Bônus

— Como estas às coisas? - Perguntei.

— Estão indo de mal à pior. - Disse raivoso.

— E como isso foi acontecer, caralho! - Digo indignado.

— Pelo o que sei temos um informante passando tudo para eles. - Disse me olhando.

— Quem é? Me diz agora que vou acabar com ele. Anda porra! Me diz. - Gritei.

— Não sabemos ainda quem é. E pelo que me falaram não é ele, e sim ela. - Disse me encarando.

— Como assim ela? - Perguntei puto já.

— Foi isso que me passaram. - Deu de ombros.

— Não, não, não! Isso não pode estar acontecendo. Ela não pode fazer isso comigo. - Sussurrei para mim mesmo.

Logo ele me encarou como se soubesse do que eu estava falando, ou sussurrando. Dou um soco na mesa fazendo com que, tudo que estava nela caia no chão.

— Qual foi? - Perguntou.

— Nada cara. - Suspirei pesado.

— Ah, que isso cara. Fala o que você pensa em fazer em relação a isso? - Perguntou se inclinando para frente, quase se debruçando na mesa.

— Não irei fazer nada ainda, temos que saber quem é. Se você ou outra pessoa souberem não façam nada a ela ou ele, né. Deixa comigo porque já sei oque irei fazer. - Digo dando um sorriso macabro.

— Se for tortura-lá eu quero estar também. - Disse cruzando os braços.

— Não quero platéia no momento delicado para ela. - Digo aumentando meu sorriso.

— Idaí? Eu quero é eu vou ver a porra da tortura caralho! - Deu um soco na mesa.

Franzi as sobrancelhas lhe encarando. Eu me perguntando o porque dele querer saber tanto sobre ela e vê-lá sendo torturada. Isso ainda está confuso em minha cabeça.

— Minha casa, minhas regras! Se não gostou a porta está aberta para se retirar. - Levantei uma das sobrancelhas lhe fitando, desafiando.

— Ah, vai tomar no cú. - Disse com raiva.

Se levantou e foi embora. Provavelmente estará na cozinha comendo algo já que, só faz isso quando está aqui em casa. Tenho que ligar para alguém é lhe avisar:

Ligação On

— Sim?

Eu: Tome mais cuidado quando for fazer algo.

— Está falando do que?

Eu: Sabe muito bem.

— Hm.

Eu: Estou a falar sério capeta. E não é para ri.

— Tá.

Eu: Para de ser seca caralho!

— Quer que eu taca água na sua cara ou cuspe mesmo? Qual opção você quer?

Eu: Caralho! Não é para me fazer ri não.

— Nem tô.

Eu: E sério! Da próxima vez não deixa alguém que você não saiba quem é lhe ver novamente. Porque não irei poder esconder de novo. Não quero que aconteça igual da última vez!

— Tudo bem! Irei tomar.

Eu: Bom mesmo.

— Para de ser chato.

Eu: Como estão aí?

— Melhor que você, não é mesmo?

Eu: Tá engraçadinha hoje né?

— Tenho que estar né? Não vai ser eu que vou chorar.

Eu: E quem irá?

— Sabemos muito bem quem vai.

Eu: Ah, sei! O tempo está acabando.

— Sei disto.

Eu: Ira poder vê-los...

— Que bom.

Eu: Desculpa.

— Não foi culpa sua! Estava fazendo seu trabalho e muito menos você sabia do que realmente se tratava e mesmo assim foi. Sei que me trata como uma filha mais, você sabe que depois disto irei embora e provavelmente não iremos nos ver mais..

Eu: Isso pode mudar! Não posso estar perto mas posso estar de longe lhe observando.

— Soou meio psicopata mais tudo bem. Contando que estar perto de mim ou, me vigiando.

Eu: Sabe como sou. Tenho medo de alguém fazer pior!

— Osh, grita comigo não seu idiota.

Eu: Grito a hora que eu quiser e bem entender panaca!

— Irei sentir saudades disto.

Eu: Falta poucos dias para ir embora.

— Sim.

Eu: Também irei.

— Sei que sim.

Eu: Tenho que ir.

— Ok, até um dia.

Eu: Não faça merda pelo amor de Deus.

— Sou quietinha. Tchau!

Eu: Se fode aí. Tchau.

Ligação Off

Poucos dias para esse inferno acabar, não para mim e sim para ela. Pelo menos ela tem uma família que certeza irá perdoá-la por tudo oque fez. Obrigada mais fez para proteção deles que poderá ser felizes agora. Comigo irá ser diferente, não tenho família, amigos ou algum parente que eu não conheça. Só tenho ela, estou fazendo por ela.

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