Silêncio

Thomas retoma o olhar para Ariadne com fervor. Atrás de si, uma multidão. A quantidade de resistentes tinha multiplicado de tamanho desde quando estavam na área de treinamento minutos atrás. Ainda conseguia ouvir o som tímido do alarme que ecoava tímido nos andares da Torre da Resistência. Ao que tudo indicava, aquilo era uma espécie de protocolo que seguiam. Nos olhos de muitos, medo e pânico. Seguiram atentos para qualquer movimento que o primeiro líder fizesse.

— Desçam os elevadores de cargas e fechem todos os portões possíveis. Quem estiver em atividade externa deve ser comunicado o mais rápido possível e a ordem é manter distância de ruas e janelas. — As ordens eram ditas para todos, mas a segunda líder as ouvia com o dobro de atenção. Ela era responsável também pela divulgação das instruções dada por ele. — Fiquem dentro da Torre, especialmente nos aposentos mais internos. Os dormitórios têm janelas, o que pode ser um risco que não precisamos tomar. Isso não é um treinamento e devemos fazer como sempre fazemos. Só está havendo novamente esta semana, não precisamos de pânico.

Ariadne assente duas vezes para ninguém em específico e se afasta, repetindo as ordens dadas e um tom mais alto enquanto anda. Quem ouvia, independendo de sua posição, corria para as cumprir. É nesse momento que o caos encontra um momento de organização. Cada membro aparentava ter uma função e, quando as emoções estavam fortes demais, aquelas ordens racionais foram responsáveis pela manutenção da ordem.

O primeiro líder então faz um sinal com a mão para JJ, que estava dentro do aglomerado de pessoas, enquanto volta a se aproximar de Ethan. Samantha também o acompanha, indo de encontro ao garoto moreno.

— Me escutem com atenção. — O líder inicia sua fala com um tom mais baixo, para que somente os três pudessem ouvir. Eles não se mantém parado no mesmo lugar, com passos lentos para que pudessem ouvir suas ordens. — Quero que vocês dois fiquem responsáveis pela segurança de Ethan. Acompanhem ele até a sala de troféus e permaneçam lá. Eu cuidaria disso sozinho, mas preciso ter certeza que tudo estará em ordem quando a ronda da NUVEM estiver mais perto.

O tom baixo de sua voz não tinha sido o suficiente, no entanto. Victor Martes levanta-se de uma das cadeiras rústicas próxima a uma das colunas de sustentação e avança na direção do primeiro líder. O ruivo se vê obrigado a acelerar seus passos para acompanhar Hope e os demais.

— Se eu não preciso de proteção, por quê ele precisaria? — Ele puxa o ombro do primeiro líder para si e indaga ainda tentando acompanhar o movimento em que andavam. A ação inesperada pega Thomas de surpresa. — Não o trate como se fosse alguém melhor que os outros. Ele não precisa de ajuda para nada.

Foi quando Ethan viu Thomas parar completamente seus movimentos e encarar os olhos do garoto ruivo com os seus. Foi quando viu, também, os punhos do primeiro líder fecharem, com uma pressão sem igual contra a pele branca de suas mãos.

— Não me importo com quem ele era antes da Colheita, Martes. — Seu tom é frio. Seu olhar também. — Me importo em ajudar um iniciante da Resistência que não tem preparo físico nem psicológico caso haja uma invasão. Eu fiz a mesma coisa com você quando te salvei naquela ponte, lembra? Fiz aquilo com todos que estão aqui e não me arrependo de acolher alguém inseguro. Acolher mais um resistente.

Victor dá um passo para trás. Sua boca resseca instantaneamente ao ouvir as palavras de Thomas. A pele do garoto se torna mais pálida por um breve momento. Momento este, no qual abriu a boca para protestar mas fechou-a na mesma velocidade sem argumentos. O ar se torna abafado, mas somente o ruivo conseguiu sentir.

— Estamos levando Ethan para a sala dos troféus. — Samantha Wit se aproxima um pouco mais e se põe entre de Thomas e Victor, apoiando sua mão no ombro do maior. Os olhares dos dois permaneciam inalterados até aquela interação da garota. Martes faz um movimento rápido de meia-volta e parte em uma direção desconhecida, para cumprir com sua função. — Ele ficará em segurança, Thomas.

O olhar verde, quase acinzentado, do primeiro líder segue os movimentos do garoto ruiva se distanciar, até sumir de vista. É quando finalmente bufa pela boca, descansando seus pulmões.

— Me juntarei a vocês em alguns instantes. — O primeiro líder sorri de forma amigável para Ethan. Não foi o suficiente para quebrar a tensão nem o desconforto do ar. — Agora vão.

Ethan, Samantha e JJ apressam-se até a escadaria. McAllen percebe que as ordens dadas pelo primeiro líder estavam sendo cumpridas com velocidade e perfeição, e quando um membro da resistência terminava sua tarefa designada, ele e os demais se juntavam em um dos cômodos da Torre e fechavam a porta. Poderia ser do andar de dormitórios, da biblioteca, ou de qualquer outro andar que fosse. Ethan percebe também que os membros mais jovens, bem como as poucas crianças, eram reunidas em uma só sala. Eles seguem as ordens de Thomas em passos rápidos, assim como todos os passos que desciam ou subiam as escadas com eles, e é James January quem fecha a porta da sala assim que os outros entram depois de si.

Aqui estava novamente, na Sala dos Troféus. Seus olhos azuis percorrem todas as paredes do ambiente sem focar em nenhum dos artigos à mostra. Sentiu a visão turva e a dor em suas têmporas voltarem como um beijo. Ainda conseguia ouvir os passos rápidos se dissipar do outro lado da porta de madeira vermelha.

— Eu trouxe eles para cá. — Ethan diz em voz baixa, enquanto encara os próprios pés depois de tirar os olhos de um quadro na parede. Os outros dois resistentes que o acompanhavam finalmente o encaram. Ambos tinham um olhar confuso. — Vocês estão correndo perigo por minha causa agora...

— Não pense dessa forma. — Sam diz olhando para seu corpo cabisbaixo. Ela é a primeira a se aproximar dele, descansando sua delicada mão sobre o tecido azul da blusa emprestada que vestia. — Nós fazemos a mesma coisa todas as semanas. Essa só está acontecendo outra vez, nada de alarmante. A Torre da Resistência está no meio de uma cidade abandonada a muito tempo, aqui no Segmento B. Eles nunca entraram na área ao redor da Torre, somente fazem uma ronda nas ruas e vão embora. Duvido que façam algo de diferente hoje.

Aquilo não era suficiente.

— Mas, mesmo assim, eu...

— Não vai acontecer nada. — É a vez do outro rapaz o interromper, em um tom suave, aproximando-se do novo amigo. Ele leva o olhar de Ethan para Sam, e retorna para Ethan. — E mesmo que mudem a rotina hoje, Thomas sempre tem um plano B. Nossa guarda na guarita vai informar se eles entrarem em algum prédio próximo, ou mesmo na Torre, e damos algum jeito de escapar.

Com o silêncio, é criado um clima de tensão, de medo. Na realidade, ninguém sabia o que poderia acontecer. Ouvira alguém dizer que os agentes de busca estavam a três ou quatro minutos de distância. Tudo deveria ter o mesmo som de lugares abandonados: Nenhum.

— Você já viu alguma coisa dessa sala, Ethan? — JJ quebra os segundos da pausa mortal novamente, o que acaba retirando um peso dos pulmões de McAllen e sua atenção é levada para o garoto agora do outro lado da sala. — É uma grande coleção.

Olha ao redor. A visão ainda falhando em focar em algo específico.

— Uma coleção de conquistas. — Sam adiciona ao ver sua expressão que o rapaz faz. Ela também olha ao redor. A sala era mal iluminada, como tantas outras da Torre. Lembra da primeira vez que entrou naquela sala, ainda naquela manhã. Naquela manhã. Sentia como se tivesse sido ontem. A adrenalina ainda mexia com suas percepções. — Todas as conquistas que tivemos contra a NUVEM desde o início da Resistência.

— Ou, pelo menos, da nossa resistência. — Thomas Hope entra pela porta, com Alice Stone, a garotinha que chamou Ethan de novo irmão mais velho na noite anterior, em seus braços. A criança estava entretida com uma varinha de condão, tendo uma estrela amarela em sua ponta e uma fita que desafiava as leis da gravidade. Ela devolve o sorriso que Ethan nem percebeu ter dado. Nota que o alarme que soava pela Torre já não estava mais ativado e se pergunta há quanto tempo estava assim. — Aqui estão vestígios de cada ataque bem-sucedido feito pela Resistência. Já destruímos acampamentos, áreas de treinamento, zonas militares. Qualquer coisa que seja de mínima importância para a NUVEM, já organizamos um ataque e trouxemos algum souvenir de volta. É a nossa maneira de termos uma lembrança de que somos capazes de derrubá-los, de machucá-los, de vencê-los. São os nossos troféus.

Ethan se vira para a parede e percebe que, dentro do quadro que observava anteriormente, encontrava-se um pedaço de lona velha. O tecido era muito similar ao que montava toda a Base onde fora levado na noite anterior, carregado por soldados que o perseguiram floresta adentro. Sente o mesmo arrepio que sentiu pela primeira vez naquela escuridão natural. Na parte inferior da moldura estava escrito um nome encravado no metal. "Base Provisória 34".

Era realmente um pedaço rasgado do pano que formava a tenda onde fora levado para ver a doutora Rodriguez. Ethan logo reconheceu. Todos os itens dessa sala são "relíquias" retiradas das zonas de ataque. Cada uma guardava uma trama, uma história. Seus olhos dançam de um quadro para o outro, de caixa de vidro para outra. Todas continham algum artigo similar ao quadro à sua frente. A curiosidade era grande, mas não o suficiente para fazê-lo perguntar sobre cada uma delas.

Estava maravilhado, de certa forma. A boca semiaberta admirava os detalhes e os cuidados daquela gloriosa coleção. Leva uma das mãos até que os dedos pudessem tocar na proteção de vidro que protegia o corte de tecido. Era um sentimento quase mítico, quase mágico. Quando desce lentamente o dedo pelo vidro, toca a base inferior do quadro, fazendo-o mover de lugar por milímetros suficientes para que retornasse o membro para próximo ao corpo. No entanto, sente algo na lateral de sua calça. Com a mão, puxa um papel amassado do fundo de seu bolso.

Um choque de realidade volta ao ar da sala. Lembra da tenda iluminada apenas com luz artificial no meio da floresta escura. Lembra da luz produzida pela pólvora explodindo no ar, e do som de quando finalmente encontrava um alvo humano. Lembra do sangue do general no chão, próximo a si. Lembra de quando furtou um dos tantos documentos que voaram da mesa da doutora Rodriguez, com a invasão da Resistência à Base da NUVEM.

Era isso. Aquele papel que colocou rapidamente em seu bolso ainda estava ali, intacto se não tivesse sido deformado e amassado pela pressão de suas roupas. Suas extremidades eram pintadas de um azul escuro e havia um símbolo de nuvem no canto superior direito da página. O mesmo símbolo detalhado no fardamento dos militares da Base. Também possuía alguns detalhes dourados, que já não brilhavam mais. Olha para os lados e nota que os outros ainda não tinham deparado no papel em suas mãos. Passa os olhos por cada palavra, desamassando algumas áreas pra facilitar sua leitura.

"NUVEM: Operação de Busca.

Objetivos:
1. Encontrar alvo de busca;
2. Manter alvo de busca em segurança até que relatório seja finalizado. Uma equipe de transporte pode ser direcionada ao local de operação.
3. Encaminhar alvo de busca para a Sede do Complexo de Torres da NUVEM.

Raio de busca aproximado: 10 quilômetros. Área abrange lago central e parte da floresta do Parque Nacional do Segmento C. Área não possui zonas residenciais registradas no sistema da Colheita. Alvo de busca última vez visto nas águas do lago central. Detalhe para buscas aquáticas e terrestres. Fauna: Nível de periculosidade insignificante. Flora: Cobertura densa; É recomendado que a busca seja concluída antes do anoitecer, uma vez que podem haver dificuldades na visualização do ambiente.

Possibilidade de encontro do alvo de busca: 93,5-97% de sucesso. Margem de erro insignificante.

Soldados convocados: 23; força tarefa simples. 1, força tarefa avançada, general. 1, pesquisador de nível 2. Procedimento de treino nível médio. Permissão concedida para usar de força letal, caso seja necessária. Permissão concedida para reforços, caso seja necessário.

Relatório da operação: Alvo encontrado aproximadamente seis horas após inicio das buscas. Não apresenta nenhuma fratura, ou dano externo visível. Colheita inicial realizada com sucesso, tendo em vista respostas confusas para perguntas simples e submissão. Apresenta uma marca vermelha por cima da assinatura da Colheita. Origem da marca a ser analisada e discutida.

Responsável pela Operação de Busca: Doutora Leonor Rodriguez, pesquisadora de nível 2.

Central de Operações Designadas; Complexo de Torres; Meridiano"

Ethan abaixa o queixo sem nem ao menos perceber. Era uma busca organizada por sua causa. Essa invasão na cidade esquecida do Segmento B é apenas para retomar o que fora perdido.

O dispositivo preso à bainha de Thomas reinicia seu processo de bipes repetitivos.
Ele pousa a garotinha de quatro anos de idade no chão, que rodopia e gira a pequena varinha em sua mão. Hope busca o apetrecho e aperta alguns botões. Mantinha um semblante sério enquanto encarava a tela esverdeada do dispositivo.

McAllen se aproxima do primeiro líder e estende o braço, mostrando-lhe o papel de seu bolso.

— Thomas? — Ele chama mas o rapaz não aparenta se importar. Sua visão ainda concentrada na tela. — Acredito que esse documento seja impor...

O primeiro líder avança sobre o garoto, tapando sua boca com a mão livre. Um ato inesperado para Ethan, que cambaleia para trás com um susto. Quase solta a folha de papel por impulso.

— Silêncio! Atenção, todos vocês! — O loiro mostra o dispositivo para ninguém em específico. Os demais se aproximam deles para visualizar melhor.

Três pontos vermelhos apareciam no visor. Eles se aproximam lentamente de uma área determinada por um quadrado verde, como todo o mapa, delimitado por bordas brancas. Quando Thomas pressiona um dos botões laterais do aparelho, o mapa muda, apresentando formato em três dimensões com pelo menos a área de um quilômetro de alcance, tendo suas estruturas em coloração branca e rica em detalhes. Um holograma simplificado da área externa da Torre da Resistência. O veículo parado e os soldados da NUVEM estão simulados pela tonalidade vermelha.

Alice Stone se aproxima de Thomas e segura em sua calça azul manchada. A sala estava silenciosa.

No visor, as três representações vermelhas se aproximam cada vez mais da área dos portões. Hope ativa o botão que conecta o canal fechado da NUVEM ao dispositivo.

"Os Fundadores realmente acham que ele fugiu para cá" — A voz de um homem é projetada pelo aparelho que Thomas segurava. Uma voz cansada, pesada, com sono. Uma voz rouca e rastejante. Ela dominava o interior a sala de troféus. — "Aquele garoto tem potencial."

"Eu acho impossível" — Outra voz o responde, dessa vez era uma mais jovem. — "Sem memória alguma, ele não sobreviveria sozinho, mas não questionei. Não quando foi uma ordem direta da Fundadora Kalista."

No mapa, eles continuam a se aproximar do cercado da Torre. Duas simulações à frente, a outra atrás e o carro parado.

"Isso me faz perguntar o porquê de seu uma ordem direta e não oficial. Geralmente os Fundadores guiam todas as ordens unidos" — Um ponto do mapa 3D para. Provavelmente o soldado que falava encarava o companheiro. — "Não acha estranho, Al?"

"É mesmo, realmente" — Al responde ao mais velho, pelo menos por voz. — "De todos eles, ela é a que me dá mais medo. Já ouvi boatos que ela faz coisas estranhas, escondidas. Ela poderia matar quem estivesse no caminho, se pudesse."

Depois de breve segundos de silêncio, um som de soco, seguido de um resmungo baixo de dor.

"Ficou louco?" — Sua voz sai como um sussurro. O dispositivo mal conseguia transmitir as suas palavras. — "Talvez eles possam nos ouvir e você terá que provar sua teoria na prática."

"Não sejam ridículos." - Uma terceira voz. A terceira simulação, a mais distante, se aproxima das demais. Era uma voz feminina e apresentava uma força em sua fala. Típica demonstração de autoridade. Provavelmente pertencia a uma patente maior que os outros dois, bem como mais tempo de serviço. — "A comunicação é entrecortada por linhas dos Segmentos para Torres-Chefe. Dessas torres, para a Sede da NUVEM, e assim até eles. A comunicação dessa área do Segmento B foi cortada a muito tempo. Podemos falar qualquer coisa aqui, só ouvirão aqueles que tiverem um Dispositivo Sensorial Autorizado, como este aqui."

Um som melodioso é tocado. Alguns bipes, cinco talvez, como uma simples trilha sonora. Era o som do dispositivo que ela segurava reiniciando.

"E não há mais ninguém próximo daqui em talvez um raio de 30 a 40 quilômetros, talvez. Vamos voltar pra van, bebemos em um bar qualquer no primeiro distrito que aparecer e voltamos cansados e informamos que o garoto permanece desaparecido. Essa cidade abandonada está me dando calafrios desde quando chegamos aqui."

Os outros riem alto e, como é mostrado no projeção nas mãos de Thomas, retornam ao veículo e logo somem de alcance. Durante todo o movimento dos soldados, nenhum som foi emitido pelos quatro da sala de troféus, bem como de toda a Torre da Resistência. Não é emitido mais nenhum som do dispositivo. Eles já haviam se distanciado o suficiente.

Thomas solta a respiração que não tinha percebido que estava presa. Também solta a boca de Ethan, mesmo não sendo mais necessário essa ação desde que todos já estavam em silêncio minutos atrás. Estava tenso, mas não nervoso.

- Chega a ser ridículo ter esse tipo de gente como inimigo. — James January diz assim que a comunicação é desligada. Ao seu lado, Sam estava pensativa, com sua linha de visão em um lugar tão distante quanto a van dos militares. — Como eu sempre digo, um bando de inúteis.

— Sim, mas não devemos subestimar os adversários. — Thomas a responde. Leva o dispositivo, que ainda apitava mesmo sem nenhuma ameaça iminente, de volta ao seu bolso. — São inúteis, mas sabem apertar um gatilho sem sentir remorso algum com isso. Temos que sempre ter isso em mente.

Ele segura a pequena mão de Alice, ainda agarrado em sua perna, e a impulsiona para seu tórax rapidamente, sustentando-a com os braços. Ela envolve seus curtos membros em volta do pescoço de Thomas, em um abraço.

— Vá comer alguma coisa, Ethan. — O primeiro líder diz, encarando o garoto com a mesma intensidade que encarou o Dispositivo Sensorial Autorizado momentos atrás. — Tivemos muitas emoções para apenas uma manhã. Me encontre em meia hora na zona de tiros, e apareça com energia, vai precisar. Sam, poderia guiar ele para o refeitório, por favor?

Ele não espera a resposta de Samantha, por mais que fosse afirmativa, e sai da sala dos troféus com a pequena garota e sua varinha de condão.

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