Capítulo 16 - Part 2

Ao chegar no andar de baixo, estavam todos no jardim. Me dirigi até a mesa onde minha amada família estava e me sentei entre as gêmeas já que meu pai estava muito ocupado conversando com outro político na mesa ao lado e Stephany fingindo ser alguém muito relevante. 

— E essa cara pós transa? – Felícia perguntou me fazendo arregalar meus olhos.

— Está tão óbvio? – perguntei.

— Até um cego perceberia. – Faith concorda enquanto toma seu champanhe.

— Que se dane. – resmungo. — Só não acharem que foi com aquele merdinha do James, eu estou ótima. – peguei uma taça de champanhe sobre a mesa.

— Ele realmente está fascinado por você, hein. – Felícia diz. — Descobri que a Jane, filha do deputado Connor ainda é apaixonada por ele. Ela se declarou por ele uma vez e ele lhe deu um fora daqueles! Dizem que se colocar ela e ele no mesmo ambiente dá uma confusão enorme. Ela é tipo uma stalker, envia mensagens no meio da noite, segue ele nos lugares. Dizem que ele a encontrou no apartamento em Nova York e foi um caos. – encarei a menina na mesa ao lado. Ela olhava ao  redor a procura de alguém.

— Pelo que eu fiquei sabendo – Faith começou. — o deputado Connor e o Haynes estão fingindo que nada está acontecendo e que são melhores amigos. Mas que a qualquer momento podem sair no soco. – completou rindo.

Foi então que uma luz se acendeu em minha mente e eu sorri abertamente.

— Esse é aquele sorriso que diz que ela vai aprontar. – Felícia disse me olhando assustada. Virei-me em direção a Jane.

— Hey Jane! – susurrei seu nome lhe chamando a atenção. — James pediu para avisar que está lhe esperando no quarto dele. – seus olhos se arregalaram. — Se eu fosse você, eu corria até lá. – ela deu sorriso sinistro e saiu da mesa sem dizer nada.

— O que acabou de fazer? – Faith questionou me olhando espantada.

— Nada de mais. – sorri bebendo o vinho. — Só acho que aquele idiota vai pensar duas vezes antes de tentar rebaixar o amor da minha vida na minha frente novamente. – as duas se encaram enquanto eu tomava meu champanhe.

— Amor da sua vida? – questionaram as duas juntas.

— Sim, amor da minha vida. É isso que acontece quando tentam atrapalhar casal alheio, as pessoas são derrubadas! – digo um pouco mais alto na intensão de meu pai ouvir.

— Querida, pode falar mais baixo? – Stepanhy pergunta com falsa bondade.

— Por que não vai testar um extintor de incêndio ao contrário de testar minha paciência? – ela revira os olhos e volta sua atenção para o nada. — Vocês estão afim de voltar para casa e agarrar o amor da vida de vocês também não estão? – questionei as duas que encararam outro ponto sem responder. — Pois bem, vão me agradecer depois por ter feito isso.

E não demorou para acontecer. Foi o maior escândalo e eu só pude rir. James invadiu a tal festinha no jardim completamente nu enquanto Jane corria atrás dele com uma faca. Deu polícia, políticos se socando, e eu me divertindo com toda a confusão. No final a festinha acabou bem mais cedo e todo mundo voltou para casa.  

— Eu deveria ter levado meu celular, teria dado um video e tanto e me renderia umas views. Ou quem sabe dinheiro? Eu poderia vender para algum tablóide. – digo entrando no quarto com Chad logo atrás.

— Eu ainda não acredito que foi você quem causou aquilo, quando vai parar de me surpreender? – ele questionou retirando seu blazer.

— Espero que nunca. – retirei o vestido e me joguei na cama. — Eu estou tão cansada. Eu quero dormir por quase uma eternidade, e depois ser acordada por você com muitos beijos. – digo dramaticamente.

— Vai ficar querendo.

— Idiotinha. – resmunguei puxando-o para deitar ao meu lado. — O que devemos fazer de agora em diante? 

— Eu não sei. – confessou acariciando meus cabelos. — Deveríamos apenas pegar nossas coisas e nos mudar para o Japão? – soltei uma risada.

— Até pensaria no caso, mas não acho que devemos deixar meu pai impune. Seria egoísta com todo mundo. – suspirei. — Mas vamos dar um jeito, eu tenho certeza.

Conversamos por um longo tempo mas não demorou para que caíssemos no sono.

No dia seguinte, Beckett chamou Chad para sair consigo. Eu é claro, fiquei meio preocupada. Mas sabia que os dois iriam ficar bem. Aproveitei que a casa estava vazia para seguir a diante com o meu plano.

Desci até o escritório do meu pai e tranquei a porta. Era um lugar bem grande e espaçoso, não seria fácil encontrar algo.

Parei para analisar os lugares mais difíceis de se encontrar alguma prova contra ele, e os mais fáceis também já que ele não é burro. Optei pelo lugar mais difícil.

Subi sobre sua cadeira de couro para alcançar uma caixa logo acima de uma prateleira. Desci com ela e coloquei sobre a mesa. Estava um pouco empoeirada.

A abri com facilidade, e encontrei vários documentos onde envolvia assinaturas de pessoas, mas eram assinaturas falsificadas. Eu reconheceria uma de longe.

Fotografei todo o documento.

Mais afundo da caixa havia recibo de desvios de dinheiro de muitos locais. Quanto mais eu achava mais decepção e nojo eu sentia.

Uma forçada na fechadura do lado de fora me alertou. Corri e coloquei a caixa no lugar depois de fotografar tudo e abri a porta encontrando Leonard.

— O que faz trancada aqui? – questionou.

— Vim buscar uma caneta. – digo lhe mostrando a caneta em minha mão. — Tranquei porque eu queria tirar umas fotos naquela cadeira, quem nunca?

— Você sabe que isso não faz sentido nenhum vindo de você, não sabe?

— Mais respeito comigo daqui em diante, estou sabendo que tem dormido com a minha irmã. – ele arregala os olhos por trás do óculos e os ajeita nervosamente. — Toma cuidado, comece a me tratar melhor. – lhe entreguei a caneta e sai dali subindo correndo as escadas, já no corredor meu celular toca. Número privado, só poderia ser Garcia.

— Diga. – digo logo ao atender.

— Encontramos uma nova informação.

— Ótimo, continuem assim.

— Preciso que venha até aqui para ver. 

— Para que? Me mostrem quando tiver tudo.

— Isso é realmente sério, preciso que veja. – seu tom é sério.

Tudo bem, vou esperar o Chad chegar e vamos. – digo já na porta do meu quarto.

— Não, é melhor vir sozinha. Isso não é nenhuma brincadeira, preciso que venha aqui sozinha. – suspirei meio tensa.

O que poderia ser?

Antes que eu pudesse responder algo ele ja tinha desligado. Guardei o celular e desci novamente. Chamei um táxi e lhe dei as coordenadas até o galpão. 

Chegando lá entrei direto, os homens na entrada não me barraram. Encontrei Garcia e seus homens.

— O que queriam me mostrar que era tão sério? Se for alguma brincadeirinha já vou avisando que–

— Não é, Amalia. – Adrian me cortou sério. Fez sinal para que eu me aproximasse da mesa onde havia vários papéis. — Meus homens puxaram algumas coisas do passado e achamos isso aqui de dois anos atrás. – apontou para um papel. — Seu pai teria sido mandante de um incêndio. – lhe encarei.

— Incêndio?

— Sim. Eles varreram tudo e encontraram esse homem. – me mostrou a foto do homem. — Ele está preso por violência doméstica. Ele foi um antigo soldado. Meus homens tiveram acesso a fotos da câmera de segurança dos locais próximos ao incêndio que estranhamente estavam escondidas. Esse homem aparece lá, fomos atrás dele e ele confessou que seu pai o contratou para fazer tal trabalho. – lhe olhei em choque.

— E qual foi o motivo do meu pai fazer algo assim? – perguntei trêmula temendo a resposta.

— Em uma entrevista que fizeram em cidades do país perguntando sobre o que achavam do seu pai, o homem que morreu no incêndio diz que seu pai não era o suficiente para ser presidente do país. Que não confiava e entre outras coisas.

— E só por isso meu pai mandou incendiar a casa dele? Isso não faz sentido! – digo nervosa.

— Esse homem tinha influência na cidade dele estava fazendo uma campanha contra seu pai. Isso provavelmente o estressou.

— Eu não posso acreditar nisso! Isso é horrível! – digo andando de um lado para o outro.

— Amalia, essa não é a pior parte. – lhe encaro. — Esse homem e a esposa morreram no incêndio. – o olhei perplexa. — Esse casal tinha um filho.

— E-e o que isso quer dizer? – ele pede para eu me aproximar da mesa novamente. Me aponta uma papel com o retrato de um senhor, não era tão velho.

— Esse é o homem. – ele diz e depois aponta para o retrato de uma mulher. — Essa é a mulher. – Ela também não era velha e era bem bonita. Adrian solta um suspiro e vira a página. — E esse é o filho. – aponta para o retrato do homem. Sinto que mei coração parou por alguns segundos. Me afasto da mesa com as mãos sobre os lábios.

Meu corpo está todo trêmulo e minhas mãos soam.

Encarei Adrian que continuava sério.

Isso não pode ser real! Não pode!

— Chad? – questionei baixo enquanto as lágrimas invadiam meus olhos. — Chad? – questiono novamente. — Chad é o filho deles? – Adrian afirma. Minhas pernas vacilam e caio de joelhos sobre o chão sujo do galpão. — Me diz que não é verdade, me diz que não é! Meu pai não foi capaz de fazer algo assim! Não foi! Por favor me diz que é um engano! – um choro dolorido se apossou de mim a ponto do ar desaparecer dos meus pulmões.

Acredito que o modo que estava era de dar pena, pois dois dos homens tiveram que me levantar e me sentar sobre uma cadeira.

— Amalia, você tem que se acalmar. – Adrian diz.

— Me acalmar? Como eu vou me acalmar?! – me alterei. — Meu pai matou os pais do Chad. Do homem que eu amo! Da pessoa que ontem eu vi chorar por causa dessas duas pessoas. – apontei para os retratos em sua mesa. — Como eu vou olhar na cara dele agora? Como eu vou viver com isso? Meu pai é um assassino!

— Amalia, o caso é seguir com o plano. – ele diz. — Assim que colocarmos essas provas junto com as outras acabou para o seu pai. Já está quase tudo feito. Temos que reunir tudo e depois finalmente expor para o mundo. Você só precisa se acalmar e não estragar tudo. – ele diz sério. — Não conte ao Chad!

— Como não? O que eu vou fazer até lá? Adrian, eu não consigo.

— Só te chamei aqui para deixa-la preparada. Não queria que fosse pega de surpresa. – explicou. — Finge que nada está acontecendo. Vocês precisam se concentrar em derrubar o vilão, no caso seu pai. Se vocês deixarem a raiva falar mais alto, tudo vai dar errado. Seu pai vai continuar fazendo merda e não vai pagar pelos erros dele.

Suspirei e inspirei tentando manter a calma.

— Se te deixa mais contente, o seu foco agora é acabar com a imagem de vocês todos. – lhe encarei. — Mostrar que a sua família não é tudo que fizeram o mundo acreditar, e quem não são aptos a continuar no poder.

— E como eu vou fazer isso?

— Me diz você como vai fazer isso. – suspiro novamente.

— Tudo bem. – enxuguei minhas lágrimas. —  Você tem alguma coisa ai para me dar? – ele fränze o cenho. — Qualquer uma serve.

— Amalia...

— Eu não vou aguentar tudo isso sobrea. Eu não vou conseguir.

— Você ficou limpa todo esse tempo que eu sei, você não precisa disso. – ele diz me olhando.

— Não venha me dizer o que eu preciso! – exclamei irritada. — Só me dá a droga do cigarro então! – ele bufa me olhando meio hesitante e me entrega o maço de cigarros e acende para mim.

A regra é clara: Tudo que é bom dura pouco!

***

Parte dois liberada pessoal! 🔥

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