A Mudança
Alguns dias se passaram desde que o baile em comemoração ao retorno de Sasuke e Itachi fora realizada. Depois daquele dia, fiquei quase uma semana de cama devido a uma gripe que peguei de alguém. Mikoto quando soube do meu estado enviou o médico da realeza até a minha casa para que ele me medicasse. Segui tomando remédios todos os dias e agora já me sentia bem melhor a ponto de conseguir me levantar para andar um pouco. Ficar presa dentro do meu quarto estava acabando com a minha sanidade. Vesti um robe simples de seda desci até a sala de estar. Meu pai lia o jornal enquanto minha mãe fazia um bordado.
– Oh, filha! Já está melhor? – Meu pai perguntou quando percebeu a minha presença.
– Sim, bem melhor. – Eu respondi, indo em direção à cozinha.
– Espere, Sakura. – Ele me chamou. – Recebi uma carta do castelo destinada a você, veio diretamente do príncipe herdeiro. – Meu pai se levantou e me entregou um envelope. Meu cenho franziu, uma carta do Sasuke para mim?
– Por que não abre e lê aqui, já que estamos todos juntos? – Minha mãe sugeriu.
– Bom... Tudo bem, eu acho. – Peguei o envelope com as mãos trêmulas e ao mesmo tempo um frio na barriga surgiu. Eu não sabia exatamente o que esperar daquela carta, por qual razão ele sequer escreveria? Talvez ele já queira terminar o noivado?
Abri o envelope mais lentamente que o normal, o que de certa forma deixou meus pais mais apreensivos. Assim que peguei o fino papel em mãos, comecei a ler.
"Sakura, gostaria que a partir de agora você viesse morar na Corte. Mandarei uma carruagem amanhã de manhã. Está livre para trazer quem você quiser.
Sasuke Uchiha, seu noivo."
Eu devo ter demorado mais que o normal para entender aquelas palavras, pois li e reli várias vezes cada uma delas para ter certeza de que estava lendo corretamente. É isso mesmo? Sasuke quer que eu vá morar na Corte? Eu finalmente vou me mudar para o castelo?
– Sakura? O que está escrito aí menina? Fala logo! – Minha mãe chamou a minha atenção, com os olhos fixos em mim.
– Bem... Sasuke quer que eu vá morar na Corte. – Eu disse. E assim que minha mãe ouviu minhas palavras, ela deu um grito de alegria.
– Finalmente! Minha filha finalmente vai se casar! – Ela estava animada.
– Mãe! Ele só pediu para que eu me mudasse, não é a oficialização do casamento ainda.
– Sim, mas por qual razão você acha que ele te convidou? Ele não te chamaria se não estivesse interessado em prosseguir com o casamento, menina tola. – Ela disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Mas será que ela estava certa? E se Sasuke realmente estiver interessado em casar comigo? Será que isso é possível?
– E você vai aceitar? – Meu pai perguntou, com a voz um pouco melancólica. Acho que ele seria o único que sentiria minha falta de verdade.
– Vou sim, pai. Não ficaria bom para a nossa imagem se a noiva do príncipe herdeiro se recusasse a morar com ele. – Eu me aproximei do meu pai e segurei suas mãos. – Não se preocupe, mandarei notícias todas as semanas.
– Tem razão, filha. E você já está grande o suficiente para tomar as próprias decisões. Estou feliz por você. – Ele sorriu.
– Vou levar Shizune comigo. Vou me adaptar melhor com ela por perto. – Eu disse, e meus pais concordaram. Subi saltitante para o meu quarto. A carruagem só viria amanhã, mas já estava na hora de fazer as malas. Pedi a outra criada que avisasse Shizune para que ela também arrumasse as malas dela, pois partiríamos cedo no dia seguinte.
Depois de umas boas horas arrumando tudo, tive a impressão de que estava levando meu quarto inteiro. Eu não conseguia levar apenas o essencial. Para mim, tudo era essencial. Nunca se sabe se algum dia precisarei usar alguma coisa específica da minha coleção de roupas, sapatos e joias. Depois de tudo pronto, – o que deu um total de doze malas, especificamente – me sentei no chão, cansada. Eu poderia ter deixado que as criadas cuidassem disso, mas eu também queria ajudar. Minha saúde ainda não estava totalmente recuperada, o que acabou me afetando negativamente. Contudo, eu estava feliz e ansiosa demais para me importar com isso. Não sei quantas vezes eu acabei pulando de alegria pelo quarto e em cima da cama como uma criança de seis anos de idade. A minha vontade era de gritar, mas não queria fazer alarde atoa.
Por fim, meu sonho vai se realizar! Algo que eu nunca havia conseguido antes agora está se tornando realidade!
Como será que deve ser as pessoas na Corte? Fora a família real, eu sei que tem alguns nobres que residem por lá. São nobres de famílias com bastante prestígio e influência. Muitos decidem ficar por lá para tentar criar ou fortalecer seus laços com a realeza, mas eu nunca tive interesse em saber quem são... Que tipo de gente deve morar lá? Sinto que agora minhas prioridades vão ter que mudar um pouco. Como noiva do príncipe herdeiro e futura princesa, tenho que conquistar essa gente para que me apoiem. Um rei e uma rainha precisam do apoio dos nobres, e se a mais alta nobreza não gostar de mim, não seria algo difícil para eles arrumarem uma substituta para o cargo de princesa. E isso pode colocar o meu futuro em risco.
A ansiedade não me deixou pregar o olho durante a noite. Acabei assistindo ao nascer do sol do dia seguinte na sacada do meu quarto. Eu estava tão animada com a mudança que minha cabeça não pensava em outra coisa. Já estava até arrumada, com um vestido rosê e uma pequena tiara dourada na cabeça. Tomei o café da manhã mais cedo no meu quarto, agora era só esperar a carruagem real chegar. Alguém bateu na minha porta, e eu permiti a entrada.
– Sakura, tudo pronto? – Shizune me perguntou.
– Sim, e as suas coisas?
– Igualmente, mas ainda não acredito que estamos indo mesmo morar no castelo! – Ela estava visivelmente animada, assim como eu.
– Também parece surreal para mim. Mas cuidado Shizune, não sabemos que tipo de gente pode ter por lá. – Eu a alertei. – Porém, também pode ser uma ótima oportunidade para você arrumar um marido, quem sabe? – Eu dei uma piscadela para ela. Shizune ficou um pouco sem graça.
– Que isso, senhorita. Claro que não! Ninguém se interessaria por uma simples criada como eu. – A voz de Shizune transmitia certa insegurança.
– E quem disse que você vai continuar sendo uma criada? Você agora é minha dama de companhia! Não posso andar por aquele castelo enorme sempre sozinha, e você é a única em quem confio.
– M–Mas senhorita, eu não sei nada sobre ser uma dama de companhia. – Ela abaixou os olhos, seus dedos se entrelaçavam uns nos outros.
– É por isso que quando chegarmos pedirei uma tutora para você. – Eu sorri para ela. – Você vai aprender tudo no castelo mesmo e rapidinho estará apta para ser minha dama de companhia oficial. – E então os olhos de Shizune brilharam.
– Ah Sakura! Muito obrigada! – Ela veio correndo para mim e me abraçou, me deixando surpresa.
– Não precisa agradecer. É o mínimo que posso fazer por todos esses anos que está comigo. Não quero que seja uma criada para sempre.
Eu a abracei de volta, mas logo em seguida fomos avisadas de que a carruagem real já estava nos aguardando. Troquei mais um sorriso com Shizune e fomos lá para fora. Por causa do excesso de bagagem, meu pai teve que ceder a carruagem da família também. Depois que todas as malas foram acomodadas, me despedi dos meus pais, dando um longo abraço em cada um. Eles me fizeram prometer que iria escrever para eles, e eu garanti que sim. Entrei na carruagem junto de Shizune e seguimos viagem. Só os deuses sabem quando eu voltarei a fazer esse trajeto novamente.
Shizune não conseguia conter a excitação de estar no castelo. Seus olhos cintilavam a cada novidade que ela via. Eu achei aquilo engraçado e até fofo, logo ela vai acabar se acostumando. Mikoto, Fugaku e Itachi nos receberam alegremente. Sasuke não estava no momento, justo quando eu queria vê–lo. Parece que ele nunca está disponível quando eu estou presente. Shizune foi guiada por um mordomo até o seu quarto e Mikoto agarrou o meu braço para me levar até os meus novos aposentos.
– Espero que você goste da decoração! – Ela disse, abrindo a porta do quarto para que eu entrasse.
– Nossa! Está maravilhoso! – Eu observei cada detalhe daquele local. Ele era inteiramente decorado com tons de rosa e dourado, as minhas cores favoritas. A cama no centro era enorme e ao lado dela encostado na parede, havia um sofá. O quarto era bem maior do que na minha casa, os móveis eram de cor branca. Tinha um closet, uma penteadeira, um banheiro gigantesco, além de uma sacada espaçosa com uma mesa e cadeiras. As janelas iluminavam bem o local. E um grande detalhe é que o quarto não ficava longe dos outros.
– Gostou? Esse é o quarto da futura princesa! – Mikoto sorriu contente. Ela estava feliz pela minha reação visível.
– Eu amei! Muito obrigada, Mikoto! – Eu disse, ainda boquiaberta admirando o local.
– Fique à vontade querida, sinta–se em casa. Quer dizer, agora essa é a sua casa! – E no mesmo instante, os funcionários começaram a trazer as minhas malas, várias criadas também estavam presentes para deixar todas as minhas coisas arrumadas. Mikoto me chamou para fora do quarto.
– Querida, receio que agora vou ter que me ausentar para um compromisso, que tal dar uma volta pelo castelo? Tenho certeza de que vai adorar! – Ela me disse, estava me motivando a explorar minha nova casa. Mas mal sabe ela que eu já conhecia esse castelo muito bem.
– Claro! Nos vemos depois. – Eu respondi, nos despedimos e a observei enquanto ela sumia pelo corredor. O que eu faria agora? Vi que ainda demoraria um tempo até que minhas coisas estivessem arrumadas, então decidi ir até o jardim. Várias pessoas andavam pelo castelo, algumas me olhavam curiosas. Devo falar com elas ou será melhor esperar até eu ser apresentada pelo príncipe? Realmente não sabia como lidar com aquilo.
– Sakura! – Então ouço uma voz me chamar, era Naruto. Ele estava acenando para mim vindo na minha direção.
– Naruto! – Eu acenei de volta para ele com um sorriso. Estava feliz em vez um rosto conhecido.
– Fiquei sabendo que se mudou para a Corte, seja bem-vinda! – Ele me fez uma reverência, na qual eu retribui.
– Obrigada! E você? Voltou para cá? – Eu perguntei curiosa.
– Sim, vim com a minha irmã. Vamos ficar por um tempo.
– Você tem irmã? – Eu franzi o cenho.
– Tenho, se chama Karin Uzumaki. Ela é um ano mais nova. – Ele coçou a cabeça. Eu travei por alguns segundos.
É claro! Karin Uzumaki, como posso ter me esquecido dela? A ruiva que sempre ficava se esfregando nos braços de Sasuke. Ela é perdidamente apaixonada por ele e não faz nenhuma questão de esconder isso. Mas Sasuke nunca deu bola para ela, então acredito que por esse motivo eu não me lembrava dela direito. Só não imaginava que ela seria justa a irmã de Naruto, o que tecnicamente faz dela uma princesa. Bom, eu nem sabia quem era Naruto na minha vida anterior, é de se esperar que aconteça algumas surpresas, minha memória também não está das melhores depois de tanto tempo.
– Adoraria que nos apresentasse. – Dei o meu melhor sorriso. Na verdade, eu não estava nem um pouco com vontade de me socializar com Karin, ela era uma mulher insuportável. Mas quem sou eu para opinar sobre isso? Eu também era uma.
– Bom, tudo bem... – Ele hesitou por um momento. – Mas saiba que minha irmã tem uma pequena obsessão pelo Sasuke, isso pode te incomodar...
– Ah não, tudo bem! – Eu o tranquilizei. E tudo bem mesmo, eu poderia lidar com isso melhor atualmente.
Ele me guiou até onde Karin estava. Reconheci a sua figura de longe, com seus cabelos ruivos soltos e seus olhos avermelhados. Estava sentada em um dos bancos do jardim, com a companhia de outras garotas. Paramos na frente dela.
– Karin. – Naruto limpou a garganta. – Essa é a Sakura Haruno, noiva do príncipe herdeiro e futura princesa. Ela queria de te conhecer.
– Prazer em conhecê–la, Alteza. – Eu a cumprimentei formalmente com uma reverência.
Karin pousou seus olhos sobre mim. Ela me observou da cabeça aos pés, como se estivesse procurando por alguma qualidade ou tentando entender por qual razão Sasuke decidiu aceitar o noivado comigo.
– Então é você a vadia que roubou o meu futuro marido? – Ela expeliu as palavras sem hesitar, com seu rosto demonstrando certo nojo por estar falando comigo.
– Perdão? O que você disse? – Eu fiquei incrédula e sem reação. Olhei de canto de olho para Naruto que estava ao meu lado. Ele parecia tão chocado pelas palavras de Karin quanto eu.
– Além disso ainda é surda? É isso mesmo que você ouviu. Não sei o que Sasuke viu em um tipinho igual o seu. Aposto que ele está com você apenas por diversão. Mas não se preocupe querida, agora que eu estou aqui ele vai ter uma mulher de verdade. – Ela virou o rosto, torcendo o nariz. As garotas que estavam ao seu lado soltaram risadinhas abafadas. Elas achavam graça em tudo o que Karin dizia.
Eu sabia que lidar com Karin não seria fácil. Mas que merda é essa que ela está me menosprezando quando tem tantas pessoas em volta? Eu sei que tenho que ser uma pessoa boa, gentil e educada, mas naquele momento meu sangue começou a ferver. Fechei o meu punho com força, mas minha paciência chegou ao limite quando ela cuspiu nos meus pés.
– Escuta aqui, Karin. Eu não ligo se você é uma princ–
Naruto interrompeu a minha fala. Tampando minha boca com a sua mão e me arrastando para longe dali. Eu me debatia ao mesmo tempo que tentava tirar a sua mão da minha boca. Ele parecia que estava contendo um animal raivoso. Até que bem longe, quando estávamos na beira do lago, ele me soltou.
– Que merda, Naruto! Por que você fez isso? – Eu gritei com ele.
– Me desculpe, Sakura. Mas eu percebi que isso não ia terminar bem. Só queria evitar que criasse algum problema desnecessário, principalmente com a minha irmã. – Ele disse, tentando me acalmar.
– Ela estava tentando criar um problema comigo! E na frente de todo mundo! – Eu andava de um lado para o outro, a raiva ainda estava latente.
– Sim, ela adora criar esse tipo de problema. Principalmente quando o assunto é o Sasuke. – Ele suspirou, parecia cansado de tantos problemas que sua irmã já o havia causado. – É por isso que eu te tirei de lá, minha irmã não tem boa fama e eu não queria que manchasse a sua por causa dela. – Ele me olhou enquanto eu bufava. – Respira um pouco, Sakura.
– Que saco! – Eu me sentei no chão, de frente para o lago. Não estava nem aí se minha roupa ficasse suja pela grama. Fechei os olhos e contei até dez mentalmente enquanto respirava fundo. Minha fúria estava se dissipando aos poucos.
– Melhor? – Naruto havia se sentado ao meu lado.
– Quase. Isso ainda não tira o ódio que estou sentindo pela sua irmã.
Ele deu uma risada.
– Com o tempo você aprende a lidar com ela. Ela é uma boa garota com a família e os amigos. Mas quando o assunto é o Sasuke, ela vira outra pessoa. – Ele disse.
– Então enquanto eu for noiva do príncipe, nós nunca nos daremos bem.
– Provavelmente...
Suspirei, agora teria mais uma pessoa para entrar na minha lista de suspeitos. Tudo o que eu menos preciso agora é de novos inimigos. Na minha vida anterior, Karin sempre fingia que eu não existia. E eu também nunca dei bola para ela, apesar de sentir ciúmes das investidas descaradas que ela fazia pra cima do Sasuke. Por causa dessa rivalidade, nós nunca sequer trocamos palavras uma com a outra e eu nunca procurei saber qual era seu status social. Eu nem tinha noção de que ela me odiava tanto assim. Será que Karin teria coragem o suficiente para fazer algo contra mim? Ela não tinha como garantir que Sasuke se casaria com ela após minha morte, mas talvez uma concorrente a menos poderia facilitar as coisas para ela.
– E então, me conta. Como estão as coisas com Hinata? – Eu mudei de assunto, me virando para ele com curiosidade em meus olhos. Naruto corou instantaneamente.
– Er... Bem... Estamos saindo juntos. – Ele coçou seu rosto com um dedo, de um jeito tímido e fofo. Sua voz saiu num tom mais baixo que o habitual.
– Sério? Só vocês dois? Ah, isso é tão romântico! – Dei uma risadinha animada. – Me conte mais! – Antes que eu percebesse, eu havia me inclinado meu corpo na direção de Naruto, a fim de escutar melhor a sua voz.
Ele não conseguiu responder, pois uma voz masculina surgiu atrás de nós.
– Sakura? Naruto? O que estão fazendo aqui? – Eu e Naruto nos viramos para ver o dono da voz, era Sasuke Uchiha.
– Até que enfim você apareceu! – Naruto voltou ao seu timbre normal. – Achei que não iria visitar sua noiva no primeiro dia dela no castelo. – Ele se levantou, limpando sua roupa com as mãos. Eu fiz o mesmo logo em seguida e prontamente o cumprimentei com uma reverência.
– Fiquei um pouco ocupado. – Sasuke respondeu, seus olhos se direcionaram a mim. – Algum problema durante a mudança, Sakura?
– Não... Está tudo ótimo! Eu fui dar uma volta pelo castelo e acabei encontrando o Naruto. – Eu dei um leve sorriso para ele.
– Bom, agora você está em boas mãos. Preciso falar com a minha irmã. – Naruto disse, se despedindo. – Vejo vocês depois! – E então ele se afastou.
Fiquei nervosa, não sabia como agir ou o que falar com Sasuke depois do episódio do baile, mesmo que ele não se lembre disso.
– Soube que conheceu a Karin, irmã do Naruto. – Ele disse, de repente. Se aproximando de mim. Suas mãos estavam descansando no bolso de sua calça.
– Ah, sim. – Eu respirei fundo. – As pessoas devem ter comentado. Me desculpe, ela me tirou do sério. – Eu evitei seus olhos enquanto brincava ansiosamente com uma mecha de cabelo. Ótimo, mal cheguei e já causei problemas para ele.
Ele curvou os lábios em um sorriso.
– Tudo bem, ela também me tira do sério. Logo as pessoas vão esquecer, não se preocupe. – Sasuke não parecia estar bravo comigo, que ótimo! Posso ficar mais tranquila agora.
E então depois que toda a minha adrenalina e euforia passaram. Comecei a me sentir estranha. Pisquei os olhos diversas vezes.
– Sakura? Você está bem? – Olhei em seu rosto assim que ele disse meu nome, ele parecia preocupado. Sasuke estava parado bem na minha frente, mas eu não conseguia focar em seu rosto, minha vista estava ficando turva. Seus olhos me examinavam para saber o que tinha de errado comigo.
– Eu... Não sei, me sinto zonza. – E então eu cambaleei para trás. Mas ele impediu que eu caísse, me segurando pelos ombros.
– Você está pálida. Está doente? – Ele me perguntou colocando a mão na minha testa, mas eu não consegui responder. Meus olhos estavam pesados demais para que eu conseguisse mantê–los abertos. Aos poucos, fui perdendo as forças.
Minha visão escureceu, e a última coisa que me lembro foi do seu rosto aflito, antes de desfalecer totalmente em seus braços.
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E vamos de mais uma personagem feminina aparecendo pra fazer da vida da Sakura um inferno kkk
Quem puder, vote e comente para ajudar essa pobre autora <3
Obrigada pela leitura :)
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