🍁 Capítulo 2
Eros Petrakis, o belo grego de 30 anos estava olhando o outono de Chicago através da imensa janela de vidro, do auto de sua torre de ferro, no caso, uma delas. Uma vez que o homem tinha diversas empresas espalhadas pelo mundo.
- Naturalmente você irá demiti-lo agora mesmo. Em minhas empresas não existem lugares para funcionários incompetentes. - resmungou Eros.
O rosto quadrado e belo de Eros Petrakis estava franzido, com um ar severo e enigmático. Para uns dos CEO mais ricos do mundo, dono das maiores empresas de petróleo e comunicação. Perder o tempo por culpa de um empregado incompetente que não estava gerado produção suficiente. Era inconcebível.
O gerente geral da empresa que ficava em Chicago limpou a garganta. Uma vez que qualquer um, sentiria calafrios só em ter uma simples reunião com Eros. O Belo Grego por si só já era intimidante. Ele tinha 1, 85 de altura, corpo musculoso e uma frieza que fazia qualquer um tremer na base.
- Estava pensando em ter uma reunião com o funcionário, talvez assim resolvesse a raiz do problema.
- Não acredito em reuniõezinhas! Eu não fiz meu patrimônio através de conversas, fiz com trabalho duro. - frisou Eros friamente. - Quero que você saía daqui e demita esse imprestável agora mesmo.
Roger viu que não adiantava apelar pela explicação. O bilionário Grego, era reconhecido em todo mundo não só pela sua riqueza ou pela mente brilhante. Mais sim por sua arrogância e frieza, Eros, não costumava ter compaixão com empregados, o homem era impiedoso e sem qualquer falta de sentimentalismo.
Mesmo assim, Roger ainda fez uma última tentativa de intervir à favor do desafortunado membro da equipe.
- A mãe do rapaz morreu no mês passado...
- E eu com isso? Sou o patrão dele e não psicólogo. - disse Eros, dando assim por encerrada bruscamente a conversa. - A perda dele não tem nada a ver com emprego. Se ele não tem foco, nem inteligência emocional, não serve para trabalhar na minha empresa.
Roger suspirou e saiu da sala, deixado seu chefe sozinho. Todo outono era assim, Eros costumava passar essa estação em Chicago. Com isso o homem aproveitava e via de perto o funcionamento de suas empresas . Ele tinha várias espalhada ao redor do mundo. Uma delas estavam bem ali , em Chicago . Era impossível o Grego esta em dois lugares ao mesmo tempo. Porém Eros fazia o impossível e administrava todo seu patrimônio. O homem não ficava longe do trabalho.
Na verdade, Eros era viciado em trabalho, mesmo com diversas empresas ao redor do mundo, ele fazia o possível pra colocar seu trabalho em dia. Nada passava despercebido por Eros. Mesmo sem estar presente, ele controlava tudo. Sem saída, e com pena do funcionário. Roger foi cumpri o pedido de seu chefe.
Tendo resolvido a questão com o gerente, Eros observou seu luxuoso escritório. Em todas suas empresas o design eram o mesmo. Os arranhas céus, mostravam o poder e o dinheiro daquele homem. Mas não era naquilo que Eros pensava, ele pensava no porquê de um homem deixar uma perda interferir em seu desempenho profissional a ponto de destruir uma carreira? Na certa esse homem era um fraco, pensava Eros. O Grego balançava a cabeça com desprezo em relação às pessoas emocionalmente fracas. No fundo elas só queriam uma coisa. Chamar atenção para si. Aqueles papinho de amor não convencia Eros.
Amor! Amor não existia, amor era uma emoção criada por tolos, para enganarem a si mesmos numa tentativa de acharem que eram importantes para alguém. No caso desse funcionário, perdeu o emprego por não ser capaz de controlar suas emoções.
Um homem que se deixa dominar por emoções tolas, não merecia a compreensão de Eros. Afinal, a vida por si só era um desafio diário, e devido a infância infeliz e severa, Eros sabia disso melhor que ninguém. Ele conhecia esse jogo. Ele se lembrava bem na pele o que era se deixar levar por esses sentimentos. Seus pais lhe ensinaram uma grande lição. E Eros sabia que o amor não existia. Ele nunca existiu.
A criação de Eros o deixou duro e insensível, o homem era implacável. Sua vida se resumia a trabalho e prazeres. Afinal, o Grego nunca quis um relacionamento afetivo com ninguém. Homossexual assumido para o mundo, Eros nunca namorou nenhum cara, seu relacionamento se resumia em fodas. Assim que ele se sentia satisfeito, cuspia seu parceiros como um saco de lixo. Afinal eles não passava disso. Lixos interessados no seu dinheiro.
E, Eros não tinha compaixão por ninguém. Na cabeça dele, as pessoas eram assim. Interesseiras por natureza, falsas e sem caráter. Pelo menos Eros nunca teve que fingir pra ninguém, essa era sua natureza. A única pessoa que aguentava o Grego, era seu único amigo. David.
David, talvez fosse a única pessoa em que Eros confiava, David era a única exceção para Eros. Os dois homens eram amigos de longa data. E era por causa do amigo que Eros sempre vinha pra Chicago no outono. A cinco anos atrás, David, casou-se com uma bela escritora e ambos resolveram viver em Chicago.
Foi por conta disso, e por insistência do amigo, que Eros fez uma filial da sua empresa na bela Chicago. Esses acontecimentos, fizeram com que todo outono, Eros fosse obrigado a passar a temporada ali. Se bem, que até hoje, Eros nunca descobrira porque as pessoas ficavam tão encantadas com o outono. Afinal para o Grego, a estação não passava de um dia ou de mês qualquer.
- Será que você não tem tempo nem pra oferece um café pra seu amigo? - O tom de David era quase jocoso. O homem invadiu o escritório de Eros. David era única pessoa na face da terra que tinha a ousadia pra fazer tal coisa.
- Não era pra você estar no trabalho? - falou Eros a contra gosto.
- Será que sua vida só se baseia em trabalho Eros. Vamos viver mais meu amigo?
- Trabalho é minha vida! - disse Eros enquanto pegava seu telefone e pedia café pra secretária.
- Pois não devia, aonde fica a diversão nisso tudo. O que adianta ter tanto dinheiro, tantas propriedade, tanto poder. Se você não aproveita isso.
- Aproveito da minha maneira! - respondeu Eros em tom seco.
David ficava inconformado com o tipo de vida que o amigo levava. Antes de se casar com sua doce Evie, David não sabia qual era o verdadeiro significado da vida, agora depois do seu casamento, o homem pode ver que a vida vai muito além de trabalho e diversão. O amor era maravilhoso, um sentimento mágico, que torna o ser humano mais completo. E David queria muito que seu amigo um dia pudesse ter a chance de viver e sentir tal sentimento. Era por esse motivo que David fazia questão que Eros passasse todos os outonos em Chicago.
David sabia que Chicago ficava irresistível naquela época do ano , e confiava que a magia dessa estação trouxesse um pouco de vida a seu amigo. E quem sabe, Eros não encontrava sua alma gêmea, afinal Chicago era invadida por uma multidão de pessoas.
- Está, preparado para noite de gala mais famosa de Chicago? - disse um animado David tomando café, enquanto fitava seu amigo, que não movia um músculo sequer, nem pra mostra uma simples reação.
- Se você está falando daquele baile de gala, que acontece anualmente. E que provavelmente vai estar cheio de celebridades? A resposta é não! - disse Eros seco.
- Nossa Eros! Você bem que poderia pelo menos fingir que está animado, afinal você sempre é o convidado de honrar, e mesmo sendo esse chato que você é. Não pode negar que a festa é linda.
David estava certo. O baile de gala de outono, era uma tradicional festa anual, que era produzida com todo requinte e sofisticação. A festa era feita no salão mais nobre de Chicago. E todos os anos era frequentada por políticos, milionários e celebridades. A decoração era de tirar o fôlego. Mas Eros nunca curtiu aquela festa, ele só ia e ficava tempo suficiente pra cumprir seu papel social.
- Você sabe que nunca gostei dessa festa. Vou por pura obrigação. Sem falar que detesto quando aqueles malditos paparazzi ficam igual urubus rodado um pedaço de carne.
- Eles só fazem o trabalho deles. E você é como um chamariz pra ele. Bilionário e famoso. Que combinação mais explosiva pra Imprensa. - disse David dando de ombros.
- Pois eu espero que esse ano nenhum engraçadinho desses se atreva a entrar no meu caminho. Do contrário não respondo por mim. - frisou Eros.
- Você precisa ser mais paciente meu amigo. Não pode impedir que as pessoas façam os trabalhos delas.
- E desde quando segurar uma câmera e sair tirando fotos, sem a permissão da pessoa é um trabalho? O nome disso é falta de educação. Invasão de privacidade. - disse Eros explosivo, o Grego raramente ficava explosivo, mas os paparazzi realmente o tiravam do sério.
Todos os dias, Eros abria uma página na internet e lá estava. Meio mundo de mentiras a seu respeito. Sem falar na desonestidade desses caras. Eles tinham audácia de arrumar um namorado pra Eros todos os dias. Chegaram ao cúmulo de anunciarem vários casamentos falsos. Não, Eros já estava farto desses aproveitadores.
- Bom, podemos chegar mais cedo, assim evitamos imprevistos. O que você acha? - disse David.
- Você quem sabe. De qualquer jeito darei um jeito de sair dessa festa o quanto antes.
- Te encontro lá as oito. - David disse se despedindo do seu amigo.
Eros novamente se via sozinho em sua sala. A solidão nunca foi um problema pra ele. Que com o passar dos anos, aprendeu a gostar do seus momentos solitário. Era assim que Eros queria sua vida. Sozinho, ainda na infância ele prometeu a si mesmo, que nunca dividiria sua liberdade com ninguém. Ele não seria um fraco como seu pai. Não, Eros não entregaria sua vida na mão de um aproveitador. Ele e seu trabalho eram tudo que o homem precisava.
Mais tarde aquela noite, Eros estava usado seu belo smoking de gala, ele bebericava uísque, enquanto tentava terminar de se aprontar. A elegante limusine chegaria as sete pra levá-lo até o evento. Aquela noite de outono, estava fria em particular. E devido ao frio, Eros pegou um casaco. Feito isso, o homem estava pronto pra uma noite entediante.
Um sorriso sacana cruzou seus lábios, pelo menos aquela noite ele terminaria com algum puto qualquer em sua cama. Eros nunca saia desacompanhado desses eventos. E ele pensava que aquela noite não seria diferente.
Ao chega no evento, ele teve que dar seu braço a torcer. A decoração realmente estava arrasadora. O salão parecia um jardim colorido com suas folhas de outono. Estava realmente lindo. Logo que todos notaram sua presença, fizeram questão de começarem às bajulações. Eros os encaravam polidamente. Aquelas ocasiões eram sempre assim, as pessoas se reuniam para puxar o saco dele. Elas faltavam arrancar suas calças e praticamente chupar seu pau, de tanta bajulação.
Vazias, assim eram elas, vazias e interessadas no dinheiro dele. No fundo, a vida delas era tão sem emoção, assim como a vida de Eros. Assim que ele conseguiu se ver livre daquele mar de pessoas interesseiras. Eros chegou numa parte do salão que o deixou realmente abismado. Havia uma chuva de folhas de toda as cores caindo sobre o ambiente. Era uma decoração de tirar o fôlego, Eros observava o tapete de folhas no chão. Ao que parecia, eles capricharam na decoração aquele ano. Eros do nada sentiu um frio no estômago, ele franziu o cenho, estranhando a sensação nova e diferente. Quando Eros estava a ponto de se virar pra saber o que de errado havia com ele. O homem estacou paralisado no lugar que estava.
Na frente de Eros , tinha uma bela árvore de Sakura e laranjeira. Delas caíam belas folhas, por uma passarela. No meio das duas árvores tinha uma ponte lindamente decorada . Não foi a visão das árvores, nem tão pouco da ponte que deixou Eros em choque. Foi a visão do rapaz que cruzava a ponte naquele momento. A visão mais linda que Eros viu na vida até aquele momento. E do nada Eros sentiu uma gama de emoções que estava adormecida dentro dele a muito tempo. E a primeira delas foi medo. Eros realmente sentiu medo.
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