17 - SAMANTHA
Logo depois de chegar na mansão, subi para o meu quarto e me joguei na cama.
"Eu prometi ao seu pai" Eu sei o quanto eu sou difícil e não pensaria duas vezes em me mandar de volta.
Tudo bem que agora eu estou criando uma amizade com Emilly e Mia, mas... eu sei lá. Tenho saudades de enlouquecer meu pai, meu irmão, Anna, aprontar com as crianças. É pedir de mais?
Olhei em meu celular e ainda é duas horas da tarde.
Me levanto e vou até a sacada. Olho para baixo e vejo um carinha que eu nunca tinha visto cortando a grama. Ele parou um pouco e limpou o suor que escorria em sua testa e respirou. Levantou a cabeça e me encarou, na verdade ele me olhou surpreso. Lhe dei um aceno com a mão e ele sorriu em resposta voltando a cortar a grama.
Nada mal!
Peguei meu celular e sai do quarto. Enquanto eu descia ouvi duas vozes na sala de estar. Uma conhecida como a de Miller e outra de um homem. Como eu ainda estou irritada com Miller, não quero ver sua cara. Sai da casa indo em direção ao jardim.
A poucos metros, avisto o carinha gatinho. Me aproximei e ele não percebeu.
— Hey, olá. – digo e ele me olha assustado.
— Olá senhora. Algum problema?
— Primeiramente, pare com esse negócio de senhora, por favor!
— A senhora é a dona da casa.
— Eu não sou dona da casa.
— Não? Mas, a senhora não é a esposa do senhor Miller? – o encarei e soltei uma gargalhada.
— Essa é boa! Esposa daquele idiota? Menos. – rio novamente. — Eu sou apenas uma hóspede nessa casa. Só isso, por tanto pare de me chamar de senhora. Isso me deixa velha.
— Oh, perdão senhorita.
— Ficou pior, ai eu já me sinto no século dezoito. Me chame do que quiser menos dessas coisas formais.
— Er, tudo bem. – diz incerto.
— Ótimo, qual é o seu nome?
— Riker Hans.
— Samantha.
— É um prazer. – sorriu um pouco menos tenso. — Algum problema?
— Não, eu só fiquei curiosa em saber quem é você. Não tinha te visto antes.
— Eu cheguei hoje. Na verdade, o meu irmão mais velho é quem trabalha aqui. Eu só estou no lugar dele por um tempo, pois ele sofreu um acidente.
— Legal! – ele me encara. — Eu quis dizer legal você trabalhar aqui e não pelo acidente do seu irmão.
— Claro! – sorriu novamente.
— Espero que sejamos ótimos amigos. Você me parece ser legal. – digo.
— Obrigado, e eu espero o mesmo.
— Está afim de sair hoje?
— Para onde? – me perguntou surpreso.
— Uma boate. Não sei muito bem onde é, mas vou com duas amigas. Está afim?
— Ah tudo bem. Eu vou sim!
— Ótimo. – sorrio.
— Samantha!! – ouço alguém me chamar, ou melhor O alguém. Me viro e vejo Miller e outro cara, provavelmente o dono da outra voz.
— O que foi? – pergunto.
— O que faz aqui?
— O que? Eu estava de castigo e não sabia?
— Está atrapalhando o trabalho dos meus empregados. Por que não vai procurar alguma coisa para fazer? Tipo estudar.
— Porque eu não quero! – rebati.
— Você não tem querer.
— Você não é meu pai!
— Mas me tornei responsável na mesma medida. – bufei. — E você, – se dirigiu a Riker. — não te pago para ficar de conversinha! Volte ao trabalho!
— Sim senhor! Perdoe-me! – pegou no treco de cortar grama.
— Não esquece, hoje as oito me espera aqui. – digo e pisco para ele que sai voltando ao trabalho. Com passos lentos caminhei até Miller e o tal cara.
— Samantha, esse é Ryan, meu irmão. Ryan essa é Samantha Campbell!
— Muito prazer! – o homem diz pegando minha mão direita a beijando. Mulheres normais achariam isso lindo e um cavalheirismo, mas como eu não sou uma mulher normal, achei isso estranho e... nojento. — Ouvi muito sobre a famosa Samantha Campbell.
— Já sei até o muito que você ouviu sobre mim. – encarei Miller.
Parando para analisar Ryan, ele e Miller são completamente diferentes. Ryan é alto, tem os olhos azuis, um olhar sedutor, um físico ótimo por baixo do terno e um sorriso de lado. Mas não existe uma sequer semelhança entre ele e Miller.
Não posso dizer muito, eu e Brian somos muito diferentes.
— Bom, eu tenho que ir antes que o senhor manda chuva ou manda raio me coloque de castigo! – o desafiei novamente. — Foi um prazer, Ryan!
— O prazer foi meu, Samantha! – sorriu. Entrei e subi para o meu quarto.
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