Cap 10 Reencontro 3
— CACHORRO.
Assim que me viro abaixo a cabeça. Que vergonha!
— Que porra é essa Carol? — Pergunta Kadu gritando nervoso.
Meu Deus! ele lembrou!
— Não grita comigo. — mando nervosa.
— Quê? Não estou falando com você, e sim com essa doida que nos jogou cerveja.
-Doida não! Você estava comigo e agora tá ai, agarrado nessa preta gorda?
Quero morrer! Onde tem um buraco pelo amor de Deus?
-— Cala a boca sua puta. — Ele responde mais nervoso.
— Puta é ela, que estava se esfregando em você. — Fala a tal Carol apontando para mim.
— Era eu que estava se esfregando nela, e para de fazer show, não tenho nada com você.
— Tem com ela? — Questiona a loira apontando novamente para mim.
— Ainda não, mas vou ter.
Nessa hora Carla chega. Ué! Onde essa doida estava?
— O que tá rolando aqui em? — Já pergunta com as mãos na cintura.
— Nada, vou embora depois te explico tudo. — Respondo muito envergonhada, colocando minha saída de praia e pegando minha bolsa.
— Você não vai sair daqui, ela é que vai. — ordena ele, olhando para mim e depois para ela.
A loira me olha com nojo. Ai já é demais, até para mim.
— O garota! — falo chamando sua atenção. — Se o namorado e seu me desculpe por ele gostar de carne. No entanto, não brigo por homem nenhum, faça bom proveito. — vou saindo e ele me segura pelo braço.
— Me solta. — ele abre a mão,.liberando meu braço.
— Quero falar com você. — Ele insiste.
— Depois, agora se resolve com essa daí.
— Não tenho nada com ela. — seus olhos estão presos no meus.
Olho pro lado é a loira ainda está aqui, com os braços cruzados e batendo o pé, só faltou mesmo o beicinho.
— Como vou te encontrar depois? — questiona.
Deus! O que eu estou fazendo? Tenho minha filha e eu aqui agindo feito uma adolescente.
— Não vai. — me afasto em passos rápidos e me assusto com Carla caminhando ao meu lado.
— Que merda! O que eu tenho na cabeça?
— Calma prima. O que você está sentindo?
— Estou confusa.
— Com o quê?
— Você sabe que Maria não vai aceitar isso.
— Calma Carol, ele nem te reconheceu. Ele não está voltando para você, ele só quer curtir o fim de semana contigo. — explica me chamando de volta para a terra.
— É verdade! Sou uma idiota!
— Então aproveita gata.
— Claro que não. Não vou sofrer novamente.
— Isso você já faz. Quem sabe assim ele te destrava e você volta a viver, de repente ele é o gatilho que você está precisando.
— Mas se não funcionar?
— Você só vai saber provando novamente aquele gato.
— Não sei onde encontrá-lo. — mais uma vez, estou indo no papo dela.
— Ele vai te achar.
— Não tem como?
— Marquei com o André e ele vai junto.
— Você é louca! Ele não pode encontrar a Maria.
— Eu sei, não sou burra. Pedi para eles nos encontrar na Praça às 20:00 horas.
— Nos encontrar nada. Encontrar você. Não vou a lugar nenhum.
— Não, você vai sim. O que achou do beijo? — mudou o foco
— Nossa! Parecia que eu estava em outro planeta, você viu como ele está gato? Minhas pernas estão moles até agora e se não fosse o banho de cerveja, eu gozava ali mesmo. — Gargalhei me lembrando da cena.
— Ui! Minha amiga voltou! E por falar em cerveja, lava logo essa cara. — mandou quando passamos pela porta do chalé.
— Vou tomar é um banho.
Almoçamos, e quando eu estava na rede minha preciosa chegou.
— Oi mamãe!
— Oi minha filha! E ai, gostou do passeio? Deita aqui com a mãe.
— Foi muito legal.
— Me conta tudo.
Depois de ouvir tudo...
— Agora vai tomar banho, que vamos sair.
— Vamos aonde?
— Vamos todos para o parque em Arraial do Cabo.
— Eba!
Ela sai saltitando e o Quim chega.
— Que carinha é essa?
— Nada.
— Conta outra.
Em resposta só dou uma gargalhada.
— Fala logo mulher. Arrumou um gato?
— Talvez! Acho que vou me encontrar com ele hoje à noite. mas vai ter que ser tudo escondido, Carla também vai.
— Eu te dou cobertura.
— Como?
— Vou falar que ganhei dois convites para uma boate lá de Arraial e que é para vocês dormirem por lá, para não voltarem bêbadas.
— Eu não pretendo dormir fora.
— Sei. Se não dormir, até Maria acordar ela nem vai saber
— Nossa! Você pensou em tudo.
— Claro fofa. E não se preocupe, Maria vai dormir comigo, sem contar que ela vai desmaiar quando voltar do parque.
— Você pensou em tudo mesmo.
— Por você eu faço isso, quero te ver feliz. Quem é o gato?
Desvio o olhar.
— Conheci hoje na praia.
— Tem nome?
— Eduardo. — acho que minha voz tremeu. Ele me olha por um tempo depois sorri.
— Só um Eduardo para fazer você esquecer um Kadu.
Deus! Eu vou pro inferno.
— Tomara que você esteja certo amigo.
— Vou estar. Se joga e não pense no amanhã.
— Acho que é isso mesmo que vou fazer.
— Acha não, você vai.
Enquanto isso na casa do André...
— Agora que estamos sozinhos, me conta o que foi aquilo!? — me olha sorrindo.
— Aquilo o quê?
— Aquele beijo de uma hora, pensei que você ia comer a mulher ali mesmo.
— Vontade não me faltou. — entrego sorrindo também
— Percebi.
— Você sabe onde elas estão hospedadas?
— Não, mas Carla marcou com a gente na praça à noite.
— Carla não muda.
— Como assim Carla não muda?
— Carla é prima da Carol.
— Eu sei...
— Eu te falei que era ela.
— Não estou entendendo nada.
— Aquela mulher é a minha Carol, a minha preta.
— Não acredito! Como você está cara? — Pergunta com uma certa preocupação.
— Ainda estou em choque. Porra de mulher gostosa! Inferno!
— Ela te reconheceu?
— Claro que não! Hoje devo ser apenas mais um que ela vai foder.
— Como se sente com isso?
— Se é sexo que ela procura, é isso que eu vou dar.
— E depois?
— Depois nada. Vou ficar livre, curado.
— Assim espero meu amigo. Carla falou que a tal da afilhada, estava com o pai em um passeio. — Doeu bastante ouvir isso.
— Nossa André! que ódio eu tenho dessa muher.
— Não foi bem isso que eu vi não — Provoca ele.
— Cala a boca. Você não me entende, desde quando para foder tenho que ter sentimentos.
— Tá certo se voce diz. Vamos a Arraial comigo? Tenho que buscar meu jet ski.
— Usa o meu.
— Não quer ir, não vai.
— Eu vou cara, chato pra caralho!
Chegamos lá e tivemos que dar a volta, tem um parque no caminho. Desço antes.
— Vai lá! Vou te esperar aqui. Vou olhar o movimento.
— Esquece. Aqui só tem casal apaixonado e mães.
— Não sou tarado não André, somente quero pensar um pouco mesmo.
Ele vai e eu me sento em um banco. Fico pensando na maldita. Deus! Será que ainda amo essa mulher interesseira? Ela era uma menina, agora está um mulherão de encher uma cama. Apenas de pensar fico duro. Mudo de posição para disfarçar e não acredito no que vejo.
O retrato da família feliz está passando do outro lado da rua. Que ódio! Ela está toda sorridente, de mãos dadas com a filha que está entre ela e o corno. Atrás vem Carla com outro cara ao lado.
E eu aqui pensando bem no fundo, que ela seria minha de novo. Ela deve amar esse cara, ele é o mesmo daquele maldito dia. Ama nada! Quem ama não traí. Ele deve ter muita grana isso sim, e olhando bem, essa menina deve ser filha do padeiro porque não parece em nada com o corno. Deve ser do cara que está atrás — sorrio triste com esse pensamento. — hoje eu arraso com essa vagabunda.
André volta e vamos embora.
Dessa noite ela não passa.
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Beijos da Aline💋
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