8. Vislumbre
Gritei, do quarto, expressando que precisava confirmar algo. Pedi que viesse até a porta, ao fim do corredor. De onde eu estava, a alguns passos da entrada do cômodo, ouvi-o dizer "com licença, senhora" quatro vezes enquanto se encaminhava. Sorri, sozinha, frente a ingenuidade doce de seus pedidos de anuência.
Ao chegar até a porta, viu-me de pé com a toalha frouxamente enrolada em torno de meu tronco, cobrindo dos mamilos até o início das coxas. Ficou com ar envergonhado e fitou a parede, surpreso, mas não sem antes passear os olhos sobre mim, dos pés a cabeça. Desconcertou-se com o que viu.
Perguntei se os preservativos haviam sido trazidos entre os itens comprados. Era óbvio que estavam lá, mas simplesmente achei que seria engraçado se questionasse. Com jeito besta, enrubesceu e disse "sim, senhora". Enfim, peguei-me pensando na ironia do tratamento "senhora", visto que, aparentemente, temos idades próximas. Refleti que se pra ele sou "senhora", talvez todas as mulheres também o fossem. No entanto, naquele momento eu decidi ser a "sua" senhora. Regozijei-me com a expressão, internamente.
Pedi que trouxesse as camisinhas das compras até mim, pois queria começar a guardar o conteúdo da caixa, começando por elas. Ele apenas acedeu com a cabeça e retornou à cozinha. Sentei-me na poltrona, de frente para o corredor, com a toalha apoiada sobre mim e as pernas cruzadas. Lembrei-me da revista. Afastei as pernas entre si e as apoiei, uma em cada apoio de braço.
Quando retornou, trazendo o pacote, fixou os olhos sobre mim, esboçando falar algo sob uma espécie de nervosismo repentino. Então, perguntou onde deveria colocar o item. Gargalhei, debochada, devolvendo a pergunta com um "você não sabe?". Ele disse "sei sim, senhora", nitidamente envergonhado. Pedi que apenas deixasse sobre a cama, quebrando seu desconcerto. Assim o fez, obediente.
O suor lhe escorria pela concavidade do pescoço. Me dei conta do esforço desnecessário que o fiz passar carregando a caixa, apenas para me atender, o que me fez sentir molhada com o mero considerar desse fato. Chamei-o para perto e ofereci o banheiro do quarto, caso precisasse. Respondeu algo sobre evitar o incômodo, mas aproximei-me, puxei a borda de sua camiseta para cima com uma mão, enquanto com a outra segurava a toalha sobre mim, adiando meu desejo de expor-me. Levantou os braços, feito criança, num gesto automático, como quem está acostumado a depender da mãe para arrancar a roupa. Sorri e lhe pedi que me ajudasse, pois estava usando uma mão só. Despiu-se da camisa. Enfim, pude ver plenamente seu tronco fisicamente atraente, sem deixar de admirar seu peito com poucos pêlos. Por alguns segundos, apreciei os relevos laterais que encerravam a musculatura do abdome, logo acima da linha da cintura, admiráveis, com linhas guiando a vista até o encontro com seu sexo oculto pelo jeans.
Novamente, apontei o banheiro, dizendo que o chuveiro estava disponível. Dessa vez, ele simplesmente acatou, receoso de contrariar. Entrou e fechou a porta, sem que eu ouvisse o barulho da tranca. Passaram-se alguns segundos e ouvi o som da água caindo.
Fumei um cigarro, ouvindo o ruído da água, vindo do banheiro. Pensei em me masturbar novamente, para que, assim, fingisse ser flagrada ao acaso quando ele terminasse, mas decidi por um impulso diferente. Arranquei a toalha e abri a porta do banheiro. Entrei e nós nos vimos através do vidro embaçado do box. O vapor da água quente imperava. Ele ficou estático quando percebeu minha presença, sem nada dizer. Estávamos um de frente para o outro, com apenas nossas silhuetas perceptíveis através do vidro embaçado. Disse-lhe que precisava tomar banho e estava com pressa, anunciando que dividiria o chuveiro. Hesitante, ele respondeu "já estou terminando, senhora". Apenas o Ignorei, sem indecisão. Abri o blindex e vimo-nos, por inteiro.
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