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Gente mil desculpas pela a minha demora, mas como recompensa irei postar hoje 3 capítulos novos
Beijos
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Flávia
Fomos para a praia andando, porque era bem perto de casa.
Assim que chegamos lá vimos a Jade, o Raul e o Miguel, estes estavam sentados olhando para o mar enquanto a Jade estava em pé, olhando para todos os lados — com certeza estava procurando pelo resto das pessoas que faltavam.
— Ei, aqui — grito e instintivamente a Jade olha para trás, nos vendo com as mãos levantadas, corre vindo na nossa direção. Ela usava uma saída de praia azul clara.
Assim que chega perto de nós, diz:
— Pensei que vocês iam chegar no horário marcado, mas olhava para todos os cantos e não via nenhuma de vocês — abraça cada uma de nós.
Continuamos andando até chegarmos onde os meninos estavam, assim que nos viram eles se levantam para nos cumprimentar.
— Olá, meninas — Miguel abraça as minhas amigas, rapidamente.
— Oi, Miguel — disseram as duas juntas.
— Oi, Flávia — Miguel me puxa para os seus braços. Chega bem perto do meu ouvido e sussurra, me arrepiando por inteira, da cabeça aos pés. — Você está bem linda, sabia?
— Você também está bem bonito... — digo também ao seu ouvido do mesmo jeito que ele havia feito comigo, há segundos atrás. Ele usava uma bermuda marrom e uma blusa meio aberta, branca.
— Oi, meninas — Raul fala com nos três, fazendo assim, eu me afastar imediatamente dos braços do Miguel. É melhor eu ter cuidado.
— Oi, Raul — dissemos nós três juntas, sorrindo. Ele usava uma bermuda branca e uma blusa branca.
— Cadê o Cauã, será que ele não vem? — Pergunto para ninguém em particular, olhando para todos os lados enquanto coloco minhas mãos na cintura.
— Ele disse que ia se atrasar um pouco — Raul comenta.
— Vamos nadar, gente? — Jade olha para cada um de nós a espera de uma resposta.
— Vão logo vocês, depois nós vamos — Miguel diz para a sua irmã apontando para si e para o Raul, que assente com a cabeça. — Estamos esperando o Cauã chegar.
— Parecem que vocês nasceram até grudados — Jade revira os olhos. — Comigo nem é assim, esses grudes e é porque eu sou sua irmã — aponta para si, fazendo uma cara de birra ao mesmo tempo em que cruza os seus braços.
— Claro que não é maninha, é pior — ele abraça a sua irmã por trás e a enche de beijos por toda a sua bochecha.
— Tá bom. Já chega. Em público não, Miguel — o repreende ao olhar para ele, rindo. Ela ajeita a sua roupa e volta a sua atenção para nós. — Vamos? — Concordamos com a cabeça.
Então cada uma começa a retirar a sua roupa ficando só de biquíni, seguindo em direção ao mar, que ele por sua vez está bem calmo, pois já estava ficando de noite. Na metade do caminho, antes de entrar no mar olho para o Raul, ele estava babando pela Jade, seus olhos não desgrudavam dela. Dou uma risada por conta disso. Em seguida olho para Miguel, que estava bem ao seu lado, ele fazia a mesma coisa que o Raul, só que diferente do seu amigo, o mesmo estava olhando para... mim?
E com isso entro no mar, meio pensativa. Ele podia estar olhando para cada uma de nós e por um acaso, uma coincidência do destino, na hora em que eu olhei para ele, ele olhava para mim. Só pode ser isso. Tem que ser isso.
Suspiro.
Eu tenho que deixar isso de lado, não posso pensar nele dessa maneira, somos só amigos. Mas aqui estou eu, já imaginando besteira em relação a nós dois.
Acabo saindo dos meus pensamentos obscenos, ao perceber pingos d'água batendo no meu rosto. Por quanto tempo eu fiquei pensando?
— Ei, estamos falando com você — Eloá mexe as suas mãos para cima e para baixo, como se eu não estivesse a vendo. Olho para os lados e vejo que as meninas estavam olhando para mim.
Merda, eu não deveria ser tão distraída.
— Ah... a água está boa né? Bem gelada — digo para elas, tentando de alguma maneira mudar de assunto. Tomara que elas não percebam.
— Sim, está ótima — Jade diz antes de ir nadar. Aos poucos os meus pensamentos anteriores começam a se esvair por completo e eu começo a ficar mais relaxada com as meninas, de novo.
Vejo que todas elas estavam nadando e só eu aqui, que olhava para o horizonte. Então começo a dar vários mergulhos e depois de um tempo decido olhar para onde os meninos estavam. Será que o Cauã já havia chegado?
Então olho para trás e sim, ele tinha acabado de chegar. Vejo ele chegando perto dos meninos e cumprimentando cada um deles.
Deixo de olha-los ao perceber que eu já estava começando a ficar com frio, pois além da água está gelada, de vez em quando vinha alguns ventos, fazendo eu ficar toda arrepiada. Vejo que as meninas não estavam mais nadando e falo para elas que vou sair. Elas só concordam com a cabeça e dizem que vão ficar um pouco mais.
Saio do mar e na medida que vou andando em direção aos garotos balanço os meus cabelos para os lados, com as mãos, para tentar retirar o excesso de água que está nele. Com isso vejo que o Cauã nota a minha presença e em seguida ele para de conversar com o Raul, para ficar só me admirando. Como ele percebe que eu estou indo em sua direção, ele se levanta e abre os seus braços para que eu o abrace, e é isso que eu faço assim que chego perto dele. Me jogando em seus confortáveis braços.
Depois de algum tempo, nós afastamos.
— Agora por causa de você eu fiquei todo molhado — ele pega em sua blusa, me amostrando. Ele usava uma blusa branca e uma bermuda preta.
— Me desculpa, eu não queria ter te molhado, mas você não me deu outra escolha, já foi logo abrindo os seus braços para mim e eu não pude resistir — digo em meio aos risos.
— Ah, então a culpa agora é minha? — Toca em seu peito com o dedo indicador, rindo, e eu concordo com a cabeça.
— Cauã — não deu nem tempo dele virar a sua cabeça para ver quem lhe chamava, que a Eloá logo foi lhe abraçando. A Eloá não muda mesmo. E com isso saio de perto deles, ao ver que ele retribui o abraço ainda meio surpreso pela a atitude dela. E ao me sentar na areia vejo que a Heloísa e a Jade também saíram do mar.
— Olá, Eloá — consigo ouvir, de onde eu estou, ele dizer isso a ela assim que se separaram do abraço e ela por sua vez, diz o nome dele com um largo sorriso no rosto. Vejo ele olhar, por cima do ombro da minha amiga, alguma coisa e quando sigo o seu olhar noto que ele seguia a minha outra amiga com os olhos. — Oi, Heloísa — diz ao ver ela vindo na minha direção e passando por perto dele, mas a mesma só dar um aceno e um meio sorriso para ele.
Ela se senta ao meu lado e eu olho para ela.
— Você não vai mesmo falar com ele?
— Eu não tenho nada para falar com ele — Heloísa olha para o horizonte, determinada. E eu não falo mais nada, já que ela fez a sua escolha. Escolha errada, mas se é o que ela quer, eu não posso fazer nada a respeito.
— Então, já que eu estou todo molhado por causa de uma certa pessoa — escuto a voz do Cauã e quando levanto o meu olhar, vejo que ele olhava para mim e eu começo a rir dele. — Alguém vai querer ir nadar comigo? — Pergunta para ninguém em particular.
— Eu vou! — Raul se levanta da areia. — Você não vem, Miguel? — Pergunta ao perceber que ele nem ao menos se levantou, ficando ainda sentado no mesmo lugar, desde que havíamos chegado aqui.
— Não, vocês podem ir, eu só vou mais tarde — responde.
— Mais tarde que horas? Já na hora da gente ir embora, só pode ser — Raul arqueia a sobrancelha e o Miguel só faz abaixar a sua cabeça, dando uma risada. Raul revira os olhos e com isso ele segue, mais o Cauã, em direção ao mar.
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