8| Suzi está morta.
Gritávamos:
— Kaytlen! Apareça.
E nenhum sinal dela.
— Ela não vai vir mesmo.
Desistimos. Assim que íamos falar a palavra para voltar, um vulto passa por nós. E quando nos viramos, lá estava ela. Com a mesma aparência, e a mesma roupa que a vimos pela última vez.
— Kaytlen! - Queilen gritou enquanto ia abraça-la. — Que saudades!
— Não... Não me abrace!
— Kaytlen, como tiramos você daquele lugar? - Perguntou Canster.
— Vocês já sabem, tem que lutar com Ragatã com a espada do templo Samirishua.
— Mas... Onde fica esse templo? - Perguntei.
— Você terá de conversar com um anjo. Só ele sabe onde fica.
— Agora anjos? Sério! - Exclamei.
— Kaytlen, como é o inferno?
— Olha,Queilen, é horrível! Os piores momentos da sua vida são lembrados! Por favor, me resgatem logo.... Ah não, tenho que ir.
— Espere,Kaytlen! Sabe o nome desse anjo? - Perguntou Canster.
— Ele os dirá. Vocês não podem ir atrás dele, porque ele irá atrás de vocês no momento certo... - Disse Kaytlen enquanto desaparecia.
Foi estranho falar com ela de novo. Mas, de alguma maneira, ela não estava mais possuída ou algo do tipo. Eu só estava querendo que não tivesse anjos no meio, porque isso daria mais problema. E o que mais vai ter? Metamorfo? Lilith?
Era tanto estresse nesse caso, que poderíamos ter bancado crianças e sair por aí enquanto éramos 'fantasmas'. Mas não, a gente tinha muita coisa pra resolver na realidade. Nos preparamos para dizer as palavras:
— Teleporten a si...
Quando um cara de capuz nos interrompe de dizer. Ele nos olha, e de alguma forma nos joga contra uma parede, sem que a gente atravessasse. Com certeza era Ragatã, tentando nos atrapalhar. Ficamos desacordados, isso era ruim.
Enquanto isso com a avó de Queilen, dona Suzi:
— Óh,não. Já se passou vinte minutos! - Ela pegava uma espécie de sal grosso e velas. — Garotos,voltem! - Disse colocando uma vela do lado de cada banheira. Seu olhar fechou, sussurrou algumas palavras em latim.
Nenhuma reação, mesmo com a vela do lado de cada banheira e 'feitiços'.
— Ragatã, por que os pegou?! - Disse nervosa.
De repente, uma voz grossa e agoniante a responde.
— Eles não tem nada que se intrometer em minhas missões. Kaytlen é minha, ela será um de meus demônios agora. E para me livrar deles, preciso me livrar de você!
Suzi, joga o sal grosso nele, fazendo que algumas partículas, faíscas saíssem dele. Irritado, tira seu capuz. Ele era semelhante a Lúcifer, com crânio de boi. Os olhos, quando a luz batia, refletia almas querendo sair dali.
Suzi, dá um passo para trás e diz umas palavras. Que parecem nem ter feito cosquinhas nele:
— Quod in viribus boni lux venit ad locum ubi gutta sanguinis in rem deflectere
— Acha que suas palavras são compatíveis ao meu poder? - *risos* — Você não tem capacidade para me ferir!
Ragatã, encosta suas mãos na direção do coração de Suzi, e de repente, ela vira cinzas.
Enquanto isso no submundo...
Acordei, já pensando que Suzi tinha pensado que tínhamos morrido. Acordo os outros, e assim falamos as palavras todos juntos:
— Teleporten a si myo!
Agora, acordamos na realidade, encharcados e com frio. Saímos da banheira. Queilen, desesperada grita por Suzi:
— Onde está,Suzi?!
— Olhem isso. Cinzas.... - Disse.
— Ragatã deve ter passado por aqui. - Disse Canster.
Queilen começa a chorar. De consolo, abraço-a e tento tranquiliza-la.
— Calma,Queilen. Iremos nos vingar!
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