Cap. 22 As descobertas parte 3

Ele permanece um tempo abraçado comigo. Derrepente se afasta, mas ainda segura minha mão. ele olha para todos, volta a me olhar, seus olhos transbordam e finalmente a ficha dele cai.

— Perai. Maria é minha filha?

— Porra! Até que enfim. — Grita André, com alegria.

— Deus! Como não percebi isso antes?

Ele me solta, sente e chora.

— Kadu, se você quiser podemos fazer o DNA.

— Caralho! Eu sou pai, vocês ouviram isso? Ela é nossa. — gesticula sorrindo e chorando.

Levanta. Me abraça, me beija, abraça o André e fala:

— Caraca irmão, você ouviu?

— Quando vi vocês juntos, tive certeza. — confidência André.

— Nossa Carol! Eu te amo Preta. Toni, Quim e Carla, obrigado! Obrigado Deus! Obrigado. — Disse tudo ainda chorando.

Eu estou surpresa pela reação, esperava acusações. Ele continua...

— Busca por favor a minha filha, eu quero ver minha filha.

— Calma Kadu, respira cara você está muito nervoso. -Aconselha André.

— Não é nervoso irmão, é felicidade, cadê minha filha? Eu já perdi 11 anos da vida dela.

— Eu vou buscá-la. —Falo.

— Eu vou com você, peraí ela sabe? -Pergunta ele.

— Sim há uma semana. Ela sempre soube que o pai se chamava Eduardo, e inteligente como ela é entendeu que Kadu era você. O pai dela.

— Deus! O quê ela pensa sobre mim?

— Conversei com ela essa semana, ela entendeu algumas coisas e questionou outras, mas esse encontro surgiu por que ela pediu, ela só queria te conhecer antes que eu contasse, e antes dela sair,  me disse que eu podia contar.

— É possível nascer um amor assim? Porque eu juro que já amo nossa pequena Carol, vamos busca-la.

— Não precisa, eu já estou aqui. — Maria, anunciou parando na porta.

Eles se olham e ficam assim por uns segundos, até que Kadu a pega no colo e distribui beijos em meio as lágrimas.

— Ah Maria! Você não imagina a felicidade que estou sentindo minha filha. — Falou se sentando com ela no colo.
Ela tenta sair e ele pergunta:

— Aonde você vai?

— Sentar aqui. — sorriu, apontando para o lado dele.

— Não, eu nunca peguei você no colo, eu quero você bem pertinho de mim.

— Eu não sou mais bebê.

— Eu sei, mas é minha filha.

Ele vai irritar ela assim, então aconselho.

— Kadu, deixa ela se sentar do seu lado.

— tá bom, desculpe Filha.

— Tudo bem é que já sou grande.

Todos nós sorrimos.

— Me fala sobre você. Eu tenho tanto para saber.

— Meu nome é Maria Eduarda.

Ele ri alto, olha para mim e sussurra um obrigado.

— O nome de sua avó é Maria. Minha mãe vai pirar.

— Eu sei. Por isso meu nome é  esse. Como ela é?

— Ela é uma mulher muito calma e carinhosa, você quer falar com ela? — Perguntou pegando o celular.

— Não, agora não.

—Me conta o que você acha de mim?

— Ainda não sei, mas você parece legal e procurou pela minha mãe. — A danadinha ouviu tudo.

— Nunca parei de procurar filha — beija a cabeça dela. — Eu sou muito legal você vai ver. Sua mãe me falou que você é muito inteligente e está no nono ano.

— Estou, sempre vivi na escola com ela, e isso me adiantou muito, ano que vem começo o segundo grau.

— uanta coisa eu perdi. — Ele fala me olhando, agora o seu olhar mudou um pouco. Quim interrompe, graças a Deus!

— Gente! Vamos comemorar, vinho para todos e suco para Maria claro!

— Suco para mim também, eu vou dirigir. Vou levar minha filha para casa. — Kadu afirma.

— Posso ser seu tio Maria ? — Perguntoi André, se sentando ao lado dela e beijando sua bochecha.

— Pode. — Sorriu para ele e retribuiu o beijo.

Quim entrega as taças, e Kadu fala:

— Um brinde a família que amou e cuidou da minha filha. Obrigado!

O papo gira em torno de amenidades e descobertas, estou muito feliz em vê-los juntos. Mais que feliz, estou extasiada.

Menos de duas hora depois, ele pergunta:

— Podemos ir para casa?

— Sim, vamos.

Maria se despede de todos e quando chega no Toni diz:

— Tchau pai, eu te amo muito. — beija os olhos dele que a pegou no colo.

-Não se preocupe filha eu sei. — A acalma, dando um beijo na cabeça dela.

Percebi que Kadu abaixou o olhar, mas depois sorri e abraça Toni e em seguida Quim. Carla e André sai conosco, Carla vai ficar em casa e André vai dormir lá. Disse que foi Kadu quem pediu.

Chegamos.

— Filha. Você pode ficar um pouco na sua dinda? Quero conversar com o seu pai?

— Tudo bem mãe?

— Tudo sim, quando terminarmos eu te chamo.

Ela me beija e espera a reação de Kadu, que a pega no colo e beija seus olhos.

— Quando terminarmos aqui, vou pedir uma pizza, você gosta?

— Adoro! Minha mãe sabe o sabor que eu gosto.

Ela saiu e ele ficou um pouco triste. Estamos calados e me sento no sofá, tirando as sandálias.

— Senta aqui?

Ele senta e continua calado.

— Fala Kadu, pode falar.

— Por que você não me procurou quando descobriu que estava grávida?

— Porque você não estava no Brasil.

— Isso não é desculpa- você poderia ter ido na minha casa e falado com a minha mãe.

— E dizer o que? Oi lembra de mim- eu vim dizer que estou grávida e seu filho vai ser pai.

—Exatamente.

— Naquele dia seu pai falou que você tinha seguido sua vida e que era para eu fazer o mesmo, eu fiz.

— Carol, eu teria voltado.

— Eu estava assustada e pensava que tudo que seu pai havia falado era verdade, eu era jovem e inexperiente.

— Sim, mas são 12 anos Carol, você nunca me procurou e ao contrário de mim, você sempre soube como me achar.

— Já falei. Eu pensei que eu era um passatempo, nós não namoramos nem três meses.

— Eu ia casar com você, eu fui seu primeiro homem isso nunca contou?

— Para mim sim, mas eu achei que você só estava me enganando. — minhas lágrimas escorrem.

— Como? Nós fizemos amor antes de eu te pedir em casamento e foi você quem decidiu perder a virgindade comigo.

— Por isso mesmo, quando você foi embora eu achei que tudo tinha sido romantizado por mim devido a tantos romances que eu lia.

— Não foi. Eu me apaixonei por você no momento em que te vi naquele bar e mesmo se fosse. Nós estamos falando de um filho caramba! Foi por vingança? por achar que eu te abandonei?

— Claro que não! Eu pensava que estava te fazendo um favor.

— Que favor pelo amor de Deus?

— Em deixar seu caminho livre sem obrigações.

— Você nunca se arrependeu dessa decisão?

— Muitas vezes me perguntava se eu tinha feito o certo, mas nunca tive coragem de te procurar, conforme Maria foi crescendo eu tive medo.

— Medo?

— Sim, de você tirá-la de mim.

—,Nossa Carol! É difícil acreditar que você me amava, aos seus olhos eu sou tudo de errado.

— O mesmo eu digo para você. Você acreditou que eu te deixei por dinheiro.

— Você tem noção do quanto eu perdi? Ela tem 11 anos. Nem em Búzios você me contou.

— Eu pensai que você não tinha me reconhecido.

— Mesmo assim você tinha que ter me falado.

— Falado o que? Oi, você não lembra de mim, mas passamos um finais de semanas maravilhosos juntos, ai você foi embora,  eu esqueci a pílula do domingo e do restante do mês, porque estava em depressão e adivinha! Tenho uma filha com você que se chama Maria Eduarda. Se coloque também no meu lugar.

— Por causa do orgulho e maus entendidos nós quase cometemos outro erro.

— É, e se não fose eu a parar com a palhaçada, você não estaria aqui agora.

— Eu achava que você tinha me virado as costas e corrido para a cama de outro.

—Está vendo, então não julgue os meus erros.

— Tá bom Carol. Essa merda de discussão não vai nos levar a nada. O que eu quero saber e como vai ser daqui para frente?

— Eu não sei, vamos viver um dia de cada vez.

— Amanhã vamos ver uma casa para vocês, quero passar o máximo de tempo com Maria e quando meu divórcio sair nos casamos.

— Nada disso, não vou me mudar, o tempo com Maria é lógico que você vai ter, mas vou estar presente e casamento, é muito cedo para isso.

— Cedo porra nenhuma, estamos 12 anos atrasados, ela é minha herdeira tem que estar no que à de melhor.

— Por que? Aqui é tão ruim assim que não é digno da vossa majestade?

— Ah mulher! Se eu não fosse louco por você, eu juro que te dava uns tapas agora.

— Vai sonhando Kadu. — Ele se aproxima coloca a mão dos dois lados do meu rosto se aproxima e olha dentro dos meus olhos.

— Pode ter certeza que eu sonho. Passei malditos 12 anos, sonhando em te dar umas boas palmadas Preta. — Me beija, me cheira e me aperta.

Eu amo esse homem, mas ele não vai chegar aqui mandando em tudo.
Ele continua me beijando e eu perco meu raciocínio, me afasto para respirar.

— Eu te amo preta e é isso que importa. Chega de briga, chega de tentar botar a culpa um no outro, quando o maior culpado foi meu pai com suas mentiras. Eu agora só preciso de você e da minha filha, vamos buscar a Duda.

Em mim uma mistura de alívio, felicidade e medo.

— Vamos, e saiba que ela odeia esse apelido.

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