48 | O medo por trás das cortinas
Sou fruto dos meus mais profundos erros. Governante das minhas maiores decepções em terra.
Todo mundo erra. Todo mundo era.
Temo que um dia eu vá desaparecer, como no final de um peça aonde as cortinas separam os personagens da plateia. O mundo de mim. O verso da rima. A vida da morte.
Por isso não erro o passo no meio fio da vida. A caída é dolorida, difícil de levantar. Temo que não tenho mais medo de morrer, mas isso é bom você me diria, mas quem é feliz sem temer a própria vida? Aqui atrás, das cortinas vermelhas da vida, as coisas são diferentes. Todos respondem por si próprio e você pode ser quem você realmente é.
Mas temo em teimar com a vida e ela me dar um rasteira na beira de um precipício. Não temo em cair no precipício, temo em não voltar. Não temo a escuridão, temo quem de mim se esconde por trás dela. Não temo os espinhos das rosas no meu peito, temo o ferimento. O sofrimento.
Temo que para continuar tenho que ser plateia da minha própria peça, explanando meus erros pelo palco da vida e me escondendo atrás das cortinas.
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