Cαթí́Եմlօ 29

"Este mundo não precisa de ópera
Estamos aqui pela operação
Não precisamos de uma faca maior
Porque temos armas."

Após eu ter contado tudo sobre mim e sobre a minha história de vida, ao Zay, confesso que me sinto muito aliviada, por que eu sei que não preciso mais ter segredos, nem com ele e nem com a minha família. Todos já sabem o que passei e o que já fiz, graças a Deus eu tenho o perdão deles. Isso serviu para a minha evolução e redenção.

Porém, como as coisas não foram tão fáceis, Zayn não reagiu muito bem ao saber de tudo, ele sumiu por dois dias. Durante todo esse período, eu fiquei muito mal, não comi direito, também não dormi direito, foi horrível. Nunca sofri tanto por um homem, como eu sofri pelo Zay.

Meus pais e a Laura ficaram muito preocupados, com a minha situação.

Toda via, mesmo mal, eu decidi que iria focar toda a minha concentração, pesquisando sobre a organização da qual trabalhei, para poder juntar as provas suficientes para entregar ao meu primo Gael e ao meu tio Gustavo.

Afinal, eles são da polícia.

E com isso, eu sei que eles vão saber o que fazer. Entretanto, ontem, eu tive que comparecer a minha primeira audiência, papai e meu tio Luca já se encarregaram de contratar melhores advogados para mim. Por enquanto, ainda não foi decidido se irei cumprir e responder sobre meus crimes em regime fechado ou aberto. Eu não contei sobre isso ao Zayn, por que eu sei que ele não iria aguentar, ele iria ficar péssimo.

Além disso, eu havia feito uma grande descoberta, posso dizer que essa seria a mais importante. Descobri que o tio dele e do Kal, quem está por trás de tudo, ele quem havia pago ao Dante para encomendar a morte dos dois.

Eu iria contar isso ao Zayn, mas antes que eu pudesse abrir a boca, o filho da mãe do tio dele fez uma armadilha e o Kalil caiu direitinho. Ah, mais se esse velho escroto está achando que vai fazer mal a eles, está muito enganado.
Para ele conseguir fazer isso, vai ter passar por mim.

Eu sei que Dante deve estar com ele, afinal eles ainda não conseguiram o que almejam. Confesso que eu não sei e não faço a menor ideia, em como vai ser, quando eu tiver que enfrentar-lo, mas uma coisa é certa, tenho certeza que Dante irá provar do seu  próprio veneno, pois tudo que eu sei, foi ele mesmo quem me ensinou.

Como diz meu tio Luca, nós temos que usar as mesmas armas que os nossos inimigos.

Agora neste exato momento, eu acabo de expor o meu ambiente secreto ao meu namorado, eu sei que ele não tá acostumado, mas de agora em diante, ele vai ter que se acostumar. Toda via, não só por eu já ter me tornado uma  assassina, mas sim por que para fazer parte da minha família, tem que no mínimo saber manusear essas belezas que eu chamo de armas.

Até por que, nós Mancinis, nó somos conhecidos como a família mais bem preparada do mundo, incluindo os poderes de patrimônios e contatos, governamentais que com o tempo, fez com que nós fossemos praticamente intocáveis. Mas, sempre aparece algo para acabar com a nossa paz, isso é a nossa consequência de poder.

Enfim! Agora eu me encontro ainda arrumando o que preciso em uma sacola preta, para poder resgatar o Kalil, enquanto o Zay, já dentro do meu Arsenal, observa tudo curioso.

Ele passa os dedos em minhas armas, mais precisamente nos meus rifles, e em seguida, ele para em um armário na parede, que contém várias adagas de todos os modelos, tudo para uma boa seção de tortura. Laura é muito boa com essas lindinhas, minha irmã arremessa isso a cerca de 1,80 a 2,40 metros do alvo, ela é boa!

— Ya 'iilahi! Luna! — ele diz ainda impressionado, olhando a sua volta.

Então, eu paro o que estou fazendo e sigo até ele. Paro em sua frente e o vejo me olhando com os olhos muito triste, ele sente muito pelo irmão, por ele estar em perigo, e por me ver indo para o mesmo.

— Zay, eu sei que está chocado, mas essa é a realidade da minha família, e pode ter certeza, que vamos buscar seu irmão sã e salvo — digo tocando em seu braço com delicadeza.

Estou indo para o perigo, que sei que mais cedo ou mais tarde eu iria ter que ir. A partir do momento, em que eu saí da Os, eu sabia que iria ter que enfrentar o Dante, e toda organização.

— Eu acredito, na verdade eu confio em vocês, principalmente em você, mas ainda estou muito preocupado, tenho medo de te perder, de perder o meu irmão.

— Obrigada por confiar meu amor! Pense positivo, vai dá tudo certo — digo passando segurança a ele, e o mesmo me abraça.

Nós ficamos abraçados por um breve momento, sentindo o carinho um do outro e amparo. Zay chora, sinto ele fungar em meu ombro, e eu aliso as suas costas, a afagando.

— Quero que fique em um lugar seguro, você vai ficar na casa dos meus pais, tá bom? — digo com carinho e beijo seu pescoço.

Ele se mantém um tempinho calado, como se estivesse pensando no que vai dizer.

— Não, eu vou com você, quero ver meu irmão — diz afastando-se de mim.

Com isso, eu olho para ele, com um olhar repreensivo. Não posso deixar que ele arrisque sua própria vida.

— Zayn, você não sabe usar uma arma, como posso deixar que vá? — o questiono indgnada.

Será que ele acha que é fácil usar uma arma? Assim? De uma ora para outra?

— Eu aprendo, oras! — Zayn da de ombros.

— Pode ser muito perigoso. E não se aprende a usar armas em um dia, isso requer muitos treinamentos — digo o alertando e ele revira os olhos.

Eu não acredito que ele vai fazer birra em uma hora como essa.

— Não importa, eu quero ir Luna, por favor! É o meu irmão que está lá...

Seguro seu rosto, o fazendo olha bem no fundo dos meus olhos. Meus Deus!

— Zay, presta atenção, o Kal está com seu tio, certo? Mas, com certeza, eles estão com alguém muito, mais muito pior, eles estão com o Dante, eu sinto isso. Vai por mim, ele é perigoso! Eu te falei o que ele fez com os caras que ia me abusar, o Dante matou 6 soldados
sozinho — digo firmemente, e o vejo engolir seco.

Não quero meter medo nele, mas eu sei mais do que ninguém que Dante é o um homem muito perigoso, e tudo que eu aprendi, como uma assassina profissional, foi ele quem me ensinou.

Dante foi o arquiteto do meu maior lado obscuro, foi o cara quem ajudou a ser uma mulher perigosa, da qual a maioria das pessoas temeriam, se elas soubessem desse meu lado.

— Não importa, eu não vou ficar sem ver o meu irmão, enquanto você da uma de super heroína. Na verdade eu não vou ficar longe de você, nem dele.

Zayn insiste, me olhando firme, e eu rezo para que ele me entenda de uma vez por todas.

— Zayn, não posso deixar que você arrisque sua vida, você é importante demais para mim, meu amor, por isso não posso deixar que vá — aliso seu rosto e ele fecha os olhos, porém, uma lágrima escapa dos mesmos, ela vai escorrendo pela sua bochecha.

— Luna, por favor! Deixa eu ir. Olha, se você quiser, eu prometo que fico no carro, mas por favor, me deixa ir..— diz com a voz rouca, indicando que vai chorar.

Eu sinto muito, por vê-lo nesse estado e sinto mais ainda em ter que deixá-lo por alguns instantes, mas só quero o bem dele. Eu quero vê-lo seguro, não posso me preocupar com ele, sendo que possivelmente eu vou ter que enfrentar toda a organização.

— Não, você não vai, a úncia quem pode parar o Dante e o seu tio sou eu e a minha família.

— Por Allah! Luna...— ele bota a mão na cabeça e fecha os olhos com força.

— Por Allah, digo eu Zayn, você não vai e assunto encerrado, você vai ficar seguro na casa dos meus pais.

— Mais..mais..

— Mais nada, lá os seguranças são altamente treinandos, vai estar seguro — digo firme, tentando ter calma e paciência com ele.

Zayn respira fundo e limpa as suas lágrimas que ainda caem dos seus lindos olhos castanhos.

— Okay, tudo bem! Mas por favor, me prometa que vai ficar bem e que vai voltar inteira — pedi com um olhar receoso.

— Eu te prometo, tem minha palavra — respondo com um sorriso torto e o puxo para um abraço apertado.

Ficamos assim por alguns instantes, e eu penso no meu sub-cociente que as coisas não vão ser fáceis, mas eu não posso recuar.

— Você precisa ir, vou ligar para o Léo vim te buscar, e vou informar que nós estamos em alerta vermelho — Zayn nada diz, apenas assente.

Eu sigo até o quarto e vou até meu celular, mas assim que vejo algumas ligações de números restritos, eu logo penso que pode ser o Dante. Ia tentar retornar, mas em dois segundos, o número registro me liga novamente, então eu atendo.

Olá, Luna! — diz sarcástico.

— Dante... cadê o Kalil?

— Eu sei que você é uma mulher, concentrada, dedicada, e focada, coisas das quais você aprendeu comigo, para ser uma boa assassina profissional.

— Vai a merda, com todos os seus ensinamentos, eu quero saber como está o Kalil. Se machucou ele....

— Oh, o seu cunhado? Ah, ele está muito bem, ainda! Mas, caso você demore, eu vou começar a minha tortura e ele vai começar a agonizar, gritando de dor e pedindo para morrer.

— Dante, por favor, deixa ele em paz. Seu problema é comigo, deixa ele fora dessa.

— Hum, é uma boa proposta, sua vida pela dele, porém, será que a sua vida vale o mesmo valor que o Azyz me pagou pela dele e a do Zayn? Falando nele, onde ele está? Não fui pago para executar apenas um dos Abdalas. Mas sim, os dois.

— Ele está seguro, e longe de você, seu maníaco. Olha aqui, grave bem o que vou te dizer, eu vou te pegar, e quando isso acontecer, eu vou te matar com as minhas próprias mãos, ouviu bem?

— Estou pagando para ver, Luna! Quero você aqui..hum! Deixa eu ver...— ele da uma pausa, dando a entender que está olhando as horas — daqui a uma hora, se passar disso, ele vai morrer. Venha para o nosso galpão de treinamento, você sabe muito bem onde fica.

— Filho da puta!!! Eu vou...

— Tic tac, Luna!

Tu..tu..tu..

Ele finaliza a ligação. Olho para Zayn e vejo seus olho expressivos, sem ter reação alguma. Porém, ele pergunta onde o irmão está e como ele está, eu só consigo dizer que não faço a menor ideia, mas que vou buscá-lo. O pior de tudo e o que mais me doeu, foi ver seu olhar de dor e frustração. Zayn quer saber onde o irmão está, mas eu não vou dizer, por que eu tenho medo que ele fuja das segurancas e venha atrás de mim.

Zayn está muito nervoso, então para adiantar tudo, eu ligo para o Léo um dos meus seguranças e o da Laura e o informo que preciso que ele venha até aqui, buscar o Zay. Em seguida, peço que ele acione o perímetro e diga que estamos em alerta vermelho.

— Luna, acha que ele vai machucar o Kal? Esse Dante pode fazer algo e ...

— Não sei Zay, só sei que preciso que você se mantém calmo, se o Dante me ligou, é por que ele quer a mim, não o Kal.

— Mais é isso que está me deixando mais aflito, não quero te perder.

— Calma, não vai..você não vai me perder, vou dá um jeito nisso, okay? Só preciso que confie em mim.

— Tudo bem, só quero você e o meu irmão bem.

O abraço mais uma vez, e aspiro seu perfume, para poder gravar bem o seu delicioso cheiro.

— Vai da tudo certo — digo baixinho, ainda sentindo seu aperto, e ouço ele fungar, ele está chorando muito.

Dindom....

Até que somos interrompidos, pelo barulho da campainha, me afasto dele rapidamente e olho em seus olhos.

— Vai Zay, entra na sala de Arsenal, e só sai quando eu mandar, okay? — eu mando o empurrando até lá.

— Mas Luna...— Zayn reluta, mas eu o lanço um olhar firme, para que ele entenda que ele precisa fazer isso e o mesmo se cala.

— Anda logo, não sai daí por nada nesse mundo. Por favor! — eu peço com um olhar de súplica.

— Ta bom — ele assente ainda receoso e entra no local desejado.

Dindom...

Soa a campainha mais uma vez, e eu engulo seco, não pode ser o Léo, ele não iria chegar assim, tão rápido, e com muito pavor, eu tranco Zayn na minha sala secreta de armas e coloco o armário de roupas na frente, da mesma, para esconder a porta de aço. Em seguida, vou até a minha gaveta da penteadeira e pego uma arma que estava ali de reserva, essa é a que eu sempre uso.

Já com a arma na mão, eu saio do meu quarto e passo pelo corredor, com os passos lentos, em seguida, eu desço as escadas degrau por degraus, até que, assim que chego no último, ouço mais uma vez a bendita da campainha.

Faço o meu caminho até a porta, com a arma na mãos, escondida nas costas, para poder esconde-la. Em suma, eu paro bem enfrente a mesma, me agacho para poder ver pela fresta, alguma coisa, antes de abri-la.

O Dante sabe onde eu moro, talvez essa tenha sido uma das minhas maiores burrices, Dante é traiçoeiro. Ele pode muito bem ter mandado algum agente secreto até aqui me fazer uma bela visita.

Assim que me agacho, olho e vejo que tem um sapato social, levanto ainda com a arma nas costas e destranco a porta com o coração na mão, se eu tiver que morrer, pode ser agora, que Deus me ajude! Prendo a minha respiração e abro a porta, tensa, mas assim que meus olhos avistam quem é...

— Veiga! É você, ufa! — solto o ar que estava preso em meus pulmões, um pouco aliviada.

Dou passagem para ele entrar e assim ele faz, parando em minha frente.

— Como chegou aqui rápido? Onde está Léo? — questiono limpando o suor que escorre pelo meu rosto.

— O Dr.Léo me ligou, pedindo para buscar o senhor Zayn. Como estava mais perto, eu vim o rápido que pude.

— Ótimo, vou chamá-lo.

Corro até o segundo andar novamente e abro a porta do armário, destravo a porta secreta e logo vejo Zayn sentado no chão, ainda olhando ao seu redor, ele ainda está impressionado com o que tem aqui.

— Vamos amor — puxo ele para fora e em seguida, nós dois descemos para o andar de baixo, indo para sala.

Ao chegar-mos, Zayn avista Veiga e olha para mim com uma carinha de partir o coração em mil pedaços.

— Luna..— ele chora já sabendo que tem que ir com o Veiga.

Dou uns passos em sua direção e o puxo para um abraço mais uma vez, fecho meus olhos e aspiro seu cheiro maravilhoso, e me afasto um pouco.

— Zay, olha para mim — seguro seu rosto o fazendo olhar em meus olhos — vai dá tudo certo, okay? Vai dá tudo certo!

— Volta para mim, promete que vai voltar para mim..— Zayn diz com a voz embargada.

Esse pedido dele, foi como se eu fosse atingida com um soco no estômago, me fazendo sentir um desconforto, me sinto um pouco frustrada também, por não poder prometer-lhe isso.

A gente não sabe o que vai acontecer, mas mesmo assim, não quero deixá-lo desesperado, mais do que já esta.

— Eu prometo, tá bom? Mas, se eu não voltar quero que você siga em frente, e seja feliz — digo com a voz rouca, sentindo meus olhos arderem, indicando que vou chorar.

— Não fala isso nem de brincadeira, por Allah! Não fala isso, eu não quero ficar sem você — diz preocupado com a voz ainda embargada.

Vejo as lágrimas transbordarem-se novamente, dos seus olhos castanhos, eu tô com tanta dor no meu peito, só de vê-lo assim, chorando como um menino assustado, que também não contenho mais as mesmas. Choro muito! Então, eu encosto sua testa na minha.

— Eu te amo muito — digo com carinho e angústia.

Carinho, por que eu amo esse homem demais, e angústia, por que eu estou com medo de não vê-lo nunca mais.

— Eu te amo, meu amor, volta para mim — Zayn sussurra e me beija.

Nós nos beijamos com o sentimento de dor, o medo de não poder ver um ao outro nunca mais, é tamanho. Até que, com muita relutância, eu consigo me afastar, em seguida, eu olho para Veiga e ele logo pede para Zayn o acompanhar.

Zayn vai com o medo e o receio bem nítido nos seus olhos, e na sua face.
Quando Veiga fecha a porta, eu sigo correndo até o segundo andar e me organizo. Pego uma blusa preta, de malha, em seguida, eu pego uma calça do mesmo material, um coldre, um colete a prova de balas e uma bota preta. Visto tudo em tempo recorde e depois, faço um rabo de cavalo nos meus cabelos.

Já pronta, eu vou até a minha sacola e pego a mesma, vou até a minha cama e pego meu celular. Porém, logo noto que há várias ligações, algumas são do meu pai, da minha mãe, da Laura e do Gael. Mas, eu apenas retorno para o meu pai. Disca uma, duas, três e...

— Luna, o diabos está acontecendo? O perímetro foi acionado — papai diz ao atender.

— Dante usou Azyz para levar o Kalil pai.

— Ora, só me faltava essa, não posso nem aproveitar mais a minha salna sagrada, mais que cacete! E onde você está? — ele diz de um jeito engraçado, porém sei que está bravo.

— Em casa, mas estou indo até eles.

— Mais o que? Luna, você não vai, me espera que vou mandar a equipe de segurança, com seu primo Gael e os homens dele do Bope. Mande o local onde eles estão mantendo o Kalil — papai diz autoritário.

— Pai, eu comecei tudo isso, quando me meti com esse cara, eu comprei essa briga, então eu vou acabar com ela. Assim que eu puder, mandarei a localização para vocês buscarem o Kalil — digo convicta.

— Luna, não faça nada que..

— Eu te amo e amo todos da nossa família — o interrompo, ao declarar-me.

— Cacete! — ouço ele esbravejar, então eu desligo.

Já com tudo que preciso em mãos, eu desço para a sala, faço meu caminho até a porta e saio, seguindo para a garagem.

***

Após ter visto Zayn sair de casa, com um ar de preocupação e confusão, eu fiquei tomando o meu café da manhã.
Em seguida, eu fui para Tec Mancini,
Quando cheguei lá, eu tive uma longa conversa com o Sr.Liam, ele havia me contado sobre a conversa dele com o Zayn.

Ele o aconselhou a conversar com a Luna, por que ela não estava bem, e graças a Allah, ele foi. Eu não estava mais aguentando ver os dois sofrendo.

Depois, nós dois ficamos falando de vários negócios, e em como a nossas empresas estão dando muito lucro, com toda essa parceira. O mercado de finanças é muito maior do que nós o imaginamos.

Mas, de repente, recebi uma ligação de uma pessoa que eu jamais esperei, meu tio Azyz, ligou dizendo que eu precisava encontrá-lo, no shopping, em uma cafeteria, para tomarmos um café. Inicialmente eu não concordei, pois eu odeio esse rijal (homem) mais do que tudo nessa minha vida.

Entretando, Azyz ficou falando sobre o cargo da empresa, e em como ele vai ser separado, bateu na tecla que ele era o irmão do meu pai e blá blá blá, que ele tinha direito de vinte por cento de tudo.

O pior é que ele tinha mesmo, todo esse direito.

Então, eu acabei aceitando, pedi para que senhor Liam adiasse uma reunião extremamente importante, e então ele informou que ficou  para amanhã. No horário da manhã, é claro!

Toda via, eu não comuniquei a ele o que eu ia fazer, apenas falei que eu precisava me ausentar, por apenas alguns instantes, afinal o shopping é bem perto da Tec Mancini, pois está localizada no centro da cidade.

Com isso, eu fui, no caminho, Laura me ligou, perguntando se a noite nós não poderíamos nos ver, e óbvio que eu aceitei, estou completamente louco por ela, e por aqueles olhos verdes incríveis. Eu até imaginei, em pedi-la em namoro, pois eu quero transmitir segurança a ela, não quero brincar com o seu coração.

Isso estava tudo dentro dos conformes se assim que eu estivesse chegado no bendito café, e me deparado com um homem bem diferente do Azyz. Ele disse que o nome dele era Dante e que ele era muito amigo do meu tio.

O que me fez ficar logo apreensivo, e com isso, eu pude notar que esse tal de Dante, me olhava de uma maneira muito estranha. Para piorar, ele me fez sentar, e me disse que logo após o café, que eu teria que acompanhá-lo.

Como eu sou uma pessoa muito, mais  muito desconfiada, eu logo senti um ar de maldade, e com isso, descidi não acompanha-lo. Então, eu me levantei da cadeira que estava já sentado, de frente para ele e dei um tchauzinho. Entretanto, engoli seco ao vê-lo fazer uma cara de ironia, então eu tentei ir embora, virando-me de costas, mas ele disse-me que se eu desse mais um passo, ele iria causar um puta banho  de sangue naquela cafeteria.

Então, vendo que eu teria que me sobrepor, mediante a infeliz fato, eu voltei a me sentar na cadeira. Ele me olhou com um ar debochado e olhou para alguns homens de preto que já estava na porta da mesma.

E então, eu deixo a minha mente se dá realidade, me fazendo ter horrível recordação do momento que ele me disse as seguintes palavras.

— Está vendo aqueles homens ali?

Sim, idai?

— Eles estão armados até os dentes, devo resaltar-lhe que eles são altamente treinandos para matar. Um movimento errado seu, já era.

— O que você quer? Qual a sua ligação com meu tio Azyz? E por que ele está fazendo isso comigo?

— Calma, são tantas perguntas. Mas vou resumir. Ele me pagou para matar você e o seu irmão. E adivinha quem estava encarregada de fazer o serviço? Luna, ela não quis, por que ficou com peninha de vocês, mas pode ter certeza que ela vai sofrer, assim como vocês muito em breve.

— Hum, entendi! Mas pelo que percebi, você não quer matar a Luna só por ela não querer me matar e matar o meu irmão, mais sim por que quer puni-la.

— Garoto esperto. Ela vai morrer, por culpa de vocês, vocês a fizeram abandonar a profissão dela.

— Ela abandou por que é uma pessoa boa, e encontrou redenção no amor que tem pelo meu irmão.

Ao ouvir minhas palavras, o tal Dante fez sinal para um dos homens e se levantou, mandou que eu o acompanhasse sem dar bandeira, para que ninguém notasse, e assim eu fiz, pois estava sem escolha.

Volto a minha miserável realidade, ao ver o filho da puta do meu tio Azyz, entrando no local, onde me encontro amarrado. Estou sentado em uma cadeira, com as mãos para trás, elas estão amarradas, com cordas grossas.
Isso me impede de tentar me soltar.

— Olha só quem está aqui, Ya'iilahi! Meu lindo sobrinho, Kalil! — Azyz diz se aproximando com as mãos no bolso da calça.

— Azyz, você é um filho da puta! — digo tentando me mexer na cadeira, mas não consigo.

— Não, eu sou prático, e esperto — ele diz calmamente.

Azyz me observa com um ar ironico, me fazendo ter mais repuganancia por ele, do que sempre tive, desde de criança.

— Acha que vai conseguir tomar para si a empresa do meu baba, matando eu e o Zayn? Pode ter certeza que está muito enganado.

— Você acha mesmo isso? Então, eu devo te informar, que eu já dei um jeitinho de conseguir isso..

— Como? Tudo esta no nosso nome, o próprio Baba pediu para nossa mãe...— dou uma pausa, tentando não pensar no que está mais do que óbvio.

— Espera..— digo me lembrando que foi a 'Umi que resolveu todas as papeladas para transferir tudo para mim e o Zayn — não...— digo sentido uma grande decepção no meu coração, e então, deixo as lágrimas banharem minha face.

Como 'Umi pôde ficar do lado desse verme?

— Hunrum, é exatamente isso que está pensando, a doce Dália..ela quem passou tudo para mim, o que significa que seu contrato com Liam Mancini, não vale mais de nada.

— DESGRAÇADO! — grito com ódio.

— Ah, já ia me esquecendo, de te informa — ele vem até mim e se agacha ao meu lado, encostando sua boca nojenta em meu ouvido — foi eu e ela, como uma dupla de amantes, que causou o acidente do seu baba — Azyz diz com deboche.

— EU VOU TE MATAR , AZYZ!

Mas assim que acabo de gritar, ouço um disparo, com o susto, eu acabo caindo para o lado, ainda amarrado.

Olho na direção de Azyz e o vejo caído no chão, com um tiro certeiro bem no meio da sua testa.

— YA BILADI! — grito apavorado, ao ver o tal Dante parado do outro lado da sala vazia, com a arma na mão.

— Cara chato, não? — ele diz com um semblante descontraído, e com um maldito sorrisinho falso nos lábios.

— Por Allah! Por que fez isso? — digo temendo morrer também.

— Por que ele era irritante, mas não fica muito animadinho por ter te livrado dele não, por que quem eu quero a cabeça, já está chegando — ele diz com ironia e satisfação.

—Luna...— sussurro com a voz trêmula.

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Oi meus amores? O que acharam desse capítulo? Dante é, ou não é um sanguinário? Como será que vai ser o fim dele, quando Luna chegar?
Beijos no ❤️✨

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