17| Na floresta macabra

Foi um ótimo dia comum. Como de qualquer pessoa, com uma vida feliz e normal. Mas só foi por hoje, porque amanhã, seria como nossas vidas de antes.

Fomos dormir. No dia seguinte...

Ao levantarmos, já era 6h50, ou seja, tínhamos dez minutos para nos arrumar e encontrar o guia.

Estava um pouco calor, mesmo assim, usei calças e blusa de manga comprida por conta dos mosquitos que teria na floresta.

Depois de muita correria, conseguimos descer em ponto:

— Pensei que não viriam. - Disse o guia.

— Apenas vamos! - Exclamou Queilen.

Como todos podem perceber, Queilen está meio fria. Meio. Pois, após perde Kaytlen, já estava ficando assim, agora que perdeu a avó... Mas enfim.

Pegamos um ônibus e fomos até uma casa, que parecia estar no início da floresta. O guarda-florestal nos recebe com palavras japonesas. ( Óbvio.):

— Ele disse "bem vindos, vocês têm certeza que querem ir nessa floresta?"

— Diga a ele que, precisamos encontrar o templo Samirishua.

Então, foi isso que ele falou.

— "Ninguém conseguiu encontra-lo. Somente aqueles que precisam acha-lo de verdade. E as pessoas que já foram nela, nunca saíram vivas." Ele disse isso. Até eu estou meio, com medo. Vocês têm certeza que querem ir?

— Sim! - Exclamamos.

O guarda, não quis desperdiçar seu tempo tentando nos convencer, porque sabia que não ia mudar nossa opinião.

Assim que começou: com a gente colocando o pé direito no começo da mata, e já nos arrepiando.

No início, era como qualquer floresta comum. Com árvores altas, pássaros nos galhos, muitos mosquitos, etc. Mas, quando chegamos no meio dela,as coisas já não eram tão comuns de se ver em uma floresta. Tinha urubus por vários locais, comendo carniças. Acredito que eram as pessoas que já haviam morrido por ali. Eles nos olhavam, parecendo dizer: Vocês serão os próximos que vão estar em nossas barrigas! Os ignoramos e fomos em frente.

As árvores pareciam nos seguir, pareciam falar com a gente. " Entre séculos, vocês, vocês! Serão um dos poucos que acharam o templo."

Foi mais ou menos 40 minutos de caminhada. Minhas pernas, estavam bambas prestes a me deixar na mão. Então, por sorte! O guia nos recomendou:

— Já andamos muito. Vamos descansar.

— Armamos as barracas? - Perguntei.

— Não. Ainda nem é metade do dia, então não será preciso agora.  - Ele respondeu.

Foi apenas uma pausa. Para beber água, descansar as pernas, se alimentar e recompor nossas energias/forças.

Era meio desconfortável guardar minha pergunta. Talvez, isso deixasse os outros sem esperanças, mas foi assim que decidi.

— E se não encontrarmos o templo? - Falamos todos juntos.

Depois disso, nos olhamos com vontade de rir. Fiquei surpreso por eu não ser o único a ter essa dúvida.

— Guia...


— Hyde. Pode me chamar de Hyde. - Interrompeu Queilen, o guia.

— Hyde. Sabe algo de sobrenatural dessa floresta? Tipo, a história dela é "tal's". - Canster perguntou.

— Um pouco. Na verdade, sobre sua história não sei muito, mas sei os ocorridos que acontece com as pessoas que acampam nela ou algo do tipo.

— Poderia nos dizer?! Sabe, só para ficarmos alerta. - Indaguei.

— Dizem que a floresta fala com as pessoas principais, que mais estiverem a procura de algo nela. E aquele ser que pegar algo valioso para a floresta sem sua permissão, pagará caro com tormentos levando a suicídio ou loucura. Mas, se for um ser poderoso, algo que não seja humano nem animal cometer esse crime, haverá uma guerra entre a deusa, guardiã da floresta contra esse mal.

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