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{Maratona 12/13}

- Você passou gelo no meu pé, eu senti — todos sorrimos.

- Isso já é um bom começo. Os movimentos vão voltando aos poucos, e com ajuda da fisioterapia tudo voltará ao normal.

- E quando ela vai começar a fisioterapia? — pergunta Chase prestando atenção ao médico

- Assim que se recuperar da operação já vamos começar a fisioterapia.

- E quando eu volto para casa?

- Quando conseguir se equilibrar sozinha, não vai ser difícil, só ter boa vontade e lutar.

- Ela vai conseguir. — Chase tentando me incentivar me deixa mais motivada ainda

- Isso mesmo, pensar positivo. Agora algumas palavrinhas sobre o que você fez.

- Sermão de médico? Aí meu Deus! — todos rimos.

- Da próxima vez, espero que não aconteça, não se jogue na frente!

- Se eu não tivesse feito isso meu marido estaria morto agora.

- Então, como eu não sei sobre a história, não vou poder falar exatamente, mas cuidado viu? Longe de armas e balas por um bom tempo.

- Hurum. — o médico se aproximou e ficou no lado do meu braço direito.

- Consegue mexer o braço?

- Sinto meu corpo dormente!

- Isso é por causa do remédio. Alguma parte do seu corpo dói?

- Não.

- Então, depois eu volto para conferir tudo. Até mais. — ele se despediu e saiu. Ficou um silêncio no quarto, ninguém sabia o que falar...

- Então... — Chase tentou puxar assunto

- Então?

- Quando você sair, vai ficar no seu apartamento ou vai voltar para sua casa em Londres?

- Minha casa em Londres?

- Sua mãe estava, ou está, com essa possibilidade de te chamar para voltar para lá, se você quiser e claro.

- Hum... Eu não sei. Vou conversar com ela e decido, mas prefiro ficar aqui. — um sorriso nasceu no canto da sua boca.

- Será que eu ainda tenho a chance de ser feliz com você viva? — ironizou.

- Ah tá! Eu estava morrendo e você queria que eu falasse o que? Compre um unicórnio e seja feliz com ele.

- Tô cheio de unicórnios já! Já não basta o dia que eu fui te buscar bêbada?

- Nem me lembre! — rimos. — Se eu morresse, ia sentir falta da suas crises de ciúmes.

- Eu não tenho ciúmes! — arqueei a sobrancelha.

- Hurum, sei. — ri.

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