47 - Preparações Pt 2

A noite se foi, e isso significava que eles tinham pouco mais de vinte e quatro horas até a batalha. Enquanto tomavam café da manhã, eles conversaram sobre o que fariam se sobrevivessem. Coisas simples como tomar sorvete e aprender a receita do Macarrão especial da Nick foram ditas, mas no fundo eles só queriam estar vivos, juntos e em paz.

Seguindo para o estacionamento, tiveram a grata confirmação de que o campo de força ao redor do monumento estava ativo e firme, mesmo depois de todo aquele tempo, e só se desfez após o comando de deles. Agora só precisavam repetir a manobra com o poder dos seis. Era óbvio que o hospital era muitas vezes maior que o monumento, mas Gabriel já tinha uma ideia de como iria adaptar o campo de força para as dimensões do hospital.

Seguiram treinando também movimentos e formações de batalha. Raphael era o que mais se empenhava, sabendo que não tinha os atributos físicos de um guerreiro, e mesmo tendo sua força e velocidade aumentadas quando ativava seu espírito, elas não se comparavam à dos outros arcanjos. Ele era o "healer" do grupo e sua função principal era curar e fortalecer, mas entrar em batalha poderia ser inevitável, por isso devia aprender a se defender e a atacar também.

Mikael era de longe o mais forte e resistente. A individualidade do seu espírito era a força, e com a chama de seu espírito ativa, seu corpo se tornava quase indestrutível. Com essas habilidades, era inevitável que ele assumisse a posição de "tanque" no grupo, ou seja, seria o primeiro a receber os ataques e a atacar também.

Uriel podia moldar a chama do seu espírito em armas e o seu treinamento em artes marciais o permitiam assumir com perfeição a posição de "segundo tanque" sendo que, com a proteção da resistência de Mikael, ele poderia atacar com eficiência e diminuir drasticamente as forças dos inimigos.

Raguel era a mais veloz. Sua velocidade a permitiria evitar que Gabriel fosse atacado, enquanto o mesmo analisava o campo de batalha e o inimigo para encontrar a melhor estratégia para vencer.

Nick se limitaria a usar a sua antecipação dos ataques para proteger Raphael enquanto ele curava e fortalecia todos eles.

Eles estavam em grande desvantagem numérica, mas se seguissem a estratégia tinham grandes chances de vencer.

Mais um dia de treinamento estava chegando ao fim. Gabriel tinha ajeitado todos os detalhes para o campo de força ao redor do hospital e explicado tudo para os outros jovens, de modo que agora era só esperar o momento certo para executar a manobra. Deveriam fazer o campo de força algumas horas antes da batalha, para que tivessem tempo e recuperar a energia gasta antes de lutar.

_ Bom amigos. _ Gabriel disse solenemente, após dar por encerrado o último treinamento. _ São dezoito horas e amanhã nesse horário, segundo a previsão, nós estaremos enfrentando a maior batalha de nossas vidas.

_ Eu estive pensando. _ Ele continuou após uma breve pausa. _ E concluí que cada um deve passar essas últimas vinte e quatro horas da maneira como quiser, mas após todos tomarem banho, eu quero que me encontrem no terraço.

Todos concordaram e com exceção de Raguel, seguiram para os respectivos quartos. Esses dias de treinamento haviam fortalecido a união deles, e tinham consolidado a posição de líder de Gabriel, que se sentia cada vez mais confiante com a posição.

_ E como o senhor pretende passar as suas últimas vinte e quatro horas? _ Raguel perguntou, passando os braços ao redor do pescoço de Gabriel. _ Eu posso saber?

_ Claro que pode! _ Ele respondeu abraçando-a pela cintura. _ Mas antes iremos tomar um banho, e vamos nos encontrar lá no terraço.

_ Não vai contar mesmo, né? _ Ela perguntou, recebendo como resposta um sinal negativo feito com a cabeça. _ Pois eu posso voar até lá agora mesmo e ver o que é.

_ Pode mas não vai! _ Ele disse ainda a abraçando.

_ Ah, é assim? _ Ela disse soltando do pescoço dele e virando de costas, como se estivesse ofendida. _ Isso é uma ordem do meu líder?

_ Não! _ Ele disse, lhe abraçando e lhe dando um beijo no pescoço, a fazendo estremecer. _ É um pedido do seu namorado.

Esse último argumento a fez se render, e juntos e ainda abraçados eles seguiram para seus respectivos dormitórios. Enquanto a água quente caía sobre os ombros deles, eles pensavam na grande responsabilidade que tinham, não só para com seus companheiros de batalha, mas também em relação às pessoas que protegiam, afinal, se os arcanjos perderem essa batalha, não haverá mais ninguém para defendê-los dos demônios

Subindo no terraço após o banho, eles não encontraram Gabriel. Uma mesa e algumas cadeiras estavam dispostas em um canto próximo a uma caixa de som com um pendrive. Saindo de trás da caixa d'água, Gabriel apareceu segurando um grande cooler na mão. Se aproximando da caixa de som, ele deu play e uma música começou a tocar.

_ Isso é uma festa, cara? _ Mikael perguntou, enquanto Gabriel colocava o cooler em cima da mesa.

_ Acho que merecemos uma comemoração. _ Ele respondeu enquanto retirava algumas latas de cerveja do cooler e jogava uma para cada.

_ Cerveja é bom, mas não é o que eu gostaria de beber agora. _ Uriel disse, antes que Gabriel lhe jogasse a sua.

_ Eu imaginei. _ Gabriel disse, retirando uma garrafa de vodka da caixa. _ E que tal isso?

_ Agora você falou a minha língua, irmão! _ Uriel exclamou empolgado, e se aproximando pegou a garrafa. _ Mas quando foi que você pegou essas preciosidades?

_ Eu também faço aniversário essa semana. _ Ele explicou. _ Então na última busca pela cidade eu estoquei algumas bebidas em segredo.

_ O meu aniversário é depois de amanhã. _ Raguel disse. _ Depois que minha mãe foi arrebatada, eu não achei que comemoraria outro aniversário.

Raphael e Nick também disseram que seus aniversários eram nessa semana, e fazia sentido, já que eles encarnaram como humanos na mesma época. Possivelmente eles foram adotados no mesmo orfanato. Apenas Uriel não tinha informações sobre aniversário ou lugar onde foi adotado.

_ Você não tem lembranças de data de aniversário, não é Uriel? _ Gabriel perguntou, vendo que o loiro estava meio alheio ao assunto.

_ Não. _ Uriel respondeu, dando um gole na sua bebida. _ Com certeza devo ter tido aniversários quando era criança, mas não tenho recordações.

_ Então nós faremos o seguinte. _ Gabriel levantou a lata de cerveja, propondo um brinde. _ Essa noite marca a morte dos seis órfãos e marca o nascimento dos Arcanjos. E se vencermos essa batalha, essa data será o nosso aniversário, e comemoraremos todos juntos como a família que somos!

_ Aos Arcanjos! _ Uriel gritou, levantando a garrafa! _ E à família!

_ À FAMÍLIA DOS ARCANJOS! _ Eles gritaram em uníssono, levantando as bebidas.

Por algumas horas eles apenas beberam e riram, ouvindo músicas, dançando e cantando como jovens normais de dezoito anos deveriam estar fazendo. Eles perderam muitas coisas durante a vida e durante o arrebatamento, mas eles não podiam negar que também ganharam.

_ Amigos, peço que prestem atenção nessa música que começou. _ Gabriel disse, aumentando um pouco o volume da caixa de som. _ Ela fala sobre encarar batalhas que parecem estar perdidas, sobre queda, e sobre momentos difíceis, mas também fala sobre não desistir. Fala sobre lutar e proteger a quem se ama, mesmo estando cansados  e feridos. Fala que quando damos tudo de nós, confiantes de que podemos fazer o impossível, a tempestade é algo apenas passageiro. 

_ Aquelas pessoas que estão lá embaixo, acreditam em nós. _ Ele continuou, aproveitando o clima que a letra da música criou. _ Porquê nós trouxemos de volta a esperança para elas. Nós lutamos batalhas terríveis, e unidos estamos mais fortes que nunca. Nosso destino é incerto, mas uma certeza que eu posso lhes dar Arcanjos, e que eu, Gabriel, vou lutar para viver amanhã!

_ Eu, Raguel, vou lutar para viver amanhã!

_ Eu, Mikael, vou lutar para viver amanhã!

_ Eu, Raphael, vou lutar para viver amanhã!

_ Eu, Uriel, vou lutar para viver amanhã!

_ Eu, Muriel, vou lutar para viver amanhã!

Uma onda de confiança tomou todo o ambiente. O discurso do jovem lider aqueceu os corações e fortaleceu os espíritos. Agora eles estavam preparados para qualquer desafio, e só lhes restava descansar e aguardar o momento. Desligando a caixa de som, eles decidiram encerrar a comemoração e desceram para os quartos. Não que fossem conseguir dormir ou relaxar, mas precisavam estar com poder total no dia seguinte.

Raphael retirou as roupas e entrou embaixo do chuveiro, sentindo a água quente escorrer sobre os seus ombros tensos. Estava mais cansado do que o normal, afinal treinou mais pesado que os demais, já que suas habilidades físicas não são das melhores. Se sentia mais preparado e não via a hora de usar seu poder para atacar também, pois, apesar de amar curar as pessoas ele também queria matar alguns demônios.

Um barulho na porta do banheiro o fez se virar assustado, e a visão que teve o paralisou. Mikael estava parado na porta do Box, completamente nu em todo o seu esplendor físico. Sua pele negra e seus músculos bem definidos eram um espetáculo, mas Raphael não conseguia parar de olhar para os lábios carnudos e para os olhos cheios de desejo do namorado.

_ Eu posso entrar. _ Mikael disse, ainda da porta do box. _ Está meio frio aqui.

_ Claro que pode! _ Ele respondeu. _ Afinal, que tipo de enfermeiro eu seria se te deixasse pegar um resfriado.

_ Acho que estou com hipotermia. _ Mikael disse fingindo estar tremendo enquanto se aproximava.

_ Dizem que a melhor forma de aquecer um corpo com hipotermia é um abraço. _ Raphael respondeu, envolvendo-o e sendo correspondido em um abraço apaixonado.

_ É parece que realmente funciona! _ Mikael disse. _ Já estou ficando é com febre.

_ Isso não é febre amor. _ Raphael disse. _ É fogo mesmo!

Eles riram e se beijaram. Terminaram o banho, e juntos seguiram para o quarto onde se amaram até adormecer.

_ Você acha que podemos vencer? _ Nick perguntou, debruçada sobre o peito de Uriel enquanto, com a unha, contornava os músculos definidos do abdômen dele. _ O Gabriel é sempre brilhante, mas pela primeira vez eu tenho medo de olhar para o futuro, ainda mais depois que vi todos nós morrendo.

_ Eu não sei. _ Uriel disse, com o olhar fixo no teto. _ Se pararmos para pensar na explicação que Balthazard deu sobre as linhas temporais do passado, podemos pensar que todo futuro é incerto. E se a sua visão foi baseada numa sequência de eventos, ela pode mudar se alterarmos essa sequência, como fizemos.

_ Isso faz todo sentido sim. _ Ela começou a dizer, levantando o tronco para olhá-lo nos olhos, mas parou de falar ao ver que ele olhava diretamente para seus seios expostos. _ Uri, é sério, dá para prestar atenção no que estou falando.

_ Me desculpe, linda. _ Ele disse sorrindo. _ Mas seu corpo é maravilhoso, difícil não olhar.

_ Pois vou me cobrir então. _ Nick disse, puxando o lençol que o cobria, mas viu que seria difícil conversar olhando para o corpo nu dele, então preferiu vestir a camiseta que estava na cabeceira da cama. 

_ Pronto! _ Ele disse, rindo da confusão que ela criou com o lençol. _ Pode falar agora.

_ Antes da minha mãe morrer, eu previ o acidente. _ Nick começou a falar, fazendo pausas como se lembrar-se daquilo ainda fosse duro para ela. _  A princípio eu não acreditei que fosse uma premonição, mas escondi as chaves do carro dela. A minha intenção era que ela não passasse na cafeteria onde tomava seu café todas as manhãs. Na visão ela havia sido atropelada por um cara que fogia da polícia, em frente à essa cafeteria, enquanto atravessava  a rua para ir até o carro.

_ Ela já estava atrasada quando encontrou as chaves. _ A jovem continuou. _ E então foi direto para museu onde trabalhava, mas quando entrava no museu, foi atropelada por um bêbado que invadiu o passeio.

_ Tem coisas que a gente não pode mudar. _ Ela concluiu. _ Eu mudei as ações dela naquele dia, mas o resultado foi o mesmo.

_ É normal você sentir medo, pequena. _   Uriel disse, puxando-a para se deitar ao se lado. _ Mas nós temos situações diferentes aqui. Naquele momento a morte de sua mãe te trouxe para Miraculous Clearing, e automaticamente para esse momento aqui, onde estamos tendo essa conversa. Então nós estamos no futuro que você não pôde mudar naquele dia, e até chegar aqui você salvou muitas pessoas pelo caminho.

_ Como você pode ver, houve um grande propósito para que aquilo acontecesse. _ Ele continuou vendo que ela estava mais calma. _ Mas após o arrebatamento, os propósitos deixaram de existir e tudo é resolvido no momento exato que tem que ser resolvido. Por isso eu acredito que podemos mudar isso!

_ Acho que você tem razão. _ Ela disse, meio sonolenta, aconchegando-se ao peito dele. _ Eu só quero ter mais tempo para cutir você.

_ E nós teremos, minha querida. _ Ele disse, depositando um beijo no topo da cabeça dela. _ Nós teremos!

Olhando-a ele viu que ela tinha adormecido, e com cuidado para não acordá-la, se ajeitou para ficar confortável e depois de um tempo, também caiu em um sono profundo.

Raguel acordou e Gabriel não estava ao seu lado. Levantando a cabeça ela o viu de pé e sem camisa, mesmo com o ar condicionado ligado, enquanto olhava pela janela, para o nada. Não era a primeira vez que acordava no meio da noite e o encontrava assim, mas ele sempre voltava e se deitava com ela até que ela voltasse a dormir. Era nítido que algo o preocupava, mas ele nunca a deixava tocar no assunto. Levantando-se, ela foi até ele e o abraçou por trás, mas se manteve em silêncio, encostando a cabeça nas costas dele e fechando os olhos. Apenas sentindo o calor do corpo, e o movimento da respiração dele.

_ Eu não tenho conseguido dormir. _ Ele começou a falar, ainda olhando para o nada. _ Desde àquela tarde em que descobrimos que o pastor estava possuído.

_ Como assim? _ Ela disse, afastando-se dele e virando-o para encará-lo. _ E você vem me falar isso só agora?

_ Amor, tente entender. Eu... _ Ele começou a falar, mas ela o interrompeu ao se afastar dele e pressionar o interruptor para acender a luz.

_ Tente entender você, Gabriel! _ Ela disse visivelmente chateada. _ Você é o líder dos arcanjos, mas é meu namorado e nós prometemos muita coisa um para o outro. Esse tempo todo passando por isso sozinho e sem ao menos me contar?

_ Eu não quis te preocupar. _ Ele disse, com a cabeça baixa e o semblante triste. _ Mas na iminência dessa batalha onde podemos não sobreviver, eu não posso continuar guardando isso só pra mim.

_ Amor. _ Ela disse colocando a mão no rosto dele suavemente. _ Você sabe que pode me contar tudo, sempre.

_ Naquela tarde quando estávamos namorando lá no sofá da sala de espera e adormecemos, eu tive um pesadelo. _ Ele começou a falar, ainda com os olhos voltados para baixo. _ O clima entre nós estava esquentando, mas quando eu menos esperava o demônio usando o pastor apareceu. Ele te golpeou com um facão  e eu vi a lâmina atravessar a sua barriga, antes de ele te arremessar contra a parede. Eu te vi sendo brutalmente assassinada e não consegui fazer nada. Eu sequer reagi e foi tudo terrivelmente real.

_ Desde então, toda vez que eu fecho os olhos eu vejo aquela cena. _ Ele continuou, agora olhando para ela com os olhos marejados. _ E estou sempre em estado de alerta, para não ser pego desprevenido mais.

_ Mas você enfrentou muitas batalhas depois disso. _ Ela disse, puxando-o pelo braço até a cama onde sentou-se com ele. _ Sempre forçando-se a ser tão firme e confiante, e nem sequer estava dormindo? Isso foi muito imprudente!

_ Depois que encontramos o Rapha, ele tem me ajudado a me recuperar da falta de dormir. _ Ele explicou, olhando para baixo abatido. _ E eu ampliei as buscas e foquei em matar o máximo de demônios possível, para ver se acabando com eles eu teria paz. Mas a paz não veio, e eu estou o tempo todo com medo. Eu te amo demais, e não posso perder você!

_ Você disse que estávamos namorando lá no sofá, quando fomos interrompidos pelo demônio, certo? _ Ela perguntou com uma expressão maliciosa que ele não viu, mas respondeu afirmativamente com a cabeça, ainda olhando para baixo. _ Então se continuarmos de onde paramos, talvez você consiga seguir em frente e se livre desse trauma.

_ Como assim, continuar de onde paramos? _ Gabriel disse, sentindo ela se levantar e olhando na direção dela.

Sem responder, Raguel foi até a porta do quarto, e mexendo na maçaneta se certificou de que a mesma estava trancada. Voltando para perto da cama, enquanto Gabriel continuava sentado observando, ela parou e lançou para ele um sorriso cheio de malícia, e ainda sem dizer nada, segurou na barra da camiseta e começou a retirá-la suavemente, mantendo o olhar fixo no jovem que a olhava com um brilho no olhar que demonstrava desejo. Após retirar completamente a peça, ela deu dois passos na direção da cama, ficando a alguns centímetros dele, e com movimentos suaves e graciosos retirou também o short, ficando completamente nua.

Por um instante o jovem apenas observou a sua amada. A pele clara era levemente salpicada de sardas no busto, ombros e braços, o que naquele momento para ele, eram como se fossem estrelas de uma constelação que o guiavam na noite escura, mostrando-lhe o caminho de volta para casa. Os seios eram simétricos como o restante de seu corpo e vê-la assim,  só confirmava tudo o que tinha fantasiado em seus pensamentos.

Levantando-se ele se aproximou, e olhando-a nos olhos a beijou suavemente, mas com muita paixão. Ele a amava com todo seu espírito, e por muitas vezes desejou tê-la por completo, mas sabia que era algo que deveria acontecer naturalmente, como estava acontecendo agora. Enquanto a beijava, ele não pensava em mais nada, apenas se deixou levar. Suas mãos percorreram o corpo dela, como se fizesse um reconhecimento de área, procurando memorizar cada detalhe através do tato. Jamais esse momento e essas sensações sairiam de sua mente.

Ela se deixou levar. Já tinha algum tempo que ela o desejava, mas ele sempre fugia de qualquer clima mais quente, e agora ela sabia por quê. À princípio ela chegou até a pensar que ele não a desejava, mas o olhar dele sempre lhe dizia o contrário. O toque  seus mamilos na pele quente dele, a fez estremecer e cravar-lhe as unhas bem feitas nas costas, forçando-o a soltar um gemido de prazer que interrompeu o beijo.

_ Eu te amo demais Raguel! _ Ele disse ofegante, enquanto a olhava nos olhos, e via suas iris cor de esmeralda faiscando de prazer. _ Tem muito tempo que eu anseio por isso.

_ Eu também te amo demais, Gabriel! _ Ela respondeu também ofegante, fixando o olhar nas profundezas azuis dos olhos dele. _ E pode ter certeza de que eu também não via a hora de ser sua.

Conduzindo-a até a cama, eles se deitaram e se amaram até que ambos estivesse completamente satisfeitos e exaustos, para enfim adormecerem juntos.

Nota do autor:

Como vocês sabem, estamos na reta final de Revelações, e tê-los aqui lendo é uma grande honra e felicidade para mim. Muito obrigado!

Quem estiver curioso quanto á letra da música que eles escutaram lá no terraço, ir lá na mídia do início do capítulo.

Escolhi um vídeo legendado em português para facilitar para todos.

Comentem, votem  e vamos para a parte 3 desse capítulo que ainda terá muitas emoções.


Helder Jr Lopes

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