2. ENTREGUE AO PECADO
— Estou ficando enjoado. – disse a Tituba.
— Calma, você precisa descansar um pouco.
— Bom dia minha criança. – disse George Sibley se aproximando.
— Bom dia senhor Sibley. – disse olhando rapidamente.
— Minha esposa irá fazer uma reunião com algumas amigas hoje à tarde, porque não aparece para me visitar?
— Desculpe meu senhor, mas o jovem mestre ainda não está preparado para... Uma nova reunião – disse Tituba por fim.
— Cuide dele Tituba – disse impaciente – Não quero esperar mais do que já esperei para tê-lo novamente. – disse acariciando meu rosto e seguindo seu caminho.
Caminhávamos pela estrada mal iluminada pela tocha que tituba carregava, meu corpo estava gélido e apresentava leve tremores. Apesar dos cuidados de Tituba, meu corpo não estava curado, minha disposição havia aumentado e junto com ele meu ódio pelo velho Sibley. A raiva me consumia e em meio a um dos meus acessos, houve a proposta.
***
— Você realmente quer se vingar dele?
— Eu quero destruir a vida daquele velho.
— Eu sei como você pode fazer isso. – disse ela me dando um copo com o chá que misturava algumas ervas.
— E o que eu tenho que fazer?
— Está realmente disposto a pagar o preço? Não importa qual ele seja?
— Estou.
***
A cada passo que eu dava na floresta, eu sentia algo crescendo dentro de mim. As palmas das minhas mãos estavam suadas.
— Calma jovem mestre. – dizia ela.
— Eu não quero mais fazer isso Tituba. – pedi. – Por favor vamos voltar.
— Você não precisa ter medo dessa floresta, ela cuidara de você.
— Por favor, Tituba.
Paramos ao chegar em uma clareira no meio da floresta, nos aproximamos da enorme parede de pedra que havia próximo a uma arvore velha de tronco e galhos retorcidos que se encurvava em forma de chifres e que estava sem vida. Tituba me sentou próximo a pedra e catou alguns gravetos e os juntou, pegou a tocha e incendiou os gravetos.
— Aqui jovem mestre. – disse ela me puxando.
Minhas costas sentiram o chão frio, as folhas secas que estalavam enquanto o peso do meu corpo se encontrava com o chão. O calor da fogueira esquentava minha pele naquela noite fria. Tituba começou a tirar a minha roupa, meu corpo estava completamente nu. Ela pega em sua bolsa um frasco com um óleo, ela fecha os olhos e se concentra.
— Vamos começar. Acalme-se jovem mestre.
Ela pegou um pouco de óleo, passou em seus próprios lábios e em seguida seus dedos tocaram os meus, seus dedos desceram pelo meu pescoço e meu peito em linha reta. O desespero começava a tomar conta de mim.
— Não. Eu não quero fazer mais isso. Por favor Tituba. – eu implorava em meio ao meu choro.
Seus dedos continuaram descendo passando pelo meu falo, e seguindo em direção ao meio de minhas nadegas. Então meu corpo se entorpeceu, uma mistura de anestesiante tomou meu corpo enquanto eu via Jhon me olhando enquanto eu gritava pelo seu nome, pedia socorro. Mas seu rosto se desfigurou e se tornou negro, os dentes afiados avantajados sorriam para mim enquanto eu gritava por ajuda.
Meu corpo estava nos braços de Jhon, ele me olhava com afeto enquanto se aproximava do meu rosto, minhas mãos automaticamente seguraram seu rosto, e sem dizer uma única palavra meus lábios enunciaram o mais puro dos sentimentos, então seus lábios tocaram os meus. Os olhos vermelhos da besta estavam nos meus com aquele sorriso demoníaco. Eu sentia algo subir pelas minhas pernas e começar a me preencher.
— Diga a ele o que você quer!
— Por favor! – eu suplicava.
— Diga que você quer.
— Sim! Sim! Sim! – eu gritava.
Então não houve mais nenhum som, Tituba me olhava triunfante. Não havia mais dor no meu corpo, eu não podia acreditar no que estaca acontecendo. As lagrimas romperam sua contenção enquanto os braços da jovem morena me acalentavam.
— Calma. Graças ao seu sacrifício o mundo será seu. Todo seu.
SETE ANOS DEPOIS
As labaredas que viam da lareira esquentavam minha pele. Eu nunca fiz questão de olhar para a minha face, mas depois daquele dia fu tentado a me admirar. Minh pele morena contrastava com meus olhos castanhos claros que tinham um novo brilho, meu corpo parecia ter ganhado mais volume, já que antes eu sentia vergonha de mostra-lo até mesmo a Jhon, por ser mais esguio do que o normal.
Meus músculos haviam ganhado novas proporções, minhas formas haviam se definido e de algum modo a inocência em minha face havia sumido, junto com a dor naquela noite fria. Minhas vestes tinham ganhado um tom mais refinado e meu status social havia mudado há alguns anos, claro que nada claro, mas ser "adotado" por Sibley, tem suas vantagens. Agora meu sobrenome tinha outro valor e eu tinha o que jamais pensei que jamais teria.
O senhor Sibley estava sentado próximo a mim, em sua cadeira de rodas. Seu corpo pesado e farto como o de um porco para abate era um adereço a minha sala. Seus olhos estavam arregalados e me olhavam enquanto de sua boca a saliva espessa escorria e caia o babador em seu peito. Sibley não conseguia mais andar, falar ou expressar qualquer sentimento.
— Marcos – Isaac se aproximou de mim.
— Olá Isaac, que notícias do mundo você me traz hoje?
— Eu vi um homem muito sujo hoje... – disse ele.
— Alberto. – o interrompi ao chamar um jovem rapaz alto e forte que me auxiliava em questões domesticas com George apresentou-se na sala, postando-se ao lado de meu amante – Leve o senhor Sibley para o quarto, prepare o seu banho, já está na hora de sua higienização.
Alberto pega George em seus braços e sobe as escadas. Olho para Isaac e indico que ele pode se sentar no sofá. Isaac assim como eu havia mudado com o tempo, seu cabelo havia crescido liso e negro, seus fios brilhavam mesmo com a pouca iluminação, e encobria a marca em sua testa. Isaac era uma das poucas pessoas com quem eu conversava naquela cidade. Era um mensageiro para mim quando eu necessitava.
— Desculpe Isaac continue.
— Tudo bem mestre Sibley.
— Sabe que não precisa me chamar assim Isaac. – digo dando-lhe um sorriso.
— O senhor é tão condescendente comigo.
— Não me veja como seu senhor – digo pegando em sua mão e a apertando – Sou seu amigo Isaac e sempre serei.
— Eu agradeço por isso jovem mestre.
— Então o que ia me contar? – disse me encostando em minha poltrona.
— Acho que vi um fantasma na cidade hoje?
— Um fantasma?
— Sim, pensei que estivesse morto.
— E de quem se trata?
— Jhon Aurus.
Por um instante meu coração acelera, minhas mãos param de se movimentar, meus olhos se focam nas chamas da lareira.
— Esta tudo bem jovem mestre?
— Claro. – digo olhando para Isaac com um meio sorriso. – Isaac eu preciso descansar agora. Aqui esta seu pagamento. – entrego a ele um pequeno pacote de pano com sua abertura amarrada por uma tira de couro com moedas em seu interior.
— Obrigado jovem mestre. – diz ele pegando o pacote, se curvando levemente e saindo do recinto.
Levanto e caminho até a janela da sala, posso ver a sala da casa dos Aurus iluminada. Caminho até as escadas e sigo em direção ao segundo piso da casa. Entro no quarto onde esta meu amado amante, deitado e pronto para dormir. Seus olhos me seguem com cautela. Fico de costas para ele e começo a retirar minha roupa, uma peça por vez quando Tituba entra no quarto.
— Jovem mestre sabe que deve fechar a porta quando entra. – diz me repreendendo.
— Como sempre cuidando de mim Tituba. – digo em meio a um sorriso. – Creio que já sabe da última novidade desta cidade infernal.
— Jhon voltou.
— Sim.
— E o que vai fazer?
— Não irei fazer nada. Não há nada que eu queira falar com ele.
— Não sente mais nada por ele?
— Não. – digo olhando para a parede enquanto minha mão toca o colar que fiz com metade da moeda que ele me dera a anos atrás. – Ele esta morto, assim como deveria estar pelo menos.
— Ótimo. Você sabe que hoje é um dia especial não sabe jovem mestre?
— Sei. Não há nada que eu mais deseje.
— E o senhor Sibley?
— Manterei ele calado. – disse sorrindo – Uma de minhas muitas alegrias não é mesmo meu amor?
A luz da tocha iluminava o caminho na floresta, diferente daquela noite onde eu desejava sumir com toda a dor e conseguir a vingança contra aquele velho gordo. Os planos desta noite eram diferentes. O caminho continuava o mesmo depois de tantos anos e pelo caminho pegamos alguns gravetos para o ritual a ser realizado.
As labaredas estavam altas quando estendi uma toalha negra no chão, me deitei sobre ela aguardando Tituba iniciar o ritual. Não havia medo, mas expectativa. Ela queimou ervas em uma vasilha de barro, pegou o frasco com o óleo e fechou seus olhos reabrindo-os totalmente preenchidos pela escuridão. Seus dedos passaram pelos meus lábios molhados pelo liquido viscoso e em uma fração de segundo estava na presença dele.
Ele me olhava com o mesmo sorriso daquela noite, mas desta vez não havia medo. Ele se aproximou de mim e tocou minha face, sua boca se aproximou da minha e nossos lábios se tocaram. Meu corpo tocou o chão enquanto sua boca descia pelo meu corpo, então senti sua língua quente abocanhar meu membro rígido e ao olhar para seu rosto, surpreso mordi meu lábio inferior ao ter a visão de Jhon Aurus sem roupa na minha frente.
Não havia como conter os gemidos de prazer, sua boca movimentava-se rápido pela extensão do meu falo, sua língua desceu até encontrar o meio de minhas nadegas e uma nova onda de prazer me inundou, até que sem delongas ele se postou entre minhas pernas e começou a entrar dentro de mim, devagar e entre beijos senti todo o seu órgão me penetrar me fazendo gemer alto. Seus movimentos eram lentos incialmente, mas firmes e quanto mais eu exalava desejo por mais ele aumentava a frequência do vai e vem dos seus quadris, ate que sem tocar em meu corpo despejo sob minha barriga o necta branco do pecado ao mesmo tempo que sinto ele me inundar. Eu estava completamente entregue ao pecado.
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