Hollow

07 de novembro de 2024/ Aincrad - 75° andar, salão do boss

A lâmina do paladino vermelho brilhava intensamente enquanto vinha em minha direção. Em meio a minha raiva ativei a <Dual Blades> e usei a <Star Burst Stream> por puro instinto, um grande erro. Heathcliff, ou melhor, Kayaba Akihiko foi quem fez tal habilidade, por tanto ele conhece todos o movimentos que farei. Agora não tem mais volta, é o fim.

Com um urro de raiva coloquei para fora toda minha frustração e comecei a golpear desenfreadamente o escudo do paladino. Ele defendia todos os golpes como se não fosse nada com um sorriso no rosto.

Ao fim do meu último hit, desferi um golpe direto com a [Dark Repulser], que ao atingir o escudo de Heathcliff se quebrou. Olhei tal cena incrédulo, não acredito que é assim que vai acabar... isso... isso não é justo!

Sempre que você executa uma habilidade você fica vulnerável por alguns segundos, tempo mais que suficiente para acabar com a vida de um jogador. Sabendo disso o paladino vermelho ergueu sua espada, que brilhou em vermelho e preparou seu último golpe.

- Adeus... Kirito - ele disse sorrindo.

Tudo aconteceu em apenas um segundo. Asuna, que estava paralisada e caída no chão frio do salão do boss como todos os outros jogadores, surgiu na minha frente. Ela saltou na minha frente no momento que a lâmina escarlate vinha em minha direção, recebendo o golpe e zerando seu HP completamente.

Ela caiu para trás no mesmo instante. Rapidamente soltei a [Elucideitor] e a peguei. - Por que? - foi tudo que consegui dizer enquanto encarava o avatar minha amada começar a brilhar.

- Desculpe... adeus - ela disse com um sorriso gentil antes de seu corpo explodir em milhares de polígonos brilhantes e deixando seu florete cair no chão.

- Isso é mesmo surpreendente. - ele deu de ombros. - Não me lembro de ter programado um modo do jogador neutralizar a <paralisia> sozinho. Parece que, às vezes, coisas assim acontecem.

Agora não há mais o que fazer. O que eu poderia fazer? Mais uma vez sou forçado a ver alguém que amo desaparecer diante dos meus olhos...

Eu então peguei o florete de Asuna com minha mão esquerda, e com a direita peguei minha espada negra e me forcei a ficar de pé. Cambaleei alguns passos para frente enquanto balançava minha espada horizontalmente. Um suspiro insatisfeito deixou a boca do paladino vermelho, que com apenas um simples golpe vertical tirou a [Elucideitor] de minha mão e cravou sua espada em meu peito. Observei ali parado e inerte meu HP cair mais e mais, até que finalmente zerou. <You Are Dead>, a mensagem do sistema surgiu no meu campo de visão. Meu corpo brilhou intensamente e explodiu numa explosão de polígonos brilhantes como vidro se quebrando.


Meus olhos então se abriram. O ar era uma mistura de vários odores. Eu estava numa praia. O por do sol parecia fazer com que o céu inteiro estivesse queimando. A luz do sol tocava meu rosto gentilmente enquanto sentia um pouco de frio por minhas roupas estarem molhadas. Fechei meus punhos e senti a areia molhada entre meus dedos. - O-O quê? - me forcei a me sentar - Isso... uma praia? - O fato de eu ainda estar vivo me chocou. O ar que passava pelo meu nariz trazia uma abundância de informações. O quê é este lugar? Meu corpo deveria ter desaparecido depois de ser destruído. Eu ainda estou no SAO... ou cheguei ao pós vida?

Eu então tentei me levantar, mas meu corpo estava estranhamente pesado. Usando toda minha força empurrei a areia com as mãos e me coloquei de pé.

- Ki...rito... - subitamente ouvi uma doce voz atrás de mim. Só pode ser algum tipo de sonho... mas se for mesmo. Era como uma voz do paraíso. Um choque atravessou meu corpo.

Por favor, não deixe que isso seja minha imaginação. Hesitantemente me virei para trás. Ela estava parada com o céu ardente acima dela. Seus longos cabelos alcançavam lentamente com o vento, mas mesmo com seu gentil sorriso ao meu alcance eu não podia me mover. Sentia como se ela fosse desaparecer se meu olhar a deixasse por um segundo então apenas me mantive olhando para ela.

Ela parada ali, brilhando junto ao sol. Tentei segurar minhas lágrimas e formei um sorriso.

- Desculpe... eu também morri - eu disse quase em um sussurro.

- Idiota... - lágrimas desceram pelo seu rosto quando ela disse isso sorrindo. Eu abri meus braços.

- Asuna... - gentilmente chamei seu nome.

A segurei com força quando ela pulou em meus braços e chorou. Eu prometo que nunca mais vou desistir. Não importa o que aconteça, eu nunca mais a deixarei ir.

Depois de um longo beijo, nós finalmente conseguimos separar nossos rostos. Havia muitas coisas sobre a batalha final que eu queria falar com ela, eu queria também me desculpar, mas agora não é o momento. Ao invés disso levantei meu olhar para pôr do sol.

- Esse... o que é esse lugar? - perguntei. Asuna silenciosamente para cima e apontou com seus dedos. Olhei naquela direção.

Bem distante de onde estávamos alguma coisa flutuava no céu. Tinha um formato de cone com a ponta cortada. Era feito de vários andares, um sobre os outros. - Aincrad... - Asuna assentiu quando murmurei isso. Não há dúvidas. Aquilo é Aincrad.

O gigantesco castelo voador atravessava o céu. Nós passamos dois anos lutando neste mundo, e agora, por algum motivo Asuna e eu estávamos do lado de fora dele. Como isso é possível? Um erro? Não. Kayaba não permitiria isso.

- O que está acontecendo? - perguntei aos céus buscando alguma resposta, mas obviamente não ouve nenhuma.

- Por hora vamos apenas buscar algum lugar para passar a noite... - disse Asuna. - Estamos desarmados e logo ficará de noite.

- Sim, você está certa - assenti.

Asuna sorriu gentilmente e segurou minha mão direita, nos guiando para longe da praia.

22 de março de 2025/ Hollow Area, salão do boss

<Ponto de vista do Aidan>

- Então foi isso o que aconteceu naquele dia... - disse Alice pensativa.

Algum tempo havia se passado desde o fim da batalha contra Fenrir. Depois de Kirito apareceu e me salvou da morte, todos os outros jogadores ficaram surpresos, amedrontados e em sua maioria confusos. Obviamente pedimos para saírem e nos deixarem a sós com Kirito, ficando na sala apenas Alice, eu, ele e Strea, que insisti para que ficasse.

- Sim. É tudo que consigo me lembrar - disse o espadachim negro.

- Mas isso não explica como ainda está vivo - disse Alice insatisfeita. Ela então me encarou com um olhar assustador, me julgando. Desviei o olhar. - Vai, começa a falar - ela rosnou.

- F-Falar o que? - eu estava sentado com as costas escoradas na parede. Alice se ajoelhou ao meu lado e colocou sua mão direita sobre meu ombro, apertando-o.

- Você obviamente sabe de algo. Então pare de se fazer de bobo e comece a falar! - ela rosnou.

- Acho que não tenho escolha... - Strea suspirou fazendo Alice e Kirito olharem para ela. - Bem... é melhor se sentarem.

>Ponto de vista do Eugeo<

- Já faz tempo que estão lá dentro! - resmungou Philia.

- Eles devem estar interrogando o Kirito... - disse. Estamos todos reunidos do lado de fora da entrada da dungeon. Já está de noite e a luz prata da lua brilha intensamente.

- Se estão mesmo fazendo isso, por que você não está lá com ela? - questionou Tenji irritado.

- Aidan provavelmente sabe de alguma coisa que não sabemos. Se não fosse por isso, Alice me deixaria participar... ou talvez seja algo mais grave do que parece - com certeza é isso. Aidan vem agindo estranho de uns tempos para cá, sem contar que do nada essa tal Strea aparece e sem mais nem menos já está no grupo... tem algo grave acontecendo.

Antes que eu pudesse pensar em mais coisas os murmúrios e conversas paralelas entre os jogadores pararam. Olhai para a entrada da dungeon onde Alice, Aidan, Kirito e Strea estavam. Eles desceram as poucas escadas deixando Alice lá. Ela estava com uma expressão estranha, com uma sombra em seu rosto. O que foi que aconteceu lá dentro? O que eles conversaram?

- Pessoal... - ela balbuciou. - O que estou prestes a contar não será fácil de acreditar. Entretanto, peço que permaneçam calmos, por favor - alguns murmúrios então começaram, mas logo pararam. - A Hollow Area é uma área restrita para simular inimigos e armas que estão para ser implementados em Aincrad pelo Sistema Cardinal, mas para isso precisam ser testados por alguém... - ela fez uma pausa e olhou para Aidan, que assentiu para que ela continuasse. Seu olhar então se voltou para mim, e com um suspiro amargo ela continuou. - E para isso o sistema Cardinal cria IAs com os dados dos jogadores, fazendo clones. Mas estes clones não podem sair da Hollow Area.

- Então quer dizer que os NPCs daqui são clones dos jogadores de SAO? - alguém perguntou em meio aos vários jogadores.

- Os NPCs, são apenas isso, NPCs. Mas eu estou falando de nós, jogadores - ela fez mais uma pausa e respirou fundo. - Pessoal... os clones que disse são IAs feitas a partir dos dados dos jogadores mortos em SAO. Os chamados Hollows.

O vento então uivou. Senti um arrepio correr por meu corpo fazendo meu coração bater mais rápido. Esta sensação... é igual naquele dia. O dia que descobrimos que estávamos presos no SAO.

- Pare de brincadeira! - alguém urrou. - Quer dizer que eu não sou eu?! Isso é idiotice!

- É mentira! Não acredito nisso!

- Ei acalme-se! Ei-...- de repente uma luz branca brilhou tomando o corpo de um jogador a poucos metros atrás de mim, que desapareceu num clarão. <Player Disconnected>, a mensagem do sistema surgiu onde o jogador estava fazendo todos se calarem.

- Ele... ele foi desconectado? - questionou Philia ao meu lado.

- Se seus batimentos cardíacos passaram de um certo limite, o sistema irá te desconectar. E vocês sabem o que acontece se isso acontecer! O Nerve Gear irá enviar uma poderosa micro-onda e fritará nossos cérebros! - Alice urrou. - Acalmem-se!

- I-Isso... isso não pode estar acontecendo... não pode... - mais um jogador foi desconectado. De repente um atrás do outro começou a desconectar como um efeito dominó.

- Eugeo! - gritou Aidan. - Use sua habilidade e congele-os antes que mais deles morram!

Eu então desembainhei minha espada. Usar o <Enhance Armament> mais uma vez deixará a vida de minha espada praticamente no fim. Mas eu não posso perder mais ninguém! - Enhance... Armament! - urrei.

A lâmina cravou e entrou até a metade no solo, acompanhada de um estranho som explosivo. Instantaneamente uma onda percorreu todo o chão, o cobrindo com uma espessa camada branca gelada. Seguido de explosões congelantes, elevando violentamente a uma grande velocidade estalagmites pontiagudos em direção aos jogadores. Aproximadamente cinco segundos após sua ativação, a terrível onda criogênica com uma amplitude de mais de dez metros já havia engolido todos os jogadores. Caí no chão enquanto minha consciência desvanecia.

Aincrad - 61° andar, Selmburg

>Ponto de vista da Lio<

Meus olhos se abriram abruptamente. O relógio no canto superior esquerdo do meu campo de visão marcava 20h57min. As luzes do meu quarto estavam apagadas e estava iluminado apenas pela luz natural da noite, se é que posso chamar assim.

Um suspiro deixou meus lábios enquanto eu mudava de posição virando para esquerda. Encarei a janela. As cortinas semitransparentes balançavam suavemente com o vento. Faz horas que não consigo dormir... depois de mais um dia estressante, o mínimo que mereço é algum descanso.

Mas como fazer tal coisa? Aincrad está um caos. Os jogadores vermelhos fazem o que querem e quando querem. Não conseguimos explorar o andar 77 devido à atividade do Caixão Sorridente...

De algum jeito agora é possível que seu HP caia dentro das cidades em quase todos os andares de Aincrad, exceto nos andares os únicos andares seguros são os 02, 22, 35, 59, e 61. E por isso todos os jogadores migraram para os andares seguros restantes, que são muito poucos.

Moro atualmente no 61° andar junto com toda a linha de frente, pois é mais perto dos andares ainda não explorados.

Um suspiro amargo deixou meus lábios enquanto eu trocava de posição novamente. Fitei meus olhos no teto do quarto enquanto tentava pensar em alguma solução, mas nada me veio à mente.

- Que droga... - rosnei.

Eu então me sentei na cama. Deslizei meu dedo indicador direito verticalmente para baixo para abrir o menu principal. Logo depois ouve um som de toque e o menu apareceu. Deslizei meus dedos pela interface branca e cliquei no botão [mensagens], abrindo assim a janela de mensagens.

Haviam muitas mensagens. Sou a líder da linha de frente, então é comum que muitos jogadores me mandem mensagens. Entretanto não estou com paciência de ler tantas agora. Estou cansada e quero apenas dormir. Pensando bem, nem sei por que abri esta janela. Eu estava prestes a fechar a janela quando uma mensagem me chamou atenção.

"Depois do que aconteceu hoje de tarde, não sei se temos alguma chance de finalizar o jogo. Os chefões são apenas programas, então se algo der errado nós podemos fugir, mas os jogadores vermelhos são humanos como nós. Eles bolam estratégias para nos encurralar e nos matar, a emboscada que sofremos hoje prova isso. Se você tem algum plano, agora seria uma boa hora de começar a coloca-lo em pratica".

Flint parecia angustiado na mensagem. É raro ele ficar assim. Até mesmo depois da morte do Aidan ele continuava animado e até esperançoso, mas isso com o tempo vem diminuindo mais e mais.

- Acho que todos estamos precisando de um tempo... - murmurei.

Uma notificação de mensagem então surgiu. Era de uma garota de longos cabelos e olhos negros. Sempre usava o mesmo vestido branco. Programa de Aconselhamento e de Saúde Mental, protótipo 01. Codinome: Yui.

"Você está bem?", a curta mensagem dizia. É muito estranho quando ela faz isso. Me sinto como se estivesse sendo vigiada, ou algo assim. Mas isso é até fofo de certo modo, ou talvez eu só esteja louca mesmo...

"Estou bem", respondi.

"Talvez você queira conversar?"

"Não. Acho que só preciso de um tempo", digitei.

"Entendo. Neste caso seria bom tomar um chá quente e tentar relaxar ".

"Tem razão, obrigada!"

Fechei a janela de mensagens e me levantei. Coloquei meus pés para fora da cama, calcei minhas pantufas e caminhei até a porta passando pelo curto corredor até a sala. A cozinha ficava separada da sala por um meio muro.

Me dirigi até o fogão, coloquei a agua da torneira na chaleira e a coloquei sobre o fogão. Abri o menu principal e abri o deposito de itens, onde escolhi os ingredientes para o chá. Mas antes que eu pudesse fazer isso ouvi alguém bater na porta.

- Mas quem será uma a esta hora? - bufei enquanto caminhava até a porta. Ao abri-la me surpreendi com quem era. Uma garota vestida com um moletom amarelo e uma calça de couro preta. Seus logos cabelos castanhos claro estavam bagunçados em sua cabeça. Seus olhos cor de mel me fitavam impacientes. - A-Asuka? O que foi? Aconteceu alguma coisa?

- N-Nós perdemos mais um andar! - ela arfou assustada.

- O-O quê?!

Hollow Area, Lindon

>Ponto de vista do Aidan<

- Você está bem mesmo? - perguntei preocupado.

Algum tempo se passou desde o que aconteceu na entrada da dungeon de Fenrir. Perdemos 88 jogadores naquela raid e mais vinte depois de descobrirem sobre a Hollow Area. Se não fosse por Eugeo, muito mais teriam morrido. Parece que as coisas nunca vão melhorar.

Esperamos o gelo derreter, mais alguns permaneceram congelados. Alguns elfos ficaram lá para esperar o gelo derreter e traze-los de volta para Lindon.

- Sim, estou bem. Só estou cansado - Eugeo respondeu. Ele já estava sem sua armadura. Usava uma camisa azul e calça marrom. Estava deitado sobre sua cama em seu quarto na pousada.

- Tanto aqui quanto em Aincrad o uso excessivo de habilidades causa perda de consciência - disse Alice sentada ao lado dele na cama. Ela usava seu vestido azul e seu longo cabelo loiro estava amarrado num rabo de cavalo. - Foi uma batalha difícil, também me sinto cansada... - ela suspirou.

- Então descanse... - Eugeo sorriu gentilmente. - Vocês dois. Eu já estou bem melhor, podem ir.

- Certo... - Alice se levantou. - Até amanhã então.

- Até amanhã Eugeo - disse acenando com a cabeça.

Alice e eu caminhamos até a porta e a atravessamos para o corredor. Ao fechar a porta um suspiro amargo deixou os lábios da cavaleira, que se apoio na parede. Uma expressão cansada e triste tomava seu belo rosto. Me recusei a perguntar se ela estava bem, obviamente ela não está. Nenhum de nós está.

- Hoje foi um longo dia... - ela arfou.

- Sim... - não sei como consola-la. - Quer que eu te acompanhe até seu quarto?

- Não, estou bem. Você tem que ver a Philia, não é?

- Sim, verdade - cocei a cabeça sem jeito. - Bem, até amanhã então.

- Sim, até amanhã - ela forçou um sorriso. Dei as costas e comecei a caminhar até o quarto de Philia. - Ah, Aidan - me virei para ela. - Não faça mais isso de ficar para trás. Foi uma grande burrice. Na próxima vez que fizer algo assim, eu juro que de dou uma surra! - ela ergueu o punho direito fechado enquanto fazia uma cara ameaçadora.

- C-Certo...

- Prometa! - ela deu um pesado passo em minha direção.

- Sim, sim! Eu prometo! - ergui a mão direita.

- Hm. Bem, até amanhã então - ela deu as costas e caminhou até seu quarto. - A propósito... - ela disse sem se virar. - O-Obrigada por me salvar hoje...

- Não foi nada - não pude deixar de rir.

Eu então caminhei em direção ao quarto de Philia. Bati na porta e entrei. As luzes estavam apagadas e ela dormia profundamente com uma expressão solene no rosto. Eu então dei meia volta e caminhei para fora da pousada. Antes de dormir, tem alguém com quem quero conversar.

Kirito e Strea conversavam num banco do outro lado da rua da pousada. Caminhei até eles, que ao me virem pararam de conversar. Strea mesmo sendo uma IA parecia cansada. Kirito por outro lado, parecia normal. Fenrir ainda tinha uma quantidade razoável de HP, e com apenas dois golpes o espadachim negro o venceu.

- Como eles estão? - ele perguntou.

- Vão ficar bem. Mas depois de hoje, vão precisar de um tempo - respondi. - E você? Parece bem tranquilo depois de saber de tudo - me sentei ao lado de Strea.

- Cogitei várias hipóteses, mas nunca achei que fosse algo assim - ele suspirou. - Vocês ainda tem o benefício da dúvida, mas Asuna e eu... me pergunto como vou contar isso para ela...

- Podia ser pior... - disse Strea. - Vocês podiam não ter acordado na Hollow Area. Ao menos podem viver uma vida aqui.

- Mas só até o jogo ser finalizado... - ele suspirou mais uma vez. - Eu fiz várias promessas a ela...

- Sinto muito - suspirei. - Isso... isso realmente não é justo.

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