Capítulo 39

Gabriella Narrando

As meninas estavam querendo saber as cores para colocar na decoração e eu á estava sem paciência para isso.

— Que tal ser cores do arco-íris? Além de ser engraçado na hora, não irá ter chance nenhuma de vocês descobrirem o sexo dos bebês. — disse suspirando. — As bolas darão um formato de arco-íris para deixar tudo fofo. É o principal, que é o bolo, vocês não iram saber! Até porque quem vai saber mesmo e quem sabe será somente eu e Aaron. Então, sem discursão, por favor! — disse por fim. 

— Grossa que só. — Camila, Kyara e Mirabella disseram ao mesmo tempo.

— Apenas disse a verdade, lindas! Sem paciência para vocês. — fitei-as. — Alguém poderia ir pegar meu brigadeiro que está na geladeira? — perguntei fazendo uma massagem no pé da barriga, hoje estão agitados. 

Coraline foi pegar e veio saltitando. Essa menina e um pouco doida! 

— Obrigada linda. — disse.

— Gabriella está se aproveitando de vocês! Tudo trouxas. — Mateus disse entrando na sala tomando o whisky do Aaron.

Ele não dá para ninguém, a não ser que ele tenha pegado escondido. Fodido ele está com certeza, se caso, tivesse pegado sem a permissão do Aaron. Mas, eu vou rir muito quando Aaron sentir o cheiro!

Um.. dois.. três.

Vejo um vulto voar na direção de Mateus e já começo a rir descontroladamente por saber de quem se trata.

— Bem feito, sabia que ele iria sentir o cheiro. — disse rindo enquanto comia meu maravilhoso brigadeiro.

Escuto Mateus gritar pedindo para Aaron sair de cima dele.

— Quem deixou você mexer no meu whisky? — deu ênfase no meu whisky.

— Ninguém inferno! Eu que peguei, não podia? — perguntou tentando sair de baixo de Aaron. 

— Não. — disse furioso.

— Amor, sai de cima dele. — dei uma risada. — Acho que ele já entendeu que não é pra mexer na suas coisas, hum? — perguntei olhando para Mateus que logo concordou. 

Aaron respirou fundo saindo de cima dele. Indo para seu escritório com passos firmes. Tenho certeza que não estava de brincadeira, terei que acalmar a fera agora e tudo por culpa do Mateus. 

Me levanto do sofá indo em direção ao Mateus dando-lhe um tapa em sua teste, fazendo quase ir para trás. Ninguém mandou ser testudo, não é mesmo?! Saio da sala escutando as risadas e as meninas zoando ele. Chego no escritório e vejo Aaron olhando para janela.

Toc toc, atrapalho? — perguntei sem graça.

— Não, meu amor. Jamais atrapalharia. — disse saindo da frente da janela vindo na minha direção. Me segurou pela cintura me puxando para seu encontro, logo me abraçado enquanto colocava seu queixo em minha cabeça. 

Assenti e fiquei quieta. 

— Contou para alguém sobre o sexo dos bebês? — perguntei.

— Não, por quê? — perguntou me fitando, Aaron nos conduziu para o sofá que continha em seu escritório.

— Por nada, meu amor. Apenas uma simples pergunta. — disse risonha.

— Não. — disse e olhei confusa. — Para você ter feito esta pergunta, logicamente que algo por trás dela. Então, me diga logo. — disse firme segurando meu queixo.

Soltei uma risada nasal.

— Possivelmente, eu tenha contado para nosso filho, Nathan. —  disse enquanto mexia em seus dedos.

— E porque tu fez isso, mulher? — perguntou.

— Não sei, simplesmente soltei. Nada demais, ainda disse que se caso alguém ele vai levar um tapa bonito de mim. — disse me deitando praticamente em cima dele.

— Então, duvido muito que ele conte para alguém, tem um medo enorme de apanhar de você. É isso só por ter visto bater no Diego, Miguel e Mateus. Todos sairam com marcas de roxo pelo corpo. — Aaron disse e acaba rindo, presumo, que tenha lembrado do dia. 

— Nisso tenho que concorda contigo, mas acha que isso pode prejudicar na vida de Nathan? — perguntei encarando Aaron.

— Talvez, podemos levar ele em um psicólogo, que tal? — perguntou.

— Tudo bem. — disse e me aninhei em seus braços.

Continuamos conversando até que senti uma sonolência. 

[...]

A arrumação para o chá de revelação está quase pronta para sábado. Espero que saia certo e engraçado, também.

Como nossa casa e grande, iria ser aqui mesmo, no quintal. Era ao ar livre. Estava ventando quando sai para tomar um ar fresco e sair dessa confusão toda. As meninas estavam me enchendo o saco já, com as coisas do chá. Joguei tudo na conta de Aaron e dos meninos que estava na sala sem fazer nada, e o pior disso tudo e que eles estão ajudando mesmo, foram sem reclamar nada.

Suspeito já.

Estão aprontando alguma, com toda certeza do mundo.

Quando acordei estava na cama sozinha e ouvi Aaron conversar com as meninas sobre algo. Tem algo e ainda vou descobrir, provavelmente e para o sábado também, apesar de eu ser quinta-feira já.

— Um milhão pelo seu pensamento. — Daniel apareceu me abraçando por trás.

— Quero meu dinheiro na conta, hein. — disse. — Em como tudo mudou desde aquele dia. — por fim falei.

Daniel estava cheiroso demais. Aposto que é para agradar Bella. 

— Concordo, mudou para melhor, não acha? — perguntou. Daniel me ajudou a sentar na cadeira que continha de baixo de uma árvore, — estava na sombra logicamente —, e se sentou ao meu lado.

— Com certeza. — o fitei sorrindo.

Percebo que todas as crianças vieram correndo brincar no quintal, na mão do Pietro tinha uma bola. Nathan veio até mim, me deu um abraço apertado e sentou com meu colo, como se esse menino não fosse pesado.

— Acho que você esqueceu que estou gravida e não posso pegar peso?! — disse empurrando do meu colo, logo caindo no chão.

— Ai mãe! Não precisava disso, sabia? — disse emburrado. — Agora meu bumbum vai ficar doendo. — emburrado estava e continuou, ainda ficou com um bico enorme.

— Vai brincar com as crianças, meu amor. — disse puxando ele para um abraço bastante apertado e ele começou a rir. — Isso mesmo, quero você sorrindo. Agora vai. — disse rindo.

É essa é minha vida. 

°°°°

Voltei com essa capitulo. Espero que gostem! Até semana que vem, mores!

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