four
— Nicoly
O juiz apitou, indicando o final do segundo tempo. A torcida vibrou e começou a pular. Os jogadores davam tchau e mandavam beijo. O Brasil havia passado para as oitavas de final, agora, precisava vencer o México.
Sai da arquibancada com as meninas e fomos para fora do estádio, iríamos para o hotel nos arrumar para o jantar de comemoração que teria.
Nathalia segurava a filha de Alisson nos braços, havia se oferecido para ficar com a garotinha por causa de um contratempo que havia rolado.
Assim que chegamos no hotel, fui para o meu quarto. Eu dividia meu quarto com Nathalia, Bruna com Neymar e Maju e Gabi dividiam outro.
Nathalia foi até o quarto de Alisson, pegar uma roupa para Helena, que estava pintada de verde e amarelo da cabeça aos pés.
Me joguei na minha cama e fiquei mexendo no meu celular por alguns minutos, logo, levantei e fui tomar banho. Lavei e sequei meus cabelos, fiz uma maquiagem básica e vesti um shorts jeans, um cropped preto transparente e meu tênis preto. Não estava afim de me arrumar e modéstia parte, sou linda até de ressaca.
Nathalia entrou no quarto e se jogou na cama.
— Eu estava arrumando Helena e Alisson entrou no quarto. — contou. — Ele é o amor da minha vida, Nicoly. — gargalhei.
— Você é uma piada. — ela jogou uma almofada em mim e foi em direção ao banheiro, provavelmente, indo tomar banho.
Meu celular tocou e eu o atendi, vendo que era Bruna.
— O que foi, chata? — perguntei.
— Sou eu. — Neymar respondeu. — Você quer carona para ir até o restaurante? Bruna disse que não quer chegar sem uma de vocês.
— Vou com vocês então, já estou pronta.
— Vamos te esperar na recepção. — falou e desligou.
Passei perfume e avisei Nathalia que iria antes dela. Depois, ela, Gabi e Maju iriam com Gabriel.
— Segura o elevador! — falei e andei mais rápido.
Você não está no brasil, idiota. Meu subconsciente lembrou. Pareço ter bastante sorte, já que seguraram a porta para mim. Entrei no elevador e vi Coutinho, Ainê e a filha deles. Sorri.
Havíamos nos visto no almoço de hoje que rolou aqui no hotel. A porta do elevador se fechou e eu encarei a garotinha no colo de Ainê. A menina usava um vestido florido rodado e um casaco por cima.
— Para de me olhar! Eu tenho vergonha. — a garotinha falou e escondeu o rosto na curva do pescoço da mãe.
— Maria! — Philippe repreendeu.
— Desculpa, princesa. Mas é que você está muito linda! — falei e ela me encarou, abrindo um sorriso.
— Obrigada, titia. Você é muito bonita.
— Obrigada! — sorri.
A porta do elevador se abriu e nós saímos, Bruna e Neymar estavam na recepção. Fui até eles.
— Nós vamos nos atrasar. — Neymar falou checando o relógio de pulso.
— Meu deus pai, você está muito chato! — só então me dei conta da presença de David Lucca.
Meu deus, quanta criança.
— Ele é chato. — sussurrei para o garoto.
— Eu escutei isso. — Neymar falou e David gargalhou.
— Vamos logo. — Bruna pediu e fomos até a Ferrari branca que Neymar comprou hoje, para andar por Moscow.
Humilde, eu diria. Levamos vinte e cinco minutos até chegar ao restaurante, passei o caminho todo tirando selfies com David. Eu amo crianças.
Por incrível que pareça estávamos em um restaurante simples, que servia comida brasileira. Todos estavam com trajes simples, sem muita frescura. Agradeci mentalmente a Deus por ter acertado no Look.
Varias mesas foram juntadas, o restaurante estava ali só para a família e amigos dos jogadores. Tinha bastante gente.
— Tia! — virei para trás e vi que Maria corria em minha direção.
Abri os braços e peguei a menina no colo, ela gargalhou.
— Como é seu nome? — perguntou.
— Nicoly. — respondi.
— Nome bonito. — ela mexeu no meu cabelo. — Senta do meu lado? — assenti e ela me puxou até o lugar onde estava.
Fiquei à noite toda com Maria sentada em meu colo, as garotas chegarem e sentaram conosco. A noite passou rápido e quando me dei conta era duas da manhã.
— Eu quero ir embora. — Maria falou e me devolveu meu celular, onde assistia um desenhos
— Vamos? — Ainê perguntou para Coutinho e ele assentiu.
O casal se despediu de todos e Ainê pegou Maria.
— Eu quero que a tia Nic venha com nós! — Maria falou.
— Amor... — Ainê ia começar mas Maria ameaçou chorar.
— Se não for incômodo para vocês eu adoraria a carona. — falei.
— Não tem incômodo algum. — Ainê respondeu.
Dei um tchau coletivo e nós quatro saímos do restaurante.
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querem maratona?
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