(00) prólogo

Neste mundo, existem figuras extraordinárias que se destacam entre a multidão. Alguns são chamados de heróis, pessoas que escolheram usar suas habilidades para proteger e salvar. Outros são conhecidos como vilões, aqueles que, guiados por ambições sombrias ou mágoas profundas, ameaçam a paz e a segurança. E há ainda aqueles que caminham na linha tênue entre os dois extremos, figuras complexas que não seguem regras ou ideais claros, mas que desempenham seu papel nesse equilíbrio caótico, os anti-heróis.

Os heróis surgiram como uma resposta à necessidade. Quando o perigo ultrapassou os limites do que um ser humano comum poderia enfrentar, esses indivíduos extraordinários se tornaram um símbolo de esperança. Seja por acidentes que lhes deram poderes, habilidades adquiridas por treinamento rigoroso ou forças além da compreensão humana, eles se ergueram para enfrentar as ameaças que nenhum outro poderia combater.

Mas a jornada de um herói nunca é fácil. O peso da responsabilidade, as perdas inevitáveis e as escolhas difíceis deixam marcas profundas. Eles não são perfeitos; erram, falham e, às vezes, vacilam sob a pressão de carregar o destino do mundo em suas mãos.

A criação de uma organização dedicada a reunir esses heróis foi uma ideia que surgiu em meio ao caos. Percebeu-se que, sozinhos, mesmo os mais poderosos poderiam falhar. Unidos, eles poderiam enfrentar qualquer desafio. Essa aliança se tornou a linha de frente contra ameaças que vão desde perigos locais até forças vindas de outros cantos do universo. No entanto, mesmo entre eles, há conflitos. As diferenças de opinião, valores e métodos muitas vezes colocam esses defensores uns contra os outros, mostrando que nem sempre é fácil lutar pelo bem quando o caminho certo não é claro.

Os vilões, por outro lado, são a manifestação dos desequilíbrios desse mundo. Muitos deles não nasceram maus, mas se tornaram o que são por causa de traumas, ambições ou visões distorcidas de justiça. Para alguns, destruir ou dominar é a única forma de impor sua visão sobre um universo que lhes parece cruel ou injusto.

Outros agem por puro egoísmo, buscando poder ou riqueza sem se importar com quem está no caminho. Ainda assim, o que os torna ameaçadores não é apenas sua força, mas sua capacidade de explorar as falhas da humanidade, de manipular as fraquezas e de transformar o medo em uma arma.

E, então, há aqueles que não se encaixam completamente em nenhum desses papéis. Não seguem regras, não buscam glória, mas também não compartilham da destruição sem propósito. São figuras que vivem na sombra do heroísmo e da vilania, usando seus próprios códigos para navegar em um mundo cheio de caos. Suas ações, muitas vezes vistas como questionáveis, refletem a complexidade de uma realidade onde o certo e o errado nem sempre são absolutos.

Este mundo está em constante movimento. Conflitos épicos explodem nos céus ou nas ruas de grandes metrópoles, enquanto decisões importantes são tomadas em silêncio, longe dos olhos do público. Não há descanso verdadeiro, pois a cada vitória uma nova ameaça surge. É um ciclo interminável de construção e destruição, esperança e desespero. As cidades são testemunhas dessa luta constante, com seus edifícios altíssimos, luzes brilhantes e ruínas ocasionais que lembram a todos que a paz é frágil.

Apesar disso, as pessoas continuam a viver. Há algo na humanidade que insiste em seguir em frente, mesmo quando o caos parece inevitável. Entre o medo e a admiração, os cidadãos olham para os heróis com esperança, mas também com dúvidas. Afinal, o poder que salva também é o poder que destrói.

As batalhas deixam marcas, não apenas nas ruas, mas nas vidas de quem está no meio de tudo isso. Ainda assim, o desejo de acreditar em algo maior — em alguém que possa proteger o mundo — permanece.

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