76 | Eu e a Morte

A morte olhou no meu olho
Sentiu minha respiração, minha pulsação.

Quanto tempo eu ainda respirarei; sobreviverei.
A morte me acompanha a cada passo.

Jogando na cara o meu passado.
Contando sempre quantas vezes eu venci; nunca quantas vezes eu cai.

Quantas vezes a vida Golias e eu Davi; sem pedras.
Ofegante; bufando no meu pescoço.

E amanhã verá que foi em vão
Porque mesmo que eu vá;
Minhas poesias ficarão.

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