La moglie del capo
Aldo
Enrico e sua nonna estava com Jullius, enquanto Jimmy jogava sua magia em nós, o bastardo era bom, mas um monte de homens sangrando no tapete do capo bem na véspera de seu casamento, quase fez novos buracos em nós
— Que porra está acontecendo aqui? Que merda é essa?
— Desculpe chefe, caímos em uma armadilha. Um dos nossos caiu lá e nós fomos feridos. – defendeu-se Lucca segurando o abdômen que sangrava.
— Cazzo! E o menino? Onde ele está? Aldo você o trouxe?
— Meu filho está bem – respondi com calma, afinal quem tem medo de cara feia? – Vitto o deixou com um casal de idosos, quando o homem morreu a senhora o criava sozinha.
— Como isso aconteceu?– perguntou apontando em nossa direção.
— Os buggiardos estavam escondidos dentro da casa. Já estava limpo, quando a senhora foi posta em segurança no carro com Enrico, então eles surgiram de repente atirando, estávamos em campo aberto, um dos homens que estava mais atrás recebeu o maior ataque e nós, mesmo atingidos conseguimos derrubá-los.
— Seu filho não se feriu, você foi capaz de protegê-lo certo?
— Scemo filho da puta! Claro que sim ele está lá fora com a senhora que ele chama de vovó. O bastardo do Vitto ligava para o menino e se identificou como sendo seu pai. Vitto mandou que ensinasse a ele sobre seus pais e até o chamam pelo nome que Irina escolheu.
— Ele disse ao seu filho que ele era o pai? Ele os deixou lá, como ele manteve contato? – perguntou.
— Via telefone, mas o incrível era que ele falava de Irina como sendo sua esposa, Vitto não era apenas um louco, ele era um psicopata.
— Isto é muito fodido, até para a cabeça insana do meu tio. Como os bastardos de São Lucca, receberam vocês? Tiveram problemas?
— Não, mas um deles caiu.— confessei esperando a explosão.
— Puta que pariu! Porra, essa merda não acaba nunca? Cazzo, agora vou ter que mandar Jullius e Enzo para consertar sua merda, porra Aldo você está tão fora de forma assim?
— Que parte do emboscada você não ouviu, faccia di cullo!
Ricco estava pronto para replicar quando a porta do escritório se abriu e ele pareceu parar de respirar. — bastardo de merda não tem mais as bolas.
— Riccardo querido? Eu preciso da sua ajuda... Oh! Meu Deus! Ele está bem, caramba! O que houve aqui?
— Querida deixe Jimmy cuidar deles, vá descansar o final de semana vai ser longo – Ricco interrompeu alcançando sua bela garota na porta tentando barrar a visão com seu corpo grande.
— Al diavolo com seu descanso Riccardo, em que posso ajudar? – perguntou olhando em direção ao Jimmy que estava de boca aberta.
Ellen era uma linda mulher, seus olhos expressivos encararam o capo, e ela o empurrou mesmo sem surtir efeito algum.
— Eu aceito a ajuda Ellie, esses bastardos deviam estar em um hospital,— Jimmy resmungou— já que não tem outro jeito, sutura o ombro de Aldo. A bala já foi retirada e tem um ou dois cortes que precisam de pontos também, você pode fazer isso?
— Deixa comigo, o que há com esta família, será que não podem ficar um dia sem que alguém leve um tiro? — jurou alguns palavrões em português e outros em italiano que soaram engraçado nos lábios dela.
— Eu diria que você é um bom amuleto baby, desde que você me salvou eu tenho me mantido inteiro por você.— Ricco tentou brincar, mas acabou despertando a leoa.
— É, mas até quando? Ou vocês acham que são imortais? Tem gente aqui do lado de fora desse mundo maluco em que vocês vivem, que ama vocês e que sofreria muito se vocês não voltassem, então sejam razoáveis por favor.
Ela nem fez ideia do quanto as suas doces e preocupadas palavras nos atingiram.
— Ela é foda, fortunato figlio di puttana – grunhi encantado, não apenas pela beleza, mas também pelo do amor que ela demonstrou por seu noivo e por nós.
— Zitto Bastardo! Ou terá mais um ferimento para Jimmy consertar. — praguejou mostrando o dedo do meio em minha direção.
— Faccia di culo! — respondi
— Scemo!
— Crianças parem de brincar de tiro ao alvo na véspera do meu casamento ou eu irei brincar de índio e escalpelar um por um capisce? — esbravejou puxando um pouco mais forte a sutura, arrancando o ar dos meus pulmões.
— Eu gosto mais de você quando chuta às bolas dele, gatinha. — resmunguei
Como crianças repreendidas no jardim de infância, todos os homens, incluindo seu noivo, ficou em silêncio.
A cena fez uma onda de riso sacudir minhas entranhas e minhas costelas protestaram.
— Cazzo, meu irmão, ela é perfeita para você, estou muito feliz e orgulhoso para caramba, bom te conhecer Ellie e por favor, dê-lhe um inferno ok? — pedi batendo em sua coxa
— Nós quatro faremos isto com certeza. — respondeu tocando a barriga crescente
— Três? Porca miséria! Farabutto sortudo. Não perdeu tempo. — brinquei — que venham três lindas garotas para enlouquecer esse bastardo arrogante — Ricco rosnou do outro lado.
Meu filho entrou no cômodo segurando as mãos da senhora, mas foi Ellie quem conseguiu chamar a sua atenção, então saiu levando meu garoto com a promessa de muitas batatas fritas e outras guloseimas.
— Se foder com isso de novo, eu mato você, capisce? — Jimmy jurou em minha direção, eu estava na berlinda de todas as famílias e aceitava o castigo merecido. Mas o orgulho era uma cadela difícil de engolir.
Após terminar o relatório, Jullius me esperava no carro, ele ainda parecia cético ao meu respeito, mas eu dava uma merda para isso. Eu só queria minha mulher e meu filho, mais nada importava.
Enrico estava enrolado em meu colo, preocupado com meu ferimento ele deslizava sua mãozinha delicadamente sobre o curativo. Eu beijei sua cabeleireira avermelhada e garanti que estava tudo bem.
Enrico segurava o brinquedo que dei a ele, um boneco do Capitão Caverna em pelúcia, meu desenho preferido na infância.
Meu coração estava inchado de felicidade, e minha alma plena de gratidão pela segunda chance que eu estava recebendo.
Meus dedos tocou a manchinha em forma de cereja que ele herdou de mim, um pedaço meu que tornava incontestável o fato de que eu era o pai daquele garotinho e também o filho da puta mais sortudo da face da terra.
— Olha filho, quero te mostrar uma coisa — o girei em meu colo de modo que ele pudesse ver a minha marca de nascença. — nós dois temos essa marquinha especial, você é igual ao papai.
— Como? Você engoliu a cereja inteira? Minha nona disse que ela foi parar aqui porque eu não mastigo a comida direito.
— Acho que isso não pode ser verdade, já imaginou se nascer um galinha inteira na sua barriga? — brinquei fazendo cócegas em sua barriguinha e ele gargalhou.
Foi o som mais lindo que já ouvi na vida, eu queria gritar de felicidades, mas me contentei apenas em puxá-lo para mim. Me agarrei ao meu bambino como se o mundo fosse acabar dali a um segundo.
A casa da minha família despontou ao longe. Enrico se impressionou com o lugar que apesar do frio, paisagem branca criava um cenário de ficção.
Os ciprestes congelados e um imenso tapete branco a se perder de vista.
O pequenino parecia maravilhado com o que via.
— Signore ... e papá... você mora aqui?- perguntou se atrapalhando com a forma de tratamento.
Eu nunca pensei que uma palavrinha tão pequena pudesse dar tanto sentido ao meu mundo, eu arrancaria meu coração e o depositaria aos seus pequeninos pés.
— Si, Enrico, eu moro aqui e você também. Esta é a sua casa agora, sua mamãe e seu avô estão lá dentro te esperando.
Seus olhinhos brilharam, e ele sorriu para mim, pegando a última porção do meu coração.
— Papà?
— Si figlio mio.
— Nesta casa "grandonona" tem chocolate quente e biscoitos?
— Sim meu amor, tem todo o chocolate quente que você puder beber, capisce?
— Io capito papà.
Mesmo com apenas um braço livre eu o abracei deixando aquele pedacinho da minha amada me aquecer de dentro para fora.
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