37 - SAMANTHA
Assim que chegamos no aeroporto coloquei minhas malas no carrinho de bagagens, me despedi de Jack e Jonh e entrei no aeroporto para fazer meu check-in. Logo depois me sentei para esperar o vôo ser chamado. Olhei em volta de tudo procurando por ao menos um rosto conhecido, mas não. Estou querendo de mais. Meu celular tocou e meu coração acelerou e vi que era Anna. Suspirei e atendi.
— Sam?
— Oi, Anna.
— Já está no aeroporto?
— Sim. Meu vôo vai atrasar um pouco.
— Tem certeza de que é isso que você quer?
— Por que todo mundo me pergunta isso? Sim eu tenho certeza. Esse não é o meu lugar. Se for para fazer a tão sonhada faculdade de administração eu faço ai mesmo.
— Só perguntei porque você ficou ai por semanas, e como me disse, você criou um laço bem grande com todos. Desfaze-lo dessa maneira não é fácil.
— Realmente não é, mas eu consigo superar e acredito que eles também. – não acredito nem tenho certeza de mais nada... isso sim. — Como vocês estão? – mudei de assunto.
— Bem, seu irmão está tendo um ataque de histeria, para variar. – senti ela revirar os olhos e soltei uma risada.
— Qual é o motivo dessa vez?
— Ele jura que viu a Brianna beijando um menino, eu posso com isso?
— MAS EU VI!!! – ouvi ele gritar.
— Brian está ficando velho, é normal a visão começar a falhar. – provoquei.
— VELHA É A TUA VÓ! – ele gritou novamente. Claramente uma criança de dez anos.
— Que no caso é a sua! Ela está vendo isso Brian, e vou fazer ela te dar um castigo de onde quer que ela esteja.
— SAMANTHA VÁ...
— PARA DE GRITAR BRIAN! – Anna gritou fazendo com que eu afastasse o celular do ouvido. No mesmo momento escuto o meu vôo ser chamado.
— Meu vôo já está sendo chamado. Nos vemos mais tarde.
— Você ainda tem tempo de mudar de ideia. Mas se não mudar, boa viagem e até mais.
— Não mudarei de ideia. – olhei novamente para todos os lados com uma mínima esperança. — Tchau. – desliguei e peguei minha bolsa saíndo dali. Passei pelo portão de embarque e olhei novamente. Ninguém. Me virei e segui em frente.
Assim que entrei no avião, procurei pelo meu assento e me sentei. Suspirei tentando não chorar. Confesso que até agora me mantive forte porque tive esperanças de que alguém viesse me impedir de ir, e pedir que eu fique. Mas estive totalmente errada. Acorda Samantha, isso não é um romance clichê! Será melhor assim.
Olhei para a janela encarando a pista. Alguém tocou em meus ombros. Enxuguei meu rosto e encarei a pessoa.
Não pode ser!
— A-Agatha? – ela abriu um sorriso e logo depois olhei para cima encarei... Peter? — O-o que vocês fazem aqui?
— Viemos te buscar. – Agatha diz sorrindo.
— O que? Não eu...
— Samantha, – Peter me interrompe. — por muito tempo eu fiz as coisas erradas. Deixei que várias pessoas importantes saíssem da minha vida e não tomei nenhuma providência, e não vou deixar que isso aconteça com você! – me encarou. — Eu sei que errei muito, falei coisas que não deveria ter dito e sou um completo idiota, mas descobri que estarei sendo mais idiota ainda se eu deixar você ir. Não vai ser a mesma coisa sem você. É louco como isso aconteceu mas... eu vou sentir sua falta mais do que você possa imaginar, talvez eu acabe ficando louco. Você não pode simplesmente entrar na minha vida, me enlouquecer e simplesmente sair assim. Você se tornou uma pessoa importante para mim. – meu coração erra uma batida. — Você não vai! A menos que passe por cima de mim, o que eu acredito que não seja tão fácil. Você pode gritar, me bater, me xingar mas nada vai fazer eu deixar você ir!
Eu ouvi isso mesmo?
— Você vai voltar né? – Agatha me perguntou.
— E-eu...- encarei os dois e percebi que o avião todo acompanhava a cena. — Com uma condição. – encarei Peter. — Independentemente do nível de desentendimento, nós nunca mais vamos precisar nos rebaixar novamente.
— Prometo! – ele diz. Encaro Agatha e ela me olha cheia de expectativa
— Sim, eu vou voltar! – ela sorriu e me abraçou fortemente me fazendo sorrir. Automaticamente o avião todo começou aplaudir. Desde quando sou cantora para fazer show? — Vou voltar porque eu te amo! – digo a Agatha que me sorri e me abraça novamente. — E você...– encarei Miller. — não se preocupe, não vou sair tão fácil da sua vida. – sorrio e ele também.
— Bem, agora vamos! Esse vôo tem que decolar. – diz ele. Me levantei e os segui para a saída do avião. Quando estávamos saindo do portão de desembarque vi Ryan e Emilly. Rapidamente ela correu em minha direção e me abraçou.
— Me desculpa! Eu sou uma grande idiota! – ela diz em desespero.
— Eu sei, mas eu também sou!
— Nunca mais pense em me deixar, está ouvindo? – me encarou.
— Sim, estou. E você nunca mais desligue na minha cara.
— Certo! – a abracei novamente.
— Bom, já que está tudo acertado, poderíamos ir jantar. O que acham? – Ryan perguntou.
— Sim, estou morrendo de fome. – digo.
— Então vamos indo. – Miller diz pegando Agatha no colo.
Pois é Nova York, parece que não vai se livrar tão cedo de mim?
***
Assim que chegamos em casa, Agatha já estava dormindo no meu colo. Miller a pegou e a levou para o quarto.
Ok, agora é hora de deixar as coisas certas. Estou aqui para proteger a Agatha, e não vou deixar que aquela piranha louca faça mal a ela, mas para isso eu tenho que acertar tudo. Tenho que contar a verdade para Peter, definitivamente.
Assim que o vejo descer as escadas o chamo para seu escritório. Ele concordou e seguimos para o mesmo.
— O que queria falar comigo? – perguntou assim que fechou a porta atrás de si.
— Eu tenho que te contar uma coisa, e aparentemente você ficará bravo comigo e eu te darei total razão. – ele franziu o cenho.
— Então fala. – suspirei.
— Bom, é... sabe a mulher que está envolvida no sequestro da Agatha? – ele assentiu. — Eu sei quem é. Ok, sem rodeios! E-ela... ela é a Pilar. – digo bem direta. Ele me encara por um segundo e depois abre a boca se sentando em sua cadeira.
— A Pilar? Você tem certeza disso?
— Sim, eu tenho. Pois a vi lá, falei com ela.
— E por que diabos você não me contou antes?! – diz já um pouco alterado.
— Por que ela me ameaçou! Ela disse que eu te contasse ela iria matar a Agatha, eu não sei do que aquela mulher é capaz, por tanto preferi não arriscar. Ok eu não deveria ter escondido isso de você, eu sou uma idiota e blá blá, me poupe dos seus xingamentos. – suspirei. — Eu só queria proteger a Agatha.
— Samantha você não poderia ter escondido isso de mim, eu sou o pai da Agatha!
— Eu sei, eu sei! – ele se levantou e pegou o celular. — O que vai fazer?
— Ligar para o detetive Grayson. – discou o número e colocou o celular no ouvido. — Detetive Grayson a mulher do sequestro, é a ex babá da minha filha! Pilar Monteary! – as vezes o jeito direto de Miller me assusta, mas nada que eu já não tenha feito... — Sim, tenho certeza... tudo bem, assim que você tiver alguma notícia por favor me avisa. – desligou e me encarou. Ok acho que ele está furioso, só acho sabe?
— Esse olhar quer dizer que você está a ponto de decepar minha cabeça?
— O que você acha?
— Acho que sim, porém você é uma pessoa inteligente, por tanto não vai me matar e acabar com a sua vida indo para a prisão e pagar por um crime. Não é?
— Eu estou com uma séria vontade de voar no seu pescoço.
— Eu também, acredite. Mas tenho certeza que você precisa de mim e não vai fazer isso.
— Como tem tanta certeza?
— Você é um bom homem, com um bom coração, uma pessoa incrível, um pai maravilhoso, uma pessoa...
— Eu já entendi Samantha. – ele me interrompe. — Não é com elogios que eu vou esquecer isso.
— Vai fazer o que? Me prender? – provoquei.
— Não é uma má ideia, mas é bem capaz de você sair de lá pior do que já é.
— Concordo plenamente. Estou orgulhosa. – sorri.
— Orgulhosa de que?
— De você. Finalmente está aprendendo sobre mim. – limpei uma lágrima inexistente. — Eles crescem tão rápido.
— Samantha, vai dormir vai. – bufou.
— Vou mesmo, e se eu fosse você também iria. Está precisando dormir, quem sabe assim esse seu mal humor passa. – me levantei. — Boa noite caro Miller, tenha uma boa noite. – lhe mandei um beijo no ar e sai indo pra o meu quarto.
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