Capítulo 10- O Monstro da Câmara

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26 de janeiro de 1993

Minha menina, fico muito feliz que tenha gostado do bolo no qual enviei para você. Sei que sente falta de casa, mas compreendo que Hogwarts também é a sua casa atualmente. Direi isso em todas as cartas, pois não consigo ainda acreditar no quanto você cresceu.

Em breve já ficará mais velha novamente, irá iniciar o segundo ano em Hogwarts estou ficando velha de fato. Tanto você quanto Dora já não são mais crianças, sinto falta dos brinquedos espalhados pela a casa toda. De te colocar para dormir.

Está se alimentando direito não é mesmo? Mesmo que não esteja seu pai irá me contar e se eu souber que você só tem escolhido porcarias eu juro que vou até Hogwarts e fazer você comer de forma descente Penelaphe. Sei que você anda tomando sorvete de limão toda oportunidade possível.

Por último não menos importante, estou ciente dos ocorridos sobre Hogwarts e imploro para que se cuide. Seu pai está por perto e sempre atento com você, mas te conheço muito bem e sei a pestinha que você pode se tornar quando os olhos de outros não estão vendo. Por-favor Penelaphe tome cuidado, seus colegas estão sendo petrificados temo que Ago te aconteça. Se estivesse sobre a minha escolha, eu já teria te trazido para casa, mas como não funciona dessa maneira pois teríamos problema com o ministério, então seguimos dessa forma. Tome cuidado novamente e siga tudo o que te instruíram.

O meu bicho papão é perder você e a Dora, então não me mate do coração ainda.

Te amamos Penelaphe.

De: Andromeda Tonks
Para: Penelaphe Snape

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28 de janeiro de 1993

Tia por-favor digo eu. Não se preocupe tanto e eu sei que foi o meu pai quem contou que estou tomando sorvete de milhão com frequência. Ele está exagerando e vou desmentir sim, não é todo dias é só as vezes e sempre do almoço. Eu juro pela a minha vida e pela a vida da minha gatinha.

Os dias aqui tem passado cadê vez mais rápido, nem parece que já estamos entrando no último trimestre em breve. Acho que é por causa dos acontecimentos trágicos o tempo tem voado cada vez mais.

Tenho feito tudo certinho e seguido todas as regras, fico extremamente magoada que todos pensam que eu sou um furacão.

Não se preocupe tia, prometo tomar muito cuidado e não alimentar o seu bicho papão. Ainda não conheci o meu, mas tenho certeza que perder todos vocês já deve ser o suficiente para que eu possa auto defini-lo.

Eu também te amo. Amo você e a Dora.

De: Penelaphe Snape
Para: Andromeda Tonks

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— Seu pai vai brigar com você Penelaphe.— Disse Luna enquanto seguimos pelas as escadas.

— Ele não vai se não souber.

— Mas e se ele me procurar? Ou procurar qualquer um de seus amigos?— A vejo pergunta preocupada.

— Você diz que não me viu. Que a última vez foi antes do jogo de quadribol da Grifinoria e da Lufa Lufa. Okay?— Pergunto e vejo Harry e Rony descendo as escadas.— Até mais loirinha.

— Penelaphe tome cuidado!

Ajeitou minha capa me cobrindo com o capuz, pois ao lado de fora do castelo ventava muito e quanto mais descermos os declínios da costa até a cabana de Hagrid, mas o vento ficava forte e cortante.

Sim, estávamos a procura de Hagrid. Chegamos a mesma conclusão de que somente ele saberia sobre a câmara secreta, vem se fazendo de sonso, mas tem informação o suficiente e pelo o que Harry nos contou do que viu quando esteve com o diário de Tom Riddle. Ele sabe sim sobre algo.

Estávamos todos juntos sobre a capa da invisibilidade de Harry, somente assim teríamos conseguido passar pelos os corredores. Talvez ainda meu pai não tenha sentido a minha falta. Astoria e Sophie também estavam em alerta, elas sabiam que eu estava com Harry somente.

— Quem está aqui?— Hagrid aparece em frente a porta com uma arma apontada.

— Para que isso?— Diz Harry removendo a capa de nós.

— Nossa Hagrid, temendo por algo?— Pergunto.

— Não é nada, eu estava esperando... Deixa para lá, podem entrar.— Sigo para dentro da cabana na qual estava quentinha.

O mesmo fechou a porta e nos serviu chá que havia acabado de ser coado em sua chaleira.

Nos sentamos todos juntos e me apoio em Rony, eu ainda estava com frio.

— Hagrid você está bem?— Harry pergunta.

— Soube o que aconteceu com a Hermione?— Pergunto sendo direta e Harry me lança um olhar de reprovação.

— Oh sim. Eu soube o que aconteceu com ela.— Ele não parecia tão bem humorado assim.

— Olha, nós precisamos saber de uma coisa.— Disse Harry sério.— Você sabe quem abriu a camada secreta?

— O que vocês três tem que entender é que...— Levanto ao ouvir passos vindo do lado de fora.

Canino começou a latir também, alguém estava se aproximando da cabana.

— Rápido, vocês para baixo da capa.— Seguimos ficando em um canto escuro da cabana e nos cobrindo com a capa.

Hagrid caminhou até a porta, abrindo com sua arma apontada em mãos. Mas, não era uma ameaça em si, somente Dumbledore junto de...

— É o chefe do papai.— Disse Rony.

— Quem é esse?— Harry perguntou.

— Cornélio Fudge. Ministro da magia.— Sussurrei de volta.— Agora calem a boca vocês dois.

Ambos entraram na humilde residência de Hagrid. O ministro não parecia ter vindo por motivos quaisquer, era algo sério.

— Do que se trata a visita?— Hagrid perguntou.

— Eu vim pois não tinha como deixar passar isso. O ministério precisa intervir, foram mais de três ataques a alunos nascidos trouxas nos últimos meses. As coisas foram longes demais.— Anunciou.

— O senhor sabe professor, eu nunca jamais...— Tentou se defender.

Se tratava de uma acusação. Realmente acreditavam que foi Hagrid autor desses ataques?

— Cornélio quero que saiba antes de qualquer coisa. Que Hagrid pode aproveitar inteiramente da minha confiança.— Dumbledore o defendeu.

— Olha Abus. A ficha de Hagrid depoem contra ele. Eu vou ter que levá-lo.—  Sinto meu coração doer com tamanha injustiça.

— Me levar? Para onde irá me levar?— Hagrid perguntou entristecido.— Para a prisão de Azkaban?

— Lamento, mas não tenho outra escolha.

Aquilo era um absurdo completo, sério que estavam querendo somente culpar alguém do que ir atrás da verdade?

Dou um passo a frente, mas Harry segura minha mão com força me puxando para atrás e não a soltando mais.

— Já está aqui Fudge?— Tampo a minha boca com a mão livre, Lucius estava aqui também.— Ótimo.

— O que está fazendo aqui? Saia da minha casa seu verme!— Hagrid estava furioso com a sua presença.

Eu não compreendia o que ele queria agora?

— Acredite, eu não sinto o menor prazer de está aqui nesse muquifo.— Lucius caminhou em nossa direção, obviamente sem nos ver.— É só que eu contatei a escola e me disseram que o senhor diretor estava aqui.

— E o que o senhor Malfoy gostaria comigo?— Dumbledore perguntou.

— Eu e os conselheiros concluímos que está na hora do senhor sair de cena. É uma ordem de suspensão.— Arregalou os olhos sem acreditar no que estava ouvindo.

Acho que ninguém estava acreditando naquilo. Maldito Lucius Malfoy. Entregou um pergaminho ao diretor que se mantinha com uma expressão enutra e normalizada.

— Vai encontrar as doze assinaturas aqui. Concordamos que o senhor já não é o mesmo e com todos estes ataques, não sobrarão nascidos trouxas em Hogwarts...— Demos passos calmos e devagar enquanto Lucius se aproximava sem querer de nós três.— E pensar na imensa tragédia.

— Não pode fazer isso.— Hagrid acusou raivoso.— Se afastar o professor mais ataques acontecerão cm toda certeza.

— Acalme- se Hagrid. Já que o conselho decidiu assim, então tudo bem. Eu farei, mas irá descobrir que Hogwarts...— Passos breves os deixaram frente a frente.— Sempre estará aqui para todos que precisarem.

Impossível ou não, ele sabia que também estávamos aqui e ouvindo tudo. Seu olhar deslizou em nossa direção, justo na nossa direção e até mesmo Lucius se virou para ver o que ele estava olhando.

— Certo vamos.

— Venha Hagrid.— O ministro indicou a porta.

— Sim. Bem, se alguém por acaso estiver procurando alguma coisa eu digo que siga as aranhas. É... Elas saberão o caminho. Somente.— Disse saindo para fora e fechando a porta.

Ficamos sozinhos e garantimos que já no estavam mais perto.

Levou uma linha de tempo muito curta para eu supor o que ele queria dizer.

As aranhas. Vejo uma fileira de pequenas aranhas próximas a janela da cabana passando pela brecha ao lado de fora, todas se seguindo.

— Dumbledore deixando Hogwarts vai haver um ataque por dia.— Disse Rony preocupado.

— Vejam só.— Apontei para as aranha ao meu lado.

— Vamos...— Harry pegou um lampião e abriu a porta

— Vem canino.— O deixo passar para que não fique sozinho e tranco a porta.

Ambos seguimos para a floresta proibida, pois eram aonde as aranhas estavam caminhando.

— Vamos.

— O que?— Disse Rony.

— Sigam as aranhas oras.— Harry disse impaciente.

— Mas elas estão indo para a floresta negra.— Rony estava com medo.

— Que Merlin me ajude.— Falo grudando no braço de Rony e o puxando para dentro da floresta.

— Porque aranhas? Porque não podem ser sigam as borboletas?— Rony perguntou.

— Diz isso, mas e eu que tenho pavor da maior parte dos insetos incluindo as borboletas.— Tento acalma-lo sendo otimista de forma ácida.

— Mas as aranhas "cobrinha". Elas são malignas.— Disse.

— Só fale mais baixo, vai que elas te escutam e se revoltam nos atacando.— Peço.

— Harry vamos embora.— Pediu quase chorando.

— Calem a boca vocês dois e vamos.— Harry me puxa para o caminho abaixo de uma grande árvore.

Agarro sua mão livre com força e continuo acompanhando seus passos focada na luz que iluminava alguns trechos a frente. Morrendo de medo ao olhar para os lados e encontrar algo.

A floresta é repleta de criaturas mágicas e ferozes.

Paramos em frente a diversas camadas do que dê certo eram teias de aranha, enroscadas em troncos e galhos até o chão.

— Quem está aqui.— Me aperto ao braço de Harry.

— Vocês dois...— Harry sussurrou.— Não entrem em Pânico.

— Tá...— Falo tremendo.

— Hagrid é você?— De voz arrastada e grossa, uma sensação arrepiante.

— Nós somos amigos do Hagrid.— Harry respondeu.

Tampo a minha boca evitando de gritar. Era assustador ou até mais do que isso.

Grotesco. O que eu estou fazendo aqui mesmo?

Nunca vi algo igual aquilo. Sei que impossível não é, mas para quem tem pavor aquilo é surpreendentemente apavaroso. Uma tarântula gigante.

— Você é o Aragogue?— Harry perguntou.

— Sou eu. Hagrid nunca antes havia mandado homens até aqui.

— Hagrid ele está em apuros. Estão acontecendo ataques no castelo e eles acham que foi Hagrid. Quem abriu a câmara secreta assim como antes.— Justificou e vejo Rony de olhos fechados em êxtase de medo.

— Isso é mentira, Hagrid nunca abriu a câmara secreta.— Afirmou.

— Então você não é o monstro?

— Não. O monstro nasceu no castelo...— Aquilo era óbvio e só Harry não percebeu.— Eu nasci em uma terra distante e fui trazido até aqui no bolso de um viajante.

— Harry...— Rony chamou olhando para um canto escuro ao seu lado.

Havia algo se mexendo rápido, mas tenho dificuldade de enxergar o que se tratava.

— Então o que é que matou a garota a cinquenta anos atrás?

— Nós não falamos sobre isso. É uma criatura antiga que as aranhas temem mais do que qualquer outra. Eu nunca a vi, assim como nunca vi nenhuma parte do castelo tirando a caixa em que Hagrid me guardava.— Rony estava praticamente colapsando e paro para tentar entender o que mais além de estarmos com Aragogue estava o deixando daquele jeito.— Quando me avisaram, Hagrid me trouxe para cá.

— Harry...

Olho para cima vendo uma chuva de aranhas descerem por suas teias. Não consigo deixar de gritar e atropelo Harry, me escondendo no ombro do mesmo que me segurou pela a cintura.

— Harry vamos embora. Por-favor?— Implorei.

— Bom, obrigado. Eu acho que já vamos.— Disse Harry.

—Ja vão? Eu acho que não. Meus filhos e minhas filas não fazem mal a Hagrid por ordem minha. Mas vocês, não posso negar a eles carne fresca, já que entraram com tanta boa vontade em nosso ninho.

Harry me passa para atrás ainda sim segurando a minha mão.

Seus filhotes se aproximavam em inúmeras quantidades. Pego a minha gatinha do bolso da capa.

— Sabe algum feitiço?— Rony pergunta.

— Não um que seja o suficiente para atacar a todos.— Harry respondeu.

— Até sei, mas nunca tentei.— Respondi.

— Acho que agora é uma boa hora para isso.— Disse Harry

— É...— Penso um pouco antes de penunciar o feitiço.— Alarte Ascendare!— Vejo poucas aranhas serem arremessadas pelo o ar e suspiro.

— Não foi tão ruim assim.

— Aquelas reuniões ridículas do Lockhart até que serviram para algo.— Falo e logo tomo meu desespero de novo.— Harry, pelo amor eu não posso morrer agora. Meu pai vai até o inferno para me colocar se castigo!

— Que falta faz Hermione.— Rony diz.

As aranhas estavam nos cercando, não havia para onde correr elas nos pegariam.

Ouve-se um barulho em meio as árvores, seguidas assim de uma forte luz florescentes. Observo sem entender e esbarro para atrás ao ver um veículo aparecer em meio a escuridão.

As aranhas se afastaram todas assim que o veículo se aproximou de nós três.

— O que é isso?— Pergunto.

— Sem pergunta Penelaphe, entra no carro seu pai vai me caçar se você morrer.— Harry me empurrou para o banco de trás do carro que por acaso Canino também estava.

Todos entramos no carro, assim dando partida a fora só ninho de Aragogue. Aparentemente não era se vista mais nenhuma.

Me jogo no banco e respiro.

— Acabou não é?— Pergunto, mas Rony grita e me levanto ao mesmo instante.

Uma das aranhas o agarrava pelo o pescoço. Não acredito nisso que estamos vivendo.

Maldita hora que eu deixei de ficar na minha sala comunal, quietinha com as minhas amigas ou melhor criando ideias problemáticas e fazendo Luna quebrar as regras roubando docinhos da cozinha do castelo.

Porque eu vim atrás do Harry quando eu poderia está bem sem arriscar a minha vida?

— Arania Exumai!— Harry recita o feitiço ameaçando a aranha para longe de Rony.

— Faz esse carro sair daqui agora!— Grito ao ver o exército de aranhas que se aproximavam a nossa frente.

— Tira a gente daqui! Anda mais rápido!— Harry gritava para o carro.

Me seguro no banco enquanto descontroladamente o carro andava em velocidade alta. Que tipo de adrenalina é essa?

Aquilo só poderia ser um pesadelo.

— Leva isso para o alto.— Diz Harry.

— Não está funcionando, eu estou tentando.— Rony disse puxando desesperado uma alavanca logo a minha frente.

Sinto um frio na barriga surgir ou era a minha alma saindo do corpo e logo percebo que já não estávamos mais no chão.

A floresta se tornou menor, conforme o carro subia para o alto assim como os filhotes do Aragogue também sumiram do nosso campo de visão.

Em segundos já estávamos de volta as plantações do Hagrid. Abro a porta para que canino pudesse sair e saio imediatamente.

— Que desgraça foi essa que eu me envomvi?— Falo com a mão sobre o estômago sentindo que colocaria o almoço de hoje para fora.

— Sigam as aranhas, sigam as aranhas. Eu juro por tudo o que há de mais sagrado que se o Hagrid sair de Azkaban eu vou matar ele.— Rony disse transtornado.

— Isso foi uma experiência horrível.— Falo.

— Achei que você gostava de desafios.— Harry provocou.

— Somente quando o desafio envolve te ver perder a linha, não quando envolve a minha vida.— Respondo vendo o carro voltar para a floresta e o canino entrar na cabana.

— Afinal o que a gente descobriu?— Rony perguntou.

— O óbvio.— Olho para o mesmo.— Hagrid é inocente nessa história.

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— Penelaphe!— Astoria estava na entrada das masmorras vestida em seu pijama de bolinha.— Olá meninos.— Diz ao ver Harry e Rony.— Seu pai está atrás de você, precisamos ir para a comunal agora. Sophie disse que você estava na biblioteca com a Luna e ele aparentemente ficou furioso. É meio difícil entender as emoções do professor Snape, mas você precisa voltar para a comunal agora e fingir que sei lá está dormindo.

— Tchau Rony, tchau Harry.— Aceno correndo pelos os corredores escuros e frios das masmorras.

É lógico que ele estava me procurando. Ele com toda certeza iria tentar garantir de que eu estivesse por perto após os avisos de que deveríamos está na comunal as seis da noite.

Fora que eu perdi o jantar, mas nada que uma mentirinha não possa cobrir.

Entro na comunal e sigo para o dormitório sem dizer nada a ninguém que estava no sala e nem queria, pois um deles era o Theodore.

Troco de roupa tirando os moletons e a capa jogando em algum lugar do quarto e substituo pelas minhas roupas de dormir.

Minha gatinha estava dormindo em minha cama, me junto a mesma e Astoria bate a porta voltando para a sua cama.

— Voltou querida?— Sophie pergunta.

— Fale baixo.— Peço.

— Pois isso mesmo, seu pai vai te pegar Penelaphe. Eu tive que inventar uma história muito boa para conseguir me safar da fera.

— Muito obrigado por isso eu juro que...— Todas caímos imóveis nas camas ao ouvir a maçaneta da porta girar.

Passo a fingir estar dormindo até que eu posso ouvir a porta ser fechada novamente. Com toda certeza era o meu pai e se era ele de fato a questão é que houve uma preocupação repentina e extrema para ele chegar a vim até o meu quarto.

Não era comum ele fazer isso, apesar que os professores em si não podem ficar vagando pelos os quartos dos alunos por uma questão de ética, mas claro a regra é exceção quando se trata da filha dele.

Eu sei de uma coisa, acho que comparado ao Aragogue e seus filhotes mais aterrorizante do que isso somente o meu pai.

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