O Confronto - Parte Dois
Mylran: continente onde a história se passa, vai ser mencionado nesse capítulo.
Espero que gostem 💖
Inúmeras flechas voavam do céu em nossa direção. Já estavam na trajetória de descida, e nem se eu quisesse seria capaz de correr a tempo com ela dali em meus braços.
Iríamos ser atingidos.
Fiz a única coisa que poderia ter feito naquele momento: a protegi. Joguei meu corpo sobre o seu e fomos de encontro à neve fria. Vi seu rosto confuso enquanto eu me preparava para receber as flechas. A primeira veio em um instante, e logo foi seguida por várias outras que perfuraram minhas costas em diversas regiões. Travei a mandíbula, segurando a vontade de gritar diante da dor.
Quando as flechas cessaram, só consegui ficar aliviado por ver que nenhuma delas havia lhe acertado.
— Sasuke! — Sakura gritou.
— Sakura... fuja... Naruto está... — tentei dizer, sentindo o sangue quente escorrer de meu corpo.
— N-não! Não vou te deixar! — ela insistiu, com um semblante apavorado.
Eu queria tirá-la dali o mais rápido possível, mas meu corpo não me obedecia mais. Em vez disso, caí para o lado. Ela se ajoelhou diante de mim, e o chão branco começou a assumir um tom avermelhado. Sakura segurou minhas mãos, e o toque de seus dedos era a única coisa que me acalmava enquanto sentia aos poucos minhas forças desaparecendo. Me perdoe, Sakura.
— Sakura, por favor... — Minha voz era quase um sopro. Queria dizer a ela para que se salvasse, mas nem isso era capaz de fazer naquele momento. Meu pulmão doía a cada nova tentativa de respirar. Estava morrendo aos poucos, e ela veria a minha morte.
— Não, Sasuke, não me deixe! — Seu corpo pequeno cobriu o meu, e senti suas lágrimas tocarem em meu rosto. Sakura chorava desesperadamente. Idiota, fuja! Não fique chorando minha morte ou será em vão!
Subitamente, Sakura começou a gritar. Um grito alto de dor e aflição. Ela levou as mãos à cabeça como se estivesse sofrendo. Tentei tocá-la, mas minha mão não se movia. Sakura gritava cada vez, e então ela fechou os olhos e os gritos cessaram. Encarei-a, preocupado. Ela não se mexia, e permaneceu de cabeça baixa por alguns segundos antes de erguer seu rosto para mim novamente.
Mas assim que nossos olhos se encontraram, havia algo de errado nela. Algo diferente.
Seus olhos verdes deram lugar a um dourado intenso e seu cabelo começou a assumir outra cor. Um prateado brilhante que voava desordenadamente pela força do vento. Uma luz dourada que parecia descer dos céus a rodeava. Foi aí que entendi que aquela não era mais a Sakura que eu conhecia.
Ela percorreu os olhos pelo meu corpo, mas não disse nada. Não possuía nenhuma expressão. Fechei os olhos, sentindo que minha hora se aproximava. Pelo menos não teria que me preocupar mais. Se a lenda realmente existisse e Sakura fosse quem eu imaginava, sabia que a tal deusa estava protegendo-a. Ela ficaria segura.
Senti um puxão seguido de uma dor infernal. Abri os olhos no mesmo instante, e logo veio outro puxão e um gemido de dor. Ela estava arrancando as flechas de meu corpo, uma por uma, dilacerando meus músculos por dentro. A cada flecha que ela removia era como se meu corpo se aproximasse cada vez mais do limite. Iria perder todo o sangue de uma vez.
Antes mesmo da última flecha ser retirada, eu já não sentia mais nada. E por fim, fui perdendo o foco da visão e meus sentidos.
A escuridão tomou conta.
Quando o último fio de pensamento percorreu minha mente antes de desaparecer, eu comecei a arquejar, respirando de modo tão urgente que parecia ser a primeira vez. Sentei-me no mesmo instante, e meus olhos voltaram a focar novamente. Ainda ofegava, sentindo o peito descer e subir agitadamente. Olhei para meu corpo, e não havia nenhum sinal de qualquer ferimento. Passei as mãos pela roupa, e nem sequer os buracos feitos pelas flechas e as manchas de sangue estavam lá. Era como se nunca tivesse sofrido nada.
Como se fosse eu há dez minutos atrás. A única prova do que havia acontecido eram as manchas de sangue no chão.
Meus olhos buscaram por Sakura, e mesmo sabendo que não era ela mesma ali, eu não consegui evitar chamá-la.
— Sakura, temos que ir. — Me coloquei de pé.
Ela estava encarando Madara, que caminhava em passos lentos em nossa direção com uma espada que brilhava em escarlate. Sakura olhou para trás assim que ouviu minha voz.
— Não se envolva. Vai ser um problema para ela se você morrer. — Ela ergueu uma mão, e senti como se alguém me puxasse para trás por vários metros. Dei um passo à frente, mas fui impedido de continuar por uma barreira que parecia invisível.
— Sakura! — gritei, mas ela nem sequer me olhou. Droga, o que diabos está acontecendo? Isso é... magia? Tateei a minha volta, mas permanecia preso por aquela barreira.
Vi Madara se aproximar de Sakura. Ela permanecia firme, inabalável. Seus olhos eram de uma frieza desconhecida, quase de outro mundo. Ela não tinha nem um pingo de medo. E a única coisa que consegui fazer foi observar aquela interação com certa agonia em meu peito.
— Bem-vinda, irmã! Finalmente poderemos conversar — Madara disse, com um sorriso no rosto. Seus olhos negros agora eram de um tom avermelhado.
— Vá embora, Zatros. Este mundo não te pertence — ela respondeu.
Eu estava perdido naquela conversa. Para ser sincero, não sabia mais o que estava acontecendo desde que havia literalmente morrido e retornado à vida, como se fosse mágica.
— Você pensou que prender e esconder meu corpo verdadeiro iria me impedir de retornar à Mylran? Veja só, arrumei outro! — Ele abriu os braços e deu um giro. — Este corpo humano pode ser um pouco fraco, mas estou perto de reconquistar minha forma divina novamente.
— Eu, Eshina, A Protetora, Deusa da Justiça e dos Homens, não irei deixar que você saia do meu controle.
Então meu palpite estava certo, era justamente a deusa que estava no corpo de Sakura. Mas então, o que aconteceu com Sakura?
— Sempre tão sem graça! Ei, por que me odeia tanto? É por eu ser metade demônio e metade um deus? Ou é por sermos meio-irmãos? Você me despreza tanto assim?
— Você é perverso, Zatros. Um manipulador egoísta, assim como seu pai. Você quer tudo em suas mãos, e não estaria nesse estado se não tivesse desobedecido às Leis Divinas.
Ele começou a rir.
— A mesma lei que decidiu me prender por toda a eternidade só por existir?! Engraçado, irmã. Você não é tão diferente de mim.
— Não sou nada como você!
Madara apontou sua espada em direção à ela.
— Acha que não sei? Você é tão manipuladora quanto eu. Sempre querendo manter o controle e a ordem. Seus devotos sabem o que você fez há dois mil anos atrás?
— Quieto! — ela rosnou — Aquilo foi necessário!
— Claro, afinal, você precisava manter o controle em suas mãos. Não é mesmo? Não somos tão diferentes assim, irmã.
Ela não respondeu, soltando apenas um suspiro que se transformava em fumaça pelo clima frio. Meus olhos pareciam ter me enganado, pois o que vi logo em seguida era praticamente impossível de acreditar. Eshina, que agora estava no corpo de Sakura, se moveu tão rápido que mal consegui acompanhar seus movimentos. Quando me dei conta, ela havia dado um soco bem no peito de Madara, que fez com que ele voasse em direção ao castelo, destruindo parte do muro com o impacto.
Fiquei paralisado. Que força monstruosa era aquela? Meu tio estava morto? É impossível um humano normal sobreviver a isso!
Ouvi gritos das pessoas vindo do castelo devido ao susto. Os arqueiros lançaram suas flechas em direção à ela, mas todas viravam pó antes que a atingisse. Um grupo de cavaleiros armados saiu pelo portão, bradando suas espadas contra ela. A deusa encarnada nem se mexeu, vi apenas um pequeno movimento em suas mãos e os cavaleiros foram arremessados no fosso congelado que rodeava o castelo.
Contra todas as minhas expectativas, Madara se levantou dos escombros do muro sem nenhum arranhão aparente. Ele pegou sua espada outra vez, que agora possuía chamas vibrantes.
Eshina caminhou em direção a ele, e inconscientemente eu gritei para que ela retornasse. Porém, ela não me escutava de dentro daquela redoma invisível no qual me encontrava. Uma espada dourada surgiu na mão da deusa, se formando em sua mão direita desde o cabo até a ponta. A lâmina brilhava como se fosse feita inteiramente de ouro e diamante e, além disso, possuía algo diferente nela. Não era uma espada desse mundo.
Ela ergueu a espada e desferiu um golpe em Madara, que bloqueou com sua lâmina flamejante. Ele conseguiu impedir que fosse atingido, mas não conseguiu evitar que o castelo atrás de si fosse cortado ao meio. O golpe da espada de Eshina era tão poderoso que expandiu para além de seu alvo, causando uma enorme destruição.
As pessoas começaram a correr para fora do castelo, desesperadas, enquanto as duas divindades lutavam entre si. Madara segurou um dos braços de Eshina e, da boca dele, uma imensa quantidade de fogo surgiu, atingindo-a em cheio. O fogo foi forte o bastante para alcançar até as árvores da floresta ao redor.
Entrei em desespero. Estava vendo o corpo de Sakura ser queimado bem na minha frente. Só quando ele terminou de lançar o seu fogo que pude perceber o estrago que havia sido feito. Algumas árvores entraram em chamas, pessoas sem sorte foram pegas na trajetória do fogo, e Sakura teve suas roupas evaporadas junto com seus cabelos, sua pele, seu rosto... Ela estava... morta? Não sabia dizer, só sabia que acabaria entrando em pânico. Estava impotente diante daquela situação.
Madara soltou o braço dela e se afastou, ainda com a espada em posição de ataque, mas um sorriso em seu rosto demonstrava satisfação. Maldito! Vou matá-lo por isso!
Por um momento, só era possível ouvir os gritos das pessoas e o fogo se alastrando pela floresta. Meu peito apertou, com raiva de não poder sair dali e com medo do que poderia acontecer com ela. Com a Sakura de verdade.
Eshina se mexeu, e então os danos que ela havia sofrido pelas chamas foram regenerando aos poucos. Madara não iria deixar que ela se curasse e acabou lançando mais uma labareda em direção à ela. Ele não conseguia ver, mas eu via muito bem. Dessa vez, o fogo não a acertou. Ela estava bloqueando-o com a luz dourada ao seu redor. Enquanto isso, a deusa regenerou o corpo de Sakura por completo. Sua pele retornou ao lugar, seus cabelos voltaram a ser longos e brilhantes, e até mesmo sua camisola surrada havia regressado ao seu estado inicial, sendo reconstruída aos poucos.
Suspirei, aliviado. Ela não estava morta.
Quando Madara terminou de lançar suas chamas, ficou surpreso ao ver que não tinha surtido nenhum efeito. Cerrou os dentes, empunhando sua espada com força. Ele desapareceu e surgiu atrás de Eshina, lançando um golpe com sua lâmina nas costas da deusa. A espada não a tocou, na verdade, estava sendo repelida de alguma forma. Madara grunhiu, fazendo força para que sua lâmina perfurasse um centímetro que fosse da pele dela.
Eshina, que estava de costas, virou-se para ele num movimento rápido e o atingiu com seu punho no rosto. Ele foi lançado para dentro do castelo outra vez. Tudo o que ouvi foi o barulho das pedras caindo. Uma das torres perdeu seu sustento e pendeu para o lado, prestes a desmoronar. Poeira voava para todos os lados. Ino saiu junto com algumas pessoas que ainda estavam presas lá dentro, e eu levantei os braços, tentando chamar sua atenção. A loira veio até mim às pressas, estava coberta de pó e terra, mas ao menos tinha conseguido se soltar das cordas.
— Sasuke! O que aconteceu? Você está bem? — Ela esbarrou-se na barreira que me cercava. Ino tateou em volta, tentando encontrar alguma brecha.
— Eu não sei, mas estou bem! — gritei, na esperança de que ela me escutasse.
Ino ficou confusa, e eu deduzi que ela realmente não conseguia me escutar. A loira olhou para Eshina, que caminhava em direção ao castelo.
— A deusa vai matá-lo, Sasuke. Ela deve te libertar assim que tudo terminar, não se preocupe.
Antes que eu pudesse tentar dizer algo, um grande estrondo foi ouvido dentro do castelo, depois outro e outro, e assim sucessivamente. A terra tremia. Outra torre desmoronou e caiu, quebrando a superfície endurecida do lago congelado. E então os barulhos cessaram, e o imenso forte – completamente destruído – começou a pegar fogo.
Ficamos em silêncio enquanto víamos Eshina arrastar Madara pelos cabelos em direção a ponte – a única coisa que ainda não havia sido destruída – para fora da fortaleza desmoronada. Ele estava visivelmente ferido, com sangue manchando o trajeto que eles percorriam até próximo de onde Ino e eu estávamos observando aquela cena.
Ela soltou os cabelos do homem, que estava no chão, e ergueu sua espada cintilante contra o pescoço dele.
— Se vier comigo sem resistência, posso garantir que não sofrerá tanto.
Ele riu, mas sua risada se misturava com uma tosse penosa.
— Já fui inocente de acreditar em suas palavras uma vez.
— Isto termina aqui, Zatros. Você falhou.
Naquele momento, acreditei que ela iria golpeá-lo com a espada, mas não o fez. Em vez disso, a deusa jogou sua arma no chão e agarrou o pescoço do homem, erguendo-o como se fosse uma pluma. Madara – ou Zatros, como ela o havia chamado –, tentava inutilmente se livrar da pequena mão que o apertava com força. Vi quando ela abriu a palma de sua outra mão livre e agarrou o rosto dele. Um fulgor surgiu, junto com uma fumaça cinzenta que parecia sair da boca do homem. Ele gritava, como se estivesse sentindo uma dor pior que a morte. Ino e eu permanecemos parados, imóveis, apavorados.
A fumaça cinzenta saia cada vez mais escura, mas logo tomou uma forma. Quando a deusa terminou o trabalho, ela jogou o corpo de meu tio no chão novamente, e uma pequena pedra negra surgiu em sua mão. Ela analisou a pedra e olhou para o céu. Um clarão recaiu sobre sua cabeça, quase como se o sol estivesse iluminando apenas a ela. A deusa ergueu a mão, e a pedra subiu para o céu. Fiquei observando até que o objeto sumisse entre as nuvens, causando um impacto que refletiu sobre a terra.
Eshina estalou os dedos, e o clarão desapareceu, junto com o incêndio causado pela batalha. Ela me encarou, com seus olhos dourados e os cabelos prateados. Apesar de ser o rosto de Sakura, ainda era muito diferente da minha noiva. A espada dourada desapareceu e, lentamente, ela caiu de joelhos, fechando os olhos antes de desmaiar.
Neve começou a cair.
A redoma que me mantinha preso sumiu, e assim que me vi livre eu corri, junto com Ino, até onde o corpo de Sakura estava. Caí de joelhos ao seu lado. À primeira vista, ela parecia bem, e seus cabelos rosados estavam voltando à cor original novamente.
— Sakura?! — Chamei-a, virando seu corpo para cima, mas não tive resposta. Sakura permanecia desacordada.
— A deusa assumiu o corpo dela, não vai acordar tão cedo. — Ino disse. — É muito poder de uma vez para ela aguentar, mas ela vai ficar bem.
Tentei ao máximo não me desesperar naquela situação. Precisava manter a calma e pensar direito. Apesar de Ino dizer que ela ficaria bem, não conseguia deixar de pensar no pior, afinal, não tinha garantia nenhuma de que ela se recuperaria.
— Como sabe disso? — perguntei à loira, que parecia saber mais do que eu esperava.
— Com seu tio foi quase a mesma coisa — respondeu — Mas Madara conseguiu manter um equilíbrio com o demônio. Talvez Eshina seja poderosa demais, não sei dizer.
— Meu tio... — eu hesitei por um momento. — Você sabe o que era aquela coisa que ela tirou de dentro dele?
Ela balançou a cabeça.
— Não tenho certeza, mas pode ser a essência do demônio que possuía o corpo dele.
— Vocês, nofradianos, ainda são ligados à era dos deuses, não são? É por isso que você sabe tanto.
Ela sorriu.
— Pode se dizer que sim.
Olhei de Sakura para meu tio, que estava caído há alguns metros de distância.
— Fique com ela — falei, me colocando de pé outra vez.
Meus passos afundavam na neve à medida que eu me aproximava dele. Podia ouvir sua respiração dificultada, ele ainda estava vivo. Seus olhos me encararam assim que agachei-me ao seu lado.
— Sasuke, meu sobrinho... me perdoe. — Sua voz era tão fraca quanto um sussurro. Uma lágrima escorreu de seus olhos, e ele tentou erguer uma de suas mãos.
Eu o segurei. Segurei sua mão trêmula enquanto sentia um nó se formar em minha garganta. Deveria perdoá-lo por tudo o que fez? Por ter tentando matar a mim e a Sakura? Não tinha resposta para esse questionamento ainda, e talvez nunca teria. No entanto, ali, diante de mim, finalmente consegui reconhecer o tio que eu tanto amava. Aquele que foi consumido pela ganância.
Seus olhos se fecharam, e sua mão escapou da minha, caindo na neve macia.
A neve que caía se intensificou de repente. Peguei Sakura no colo e ficamos debaixo de uma das árvores que resistiu ao fogo enquanto tentava manter seu corpo aquecido com meu manto. Não conseguiria carregá-la até que o tempo melhorasse. Ino não quis ficar, em vez disso, escolheu ajudar os sobreviventes da queda do castelo como pôde. Eu a ajudaria, mas não poderia largar Sakura no frio e sozinha.
Um longo tempo se passou. Pareciam minutos ou talvez horas, não tinha certeza. Sakura não dava indícios de que iria acordar, no entanto, o clima estava melhorando aos poucos.
— Sasuke! — Um grito surgiu dentre a floresta, e eu fiquei aliviado ao ver Naruto junto com Itachi, Gaara e vários membros da Guarda Real. Agradeci aos céus, eles não estavam tão atrasados quanto imaginei.
Passei a mão pelo rosto antes de pegar Sakura no colo outra vez. Dei mais uma olhada em volta. O cenário era de destruição. Apesar das chamas já terem se extinguido, o caos ainda era presente. Pessoas feridas estavam deitadas sobre a ponte levadiça do castelo enquanto outras choravam pelas vítimas fatais. Ino ainda corria para todos os lados, fazendo curativos com retalhos em quem precisasse.
Assim que me viram saindo com Sakura do meio das árvores, Itachi e Naruto se aproximaram em seus cavalos.
— O que aconteceu aqui? — Itachi perguntou.
— Melhor ajudar os feridos primeiro, ainda deve ter pessoas sob os escombros. E Sakura... preciso voltar com ela o mais rápido possível — Tentei explicar apenas o que era urgente no momento.
— Ela está bem? — Foi a vez de Naruto perguntar.
— Vai ficar.
Itachi começou a dar ordens aos soldados para que ajudassem quem quer que ainda estivesse vivo. Pedi pelo cavalo mais rápido que havia ali, já que o meu desapareceu pela floresta. Tinha noção de que seria complicado viajar com ela até Ebralor nesse estado, então avisei ao Naruto que iria para a Stoacia, que era bem mais próximo do que o meu reino.
Consegui subir no cavalo com a ajuda de Itachi. Sakura ficou na minha frente, sentada com as duas pernas para o lado esquerdo. Joguei uma corda ao redor de seu corpo, prendendo-a junto ao meu para que ela ficasse firme na sela.
Ino veio correndo em nossa direção.
— Então, é aqui que me despeço, por hora. — Ela parou ao lado do cavalo. — Preciso encontrar meu irmão e explicar as coisas para a Corte de Nofrad.
— E você vai sozinha? — perguntei, segurando as rédeas do cavalo.
— Sim, não tem problema.
Meus olhos percorreram atrás de uma certa pessoa.
— Gaara! — chamei pelo ruivo, que logo veio até nós.
— Sim, Alteza.
— Preciso que você acompanhe a senhorita Yamanaka até a capital de Nofrad, como também a ajude a encontrar o irmão.
— Como quiser, Alteza. — o ruivo respondeu.
— N-não, não precisa disso! Eu consigo ir sozinha — Ino protestou, ela estava envergonhada de viajar com um de meus homens?
— Sir Gaara irá te escoltar. Assim que resolver suas questões, será levada de volta para Ebralor — suspirei — Agradeço pelo o que fez, Ino, mas não posso deixar que saia livre sem antes uma audiência da sua versão dos fatos. Afinal, você estava cooperando com meu tio.
Ela concordou, hesitante.
— Sim, estou ciente. — Ela fez uma pausa e encarou o ruivo antes de continuar: — Tudo bem... Vamos, Sir Gaara, a viagem é longa.
Ino deu as costas e Gaara a seguiu após uma breve reverência. Eu segurei uma risada, seria divertido ver como esses dois iriam lidar um com o outro. Mas, por ora, eu tinha outra prioridade. Devia levar Sakura para um local seguro o mais rápido possível.
Saí em disparada, deixando que o pessoal da Guarda cuidasse dos danos causados na área e que Ino cuidasse para que uma guerra entre os dois reinos não estourasse. Precisava levar Sakura até o médico, precisava saber que ela estava bem e que iria acordar em breve.
Precisava dela ao meu lado mais do que nunca.
Oieeee! Gente, essa é uma das primeiras cenas de ação que já fiz em minha vida e deu um puta trabalhão deixar as coisas minimamente coerentes, fora o capítulo que foi gigante e tive que relembrar várias coisas KAKAKAKA então por favor, relevem com a autora aqui 🤣
No mais, espero que tenham gostado, e nosso príncipe não tá mortoooo! Mas uma das coisas que mais gostei de escrever foi o tanto que ele se importa com ela, achei muito fofo 💖
Enfim, muito obrigada a vocês que acompanham, ou eu não estaria aqui hoje. Vocês leitores são a força maior que me fazem sentar a bunda na cadeira pra escrever e agradeço de coração a todos que gostam dessa história tanto quanto eu.
Um beijo a todos e aguardem, o final se aproxima 💖
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