Cap 18 verdades
Acordo primeiro e fico admirando minha preta.
Falei para meu pai que lhe daria netos, ela disse que não pode mais ter filhos. Que grande ironia! casei com Kamila para não ter filhos e agora que poderia vim a tê-los e ela que não pode.
Que se dane! A única coisa que preciso é de estar com ela. No futuro podemos adotar.
Sempre me mantive distante de crianças. Dói demais a lembrança da felicidade que vi no rosto dela ao deixar aquele hospital
Por que a levei ao médico, quando éramos jovens!? Se não fosse por isso, ela poderia ter ido embora com um filho meu em seu ventre.
Saio de perto dela e vou para a varanda. Tenho que esquecer isso e pensar no futuro. O passado não importa, ele não pode ser mudado.
Alguns minutos depois, escuto ela se mexer na cama. Me viro sem estar pronto para a melhor visão do mundo. Ela sorrindo e mexendo nos cabelos. Deus! Como não amar essa mulher?
— Bom dia preta! — Me aproximo hipnotizado
— Bom dia Kadu!
Lhe dou um beijinho e ela parece tão menina, tão tímida, tão gostosa, tão minha.
— Você estava tão linda dormindo, que não tive coragem de te acordar.
Ela sorri envergonhada. Um sorriso que me faz sorrir junto.
— Me desculpa! É que com a confusão da mudança, não tenho dormido dereito.
— Adorei te observar dormindo. Vou pedir nosso café. — a beijo novamente.
— Tá bom, vou tomar um banho enquanto isso.
— Posso ir com você?
— O banheiro é seu, fique à vontade. — se levantou gargalhando, sei que está nervosa.
— Vou pedir o café e te encontro lá. — aviso, dando um tapa em sua linda bunda.
Estávamos no banho e quando o clima estava esquentando, a porra da campainha toca. Merda!
Espero por ela, para tomarmos café da manhã e fico decepcionado por ela sair do banho arrumada.
— Pensei que você ficaria mais tempo comigo. — não escondi minha insatisfação.
— Não posso. — Se senta para tomar café.
— Me desculpe! Você deve ter que buscar sua filha.
— Não, ela vai ficar lá até amanhã. Preciso terminar de arrumar meu apartamento hoje.
— Posso ir te ajudar?
Ela pensa e responde:
— Não precisa. Obrigada!
— Quero passar mais tempo com você.
— Tudo bem! Mas vamos trabalhar ok?
— Ok Carol.
Acabamos o café e me arrumo puto, por que fiquei sem um delicioso sexo matinal. Mas tudo bem! O importante é que vou passar o dia com ela e ainda vou saber onde ela mora.
Chegamos e para minha total surpresa! O prédio é bem simples. Entro em seu apartamento, É bonito, porém sem luxos. Será que não foi golpe do baú? Será que o cara não tem tanta grana assim? Será que ela se casou por amor? Deus! São tantas perguntas que acho que vou enlouquecer e nem sei qual resposta pode doer menos.
— Entra Kadu, só não repara na bagunça.
— Que bagunça? Gostei do seu apartamento Preta.
— Obrigada! Eu também gostei muito. Aqui realmente me sinto em casa. — fiquei meio perdido agora.
Carol
— Você disse que Maria ficou com o padrinho, o pai dela não se importa? Ele não quis ficar com ela?
Merda e agora?
— Ela está com o Toni também.
Ele está olhando tudo e pega um porta retrato com a foto de Maria. Me deixando totalmente tensa.
— Linda sua filha! Se parece com você.
— Você acha?
— Sim, não conheço o pai, então acho ela parecida com você.
— Ela parece mais com ele, principalmente quando sorri.
— Será que ela vai gostar de mim?
— Por que quer que ela goste de você?
— Falei sério quando disse que quero você. Naturalmente ela vai conviver comigo também, certo?
— Kadu, não estamos indo rápido demais? Você ainda é casado.
— Apenas no papel. Você pode me apresentar como um amigo se isso vai fazer você se sentir melhor.
Respira Carol
— Tenho que pensar sobre isso.
— Você não quer ficar comigo Carol?
— Quero. Mas tenho medo. — sou bem sincera.
— Medo?
— Sim, medo. Será que é realmente isso que você quer?
— Sim, é isso que eu quero.
— E se eu acreditar e amanhã você partir.
— Eu não vou, é claro que eu vivo no Rio, mas é perto, eu vou e volto até no mesmo dia se for preciso.
— Tudo bem, mas não vai conhecer Maria agora.
Kadu
— Não precisa ser agora, só estou dizendo que quero.
De repente, senti uma necessidade de saber mais sobre Maria, sinto um conforto em olhar a foto dela. Provavelmente, por parecer tanto com a minha Preta.
— Me diz como ela é?
— Ela é incrível! Minha jóia preciosa é
inteligente como o pai.
— Jóia preciosa?
— Isso. Ela é o que tenho de mais importante em minha vida. Acredita que ela já estáa no sétimo ano?
— Quantos anos ela tem? — Até parece que eu não sei que ela tem onze anos.
— Tem onze, mas nem parece. Como sempre trabalhei em escolas, ela ia comigo e acabou pulando algumas séries. Ela me assusta, às vezes fico perdida, ela me deixa sem respostas sabe?
— Imagino! Minha mãe também falava isso de mim. Sua família gosta dela? —Ela nunca me falou sobre a sua família, só sei que a mãe faleceu.
— Minha família se resume a Maria, Carla, Quim e Toni.
— É o restante?
— Quando descobri a grávidez, meu pai me chamou de vadia. Eu não tinha como trabalhar porque passei muito mal no começo da gravides. Meu pai queria dinheiro, como eu não tinha, ele me botou na rua. Todos me deram as costas e somente Carla me defendeu, mas ela também não tinha como me ajudar, mesmo assim ficou ao meu lado.
— Como você fez? — certamente ainda tinha o dinheiro que meu pai deu a ela.
— Eu não fiz, o dia que saí da sua casa eu conheci o Quim...
— Não quero saber. Esquece, isso é passado, vamos falar do presente. — não quero saber do namoro dela com esse cara. No entanto, estou confuso. Esse não é o padrinho?
— Me desculpe Carol, pode falar. Chega dessa mentira entre nós. — peço em um momento de coragem.
— Esquece, outro dia conversamos. Acho melhor você ir.
— Tudo bem. Posso te ver hoje à noite?
— Melhor não Kadu. Pensei que eu podia, mas ainda dói muito.
— DÓI? EU TE AMAVA E VOCÊ ME DEIXOU PORRA! — Gritei perdendo o controle.
— Vai embora por favor. — pede, num tom firme.
— NÃO VOU PORRA NENHUMA!
— Para de gritar comigo, essa é a minha casa e você vai sair.
Que merda eu estou fazendo?
— Desculpa por aumentar a voz com você. Eu realmente preciso saber por que você me deixou — meus olhos ficam cheios. — por que aceitou aquele maldito dinheiro?
— Quê dinheiro?
Que falsa!
— Não me importo mais com isso, mas eu poderia ter lhe dado muito mais.
— Realmente não sei do que você está falando. Me fala por favor, quê dinheiro é esse?
— O dinheiro que meu pai te deu para você ir embora. Ele me contou. — falar isso em voz alta dói tanto.
— O quê? Ele não me deu dinheiro nenhum, Porque ele iria te falar isso?
— Não sabia que era segredo. — sou irônico.
— FUI EMBORA PORQUE SEU PAI ME FALOU SOBRE HARVARD.
— Mas... — ela me corta e começa a falar andando de um lado pro outro.
— Agora você vai escutar. Ele me mostrou sua passagem e suas malas prontas, para o dia seguinte, me disse que eu tinha sido a sua despedida do Brasil, que você ia ficar no mínimo 4 anos fora e que era para mim seguir em frente como você estava fazendo. — falou com lágrimas escorrendo. Será?
— Ele não pôde ter mentido assim. — me sinto perdido.
— Ele não mentiu. Eu voltei na sua casa no dia seguinte, meu taxi passou pelo seu carro quando você saia da garagem. Te seguimos até o aeroporto. Mas chegando lá desisti de falar o que eu queria e voltei para casa.
— O que você queria me falar? — Pergunto tentando entender tudo isso.
— Que te perdoava e que iria te esperar se você me quisesse. Que burra eu era! — Ela fala e gargalha nervosa.
-Eu preciso falar com o meu pai, mesmo assim quero que você saiba que eu já tinha desistido de Harvard. Eu te pedi em casamento Carol. Se fosse uma despedida, eu não te levaria para aquele maldito jantar.
— Porém, você foi.
— Por que você me deixou porra! Quando você vai entender que eu te amava Carol?
— Eu também te amava muito Kadu. Eu era jovem, mas dinheiro nenhum teria me afastado de você. Eu sempre me perguntava o que um homem como você tinha visto em mim? Quando vi sua casa a insegurança aumentou, e quando seu pai me contou aquilo. Naquele momento, fez todo sentido pra mim.
— Queria poder voltar no tempo. -É só o que consigo dizer.
Eu seria o marido dela e o pai de Maria.
Agora me lembro que ela não demorou nada a se deitar com outro. Será que o quê ela disse é verdade? Tenho que falar urgentemente com meu pai.
— O tempo não volta Kadu.
— Então vamos pensar no presente. Eu te quero Carol. — insisto, me aproximando para beija-la.
— Desculpa Kadu, mas eu preciso de um tempo, preciso colocar minha cabeça em ordem.
— Acho que eu também. Porém, não daremos tempo demais. Nós merecemos uma segunda chance Carol.
Carol
Nos despedimos com um selinho. Ele sai e eu fico me perguntando se fui tão burra e insegura assim, ou se ele está mentindo. Droga! Estou tão confusa.
Meu celular toca.
— Oi Luciano.
— Está tudo bem? Posso ligar outra hora.
— Está tudo bem sim e você? — tento melhor o tom da minha voz.
— Estou bem, só liguei por ligar mesmo, se você não estiver ocupada podiamos almoçar juntos.
— Me desculpe Luciano, vamos deixar para outro dia.
— Tudo bem. — Percebo que ele ficou chateado, eu no passado fui tão cruel com ele.
— Olha só, almoço eu não posso, mas se você quiser, poderemos jantar na quarta- feira. O que você acha?
— Por mim está ótimo.
— Então depois marcamos o local.
— Ok. Fique bem Carol.
— Você também, tchau.
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Beijos da Aline💋
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