8 - SAMANTHA
O caminho até a universidade foi resumido em: eu tentando irritar John e Jack. E foi totalmente sem sucesso. Assim que cheguei na universidade os dois me acompanharam até a secretaria. Me deram boas vindas e me explicaram um pouco de como as coisas funcionam.
Depois de ser instruída sobre meus novos afazeres, os dois armários ambulantes me acompanharam até a sala aula.
— Não vão mesmo falar comigo? – insisti no meio do caminho. — Qual é o problema de falar comigo? O chefe de vocês não deixa? – ignorada novamente. — Argh! Vocês são chatos!
Digo assim que paramos em minha sala. Eu entrei e me sentei em qualquer carteira, não tinha ninguém além de mim lá. Que ótimo, e eu pensando que tinha me livrado dessa parte da minha vida.
O internato não era nada diferente de uma escola normal. Lá tentavam um processo bem rígido de ensino, mas como eu nunca fui uma pessoa fácil de lidar, as coisas foram por água a baixo para eles.
Meu problema com a escola não tem nada a ver com aprender, ou matérias e nem nada do tipo. Meu problema é os humanos do qual eu tenho que dividir oxigênio.
Poucos minutos depois, uma moça entra e se senta ao meu lado. Percebo que a todo o tempo ela bufa de frustração, acredito eu.
— Você sabe que aula é essa? – pergunta ela depois de alguns minutos.
— Não faço a mínima ideia. Sou novata.
— Duas. – bufou novamente.
— Eu nem queria estar aqui, mas não tenho escolha!
— Nem me fale, meu pai me obrigou a fazer administração. Eu prefiro designer, mas ele diz que isso não da futuro. – bufou de novo.
— Seu pai é bem sem noção.
— Sim, completamente.
— O meu diz que sou irresponsável, e que preciso amadurecer. Que fico agindo igual uma adolescente de quinze anos. – agora foi a minha vez de bufar.
— Oh meu Deus! – ela exclama me olhando com os olhos arregalados. — Encontrei minha gêmea perdida! – diz e depois solta uma risada. — Meu pai diz exatamente a mesma coisa. Ele quer que eu seja normal, mas qual é a graça da normalidade? – eu sorri.
— É o que eu digo! Ser normal não é comigo.
— Nem comigo. – sorriu. — Meu nome é Emilly Jones. – estendeu a mão.
— Samantha Campbell. – apertei sua mão.
— Sinto que esse é o começo de uma grande amizade.
— Pode apostar.
— Você é daqui?
— Minha terra natal é Estados Unidos, mas acabei de voltar do Brasil.
— Eu sou daqui também, mas já morei por três anos no Brasil. Fui para fazer faculdade mas quem disse que eu fiz? – riu. — Frequentei apenas dois dias e depois larguei, meu pai surtou e me obrigou a retornar.
— O meu surtou por eu comprar uma pista de skate e montar no jardim de casa, então ele me mandou para cá.
— Que castigo fantástico! – riu.
— Não querida, não tem nada de fantástico nisso. Acredite. Está vendo aqueles dois armários ambulantes lá fora? – ela assentiu. — São meus seguranças, vão ficar amarrados a mim por todo canto que eu for.
— Não sei como meu pai não pensou nisso.
— Sorte a sua. – suspirei.
Um sinal soou e a sala começou a ser invadida pelos alunos como se fosse algum ataque zumbi.
Um cara extremamente gato entra na sala com uma pasta e a deixa em cima da mesa do professor. Não me diga que ele é...
— Bom dia turma! Para quem não sabe sou o novo professor de Sociologia de vocês, a professora Melissa entrou de licença e eu fui chamado. – sorriu.
— Acho que não vai ser tão ruim como imaginei. – diz Emilly dando um sorriso pervertido.
— Não me diz que vai pegar o professor. – digo rindo.
— Ele é um pedaço de mal caminho. – eu ri.
— Eu gostaria que vocês se apresentassem. Poderíamos começar pela loira bonita ali no meio? – apontou para mim. Oi? Eu?
Me coloquei de pé recebendo a atenção de toda a classe.
— O que quer saber de mim? – pergunto.
— Tudo o que você puder dizer. – sorriu.
— Ok. – suspirei. — Meu nome é Samantha, vinte e quatro anos. Na sinceridade eu nem deveria estar aqui, mas estou. Talvez pelo maldito destino ou pela minha escritora intrometida. Não sou muito fácil de lidar, amo irritar as pessoas e sou má influência para qualquer tipo de pessoa. Enfim... acho que essa sou eu. – todos me olham perplexos, já Emilly sorri e me aplaude.
— Bom, seja bem vinda Samantha. Gostei da sua espontaneidade. – sorriu e piscou para mim.
O que foi isso? Produção chama o Naruto porque é hoje.
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