Capítulo 15
Se você chegou até aqui é porque não desistiu de mim. Então aproveite o capítulo 💜
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Acordei recebendo beijos pelo meu rosto e sorri ainda de olhos fechados. Aos poucos fui abrindo os olhos e dando de cara com o rosto perfeito de Chad.
— Finge que eu não acordei e volta a me beijar. – digo fechando os olhos novamente e ouvindo sua risada soar.
— Para de ser bobinha. – passou as mãos pelos meus cabelos. — Eu fiz a gentileza de te deixar dormir até agora, mas acho que já está na hora de irmos. – abri os olhos novamente e lhe olhei.
— Você está acordado faz tempo? – ele afirma. — Que horas são?
— Quase meio dia. – solto um suspiro pesado.
— Estamos em lua de mel, vamos nos dar um tempo. – digo e ele ri novamente. Eu amo o sorriso dele, a risada dele. Eu amo ele.
— Ainda temos que trabalhar para a sua tia hoje e amanhã pela manhã voltarmos para Washington. – ele diz e meu coração se aperta só de lembrar que isso tudo vai passar.
— Vamos trabalhar apenas como casal, não quero nem saber de você de papinho com aquelas mulheres.
— Combinado. E nada de você ir se meter com aqueles caras.
— Combinado. – fizemos um pequeno "Hi-fi" e não evitei rir. Me sentei na cama para lhe encarar. — Tudo isso é real?
— Totalmente real. – acariciou meu rosto.
— Você está menos rude comigo, aquele mal humor todo era falta de sexo? – ele revira os olhos.
— Eu nem vou te dizer nada.
— Quem cala consente. – aponto meu dedo para ele que tenta mordê-lo.
— O que acha de um banho de hidro antes de ir? – sugeriu e ergui uma das minhas sobrancelhas com tal proposta.
— Depende. Se você estiver com pressa, não acho que seja muito recomendável. Agora, se você não se importa em demorar posso até aceitar. – digo me aproximando e envolvendo seu pescoço com meus braços.
— Eu escolho a primeira opção, pressa. – revirei meus olhos.
— Não comece! – lhe empurrei os ombros de leve.
— Um banho rápido de chuveiro, pode ser? – bufei e afirmei. — Otimo, então vamos! – me puxou delicadamente para fora da cama para o banheiro.
— Prefiro você assim, sem roupas. – digo lhe encarando.
— Eu tambem prefiro você assim. – morde meu ombro.
— Um dia vamos em uma praia de nudismo. – ele me olha sem reação. — O que?
— Amália, amor, não vamos extrapolar. Há limite para tudo nessa vida.
— Ridículo! – exclamei fingindo estar irritada mas o coração está quase saíndo pela boca com o 'amor'.
Após o banho que definitivamente foi rápido, saímos do motel e fomos caminhando de volta ao hotel. É claro que fomos o centro das atenções. Ao chegarmos no hotel, não foi diferente. Eu só pude sorrir e acenar para as pessoas.
Subimos para o quarto e trocamos de roupa, logo em seguida descendo para o cassino. Não deixei de sorrir quando percebi nossas mãos entrelaçadas no elevador. Éramos um casal oficial.
Assim que adentramos o cassino fomos pegos de surpresa por uma mesa de jogos cheia de comida e ao redor minha tia e seus funcionários nos recebendo com festa.
— O que é tudo isso? – questionei.
— Como não pudemos ir ao casamento, resolvemos fazer uma pequena recepção aos noivos. – minha tia diz sorrindo. Não resisto e lhe abraço.
— Obrigada. – agradeço.
— Não me agradeça, assim eu me sinto importante. – diz me fazendo rir.
Almoçamos com todos ali e foi realmente animado. Pensar que tudo isso está perto de acabar me aperta o coração, essa animação, tranquilidade.
— Como foi sua noite? Conseguiu o que queria? – minha tia me belisca de leve assim que Chad se afasta.
— Foi muito mais longe do que minhas expectativas. – digo rindo. — Eu não consigo descrever a sensação.
— Quando dois estão felizes e apaixonados tudo tende a ser melhor.
— Realmente. – concordei sorrindo.
— O que vão fazer quando voltarem? – suspirei pesado.
— Eu ainda não tenho certeza. – dou de ombros. — Mas me afastar do Chad eu não vou de jeito nenhum.
— Amalia. – Chad se aproxima parecendo assustado. — Você precisa ver isso! – me assustei com seu tom de voz e o segui até o notebook de um dos funcionários sobre o balcão só bar. Na tela aparecia uma manchete sobre meu pai.
"Vaza áudio de Presidente Johnson McKean cogitando entrar com pedido de legalização de suposta lei que proíbe a entrada de latinos e asiáticos no país e causa revolta em todo o mundo."
Arregalei meus olhos incrédula.
— Que filho da puta! – Suzy exclama atrás de mim.
— Isso não é real, é? – perguntei trêmula. Logo abaixo tinha o tal link com o áudio. Chad me olha hesitante. — Coloca. – pedi e ele fez.
Com certo deboche meu pai e mais dois homens discutiam sobre a tal lei. E definitivamente é a voz do meu pai, eu queria muito que não fosse. Mas é!
— Chad! – exclamei sentindo meus olhos arderem em lágrimas e certo desespero se apossoar de mim. Chad me abraça. — O que ele tem na cabeça para fazer isso? Isso é ridículo!
— É o seu pai, não tem muito o que esperar de bom dele. – ele responde, e infelizmente ele tem razão.
— Eu não posso deixar ele fazer isso e ficar quieta. – digo decidida.
— O que quer dizer? – ele questiona me encarando.
— Parece que alguém já sabe exatamente o que fazer. – Suzy diz sorrindo. Encaro Chad.
— Vamos derrubar Johnson McKean. – digo firme e decidida. — Eu não vou deixar ele causar mais tragédia assim.
— Tem certeza disso?– Chad questiona.
— Sim, eu tenho. Você vai me ajudar, não vai?
— Somos parceiros não somos? – sorriu me fazendo sorrir.
— Uma parceria suspeita. – completo sorrindo.
— Parece nome de filme. – Suzy diz bebendo seu whisky. — Quando forem estrelar algum filme, me avisem. – sorriu. — Parece que vocês têm muito o que fazer, podem ir hoje. – a encaramos.
— Como assim, Suzy?
— Vocês já fizeram a parte de vocês, e se o plano é derrubar Johnson vocês não podem perder mais tempo. Vão arrumar as coisas de vocês. – ela nos expulsa com as mãos. — Preferem jatinho? – eu Chad nos encaramos.
— Sim. – respondi por nós dois. Ela assentiu com a cabeça e aproveitamos para subir para o quarto.
— O que devemos fazer quando chegarmos lá? – Chad questionou quando saímos do elevador.
— Ir atrás do Garcia e pagar a nossa divida. – digo passando o cartão na porta.
— E depois?
— Depois teremos todo o tempo do mundo para Johnson McKean.
Assim que adentramos o quarto havia uma grande mochila em cima da cama. Franzi o cenho sem entender.
— Entramos no quarto errado? – questionei.
— Não. Alguém pode ter entrado no quarto errado. – me aproximo da mochila. — Cuidado, pode ser uma bomba! – com cuidado me aproximo e a abro fazendo meus olhos brilharem. — O que é?
— Nosso dinheiro. – sorrio.
Minha tia já deveria estar sabendo de tudo. Ela é realmente um anjo. Trocamos de roupa e arrumamos nossas coisas, com cuidado Chad saiu com a mochila de dinheiro nas costas.
Minha tia nos mandou ir até a cobertura do hotel pois um jatinho particular nos esperava lá. Ela não quis se despedir pois odeia despedidas, então subimos direto.
Eu estava nervosa e ansiosa, talvez decepcionada. Não sei o que pensar!
Não demorou muito para o jatinho o pousar sobre um hotel em Washington. Ali mesmo resolvi mandar mensagem para Garcia que não hesitou em nos mandar o endereço.
Pegamos um táxi na porta do hotel e nos dirigimos até o local marcado. Era um galpão antigo, creio eu. Caminhamos para a entrada e havia dois homens de segurança. Eles passam nossas informações pelo rádio e liberam nossa entrada.
Entramos no local e não demorou para darmos de cara com Adrian e seus outros homens.
— Ora, ora, o que temos aqui? – revirei os olhos com a típica pergunta.
— Viemos pagar sua dívida. – digo apontando para a mochila com Chad.
— Pensei que teria que explodir mais alguns bancos. – riu arrancando risadas dos seus homens. — Estamos sabendo da nova lei do seu paizinho, e tenho que te dizer que não estamos contentes.
— Eu não tenho nada a ver com isso.
— Claro que não tem, você só é a filhinha dele. – ele diz se aproximando de mim, mas Chad entra na minha frente fazendo ele parar. — Não era você quem estava pouco se importando com ela da primeira vez?
— Tanto faz, cara. – Chad diz. — Ela não tem nada a ver com as merdas do pai dela, então seja o cara honrado que diz ser e se afasta. – meu coração deu um salto. — Eu sou grato por você ter nos juntado, não me faça mudar de ideia. – Adrian soltou uma risada.
— Eu deveria lhes dar um presente de casamento? – Adrian questionou nos deixando surpresos. — Qual é? Acharam mesmo que eu não ficaria de olho em vocês dois? A propósito, sua tia é gostosinha. – disse fazendo os outros rirem.
— Você tem tanta influência assim? – questionei ignorando seu comentário. — Você e seus homens têm capacidade de conseguir tudo?
— Tudo e mais um pouco. – respondeu se gabando.
— A ponto de conseguir informações privadas sobre o presidente? – perguntei.
— O que está querendo aprontar? – Adrian questiona se sentando sobre uma mesa de metal e cruzando os braços me encarando desconfiado.
— Derrubar meu pai. – digo e eles acham graça.
— Você acha mesmo que pode com isso garota? Não sabe quem é seu pai?
— Me admira você sentir medo dele. – alfinetei ganhando sua expressão séria. — Só preciso que seus homens recolham todo o tipo de informação que conseguirem. Não só sobre a vida política dele, quero tudo aquilo que ele faz debaixo dos panos e ninguém vê.
— O que pretende fazer com isso?
— Tirar ele do cargo, e até mesmo faze-lo ser preso se possível.
— Seu pai é a merda do presidente do país, qual é a chance dele conseguir ficar preso por mais de duas horas? Ele tem poder querida, mais do que imagina. É esquema atrás de esquema.
— Eu sei, mas quando o país e o mundo souberem das merdas dele, ele não vai demorar a cair. A imagem dele vai estar mais suja que esse lugar, e os que se dizem ser aliados não vão continuar ao lado dele correndo riscos – expliquei convicta.
— E o que ganharemos com isso?
— Além da grana extra, não vamos deixar que seu país seja tratado como nada. – digo lhe olhando. — Nem o seu e nem o de mais ninguém.
— É só o que temos que fazer? – riu nasalmente. — É como tirar doce de criança.
— As do passado eu até que concordaria. – Chad começa desviando o foco. — Mas as de hoje em dia se você esbarra nela, leva um chute no joelho. – resmungou e surpreendentemente os outros homens concordaram.
— Nossos filhos não vão ser assim. – digo lhe olhando.
— Claro que não vão. – ele diz me tranquilizando.
— Realmente fiz um bom trabalho unindo vocês dois. – Adrian admite nos chamando a atenção. — É um casal bonitinho, tão bonitinho que me faz querer vomitar. Passa essa grana para cá!
— Vai realmente nos ajudar? – questionei mantendo a mochila com o dinheiro atrás de mim.
— Eu disse que irei.
— Você não disse que iria. – ele bufou impaciente.
— Nós vamos ajudar sim, não se preocupe princesinha. – fingiu delicadeza. — Queremos derrubar seu pai tanto quanto você, acredite.
— Ótimo. – aponto para Chad dar a mochila e ele faz.
— Certo! – Adrian diz contando o dinheiro. — Conforme as informações forem chegando entraremos em contato.
— Tudo bem. – já iamos saindo quando voltei. — Só mais uma coisa, não use mais emojis, por favor. É irritante!
— Minhas sobrinhas acham legais! – ele argumenta.
— Eu não sou sua sobrinha. – sorri debochada. — Vamos nessa.
— Espera! – Adrian diz. — Meus homens levam vocês.
— Por que exatamente precisamos deles? – questiono.
— Porque aqui não tem nenhum ponto de táxi ou qualquer coisa do tipo.
— Se não tivessemos feito esse acordo teria nos feito andar até lá?
— Mas é claro! – ele diz simplesmente.
Os homens nos fizeram entrar numa van preta, a mesma que nos rapitou no México talves. Não demorou para chegarmos na casa branca, mas estava acontecendo um protesto logo na porta. Então nos deixaram bem perto da minha passagem secreta.
— Vamos até Beckett. – digo quando conseguimos entrar. — Para você pegar sua grana, já que está sendo demitido. – ele afirma e seguimos até o escritório de Beckett. Assim que ele nos vê nos olha surpreso.
— Achei que nunca mais voltariam, o que fazem aqui? – perguntou como se tivesse sido uma grande besteira voltamos.
— Chad veio pegar o dinheiro que vocês devem a ele, já que ele foi demitido. – digo indo até um pote colorido de pirulito e sorrindo. — Você ainda tem! – sorrio para Beckett. – Beckett sempre tinha pirulito para mim. – contei a Chad e peguei um pirulito para mim.
Beckett some dentro de seu escritório por um tempo e depois volta com um envelope e estende para Chad.
— Mesmo você sendo um péssimo segurança, gostei de te ter aqui. – ele diz a Chad que ficou totalmente surpreso.
— Obrigado. Quer dizer, por mesmo assim ter confiado em mim.
— Eu confio em você como pessoa, não como segurança. – diz e Chad ri estendendo a mão para pegar o envelope. — Espera! – não soltou o evelope e encarou a mão de Chad e depois a minha. — O que é isso no dedo de vocês?
— Um anel. – digo óbvia ganhando seu olhar sério. — Eu e Chad estamos casados. – digo colocando o pirulito na boca. — Na verdade éramos para estar em lua de mel agora em alguma ilha deserta, nus e ofegantes de baixo de um sol de quarenta° graus. – suspirei decepcionada. — Mas nem tudo são flores.
— Casados? – nos olhou. — Vocês estão loucos?
— Loucos de amor. – digo abraçando Chad pelos ombros. — Um dia nós iremos nos casar de novo e você vai entrar comigo. Meu vestido vai ser mais bonito, vou contratar uma estilista para fazer o trabalho. Tem que ser em um lugar bem bonito, cheio de flores.
— Eu... não acredito. – finalmente soltou o envelope. — Você cresceu tanto assim? – sorri e lhe abracei.
— Cresci, mas para você eu vou continuar sendo a sua princesinha. – digo rindo. — Beckett já está na hora de você arrumar uma namorada, não acha? Essa vida sozinho não está sendo saudável.
— Não começa com isso. – ele reclamou.
— Suzy lhe mandou um beijo. – ele me encara. — Sim, estive com ela. Continua linda e ruiva.
— Ainda ruiva? – perguntou interessado. Lhe dei um olhar perverso e ele voltou a sua postura. — Pare com isso! – resmungou. — Amalia, me desculpe por aquele dia, por não ter lhe protegido ou te defendido.
— Está tudo bem. – sorrio tranquila. — Eu entendo, querendo ou não ele ainda é seu chefe. Mas não se preocupe, quando tudo acabar você estará livre.
— Como assim? O que está aprontando Amalia? – dei um beijo em seu rosto e voltei para perto de Chad.
— Não se preocupe muito. Nós vamos indo, eu estou cansada e ainda quero aproveitar minha lua de mel ou o que restou dela. – beijei Chad.
— Vai realmente voltar para essa casa depois de tudo? – Beckett pergunta preocupado.
— Sim, vou voltar para consertar os erros. Tchau Beckett, ligue para minha tia. – sorri e sai de seu escritório. — Eu ainda vou te contar a história do Beckett, tenha paciência.
— Eu não disse nada. – ele diz sorrindo.
Entramos na casa e a primeira coisa que encontro é meu pai descendo as escadas com Stepanhy em seu encalço. Ele me percebe e me encara.
— Resolveu voltar? – perguntou com deboche. — Deixa eu advinhar, sentiu falta do dinheiro? – revirei os olhos.
— Você não tem nada mais produtivo para falar além de dinheiro não?
— O que esse homem faz aqui? – aponta para Chad. — Já disse que ele está demitido.
— Sim, ele foi demitido papai.
— Então o que ele faz aqui ainda? Veio pedir misericórdia?
— Ele está aqui porque é meu marido. – digo sorrindo. — Por tanto, eu não vou me separar dele. Enquanto você me obrigar a ficar de baixo das suas asinhas invisíveis, ele também fica. – ele me olha furioso. — Nós realmente estamos cansados, então iremos subir. – digo puxando Chad pela mão.
— Fique! – meu pai diz. — Irei fazer meu discurso para aqueles idiotas lá fora, quero todos juntos.
— Faz suas merdas e depois não consegue encarar sozinho? – rio debochada. — Você quem fez, enfrente as consequências sozinho. Eu não tenho nada a ver! – continuo subindo. As gêmeas correm na minha frente.
— Você disse que o quarto era nosso, você não pode simplesmente voltar assim! – Faith diz desesperada.
— E eu paguei pelo quarto! – Felícia diz também.
— Errado, você pagou só pelo vestido. – digo a deixando irritada. — Eu vou devolver o dinheiro para vocês. Mas agora o quarto é meu! – elas param na porta do quarto tentando me impedir.
— Pense Amalia, agora você é casada. Precisa de um quarto maior, quem sabe uma suíte? – Faith tenta nervosa.
— Saiam da frente ou eu tiro vocês pelos cabelos. – digo ameaçadora. Elas negam e simplesmente as puxo pelos braços as afastando da porta e abro a mesma.
Encaro o quarto em choque.
— Vocês realmente transformaram meu quarto em um quarto cor de rosa da dor? – questiono vendo tudo cor de rosa e brinquedos sexuais.
— O que? Não! – Faith riu nervosamente. — Felícia o que você fez com o quarto? – jogou a culpa na outra.
— Eu? Foi você quem teve a ideia! – a outra se defendeu.
— Vocês duas ao menos leram o livro? – digo pegando o livro da minha plateleira que estava inteira e lhes mostrando. Elas negaram. — Se tivessem lido o livro saberiam que o quarto é VERMELHO! – gritei óbvia. — O que fizeram aqui dentro na minha ausência?
— Nada! – responderam juntas.
— Não acredito que transaram com alguém no meu quarto! – reclamo com uma careta. — Chad, você não diz nada?
— Em briga de mulher eu prefiro não me meter. – deu de ombros.
— Eu não acredito que isso é real. – fingi chorar mas logo passa. — O que fizeram com meu ursinho? – as encaro em desespero.
— Q-Que usinho? – as duas perguntam nervosas.
— O ursinho azul. – digo tentando manter a calma.
— Não fizemos nada de mais além de usar umas coisas que estavam lá. – Faith confessa baixo.
— Se drogaram? Meu Deus isso só fica pior! – digo andando de um lado para o outro. — Usaram tudo? – elas afirmam. — Ficaram chapadas?
— Ela escorregou pelada pelo corremão. – Faith aponta Felícia que lhe da uma cotovelada.
— Me lembre de nunca colocar as mãos lá novamente. – digo a Chad fazendo uma careta de nojo.
— Faith se pendurou no lustre e transou com Leonard. – Felícia diz e Faith lhe da um soco no ombro.
— Você fez o que?! – questiono embasbacada com as revelações. — Você transou com Leonard?
— Pode ser que eu tenha dividido suas drogas com ele. – ela diz encarando o chão.
— Parece que transar chapada é de família. – Chad debochou.
— Você fique quieto. – digo lhe apontando o dedo. — Como pôde Faith? Logo o Leonard?
— Eu quis saber se essa sua onda de pegar empregado da certo. – deu de ombros. — E deu pois ele é bom. – sorriu e revirei os olhos.
— Tanto faz. – dei de ombros. — Brigar pelo quarto não vai levar ninguém a lugar algum, no final ninguém ficará com nada. – suspirei. — Levem tudo isso daqui agora vai, eu não curto sadomasoquismo. – digo encarando Chad que entendeu o recado.
— Você é tão cruel Amalia. – Faith diz tirando as coisas e segurando.
— Eu sou um amor de pessoa, vocês que não enxergam isso. – digo puxando os lençóis da cama e jogando longe. — Vocês destruíram meu closet?
— Não, suas coisas estão lá intactas. – Felícia responde. — Você nunca é um amor.
— Porque vocês vivem me infernizando. – respondi. — Se vocês fossem menos egocêntricas quem sabe? – Chad apontou para o banheiro e entrou logo em seguida me deixando sozinha com as duas. — Fizeram algo naquele banheiro?
— Não, pelo menos eu não fiz nada. – Feith responde.
— Eu tambem não. – Felícia diz.
— Faith pegou Leonard, e você Felícia? – questionei interessada.
— Você não conhece. – deu de ombros.
— O jardineiro. – Faith respondeu rindo.
— Uma o segurança, outra o assistente e a outra o jardineiro. Que trio hein! – zombei as fazendo rir.
— Eu gosto dele. – Felícia confessa. — Ele é gentil, me trata bem, não liga se sou filha do presidente e ainda faz bem. – sorriu apaixonada. — Ele é o homem perfeito.
— Quem diria hein, Felícia? – soltei uma risadinha e ela deu de ombros. — E Leonard Faith, o que tem a dizer? – ela da de ombros também.
— Só nos damos bem na cama. Ele tem uma certa disposição, sabe? Eu gosto disso.
— Agora entendo o motivo dele tanto me fazer sofrer. – resmunguei. — Pela primeira vez estamos nos dando bem, teria dado certo se tivéssemos feito isso mais cedo.
— Eu sempre quis ser como você. – Felícia confessou me pegando de surpresa. — Que não tem medo de nada, enfrenta e quebra as regras.
— Você ainda pode ser. – digo.
— Tanto faz. – suspirou se recompondo de sua confissão. — Acho que já pegamos tudo, vamos indo. – ela diz com os braços lotados de coisas e Faith o mesmo.
Olhei para o canto e percebi um pequeno dado e o peguei.
— O que é isso? – questionei ganhando a atenção das duas. Surpreendentemente era um dado de posições sexuais. — Uau!
— Nem pense! – Faith tirou da minha mão. — Esse é meu, se quiser um compre você mesma.
— Talvez eu compre mesmo!
— Metade do preço na internet. O sex shop entrega. – Felícia diz saindo do quarto junto a Faith e apenas nego com a cabeça.
Encarei o quarto e até então apenas as paredes estavam mudadas. Suspirei e joguei minha mochila em um canto e entrei no banheiro encontrando Chad na banheira.
— Achei que iriam demorar. – ele explicou com o corpo do pescoço para baixo de baixo d'água.
— Tudo bem.
— Ainda está quente, você vem? – perguntou e sorri.
— Adoraria, mas eu quero desinfetar o quarto pois não sei o que aquelas duas fizeram nesse quarto e nem sei se realmente quero saber. – fiz uma careta e ele riu. Sentei-me na borda da banheira. — Sabe, eu nunca achei que poderia ter uma conversa tão paz e amor com elas. Eu já disse que elas não são más, Stepanhy quem sempre as incentivou a serem assim.
— Eu nunca tive nada contra elas desde que cheguei. Como você disse no programa, são só garotas mal interpretadas.
— E mal icentivadas. – completei. Peguei sua mão sobre a água. — Vamos ficar aqui nesse momento para sempre?
— Claro, por que não? – diz me fazendo rir.
— Obrigada por entrar na minha vida. – ele sorriu pegando minha mão e a beijando.
— Eu quem te agradeço por entrar na minha vida. – ele diz me fazendo sorrir e me curvar em sua direção para beijar seus lábios.
Se eu pudesse escolher parar o tempo e ficar em um único momento, com certeza seria esse. Quando estamos sozinhos em nossa própria bolha, as coisas parecem ser mais leves e melhores.
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Meus anjos, estarei deixando nos comentários deste capítulo um link de um grupo suuuuper bacana que algumas seguidoras criaram no facebook com o tema focado em livros do wattpad. Quem tiver interesse é só copiar o link!
Até a próxima 💜
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