23 - Acougueiro
Dois uivos diferentes
E um grito aterrorizantemente doloroso,
Notei que neste momento
O Açougueiro sabia da morte de um cão,
Tinha que achar uma solução.
Pensei que o último lugar que procuraria
Fosse seu próprio açougue.
Adentrei e pode notar os facelidos
Seu gosto por morte me perseguiria
Me joguei na pilha dos mortos, fiquei escondido.
O vi chegar no açougue quase de manhã,
Ele retirando dos mortos o coração
Eles os comiam um dentada e puxão,
Percebi que a pilha de morte diminuía
Ou seja meu esconderijo logo cairia.
Ele se levantou, pensei ter ido ao banheiro
Então lentamente me levantei
Tinha que sair o mais rápido possível
E pela cidade por alguns minutos me esconderei,
Só que eu não era tão imperceptível.
O Açougueiro jogou seu cutelo
Que por sorte não pegou em meu rosto.
“Você! Eu vou demorar seu coração,
Antes eu delirantemente lhe desejava,
No entanto sinto a obrigação
De vingar a vida que foi tirada”
Abrir a porta e saí correndo,
Com um assobio os chamou para me matar,
O cheiro deles continua a os confundir
Então não sabiam a quem deveriam atacar.
Ele veio atrás de mim,
Só eu e o Açougueiro,
Só eu o meu caçador,
Sentia o frio percorrer meu peito
A morte estava contra ou ao meu favor?
Encurralado estava seu cutelo lançado
Agora prendeu em meu braço,
A dor percorria e ele contra parede me colocava,
Por meu rosto o cutela passava
Até o momento que o relógio iniciou sua badalada.
A dia nasceu
E o Açougueiro desapareceu,
30.10.2020
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