17
Flávia
- Nossa que declaração nessa carta - digo para ninguém em particular.
Estou sem palavras. Não sei mais o que pensar depois disso. Essa carta abalou todas as minhas estruturas.
- Foi um hábito que eu peguei depois que você foi embora - Miguel diz ao aparecer no quarto.
- Miguel... - olho para ele, que caminha vindo na minha direção.
- Eu queria te contar tudo o que estava acontecendo na minha vida, mas eu não sabia se você queria saber, então eu comecei a escrever imaginando que você as lesse um dia, e como você pode ver - Miguel abre uma gaveta da cômoda e dentro dela eu vejo vários papéis - eu te contei e me expressei diversas vezes, algumas sendo cartas e outras pequenos lembretes.
Fico admirada com a quantidade de papeis embrulhados que eu vejo. Pego um papel aleatório de dentro da gaveta.
- "Hoje é o dia da minha formatura, queria você ao meu lado" - digo em voz alta e depois olho para ele.
- E eu queria mesmo, pode acreditar - Miguel diz com um sorriso de lado.
- Mas como saber se todas são para mim? A maioria delas está sem meu nome - mexo nos papéis e olho para cada um deles, maravilhada.
- Tudo isso que eu escrevi é direcionado para você Flávia, porque eu te amo e nunca te esqueci - Miguel diz se aproximando cada vez mais de mim.
O meu intuito era vim aqui e me declarar para ele, ou pelo menos ver como estava o nosso cantinho, mas foi ele quem fez isso primeiro. Foi ele quem se declarou para mim.
E eu tinha amado a sua declaração. E sem esperar por mais tempo, eu o beijo.
Eu queria tanto isso novamente, minha boca na sua, nossas línguas se enroscando uma na outra. Ah, sim eu queria muito isso, e como eu queria.
Agarro os seus cabelos e ele agarra a minha cintura.
Nosso beijo começa calmo e delicado, mas depois vai se intensificando cada vez mais.
Ele se abaixa começando a depositar beijos no meu pescoço, solto pequenos gemidos ao que o seu toque faz no meu corpo. Até que ele para de repente e eu fico me perguntando o que eu fiz de errado.
- É melhor eu trancar a porta do quarto - Miguel me solta e vai em direção a porta.
Eu não queria que ele pensasse em mais nada além de mim. Então enquanto ele foi trancar a porta eu começo a tirar minha roupa. Peça por peça.
- Deus Flávia, você quer me matar antes do tempo? - Miguel diz e eu concordo com a cabeça, sorrindo.
Ele volta ao meu lado, me ergue e me leva para a sua cama, sem nunca separar a sua boca da minha.
- Sabe você é muito bonita assim, mas sem essas peças de roupa que ainda lhe cobrem, ficaria muito melhor - Miguel começa a retirar a sua blusa.
- Você acha? - O provoco, ao mesmo tempo em que olho maliciosamente para o seu abdômen bem definido.
- Tenho certeza - Miguel segura o meu rosto com uma mão e com a outra ele abre o fecho do meu sutiã, jogando-o em seguida em qualquer canto do quarto.
- Você também precisa retirar suas peças de roupa, quer que eu ajude? - Pergunto depois de alguns minutos, quando consigo finalmente formular frases na minha mente.
- Claro, com todo prazer - ele fica de joelhos na cama e eu começo a retirar a sua calça, junto com a sua box.
Depois ele junta o seu corpo ao meu. Ficando por cima de mim. Me proporcionando vários prazeres.
- Eu te desejo mais que tudo, meu sol - ele diz ao meu ouvido, totalmente ofegante, depois que parou de me beijar.
- Pois agora você me tem... minha lua - por impulso, sussurro o seu apelido que eu tinha lhe dado, depois de muito tempo ele foi pronunciado novamente, e caiu perfeitamente nesse momento. Depois volto a lhe beijar, não quero que as nossas bocas fiquem separadas por muito tempo.
Depois de alguns minutos ele deixa de me beijar e passa a beijar cada parte do meu corpo, pescoço, seios, barriga, tudo bem devagar e bem demorado. Até que ele se afasta um pouco de mim para pegar um preservativo na sua cômoda e o coloca. Fica posicionado entre as minhas pernas e vai deslizando seu membro em mim cada vez mais.
- Eu te amo, Flávia.
- Eu também te amo, Miguel.
E agora, depois dessa eu ainda prossigo ou não com a minha viagem?
Esquece, eu não quero pensar nisso agora, só quero aproveitar o momento. O nosso momento.
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