Cap 31 Quem é você?


Acordamos cedo para arrumar as coisas e partir. Meu coração está apertado por que hoje Kadu vai se encontrar com a esposa. Nos despedimos, eu chorei, Duda chorou e ele se controlou.

— Amores da minha vida, será apenas por dois dias.

— Promete pai?

— Prometo filha. Vamos, vou levar vocês até ao carro.

Chegamos no carro e ele se despede dela com os olhos cheios, quando vou entrar, ele me puxa e me beija. Meu coração está disparado, estou morrendo de medo de perdé-lo novamente.

— Preta, eu te amo muito, quarta antes do almoço estarei com vocês. — Me apertou em seus braços.

— Também te amo muito e vou te esperar para almoçar. — afirmei, segurando minhas lágrimas.

— Pode esperar meu amor.

Me beija novamente e entro no carro me segurando para não descer e me agarrar a ele, que ficou parado até o carro fazer a curva.

Seguimos viagem em silêncio, Duda veio a viagem toda com fomes no ouvido. Sinto que ela também está preocupada

Chegamos no começo da noite.
Carla foi para o Rio com André e volta de avião na madrugada.

Tomo banho e chamo Duda para dormir comigo.
Eu mal deito e apago, acordo às 21:00 horas, com a ligação do Kadu.

— Oi meu amor! Como foi tudo por ai? — estou bastante ansiosa.

— Bem, e vocês como estão?

— Estávamos dormindo.

— Me desculpa, não queria te acordar.

— Tudo bem, vou acordar a Duda para comer alguma coisa.

— Amor, vou chegar só na quarta à noite.

— Tudo bem. — o que mais eu poderia dizer?

— Eu te amo Preta.

— Também te amo Kadu.

Kadu

Chego no Rio e vou direto para o meu apartamento. Liguei para Kamila do caminho e ela já está em casa.

Chego em casa, abro a porta e ela vem me beijar. Viro o rosto e a abraço.

— Nossa Edu! Que saudade que eu estava de você.

— Vou tomar um banho pra gente conversar, pode ser?

— Claro que pode gato.

Que merda! Kamila nunca foi de beijos e abraços quando não estamos em público, e que historia é essa de saudade?
Saio do banho e ela está deitada na cama somente de calcinha.

— Coloca uma roupa e vamos conversar na sala por favor — sou bem direto.

Vou para sala, ela coloca um robe e vem comigo. Ela senta e eu me sento na poltrona de frente para ela.

— Kamila eu quero o...

— Deixa eu falar primeiro.

— Pode falar.

— Esse tempo que fiquei fora recebi uma proposta de trabalho.

— Que bom kamila. Fico muito feliz por você, mas...

— Aproveitei também para pensar em nós, eu quero que nosso casamento seja de verdade, não quero mais dividir você com piranha nenhuma e também não vou sair com mais ninguém, me deixa ter um final feliz?

Pura que pariu! Ela vai surtar.

— Então kamila, na verdade eu quero o divórcio.

— Por que? Não consegue ficar sem outras? Eu abro mão, só não me deixa.

— Não é nada disso, eu só não quero mais.

— O que eu fiz de errado Edu?

— Nada, eu que errei achando que um casamento sem amor poderia dar certo.

— Mas eu gosto de você.

— Somos amigos kamila, também gosto de você, mas não como você merece, você vai achar um cara legal você vai ser amada como merece.

— Esse cara morreu há seis anos, não quero um cara legal, não preciso ser amada.

Ela era noiva e seu noivo morreu um dia antes do casamento em um acidente de carro. Ela desistiu do amor assim como eu tinha desistido. Ela havia  tentado o suicídio 4 vezes antes do nosso casamento.

Me levanto e a abraço.

— Não me odeie, mas eu me apaixonei de novo e quero viver esse amor, vou continuar sendo seu amigo, mas apenas amigo mesmo, sem sexo. Preciso do divórcio Kamila. Quero me casar...

— Nossa! Em um mês, quem é ela?

— Você não conhece. Por favor não complica.

— Tudo bem Edu, mas só posso fazer isso daqui à uns cinco meses.

— Por que?

— Esse trabalho que falei, é uma minissérie. Assino o contrato na quarta-feira em um almoço e preciso de você ao meu lado.

— Posso ir, Mas o quê isso te impede de me dar o divórcio?

— O diretor odeia fofocas e você sabe que nosso divórcio vai ser notícia.

— Kamila, não vou ficar casado com você até essa minissérie acabar.

— Nunca te pedi nada, mas eu preciso de cinco meses com você ao meu lado, você sabe que não tenho família, só tenho você.

— Por quê disso agora?

— Por favor. Vou precisar que você me escute e não me julgue.

— Fala logo.

— Quando conheci o Bruno, eu tinha acabado de ser descoberta por um olheiro. Entenda, eu era muito jovem.

— Continue...

— Éramos somente eu e minha mãe, era uma chance de mudança em nossas vidas, e Bruno só falava em ter filhos. Aquilo me apavorada, isso iria destruir minha carreira...

— Mas...

— Eu engravidei.

— Você falou que era estéril, eu vi os exames. Sinto muito.

Estou muito confuso, mas ela está tão triste, deve ter tido complicações. Quando vou abraçá-la, ela me empurra.

— Deixa eu terminar — se afastou mais um pouco. — Ele não soube, eu viajei falando que era a trabalho, mas fui fazer um aborto. Eu não podia perder meu contrato.

Estou sem ação. Ela continua...

— Quando eu já tinha uma boa situação financeira, minha mãe morreu e eu fiquei mais apegada ao Bruno. ele  falava em casamento e filhos o tempo inteiro. Eu queria brilhar, eu nasci pra brilhar. Resumindo eu fiz uma histerectomia para garantir que eu jamais teria filhos. O pai do Bruno nunca foi com a minha cara e mandou revirarem minha vida, eu tinha uma "amiga"qua sabia de tudo, pois foi ela que me indicou e me levou para os dois procedimento. A piranha queria o Bruno e contou tudo ao pai dele. Bruno morreu naquele acidente depois de sair da minha casa chorando me chamando de monstro, por isso eu quis morrer também.

Eu estou sem reação, que mulher é essa que eu achei conhecer. ela continua...

— O pai dele me culpa, é só não levou isso para a mídia por que foi ele quem entregou o dossiê nas mãos do Bruno bem na sala da minha casa, ainda levando a minha ex amiga junto, então ele sabe que teve sua parcela de culpa.

—  Não sei por quê  está me contando isso, mas agora que quero o divórcio mesmo.

— Eu estou com câncer, o médico me deu no máximo 5 meses de vida. — revelou com os olhos cheios.

— Então essa história de trabalho é mentira?

— Claro que não, eu quero viver essa experiência antes de partir.

— Você precisa é procurar um tratamento, amanhã mesmo vou ao médico com você.

— Eu não quero tratamento. Acorda Edu. Depois de tudo que eu fiz para tentar morrer, agora que estou conseguindo você acha que vou me tratar, eu só não quero morrer divorciada e sozinha.

— Kamila, encontrei a minha Carol, eu vou estar ao seu lado, não se preocupe, mas vou entrar com o pedido no litigioso se for preciso. — achei melhor não falar da Duda.

— Que bom Edu, estou muito feliz por você, mas imagina quando a mídia souber que você largou sua querida esposa doente para viver com uma amante, imagina o inferno que vão fazer da vida dela.

— Realmente não te conheço e ela não é minha amante.

— Desculpe, porém sozinha eu não vou ficar, só estou te pedindo cinco meses Edu, manda ela te esperar. E se você é casado comigo, ela é sua amante sim.

Como uma pessoa te desperta pena, nojo e ódio, ao mesmo tempo?

— Eu não vou ficar com você, realmente você é eu monstro.

— Você pode continuar com ela e só manter a descrição e comparecer comigo nos eventos mais importantes. Viu como eu não sou um monstro, entenda. Eu só não quero ficar só. — Falou como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— Eu poderia arrumar alguém para estar aqui cuidando de você...

— Eu só preciso que a mídia veja a mulher de sorte que eu sou, não preciso da sua piedade e se conseguir, me perdoe.

— Não faça isso com a gente Kamila, eu sempre te apoiei, sempre fui seu amigo.

— Me perdoe Edu, mas vai ser desse jeito.

— Vou embora para São Paulo.

— Pode ir, eu só preciso de você em eventos e tem mais, não quero que ninguém saiba, ou então vou deixar a mídia destruir a imagem da sua Carolzinha.

— Você é louca! Vou sair agora dessa casa.

— Que seja, só não esqueça seus compromissos comigo, quarta teremos um almoço.

— Pro inferno com esse almoço. Amanhã mando buscar o restante das minhas coisas. — pego a mala que nem tinha levado para o quarto.

— Algumas irão ficar aqui, não quero empregados de fofoquinha.

-Pense bem no que você está escolhendo Kamila, porque desse jeito você vai morrer sozinha. — avisei e saí  batendo a porta.

Vou para um hotel. Tenho que pensar e se minha mãe me ver vai desconfiar, não quero que ela fique sabendo não conheço a Kamila e não sei mais do que ela é capaz.
Deixo minhas coisas no hotel e vou para a empresa, encontro André e conto tudo para ele.

— É agora André,  o que eu faço?

— Não é atoa que nunca gostei dela, derrepente ela morre logo.

— Eu estou falando sério mano.

-Eu também. Juntos vamos pensar em alguma coisa.

— O que eu vou falar para Carol?

— Por enquanto nada, vamos dar um jeito você vai ver.

Não consegui me concentrar em nada.
Quando chego no hotel tomo um banho e ligo para Carol. No quinto toque, ela atende.

E tão bom ouvir a voz dela.

— Oi meu amor, como foi tudo ai?

— Bem, e vocês como estão?

— Estávamos dormindo.

Tenho que falar que ainda não entrei com os papéis do divórcio, mas acho que ela não vai entender, o que eu vou fazer? Merda!

—;Desculpa não queria te acordar.

— Tudo bem, vou acordar Duda para comer alguma coisa.

— Amor, vou chegar só na quarta à noite.

— Tudo bem amor.

— Eu te amo Preta.

—;Também te amo Kadu.

Ela desligou e eu vombinei de ligar mais tarde para falar com minha filha.

Carol

Depois de falar com Kadu, notei ele diferente e fiz uma coisa que jurei para mim mesma não fazer. Fui procurar na internet a esposa dele.

Achei. Meu Deus, a mulher é linda,  magra e ex modelo. Pense em uma mulher linda, pois bem é ela. Saio da pagina e acordo à Duda. Estávamos lanchando quando o celular dela tocou. Corri para o banheiro, não estou preparada para falar com ele depois de ver aquela mulher linda.

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Por favor não esqueçam de votar e comentem à vontade.

Beijos da Aline💋

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