde quando nascemos, foi muito carinhosa e uma pessoa extremamente gentil.
Sempre ajudou a Luna, quando ela surtava por conta do bullying, quando a mamãe estava trabalhando e muito ocupada. Enfim, o fato é que ela ficou em casa, na mansão e nos seguimos rumo ao hospital Medcity.
***
Agora neste exato momento, os nossos carros param no estacionamento do hospital, e infelizmente, vemos quem a gente menos queria, os jornalistas.
Arght! Sinto que já está começando a minha dor de cabeça, só de ver uns cinco deles se aproximando do carro. Merda!
Os dois carros, que estavam fazendo as nossa escoltas, estão atrás e os dois seguranças, junto com Léo e Veiga, já estão formando uma barreira para que eles não cheguem perto de nós.
Abaixo os vidros do carro e tomei um susto, em ver que há muitos mais jornalistas do que antes, e não faz nem trinca segundos que paramos o carro, puta merda! Como eles sabiam que viramos para o hospital?
Eis a pergunta!
Primeiramente, Gabriela sai do carro, e logo os jornalistas começam os seus ataques, com as chuvas de flashes e com as perguntas invasivas, como já era de se esperar.
— Gabriela Mancini — Grita uma das jornalistas, ela é loira — Gabi, uma palavrinha, por favor!!
Gabriela olha para ela fixamente, sem aquele olhar de superioridade. Porra, não é por nada não, mas Gabriela não deixou sua humildade de lado mesmo já sendo uma modelo de sucesso, assim como eu.
Por isso que todos a admira. O melhor de tudo, é que a Maya, e a Alexia não ficam para trás. São uns amorzinhos também.
— Uma exclusiva, talvez, outro dia, falem com meu agente, com licença — ela responde a loira, educadamente. Mas, a mulher faz uma cara indgnada.
Ela não obrigada a da uma entrevista, querida! Afs!
Eu adoro ser famosa, mas tem hora que chega a ser chato demais. Por isso Luna não gosta deles, só que, ela acha que eu não a entendo, porém, isso não é verdade, muito pelo contrário.
Como diz aquela frase, " tudo que é em excesso, cansa e faz mal!" Enfim!
Em seguida, mamãe sai do carro, ela olha para mim com sua belíssima carinha de tédio, pois ela não gosta quando tem, esse povo todo em cima dela. Mas, imediatamente, os benditos jornalistas vão para direção dela.
— Sra Giovanna Mancini, por favor, uma palavrinha — pergunta um jornalistas moreno, do cabelo encaracolado — É verdade que uma das suas gêmeas, está agora neste exato momento dando entrada neste hospital?
Mamãe não diz nada, apenas assente e vira o rosto. Ela nunca gostou de se expor, assim como Luna. Então ela tira seus óculos escuros do bolso do seu casaco preto e coloca nos olhos.
— Da licença, a Sra Mancini não quer falar com ninguém — Diz Léo nosso segurança a protegendo, e protegendo Gabriela.
Porém, mesmo assim o rapaz insiste ao continuar com o seu microfone na direção dela. Minha mãe e Gabi dão dois passos para na direção da porta de entrada do hospital, mas o rapaz faz a seguinte pergunta...
— É verdade que Luna Mancini faz parte uma das organizações perigosas do Rio de Janeiro? Ela era uma criminosa? — diz curioso e com uma cara de deboche, mas mamãe o olhou friamente.
Sei que isso ainda a machuca, pois nenhuma mãe gosta de saber que sua filha é uma criminosa.
— Olha aqui, rapaz! A minha filha foi enganada. É claro que ela cometeu os seus erros, não estou aqui para passar mão na cabeça dela, mas exijo que se ponha no seu lugar, a Luna já teve um monte de traumas, sofreu muito, ela merece ser tratada com respeito.
— Mas ela é acusada de mais de vinte assassinatos, sobre encomenda, como acha que devemos chama-la? É verdade que ela é uma das maiores assassinas de aluguel do país? — ele faz mais perguntas e eu já sem um pingo de paciência, saio do carro.
— Chega,. Sra Mancini não vai falar mais nada, se não se afastarem, vou tomar uma medida extrema — Léo diz firme. Mas mamãe o olha e pedi em silêncio que deixe para lá.
Foi surreal, a desvio de foco deles, ao verem que sai do carro. Os jornalistas vem logo para cima de mim, só que no mesmo momento, logo pude ver o Zayn e o Cris saindo do carro deles.
Porém, pude perceber que o Zay não é muito acostumado com essa agonia, pois, eu posso vê-lo fazer uma cara de espanto, com seus olhos castanhos sobressaltados.
— Laura, Laura, por favor!! Uma palavrinha. É verdade que a sua irmã gêmea do mal, foi vítima da própria organização secreta, da qual prestava serviços?
— Não é da sua conta, lindinha!
— Mas...
— Da licença!
Passo por eles, sendo protegida, mas logo pude ver a mesma jornalista ir para perto do Zayn.
— Zayn Abdala, você confirma o ser o Affair de Luna Mancini?
— Eu não o sou um Affair, eu sou o namorado dela— Zay diz friamente.
— É verdade que seu irmão foi sequestrado?
Vi que ele não quis responder, então seguimos sendo escoltados, indo para a direção da porta do hospital. Graças a Deus, no caminho, esses jornalistas focaram suas atenções no Cris, ele distrai-los, sendo assim, nos deixando em paz.
Ao passarmos da grande porta de vidro principal, logo vimos o meu pai, o tio Luca, tio Gustavo e Gael. Eles se encontram sentados no grande sofá, e com certeza estão esperando notícias.
— Oh, meu amor! — diz mamãe, ao ver papai, que imediatamente, levanta-se e vai de encontro a ela.
Ele está com uma expressão abatida, nos dando a entender, que as coisas não foram nada fáceis, bem antes de chegarem aqui. Seus lindos olhos castanhos escuros estão vermelhos, mostrando que ele chorou muito.
— Ela vai ficar bem, amor! — ele diz com carinho, a beija nos lábios, com paixão, e a abraça amparadoramente.
Mamãe se aninha em seu peito, sua cabeça fica sob seu peito, e ele beija a testa dela, com afeto. Em seguida, ele nota a minha presença e faz final para que eu participe deste lindo abraço.
— Vai da tudo certo, vocês vão ver — digo ao me aproximar e meu pai me da um sorriso de lábios fechados.
Ficamos aqui, abraçados, sentindo um carinho do outro, porém eu me afasto,
e ao olhas ao redor, pude ver a Gabi nos braços do meu primo Gael. Eles estão abraçados, mas ela me parece conversar com tio Gustavo, no caso, sogro dela e com tio Luca, que está com uma expressão bem preocupada.
Cris está parado, bem próximos a eles, mas logo pude perceber que todos o notaram, e com isso, falaram com ele o cumprimentando com gentileza. Em seguida, foi a vez do Zayn ser notado, meus tios dão um aperto de mão a ele e em seguida, ele vem até meus pais.
— Sr.Liam, como Luna está? E o meu irmão? — Zay pergunta com lágrimas nos olhos.
— Estamos aguardando notícias, da Luna, mas o Kalil está bem, está em um dos quartos, já foi medicado e logo mais deve acordar. A médica nos informou isso agora a pouco.
— Ah! Vai da tudo certo, Allah vai protegê-la — Zay diz passando confiança e com isso, nós assentimos.
Em seguida, ficamos todos juntos, no aguardo de notícias. Papai e Zayn estão conversando sobre alguma coisa e eu estou agora sentada no sofá, com a cabeça no ombro da minha mãe. A minhas tias Natália e Lu, ligaram e disseram que depois vem ver Luna.
As duas não vieram por conta do restaurante, o vintmar!
***
Minutos depois...
Os minutos passaram-se, e ainda não obtivemos informação alguma. Meu primo, Miguel, está cuidando da Luna, assim como ele cuidou de Gael e da Gabriela, a cinco ano atrás. Até que, de repente ele passa pela grande porta branca.
Nesse exato momento, todos estavam sentados, na mesma hora levantaram.
Miguel se aproxima com uma cara não muito decifrável, ele está neutro. Bom, se fosse algo grave ele não iria saber esconder.
— Filho, e aí? Como foi la? — diz tio Luca para o filho, que toca o ombro dele com carinho.
Miguel passa as mãos no rosto e da um forte suspiro, que não sei se é de alívio ou se é de nervoso.
— Fala Miguel, e ai? Como Luna está? — insiste papai, apreensivo.
Mamãe da um olhar de preocupação. Por que ela sabe muito que ele é um médico maravilhoso, mas ele também não faz milagres, assim como o anjo que tem o nome semelhante ao dele.
E com isso, ele de um pingarreio para poder falar.
— Bom, Luna não sofreu nenhuma queimadura, mas estava com muitos hematomas pelo corpo e com um corte superficial no braço direito. Por isso, ela vai ficar mais uns dias aqui em observação, eu vou passar mais alguns exames para saber se tá tudo okay na parte interna — Miguel diz profissionalmente.
— Graças a Deus, meu medo era ela ter alguma queimadura de segundo grau ou terceiro grau — diz meu pai, já um pouco mais aliviado, e mamãe logo da um suspiro um pouco mais aliviada também.
— Fiquem tranquilos família, ela vai ficar bem e fora de perigo, minha priminha é forte — Miguel diz nos tranquilizando e sorrindo com afeto.
Eu sei que ele ama o que faz, mas eu posso imaginar, que deve ser muito complicado essa profissão, quando se trata de ter que cuidar de algum dos membros da nossa família. Não deve ser fácil! No dia que ele operou Gael, eu pude ver o nervosismo dele.
— Oh Guel, estou tão mais tranquila, muito obrigada meu querido — diz a minha mãe com carinho e ele a abraça, beijando sua testa em seguida.
— Imagina tia, faço tudo o que posso para cuidar de todos, principalmente da minha família — Miguel responde com um sorriso lindo nos lábios.
É, se Luna tivesse em perigo, ele não iria estar assim. Em seguida, ele fala um pouco comigo e Zayn. Ele diz que Kalil está bem, não está machucado e que se quisermos já podemos ir lá no quarto dele. Porém, deixou bem claro que ele está dormindo e que não é bom incomoda-lo. Então, resolvemos aguardar, para que ele possa nos receber bem.
***
Minutos depois....
Passado mais um tempinho, logo eu e o Zayn resolvemos ir lá no quarto do Kal. Miguel ainda estava com nossa família conversando, ele agora fala alguma coisa com Gael. Em seguida, avisamos que vamos lá, e logo todos assentem. Em seguida, Miguel nos informa o andar e a numeração do quarto dele. Disse de Luna também, para que depois possamos aparecer lá.
No corredor dos quartos, eu pude logo perceber a apreensão de Zayn, ele tá nervoso, e isso é natural, ele passou por um susto tremendo. Ele anda com um pouco de pressa, caminha com os passos largos, e volta e meia quando nota que eu estou para trás, ele para e me espera. Também, como irei correr com esses saltos que estou a usar?
Ao finalmente chegarmos, vejo Zayn tocar na maçaneta da porta e abri-la.
Assim que entramos no quarto do Kal, nos pudemos vê-lo já acordado. Assim que ele nos ver, abre um lindo sorriso.
— Irmão! — Kalil diz com os olhos já marejados, e Zayn logo se aproxima com pressa, o abraçando com afeto.
— Graças a Allah, você está bem meu habibi! — Zayn pronúncia-se com a sua voz embargada, indicando que vai chorar — eu tive tanto medo de nunca mais poder te ver. Se eu te perdesse, eu não iria aguentar ficar aqui nesta terra, nem por um segundo.
Ao ouvir as palavras do irmão, Kal se afasta um pouco, e segura o rosto do mesmo, com as duas mãos, e o olha com carinho, deixando suas lágrimas escaparem dos olhos.
— Mas, você não perdeu, meu habibi, eu estou aqui, nunca vou te deixar — Kalil diz com convicção e encosta sua testa na dele.
Aí senhor, acho que caiu um cisco nos meus olhos, droga, já estou chorando, ao ver essa cena linda entre irmãos.
Então, eu levo uma não no rosto e enxugo as minhas lágrimas. Mas, logo os dois me olham com carinho.
— Vem cá, olhos verdes! — Kal diz me olhando com carinho e eu sorri.
— Como está o árabe mais safado que ja pude conhecer? — pergunto de firma divertida para ele ao me ao me aproximar, e Zayn se afasta me dando espaço.
— Estou bem minha linda, porém, estou muito mais, agora que está aqui comigo — Kal diz jogando sua boa e velha cantada.
— Engraçadinho, acho bom que esteja bem mesmo — segura sua mão e ele logo leva a minha até seus lábios, depositando um beijo casto.
Eu o olho fixamente, e logo os nossos olhos se perdem, me fazendo perder total noção da minha realidade. Os olhos de Kalil brilham e eu começo a sentir meu coração bater forte. Além disso, eu posso sentir as minhas mãos suarem de uma maneira inexplicável.
Acho que uma das razões de eu estar assim, é por conta da sua beleza. Até machucado, ele é a coisa mais linda, ainda mais, com esses cabelos lisos e bagunçados.
— Bom, essa é a minha deixa, não vou segurar vela para vocês, como dizem vocês brasileiros, vou deixa-los a sós — Zayn brinca nos despertando do transe, e nos fazendo sorrir.
— Irmãzinho, não esqueça que eu já segurei vela para você e a Luna — Kal diz sorrindo, mas em seguida, ele logo deixa seu olhar perdido, como se ele estivesse se recordando de algo.
— Falando nela, onde ela está gente? — ele pergunta e logo pude perceber uma certa emoção.
— Luna está no outro andar, ela está bem, não teve nada grave, está apenas descansando. Logo mais vamos vê-la — digo gentilmente.
— Eu devo a minha vida a Luna, se não fosse por ela, eu não estaria mais aqui, ela me salvou gente — Kal diz emocionado e deixa uma lágrima escapar.
— Eu sei, ela disse para mim que iria te buscar, sã e salvo — Zayn diz com orgulho.
— O que minha irmãzinha promete ela cumpre, ela é especial — eu digo com carinho e orgulho da minha clone.
— Logo mais você vai agradece-la pessoalmente — digo sorrindo e ele assente.
— Verdade! — Zayn diz com carinho.
Em seguida, Zayn vai até o Irmão e da um beijo em sua testa. Depois, ele me abraça e diz que vai tomar um café. Nos pergunta se queremos, mas eu o Kal negamos, então Zay se retira, nos deixando a sós.
Assim que ele passa pela porta, Kalil me olha, seus olhos castanhos escuros passeiam pelo meu corpo, e depois se perdem nos meus.
— Laura, senta aqui! — ele pede gentilmente, dando dois tapinhas no colchão.
Engulo seco e me aproximo, sento na beira da cama, do seu leito, e o vejo me lançar um olhar diferente. Não sei exatamente explicar, mas é como se ele estivesse buscando as palavras certas para pronunciar-se. Só que esse olhar dele está me deixando um tanto quanto sem jeito. Droga, eu nunca me senti assim!
— Por que está me olhando assim? — eu pergunto olhando nos olhos dele.
Sinto a mão do Kal toca a minha, e por incrível que pareça, meu coração deu uma palpitação tão forte, que a minha boca ficou seca.
— Laura, eu só queria entender uma coisa, porém, para isso, eu preciso primeiro, te entender — Kalil diz, um pouco receoso, me fazendo ficar bem confusa.
Juntos as sobrancelhas — Co..como assim? — questiono ainda sem entender.
— Eu tô confundindo tudo..— ele diz com uma expressão de quem está fazendo um grande esforço para expor o que quer.
Mas, eu ainda não faço a menor ideia do que ele está falando. Só que, aqui por dentro, estou sentindo um certo turbilhão de sensações.
— Confundindo? Como assim não entendi? — pergunto a ele o encarando.
Kalil solta a minha mão, e passa as duas em seu rosto. Em seguida, ele dá um longo suspiro.
— Eu não estou cabendo dentro de mim, não estou conseguindo mais entender o que se passa dentro da minha cabeça. Só que eu preciso me recuperar. Preciso recuperar isso — diz agora me olhando no fundo dos olhos.
— Kalil, eu ainda não entendi..—nossa o meu coração parece que vai sair pela boca.
— Eu preciso saber se estou sozinho, ou se estou acompanhado nessa. Se isso é um delírio, ou alguma coisa passageira...
— Kalil..— corto as palavras dele, já entendendo do que ele está falando.
— Espera, deixa eu falar..— ele me interrompe, agora com os olhos marejados.
Ele vai chorar? Meu Deus! Nunca vi Kal chorando.
— Eu só queria que você soubesse, que mesmo que isso, que estou sentindo, seja apenas algo passageiro, que já valeu a pena, ter tido essa incrível experiência — diz com uma expressão tão fofa, que eu estou quase pulando em cima dele nesse leito.
— O que eu estou sentindo, está preso, e eu me sinto como se estivesse sendo sufocado, sabe? Por que, cada vez que eu sinto seu cheiro e vejo seu sorriso, sinto que é algo muito bom — revela tudo de uma só vez.
Só que, eu ainda não consigo dar uma palavra, eu estou tão impactada com as palavras dele, que mal abrir a boca.
— Eu sei que não sou bom com as palavras, e nem em me expressar, por que eu sempre fui um aventureiro, mas o que eu estou tentando te dizer, é que eu...
Kal tenta dizer o que realmente ele queria desde o início, mas eu sinto que está na hora de me expressar também. Eu preciso dizer!
— Eu te amo! — revelo de uma só vez, e ele me olha impactado.
Uma vez que Kalil consegue assimilar, as minhas palavras, abre um grande sorriso, o mais lindo e sincero que já pude receber.
— Eu amo você, olhos verdes!
Kalil diz com carinho e eu sinto uma lágrima cair dos meus olhos. Ele toca em meu rosto limpando a mesma, me fazendo sorrir. Sinto seu carinho, e logo sinto uma vontade louca, imensa de beijá-lo. Então, sem mais delongas, Kalil toca em minha nuca e sela os nossas lábios.
Sua língua invade a boca, e toca na minha, fazendo uma dança sensual. Sua mão se afunda entre os fios dos meus cabelos, me fazendo gemer.
— Opa, opa, opa, bonito hein! — ouço a voz do homem que eu daria a minha vida, nos interrompendo. Meu pai!
❍❍❍❖ - ❖❍❍❍
Oi amores, eu sei que dei uma sumida, mas, o motivo foi por que eu tive uma grande perda, aí não tive cabeça, mas eu já estou de volta. Me contém, o que vocês acharam desse capítulo?
Beijos no❤️✨
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