Capítulo|021

Elsie

- Como conseguiu entrar ? - Ésther gaguejou um pouco quando finalmente se pronunciou.

- Não é da sua conta. - Respondo com grosseria. - Soltem eles.

- Solta você, ninguém aqui é seu empregado. - Miguel zombou. Estendo minha mão pra cima enquanto fechava ela aos poucos fazendo assim, ele ficar sem ar.

- Agora. - Mando e ele faz sinal para Ésther que vai em direção aos meus irmãos soltando os mesmos. - Tirem eles daqui.

Ryan e Thomas levam Nick e Daniel para fora do quarto deixando apenas eu e os meus queridos pais. Uma sensação de felicidade e satisfação tomou conta do meu corpo enquanto eu pensava no que iria fazer com eles. Estalo meus dedos e observo Ésther e Miguel serem jogados com brutalidade na cadeira em que meus irmãos estavam sendo torturados antes, balanço minhas mãos enquanto as cordas envolviam os dois, imobilizado-os.

- Me arrependo imensamente de ter criado você. - Ésther confessou.

- Em nenhum momento eu pedi sua opinião. - Sorri para ela.

- Eu odeio você. - Ela resmungou de cara feia.

- Estamos quites então. - Jogo beijo para ela que bufa totalmente irritada.

No canto do cômodo tinha uma parede com muitas variedades de objetos para torturar, caminho até lá com passos bem lentos até porquê não estou com a mínima pressa. Passo meus olhos examinando os utensílios afiados na minha frente, agarro um pote cheio de seringas com verbena dentro.

- Vocês são demônios então isso provavelmente irá funcionar. - Abano a cabeça com uma expressão maldosa.

- E o seu maridinho, como está ? - Miguel muda de assunto tentando disfarçar seu medo.

- Não mude de assunto, papai. - Digo e a minha voz soa totalmente rouca.

- Não me chame de pai. - Vociferou me fazendo rir.

- Eu prometo que não vou fazer nada que não vá doer. - Anuncio enquanto paro em sua frente e aplico a seringa no pescoço de Miguel. Seus gritos de dor misturados com os gritos de desespero de Ésther são como músicas para os meus ouvidos.

- Isso, grite bem alto. - Peço. - Ninguém vai escutar você ou melhor, ninguém vai ajudar você.

A verbena deve está fazendo um estrago enorme dentro dele, agarro seu queixo com força fazendo sua boca abrir e pingo algumas gotas alternando em grandes quantidades também, assisto sua língua ficar deformada enquanto ele se debate sobre minhas mãos.

- Isso não é nem a metade do que eu vou fazer com vocês. - Asseguro confiante.

- Deixa ele Elsie, por favor. - A mulher grita angustiada.

- A sua voz é tão irritante. - Digo pois não aguento mas ouvir a voz dela. - Preciso dar um jeito nisso.

Rapidamente pego a faca de açougue que estava pendurada na parede e puxo sua língua o máximo que consigo para fora cortando a mesma com velocidade e força. O sangue pingava e escorria enquanto eu saboreava sua expressão de dor e sofrimento. Volto minha atenção para Miguel e aproveito para arrancar alguns de seus dedos.

Após degustar das expressões de pavor decidi por um ponto final nisso, eles já estavam praticamente mortos. O chão está com uma poça de sangue enorme o que me deixa lisonjeada. Ésther não possui mas seus braços que fiz questão de arranca-los e como ela é um demônio vai demorar para morrer por algum tempo. Miguel por outro lado não tinha nenhum de seus dedos quanto dos pés quanto das mãos, e sua boca estava totalmente deformada, sua orelha esquerda foi arrancada com um alicate bem afiado, e por seu corpo existem hematomas e vários cortes espalhados junto com queimaduras causadas pela verbena.

- Parece que fiz um bom trabalho. - Análiso os dois e ganho um olhar mortificado em troca. Pego um galão de gasolina no canto do quarto e vou jogando o líquido inflamável por todo o local. Miguel faz um sinal para eu chegar perto dele e eu caminho até o mesmo depois de espalhar a gasolina pelo quarto

- Sei que vai nos matar, mas precisa saber de uma coisa. - Ele diz enquanto leio seus pensamentos, faço um sinal com a cabeça para ele continuar. - Sua jornada ainda não acabou, tem muita coisa para vir ainda. Te desejo uma boa sorte minha sobrinha, querida.

E antes que posso questiona-lo uma chama se acende e o fogo se espalha com rapidez pelo quarto, fazendo assim, eu sair do quarto as pressas para não ser queimada. Corro para fora da igreja esquecendo o que Miguel me disse no exato momento em que contemplo Daniel vindo com passos rápidos em minha direção ao mesmo tempo que gritava meu nome, ajoelho ficando da sua altura e envolvo seu corpo em um abraço reconfortante e carinhoso, que saudade do meu pequeno irmão.

- Não acredito que você tá aqui. - Ele murmura chorando.

- Ei. - Desfaço nosso abraço enquanto olho em seus olhos e passo minhas mãos que estavam cobertas pelas luvas pretas em seu rosto. - Não chora, por favor.

- Desculpa. - Sorriu em meio as lágrimas. - É difícil acreditar que não vou precisar mas ser machucado pelo papai e a mamãe.

- Eu nunca vou deixar ninguém encostar a mão em vocês novamente. - Faço uma promessa confiante.

- Obrigada. - Sussurou enquanto me abraçou novamente. - E me desculpa por qualquer coisa.

- Você não tem culpa de nada meu anjo, você é apenas uma criança. - Encaro meu irmão que tem apenas seis anos mas tem a mentalidade de um adulto totalmente responsável. Observo Nick se aproximando com um grande sorriso e agacha-se ao meu lado, passando os braços ao nosso redor.

- Me desculpa. - Peço com os olhos lacrimejando. - Eu devia ter vindo mas cedo.

- Não peça desculpa minha irmã. - Nick implorou enquanto beijava o topo da minha cabeça. - Não importa o tempo que vocês levaram para chegar aqui, o que importa é que vocês chegaram.

- Eu amo vocês. - Minhas lágrimas são liberadas assim que eles sorriem com sinceridade.

- Nós também te amamos. - Ele diz presenciando Ryan e Thomas andar até a gente. Levanto-me do chão assim como Daniel e Nick, e começamos um abraço em grupo enquanto gargalhavamos de alegria e satisfação.

Não é todo dia que temos um final feliz, mas hoje, tivemos um.

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