Final Alternativo (Jules)
Nós nos olhamos, com os corações acelerados subimos as escadas, as quais não pareciam ter fim.
Maddie cobriu seus olhos com sua mão devido ao sol. Havia seguranças armados e escondidos, prontos para matar, inclusive uma semelhante.
Rue se armou, Maddie fez o mesmo. Nós andamos uma na frente e outra atrás, prontas para defender todos.
—Boo.
—Filha da puta.
Maddie abraçou Cassie.
—Achei um atalho.
Continuamos a andar, todas armadas e se protegendo. Rue e eu não soltamos nossas mãos, assim como Kat e Maddie.
—Ou.
Rue olhou em direção a voz. Nate e seus amigos as chamavam para os arbustos, elas foram.
—Aqui está cercado de seguranças, é melhor se proteger.
—Eles provavelmente já nos viram.
—Porra.
Alto falantes soaram alto com ruídos de máquinas, lousas sendo arranhadas e tudo mais.
—Que merda é essa?
Rue tampou seus ouvidos. O barrulho sumiu e uma voz masculina ecoava.
—Meu filho está aqui, ele sobreviveu, vocês são os últimos, saíam dos arbustos.
Eu senti frio na espinha, encarei Rue, a qual mordia o lábio inferior pensativa.
—Temos que ir. –Disse Maddie.
Eles saíram em fileira agachados e armados. Para a surpresa de todos, o pai de Nate estava sentado em um tronco sem seguranças ao seu redor, apenas acenou para eles.
—Estão vendo tudo isso? –Ele abriu os braços e olhou ao redor. —Fui eu quem o fez e me orgulho.
—Cê orgulha de matar milhões?
—É pelo bem da humanidade.
—Você selecionou as pessoas.
—Como eu disse, é pro bem da humanidade.
—Tranca os ricos que não ajudam ninguém, os patrões que exploram os funcionários, homens abusivos, não quem nasceu de uma forma e não pode mudar. –Disse Nate.
Seu pai o olhou boquiaberto.
—Eu sou pansexual papai. –Ele pegou na mão de um de seus amigos. —Esse é meu namorado.
—Você vai morrer de qualquer forma.
—Então me mate, seu hipócrita. Você acha que não sei dos seus casos a parte do casamento? Com mulheres e homens.
Ele limpou a garganta.
—Você não sabe do que está falando.
—Eu vi as mensagens no seu celular de trabalho.
Todos o olhavam. Ele apenas riu.
—Você não é tão burro quanto eu pensei.
Ele riu novamente e caminhou em direção ao Nate, dando-o um abraço.
—Eu deixo vocês ficarem vivos. –Ele apontou para Nate e seu namorado.
—Todos nós, Pai.
—Se nós líderes, deixarmos todos viverem, os recursos acabarão.
—Olha Thanos. –Disse Rue. —Mesmo com essa estratégia, não tem recursos o suficiente.
—Tem razão. Temos que colocar mais pessoas no Jogo.
Rue bateu em seu rosto.
—Não é esse o ponto. Quem sabe ao invés de gastar dinheiro eliminando as pessoas, seria melhor redirecionar esse dinheiro...
—Blá blá blá.
—Então você é o líder? –Comecei.
—Sim. –Disse orgulhosamente.
—Você não parece ter muito controle sobre o local.
—Oi?
—Se tivesse controle, teria nos matado antes. –Eu levantei as mãos. —Só falando cara.
—Eu posso matá-los agora.
—Eu sei. –Disse eu surpreendendo a todos. —Se você nos libertasse, mostraria o seu real controle.
Ele riu.
—Boa tentativa. Vocês nunca sairão daqui.
—Na verdade sim. –Disse Maddie, enquanto Kat e Cassie abriram uma porta.
Os seguranças se encontravam no chão.
—Foi uma distração, só falta você. –Kat se aproximou.
Ele saiu correndo, mas Rue o pegou a tempo dando um soco no estômago dele. Que sexy.
—Nate, quer fazer as honras?
Eu não olhei. Cansei de mortes, apenas ouvi um tiro e vi Nate abalado sendo confortado pelo namorado.
—A porta.
Fui até Rue para podermos sair juntas. Dei a minha para ela e saímos perto da casa de Nate, esperamos todos saírem para fecharmos a porta.
—Nós temos que contar o que aconteceu.
Eu suspirei.
—Sim.
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