Regra 19 (Jules)
Continuamos andando. Rue encontrou um vão para entramos.
—Vamos descansar.
Eu assenti.
—É o recomendado.
A Guia nos olhou, ela parecia dolorida.
—Quer tirar as algemas? –Perguntei.
Rue me olhou boquiaberta. A Guia negou. Sentamos onde a água não batia. Senti o forte cheiro de lodo, mais forte do que antes.
—É, vai ter que ser aqui.
Me sentei em uma parte do concreto seco e duro. Rue seguiu meu movimento, a Guia se sentou afastada.
—Não estamos indo a lugar nenhum. –Disse eu.
Ela me olhou pensativa.
—Às vezes estamos, tudo aqui embaixo se parece.
—É por isso mesmo.
Suspirei.
—Que carinha é essa?
Rue me encarou.
—Eu queria um tempo pra nós.
Ela riu e me abraçou.
—Nós teremos muito tempo.
Eu a beijei. Ela sorriu.
—Nós teremos anéis que combinam?
Ela me encarou com desgosto.
—Eu tô zuando.
Eu a olhei seriamente.
—Estamos namorando?
Ela assentiu.
—Com certeza.
Me deixou um selinho nos lábios e olhou para trás.
—Tem um negócio de concreto que parece um banco. –Ela pressionou os lábios. —Quer começar nosso tempo?
Eu sorri e dei a ela minha mão.
X
—Cadê a Guia?
Olhei para a algema pendurada no cano.
—Ah não. Estamos fudidas.
A Guia sorriu para nós.
—Olá, eu sai pra dar privacidade pras duas. –Senti meu rosto queimar. —Sabe, a primeira vez do casal é bem especial. Foi especial?
—Vamos andar. –Disse Rue.
—Pelo jeito foi.
Limpei a garganta e segui Rue. Andamos chutando a água, a Guia fez o mesmo. Achamos divertido.
Autora: eu tirei 960 na redação do enem, tô morrendo gente.
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