Epígrafe
Costuma-se pintar a Morte como uma criatura grotesca e cruel, que leva aqueles que amamos cedo demais e devora sem piedade o que há de mais belo no mundo.
Pouco se imagina que a verdadeira Morte é criatura multifacetada, que se senta majestosa sobre um trono, dona dos nossos destinos e de todas as coisas, mantendo um olho nos vivos e outro naqueles cujo já foram tomados por Ela - no entanto ainda lutando de maneira contínua contra si mesma e contra o próprio tempo, como cada um de nós.
Logo, é inegável que a grande maioria dos seres que retratamos como demônios e julgamos insensíveis e indignos de perdão ou empatia, acabam por ser inesperadamente e indiscutivelmente mais humanos do que os próprios que tanto os temem.
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