Sensações
Quando Desci do carro, Angel pôde me ver direito e ficou boquiaberto.
- N-nossa...tem certeza que é você?
- gostou?
- claro! - ele sorri e tenta pegar minha mão. Eu deixo até que me sinto incomodada e peço pra largar.
Angel e eu nos perdemos no meio da multidão. Aquele não era meu lugar. Odeio festas. Talvez eu tenha um pouco de claustrofobia.
Fui para um balcão, pedi uma Draf. Eu não era muito fã dessa cerveja, mas me acostumei com o gosto amargo dela.
Sentaram num banco próximo a mim. Pensei que era Angel. Olhei pro lado disfarçadamente e quase tomei um susto.
- Newt? - sim. Era um garoto com cabelos loiros iguais aos de Newt. O formato do rosto era idêntico, só que os detalhes dos olhos era diferentes.
- acho que me confundiu, gata - ele falou ao tomar o drink. Revirei os olhos. Newt não saia de minha cabeça, e não, eu não estava gostando dele. A idéia era ridícula, só estava morrendo de curiosidade.
Angel apareceu atrás de mim, ele estava bêbado, pelo menos não tentou nada comigo. Me chamou pra dançar e eu aceitei.
Cheguei em casa 3:30. As luzes espantavam apagadas. Tentei não cair na escada - foi impossível. Eu sabia que Newt estava me esperando, minha cabeça parecia girar, só me lembro que ao fechar os olhos ele me carregava no colo pelo corredor.
Acordei na minha cama com pijama e coberta com lençol.
Espere..., ele deu banho em mim?
Senti meu cabelo molhado. Levantei da cama e fui me arrumar pra escola. Não vi o garoto quando voltei, e também não vi Hayna e James. A casa estava um silêncio.
Liguei para Hayna e James - só dava em caixa postal. Chamei Newt mas ele não quis aparecer pra mim. Decidi ligar pra polícia, sentei no sofá da sala e liguei a TV no jornal.
Meus olhos se arregalaram com a notícia.
Deixei o celular cair no chão.
Me recuperei do espanto e o peguei do chão. Eu podia sentir minhas pálpebras pesadas, e num piscar de olhos lágrimas começaram a cair.
Uma mulher foi encontrada morta perto de uma rua abandonada. Seu rosto estava irreconhecível pois levou surra com canos de ferro, segundo os médicos ela havia sido estuprada. A imagem não estava focada, mas consegui entender os ematomas em suas coxas, assim como a tatuagem...A mesma tatuagem que tenho; "À qualquer hora".
Ano passado tínhamos decidido fazer uma tatuagem significando nosso amor. Escolhemos essa frase, ela vivia me lembrando disso, mas depois que conheceu James nunca mais ouvi estas palavras.
Vendo as cenas eu esqueci que estava no celular. Então soltei a voz.
- eu sou irmã de Hayna Templesmith, a garota que foi estuprada - deixei a voz o mais firme possível. A cada vez que eu olhava as imagens eu sentia aquela coisa borbulhar dentro de mim, meu coração parecia ser esmagado com uma mão quente.
Dois policiais vieram em casa. Pedi para ver o corpo de Hayna e eles não deixaram. Me avisaram que o suspeito foi pego e que estava na delegacia. Fiquei fazendo várias perguntas sobre como aquilo foi acontecer. Eles decidiram entrar em casa, não sei por quê queriam ver o local.
Eu não podia deixar. Se chamar Newt não ajudaria em nada, me virei sozinha. Fui na cozinha e peguei o facão de carne. Quando eles estavam subindo as escadas eu cortei a garganta de um. O outro se virou e tentou sacar o revólver mas eu já havia arremessado a faca em sua testa, fazendo sua cabeça bater com tudo no degrau.
Eu tive uma idéia. Mas antes de executar deixei a mensagem:
- eles são todos seus.
Corri para o quarto de Hayna. Lembrei que James era policial na antiga cidade e que trouxe consigo algumas 38. Recarregue a munição, sai de casa pelos fundos e andei em meio ao escuro da rua. Entrei pelos fundos da delegacia, e como sempre, não haviam muitas pessoas.
Eu fui rápida pois o objetivo não era os policiais. Um tiro na cabeça de cada. Num deles eu acertei no olho esquerdo, a bala atravessou e atingiu a parede detrás, gotículas de sangue espirraram nos documentos.
Na outra sala já era as jaulas. Ele estava lá, sentado na cama com a cabeça baixa. Não, não era James. Abri a porta e andei, ele me olhou se perguntando o que aconteceu.
- gostou da vagina dela, não foi? - subi na cama e cheguei perto dele. Abri suas pernas, ele não sabia o que fazer. Enfiei a faca abaixo de seu diafragma e ele deu um grito rouco.
Vi luzes no céu pela janelinha, alguém chamou reforço. Rápido peguei um vidro pequeno e enchi com seu sangue - eu precisaria daquilo.
- vou precisar deles também - apontei a liminar para seu rosto e arranquei os dois olhos. Era agora ou nunca.
Procurei pelo corpo de Hayna na sala de autópsias. Coluna número 3. Retirei o corpo, Hayna sempre foi magra e leve, então pude carrega-la para fora.
Sai de lá correndo com Hayna em meus braços, entrei no meio da floresta escura; as luzes no céu não paravam. Ainda bem que não deixei nenhum tipo de digital, fiquei o tempo todo usando luvas e um capuz para cobrir meu rosto das câmeras.
Tentei ir para casa sem sair da floresta. Finalmente cheguei, abri a porta dos fundos e tranquei ao entrar. Deixei Hayna no porão e corri para o banho, joguei as roupas sujas na maquina de lavar.
Enfim a casa estava limpa. Sem nenhum rastro a olho nu. Fui para o porão levando uma caixa cheia de coisas que eu ia precisar.
Hayna estava na mesa de madeira, abri o saco que cobria seu rosto...uma anciã de vômito veio em mim.
Olhei ao redor, cheio de potes com pedaços de corpo. Comecei a costurar as peles e moldurar seu rosto destruído. Não tinha jeito, ia ficar horrível, mas era melhor que nada. As linhas da agulhas eram nítidas de longe, aquilo era uma versão de Frankstein.
Peguei os olhos e costurei nos buracos meio tortos. Fiz um círculo de sal em volta da mesa e ascendi 4 velas para os 4 quadrantes. Coloquei uma pedra em cada lugar, trouxe roupas de Hayna pra que isso chamasse sua atenção.
Falei toda a oração pra grande lua e pinguei 5 vezes o sangue em seus olhos e sua boca.
Pedi para me retirar do círculo e então saí.
Esperei por resultados, mas perdi a esperança e fui dormir, mesmo sem sono, forcei meus olhos a ficaram fechados. Então ouvi um grito estrangulador.
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