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Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
Votem e comentem, por favor. Estou sentindo falta de vocês 💚
"Azkaban"
•Harry
A mansão parecia a mesma, mas as histórias que a Dray contava fazia com que o grande terreno ganhasse mais vida. As flores estavam coloridas em contraste com as folhas escuras.
- Ali - apontou para uma árvore que parecia ser bem antiga - A Pansy e eu brincávamos de duelo. Ela até já me atingiu com um galho uma vez fingindo que era o feitiço lançado por uma varinha - ela sorri.
- Bem a cara da Pansy - sorrio - Vocês são amigas a muito tempo - observo.
- A Pansy é minha irmã - ela ri.
- Você, a Pansy e o Blaise fazem um belo grupo - elogio.
- A versão Sonserina do trio de ouro - ela pisca para mim - Mas nós somos bem mais legais.
- Você que pensa - dou língua.
- Muito maduro, Harry - ela revira os olhos e me dá um selinho - Está nervoso? - a loira pergunta depois de um tempo e me olha preocupada.
- Não - sorri de canto para tranquilizá-la.
O caminho entre o portão de ferro e a grande porta de madeira foi curto. Eu estava apreensivo, aquele lugar não me trazia lembranças boas.
Comensais. Bellatrix. Rosto desfigurado. Draco mentindo. Hermione. Crucio. Dobby.
Eu espero que isso mude hoje e que eu possa guardar novas e boas lembranças.
A Dray bate na porta, que logo é aberta para Sra. Malfoy. A Narcisa estava com os cabelos loiros soltos, que a deixava mais parecida ainda com a minha namorada. Seu vestido vinho parecia ainda mais escuro em contraste com a pele pálida. Ela usava jóias com rubis e eu conseguia visualizar a Dray no futuro, mas com o sorriso no rosto. Sua mãe carregava sempre um semblante cansado e triste.
- Mãe - a Dray cumprimenta com a cabeça e sorri.
- Dray... Sr. Potter - ela sorri sem mostrar os dentes - É um prazer recebe-lo - ela fala diretamente para mim.
Ela parecia feliz em ver a filha, mas não houve abraços calorosos, como eu estava acostumado na casa dos Weasley.
Parecia frio, mas eu conseguia ver nos olhos dela o quanto ela amava a filha.
- Agradeço o convite - falo para ela.
- Entrem - ela nos deixa um espaço para entrar - o Lucius está esperando na sala de jantar.
A loira mais jovem segurou em minha mão, entrelaçando nossos dedos e seguimos pela sala ampla, decorada de maneira luxuosa e com uma enorme lareira.
Passamos para a segunda sala que tinha uma mesa comprida no meio da sala. Castiçais na mesa iluminando o local.
O Sr. Malfoy estava sentado na cabeceira da mesa, seu cabelo estava preso, suas vestes pretas como sempre deixando a marca negra que hoje era como uma cicatriz a mostra. E a varinha próxima a sua mão pronta para ser usada a qualquer momento.
Coloquei a mão dentro do bolso do meu casaco para segurar firme a minha varinha e me sentir mais seguro.
- Finalmente - ele diz ao nos ver.
- Pai - a Dray fala e aperta firme a minha mão.
- Dray - ele a olha e depois me encara - É bom vê-lo Sr. Potter - o Lucius diz polidamente.
- Espero poder dizer o mesmo ao fim do jantar - o encaro.
- Sentem-se - a Narcisa diz ao entrar na sala de jantar e nos apontar as cadeiras.
A Sra. Malfoy senta ao lado direito, a Dray do lado esquerdo e eu ao lado dela, sempre segurando a sua mão.
- É uma pena que minha filha tende a ser desobediente - ele me diz - Esse jantar já poderia ter acontecido.
- Desobediente - ela murmura e depois bufa, então faço carinho na mão dela e deixo um beijo em sua têmpora.
O Lucius nos olha e vira o rosto rapidamente.
- Fiquei curioso quanto ao seu convite - falo para o meu sogro.
- É pedir demais conhecer o namorado da minha única filha? - ele arqueou uma das sobrancelhas.
- Claro que não - dei de ombros.
- Então... - ele sorriu.
- O que o Harry quis dizer era sua urgência para esse jantar, pai - a Dray fala para ele.
- Eu sei o que o Sr. Potter quis dizer - ele falou polidamente - Depois do jantar conversaremos, vocês devem estar com fome - falou encerrando o assunto.
O jantar apareceu na mesa, havia diversos pratos com muita comida para a quantidade de pessoas.
Depois de comermos o delicioso jantar, seguimos para a sala. A Narcisa se sentou em uma poltrona deixando o enorme sofá para a Dray e eu.
A loira segurava em minha mão e deixou a cabeça deitada em meu ombro.
- Você bebe, Sr. Potter? - ele perguntou ao colocar uma dose de Whisky de fogo em seu copo.
- Bebo - assenti - Mas acho que já tomei vinho quente o suficiente.
- Certo - ele concordou antes de beber um longo gole - Eu não fiquei feliz quando soube que minha filha estava se envolvendo com você... - passa o dedo na borda do copo de vidro - Nossos ideais sempre foram contrários...
- Vá direto ao ponto, Sr. Malfoy - a Dray fala ácida.
- Eu não gosto do Potter e sei que ele não gosta de mim - o Lucius me encara - Mas espero que faça isso pela minha filha.
- O que você quer? - perguntei direto.
- Querem reabrir as investigações - ele senta numa poltrona e olha em volta como se quisesse guardar os detalhes da casa onde morava - Nós desertamos antes do fim da batalha de Hogwarts, mas eu sou... Fui um comensal da morte, com certeza serei condenado para voltar a Azkaban.
Faltou falar das coisas que cometeu, Lucius. Pensei.
- Voltar para Azkaban? - a Dray tenciona ao meu lado.
O pai dela já passou um tempo lá e todos conseguiam perceber o quão difícil estava sendo para ela, por mais que ela tentasse disfarçar.
- Você e sua mãe... - ele olha para a minha namorada - Por algum motivo já foram perdoadas.
Eu sabia que motivos eram aqueles. Narcisa por ter me ajudado a fingir que eu estava morto, por mais que eu soubesse que ela queria apenas voltar a ver o filha. E a Dray... Ela como muitos outros alunos da Sonserina foram praticamente obrigados pelos pais a seguirem Voldemort. Muitos deles não tiveram escolha, outros se arrependeram do que fizeram.
- Mas eu não - o Sr. Malfoy continuou - Eu quero que peça por mim Potter... O ministro kingsley Shacklebolt - falou com dificuldade pelo fato de Shaklebolt ter feito parte da Ordem da Fênix - Ele é seu amigo.
- Não posso - neguei com a cabeça.
O Lucius tinha que pagar por tudo que ele havia feito.
- Pelo bem dos Malfoy - ele me encara.
Bem dos Malfoy? Elas pareciam ter medo dele. A Narcisa não o contrariava e a Dray por mais que impusesse sua opinião tinha receio de desagradá-lo.
- Não - continuei firme - Talvez seja melhor pros Malfoy que você fique longe.
A Dray arregala os olhos e a Narcisa me encara surpresa.
- Você é realmente corajoso - ele ri abertamente - Você acha que eu sou o vilão aqui? Todos os Malfoy são iguais. A sua namorada acredita no mesmo que eu.
- O sobrenome dela não me importa - levanto - Eu sei quem ela é. E o quanto ela é diferente de você.
- É claro que ela é diferente de mim, ela é fraca... Sofreria muito sem mim - ele abaixa a cabeça. Fingido!
- Fraca? - a Dray levanta com uma das sobrancelhas arqueadas - Você sabe o que eu passei todos esses anos? Pra tentar orgulhar você... Ou o que eu estou passando agora?
- Me orgulhar? - ele a olha friamente - Você só me envergonha.
- Lucius - a Narcisa o repreende e o olha chocada.
- Cala boca - ele murmurou para a esposa - Primeiro essa história de se tornar uma garota, depois se envolvendo com aqueles traidores e sangues ruim - encara a Dray - A única coisa que serviria era esse seu namoro com o Potter, mas nem pra isso você serve.
- Vejo você em Azkaban - falei irritado pela maneira que ele falou da filha e depois comecei a puxar a Dray pela sala em direção a porta de saída.
- Não ouse cruzar essa porta - apontou com a varinha para a minha namorada e eu já me preparei para a defender - Ou eu deserdo você.
- De verdade? - ela o olha cansada - Não aguento mais o peso desse sobrenome. Você me faria um favor.
- Dray - a Narcisa chamou ela em um pedido silencioso.
- Cansei dele agir como se a fama desse sobrenome fosse mais importante do que a família. Cansei de ouvir as brigas de vocês, de você levar a culpa pelo que eu fazia de errado. Cansei de ele não me amar - ela suspira - Depois escrevo para saber como a senhora está.
- Boa noite, Sra. Malfoy. Espero que a senhora fique bem - sorri para a minha sogra e segurei a mão da Dray - Vamos?
Ela afirmou com a cabeça. Nós aparatamos para o único lugar que nós poderíamos passar o feriado sozinhos. Acho que ela iria preferir assim, sem ninguém querendo saber o que aconteceu.
Chegamos em Londres.
Largo Grimmauld, número 12.
- Onde estamos? - ela me olha em dúvida.
- Na minha casa - sorri de canto.
💚💚💚
*Só falta três capítulos para o final (postei e sai correndo)
-Ella
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