❝Black is the color of my true love's hair❞ part/10

Ela prefere fantasiar que será rápido. São explosões de pensamentos, todas as coisas ruins surgem em imagens retorcidas, as lagrimas ferventes rasgam o rosto dela.

Sua garganta esquenta. A gravidade a segura, é como se alguém no universo clicasse em um controle remoto o modo lento. Os seus pés derrapam do parapeito, e o frio na sua barriga aumenta.

Inusitadamente seus olhos fecham, e sua boca fica seca. Os pensamentos angustiantes que por bastante tempo não se esquivavam de sua cabeça, agora se dissiparam, deram lugar a uma tonelada de questionamentos, e aos instintos de sobrevivência.

A gravidade repentinamente a solta e a garota em segundos está no chão. Ela está estirada em meio ao gramado do jardim, com os olhos fechados. Desacordada, como uma marionete que cortaram os fios, despencou do alto da varanda.

Levaram cerca de cinco minutos, para que encontrassem o corpo da garota flamejante em meio aos arbustos, na frente de sua casa.

Sarah havia acabado de sair pela porta da frente, quando seus olhos se depararam com o corpo. A irmã mais velha gritou alto, e correu até a suicida, clamando por socorro aos berros.

Malditos arbustos!

Lençóis invisíveis a entrelaça suavemente em um frio que, dispersa por todo o ar. As pessoas nas arquibancadas não parecem demonstrar, nenhuma importância ao freezer gélido, que era a arena de gelo na quadra de hóquei.

Seus corpos produzem calor, e eles vibram com intensidade nas arquibancadas. Gritos altos protestavam.

A voz do narrador diz que Caleb Darsoy, o melhor atacante dos Black Devils foi lesionado, e agora o time ficaria desfalcado.

É final do primeiro tempo, que se destaca no telão com números enormes e, brilhantes. O cronometro correndo desesperadamente. A torcida dos San Jose Sharks vaiam e distribuem ofensas ao juiz, quando ele ergue uma das mãos para os Black Devils, dando a chance para que marquem um gol no tiro livre.

A punição faz com que muitos jogadores se irritem e iniciem discursões com os oponentes.

Kiara arregala os olhos no meio da multidão e se levanta, vendo o garoto castanho patinar com ferocidade em direção ao grupo de jogadores exaltados.

Jason aponta o taco de madeira para um garoto ameaçando-o gestualmente, o intimidando. Ele faz isso para todo o grupo, e a torcida da Heanrtworth berra vibrante.

Eles adoravam ver brigas.

A quadra de gelo estava mais para um tatame, do que um esporte de inverno. Muitas pessoas riem presunçosamente ao ver os oponentes recuarem pelas ameaças de Jason.

⎯ Mais que merda! ⎯ Alguns garotos próximos da garota dizem ao ver que os Sharks fugiram da confusão.

E Kiara ao contrário deles suspira em alivio. Ela evitou intimações ao vizinho sobre as suas alterações de agressividade nas suas partidas.

Kiara ajeita a máscara hospitalar no rosto, e ignora a multidão. Jason havia a implorado para que fosse naquele jogo, e que em momento algum ela deveria tirar a máscara. Foda-se aqueles vermes da escola, não é isso que você diz?

Caleb Darsoy marca um gol no tiro livre, mesmo lesionado. E todos os jogadores dos Devils o abraçam, e a torcida berra.

Em cada movimento brusco de Jason a garota engole em seco, suas mãos estão suadas. Um garoto chamado Kevin Forbes já derrubou o castanho pelo menos quatro vezes, e o castanho sempre sorria psicótico ao se levantar. A torcida organizada dos Sharks, encorajam o jogador violento.

A Heanrt ganha apenas por um ponto, estão no fim do segundo tempo.

Kevin zomba da equipe, ao derrubar Jason pela quinta vez perto da baliza. Não teria sexta vez. O castanho bate com taco duas vezes no muro de proteção, era um código secreto que somente a equipe e algumas pessoas conheciam. E os jogadores do banco de reserva começam a bater freneticamente com o taco no murro de proteção encorajando, entre gargalhadas. .

⎯ Ele vai matar aquele cara. ⎯  Disse um garoto em vanglorio, e a metade da arquibancada começaram a incentivar.

Jason foi expulso da partida, depois de apunhala Kevin Forbes, e os dois trocarem socos no meio do ringue de gelo. O castanho o fez ser expulso propositalmente, ele não era o tipo de pessoa que parava uma briga depois de dois socos.

Kiara sentou-se suspirando profundamente, balançando a cabeça negativamente para os garotos que riam desenfreadamente do garoto que cuspia sangue no gelo. “No terceiro tempo eu vou estar com você, certo?”

Ele falou assim que saíram do carro. Jason era um dos melhores o seu técnico nunca o deixaria sair do jogo, mas uma expulsão seria inevitável. Jason pula o murro de proteção na maior satisfação, ele dialoga com o tecnico que parece bravo e ao mesmo tempo resignado.

A garota flamejante esbarra em alguns corpos ao caminhar na direção das escadas, os murmúrios são intensos. Ela se sente uma estupida por estar ali, se sente uma coisa contagiosa, as pessoas a veem como algo contagioso.

Jason corre nas escadas antecipando passos, as pessoas os cumprimentam, entretanto, seus olhos não se movem da figura de cabelos flamejantes que se encontra no quase fim das arquibancadas, na saída.

⎯  Ei, estou aqui. Está fugindo? ⎯  falou alto ainda eufórico, cruzando a porta de saída interditando o último passo de Kiara, puxando o braço dela carinhosamente. .

Ele tem um sorriso esperançoso nos lábios, e a garota tem uma rigidez nos seus. Os gritos das pessoas ficam perfeitamente limpos, mesmo que a porta sugere o contrário.

⎯  Você é incoerente em todos os sentidos.⎯  Ela desvencilha da mão dele, e se afasta numa lentidão para um pouco mais longe. ⎯  Você fala coisas, daí faz coisas...Puta merda! Sinceramente você é exatamente igual ao resto das pessoas, você é... inteiramente normal. Não há mistério em você Jason, isso que é estranho.

Kiara remove a máscara do rosto com exaltidão e arremessa no chão. Jason abaixa e pega a máscara a entregando gentilmente, com os seus olhos preocupados e cheios de esperança.

⎯  Não entendi. ⎯  diz ele serenamente, o que deixa ainda mais irritada.

Ela impetuosamente bate agressivamente na mão dele que está estendida na direção dela segurando o tecido branco, fazendo o mesmo ir ao chão novamente. Ele sentia a punição na arrogância dela no olhar e nas atitudes.

⎯  As pessoas adoraram ver essa estupidez de jogo... ⎯  Bufou ela desdenhosa, sua voz sai inferior aos do outro lado da porta. Ela soava como uma anarquista. ⎯ Mas sabe não precisamos fazer coisas para que outras pessoas adorem, não precisamos agredir pessoas porque um terço da sociedade acha isso magnifico e aplaudam. Não precisa fingir que gosta de socar as pessoas, porque esse jogo é doentio.

⎯ Está com raiva porque eu soquei um cara que me derrubou cinco vezes e me insultou. Está com raiva por ter me defendido, e calei a boca daquele idiota. Sério, Kiara? Isso é um jogo!

Kiara riu pelo nariz em deboche, e chacoalhou a cabeça negativamente. E ele apenas franziu ainda mais o cenho, ficando com aparência mais furiosa.

Os olhos dela são forçados a examinar os punhos machucados dele. Ela fica tremendamente zangada ao se deparar com aquilo.

⎯  Podia ter se machucado mais, ou quebrado o nariz ao meio. Quer saber de uma coisa, eu não vou fazer curativos em você. Foda-se suas mãos sangrando. Estou morrendo, e por mais entediante que seja, eu não tenho tempo para essa babaquice.

Eles não são guerreiros, embora agissem como tal. Eram pessoas querendo provar que são superiores e fortes, mas eram fracos e orgulhosos. Os verdadeiros guerreiros não são aqueles que estão no campo fazendo a “História”, mas aqueles que estão em suas próprias guerras e sofrem ainda mais que os protagonistas dela.

Por mais que a respiração corte sua garganta e ela queime para refutar, ele engole em seco. Eu não tenho tempo.

⎯  Tudo bem, você está certa. ⎯  Falou ele amavelmente, rompendo passos até a garota entrelaçando seus braços em torno do corpo dela.

Kiara ficou parada um momento esperando a raiva ser dissolvida. Ela retribui ao afeto dele também, entrelaçando os braços no corpo dele. Jason era tão compreensível quanto os argumentos dela, que as vezes o pesar das suas atitudes com ele era insuportável.

Eles cruzavam a avenida limitados aos semáforos e as múltiplas pessoas presas em seus mundos. Da para sentir no ar que o inverno se aproxima e que será rigoroso.

O carro fica estagnado no trafego, as buzinas, os sons dos pneus nos asfaltos, a música eletronica que toca no carro ao lado. São um nada, é algo natural que quase não há importância. Ela nota de relance as pessoas entrarem num restaurante com a estética de um bangalô. Khaady sanskrti é o nome na placa do restaurante Indiano.

Quem sabe um dia possa convidar Jason para comer nesse lugar, afinal ele ama comer qualquer coisa que possa ser ingerível.

Ele passava as pontas dos dedos nos braços dela, a culpa por ter discutido com ele fazia o clima de silêncio torturador.

⎯ Eu não queria ter sido tão má, é que as vezes as palavras explodem da minha boca e quando me dou por si as coisas estão destruídas.

⎯  Não há maldade em ser verdadeiro, e não estou destruido, talvez um pouco chateado, mas não destruido. ⎯  Ele sorri, ainda passeando os dedos cariciosos na pele dela. Jason está calmo quase como se estivesse usado ansiolítico.

Ele essas últimas semanas tem sido paciente, e cauteloso, era o seu Jason da infancia. Mas, o surto de agressividade da qual ele apresentava no ringue de gelo, era o  Resten, e ela queria que ele desaparecesse.

O seu Jason não é algo forçado, é algo natural, e para ser sincera nunca tinha sentido tão verdadeiramente viva. Ele é um bom rapaz, espera não, ele é um bom amigo, tambem não.

Ele é algo indefinido, se bem que em seu íntimo ela sabia exatamente o que Jason era, e ele tambem portava o conhecimento do que eram.

Kiara olhou para ele por alguns instantes analiticamente, enquanto os dedos dele despertavam sensações profundas. O carro parou no posto de combustível.

⎯ O que nós somos? ⎯  perguntou ela, como se estivesse perguntando “Qual o sabor preferido de geleia”. Ela o espreitou esperando a resposta, e Jason virou o rosto subitamente contra ela com os olhos franzidos que diziam “Não é obvio”.

⎯  Há uma palavra com pluralidade de nove letras, que descreve exatamente quem nós somos. Contanto, sei que você tem um conceito sobre essa palavra. ⎯  Ele tirou a chave da inginição, e foca somente na figura questionadora que o encara. O posto de combustível está deserto, apenas duas pessoas andam pela conveniência preguiçosamente.

Correto! Kiara tinha um conceito sobre aquela palavra, e era quase tão enraizado quanto de um homofobico.

⎯  Não quer mudar esse conceito?⎯  Kiara dar de ombros com um sorriso malicioso, espalhando um ar de cumplicidade.

⎯  E como faria isso?

Ele está adorando aquele joguinho que a garota faz.

Kiara em um movimento repentino retira o cinto de segurança, ela deixa o seu lugar e se aconchega em segundos sobre o colo dele, rente ao volante.

Jason fica um tanto confuso com a ação incomum da garota flamejante, mas tudo que ele consegue pensa é o quão próximo os lábios robustos dela estão dos seus, e que os olhos acinzentados o fazem simplesmente suspira em deslumbramento.

As mãos dele vão de encontro o quadril dela roçando na calça jeans justa que ela traja. Ela desliza as mãos pelo rosto dele até o pescoço, puxando-o possesivamente para si.

Os narizes se tocam e desviam para que os seus lábios se encaixem, e suas línguas iniciem a dança. É imediato, e voluptuoso. Exprime seus corpos um ao outro, levados pelos desejos carnais. Kiara afasta ofegante, e pode finalmente ver um sorriso malandro no rosto do garoto. Ele quer mais.

Ele distribui beijos no pescoço dela, e com seus dentes incisivos afiados e demoniacos mordisca levemente a pele dela. Kiara geme baixinho, arrepiando violentamente se rendendo as sensações provocadas por ele.

⎯  Jason. ⎯ Sua voz devia sair em censura, mas acaba saindo vulnerável e falha.

Quando as mãos descem um pouco mais do quadril para baixo, um pulso de energia faz ligar o sinal de “Alerta” em seu cerebro, e a imagem perfeita de Virginia com Jason aparecem em sua mente.

E ela que se encontrava com os olhos fechados, os abrem. Kiara se distancia do castanho enrijecendo-se contra o volante, olhando com desgosto para o garoto. Ele a observa ingenuamente.

⎯  Estamos em posto de combustível, não em um motel da West Side. ⎯  Kiara diga em um tom extremamente aspera, fugindo do verdadeiro motivo que a fez odiar o toque dele.

Virginia.

Como podia negar o beijo ou até mesmo o toque de alguem tão bom? De repente se odiou por ter o feito ter relações com sua irmã mais velha, ou por gostar tanto dele.

Ela queria não ser tão estupida com ele sempre, só queria voltar para aquele clima gostoso de quando estão no seu quarto falando bobagens e se aconchegando um no outro.

Kiara prosta em seu banco, vendo o carro romper pelas ruas que com o tempo foram gravadas em seu disco rígido natural – Cérebro.

Jason não é seu amigo, ele é a palavra de oito letras, a significante e majestosa palavra de oito letras. E agora a garota flamejante não consegue olhar para ele, porque essa palavra e o rosto de Virginia a faz querer ter uma mistura de tristeza e náusea.

É a sua culpa, não a dele.

Ela mantém o rosto para o lado oposto dele, fitando os carros que avançam pelo trafego noturno. Kiara pensa nas coisas que ainda pode fazer antes de morrer.

Quem sabe se jogar se em um poço perdesse a memória e conseguisse esquecer pricipalmente do rosto de Virginia?

Vale a pena tentar. Era mais facil perder cada osso do corpo do que esquecer da irmã Vadia ou da mãe Vadia. Tinha mais vadias em sua família do que em prostíbulo espanhol. Talvez devesse começa a investir em um as duas mulheres, com certeza serviam para o trabalho.

⎯  O que está pensando?⎯  Ele diz manso, resgatando o olhar dela que se via nos carros. Aquele silêncio é terrível, e o jeito bipolar dela o deixa confuso.

⎯  Prostíbulos espanhóis. ⎯  Ela reage, puxando ar para os pulmões.

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