108 | O fim
O fim mais cruel
é aquele que chega bem no meio
e acaba com seus sonhos e anseios.
Nessa era de corações cheios
de ressentimentos
plantados e cultivados
em solos de sofrimento.
Onde quem sobreviveu
foi porque aprendeu
e endureceu seu peito
feito cimento.
E quem teve aquela pressa
Antônima da perfeição
e Sinônima da precipitação
não aprendeu a amar com o coração.
Quem morreu foi o Poeta.
No dia em que a poesia
em papel e demasia
se tornou tão fria
quanto os dedos daquela que abatia
seu coração.
E o mundo lá fora
só faz jus do que se encontra aqui dentro deste quarto:
luz opaca, solidão e tinta fraca.
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