Capítulo 6


Eram como flocos de ouro flutuando e caindo ao meu redor, vi com mais clareza cada coisa mágica que encontrava, e presenciei as histórias contadas, e apenas contadas, por gerações. Há muito não se tinha pessoas com coragem e disposição para tal ato.

A bússola se abriu levemente parando de emitir sua luz forte, como se pedisse para ser útil, como se soubesse quem a esperava. Logo após meu pedido ser ouvido, os ponteiros rodaram sem parar procurando por algum sinal da pessoa que estava sendo procurada.

— Aqui! — Expressei, apontando.

— Estamos vendo, aí é perto do reino Orkida— Max se pronunciou.

— Então... acho que essa é a hora que vocês voltam, certo? ...valeu? — fiz uma cara que não sei explicar, não estava acostumada a dividir tarefas, muito menos agradecer por isso.

—Vamos para aquele lugar por qual entramos, deve estar aberto — Max deu a ideia fazendo todos nós irmos até lá, e para a surpresa de todos, continuava fechada. A decepção e o desespero fluíram pelo nosso meio e soprou como uma brisa congelante numa manhã de inverno.

— Olha aí, a bússola está chacoalhando como se tivesse indicando algo, vamos seguir.— Clark apontou com convicção.

Andei por onde sentiu ser o certo de acordo com a bússola e me deparei com um caminho bloqueado, mas nada difícil de ser resolvido. Chamei a todos, que logo ajudaram a tirar os obstáculos e me depararei com a imensidão do mar e um estreito caminho de areia, comprido. Não poderia imaginar um jeito capaz de continuar firme alí, levantando minha visão eu podia ver uma floresta fechada, a chamada "Floresta Monocromática", a qual também fazia parte das lendas. A distância para andar até lá devia ser cerca de 1,5 km.

— Pelo visto essa é a única saída. — falei com os olhos semiabertos, por ter passado dias sem a luz do sol, agora me fere.

— Não tinha essa parte quando chegamos de barco.—Anastacia pontuou.

— É verda-de. — Clark rebateu ao seu lado boquiaberto com a miragem, que mal conseguia enxergar.

— Então vamos ter que continuar nesse caminho, pelo visto a ilha esconde os atalhos que quiser. —Max palpitou.

— É, mas vocês...iam embora, essa parte é coisa minha.— olhei para o lado, incomodada.

— A culpa não é sua, tá? Aconteceu, todos concordamos em vir. —Max mostrou uma imensa leveza capaz de contornar a situação.

— Hm.

Subi nos escombros de rocha e segui o caminho inteiro me equilibrando naquela faixa de pedra no meio do mar, mesmo com uma imensa sensação de que nada aconteceria se eu caísse, eu senti medo. Após andar os 1,5k sem parar, mr deitei no começo da arborização e ne entreguei ao sono.

— Ah, por que essas arvores são azuis?— Clark perguntou com os olhos semi abertos caindo de sono.

— Não são , são laranjas! —Anastacia afirmou.

— Ué, eu vejo azul.

— Não são para mim.— Ficaram uns bons segundos dessa discussão.

— Ei— Max sinalizou para mim, que estava encostada numa arvore afiando um pedaço de madeira com pedra. Eu só levantei o olhar para ele, que espero ter desistido de falar.

— Você está vendo que cor?— pensei em não responder nada, mas seria só uma palavra, não custa nada.

— Verde.— uma palavra.

— Simboliza o equilíbrio. — Max se meteu.

— Eu sei.— Uma palavra gera outra que acaba gerando uma conversa. Ele desvia o olhar sem jeito.

— E você? – perguntei a Max.

— Ah, roxo. — ele falou com os olhos pretos fechados.

— Significa mistério.— puxei o canto da boca num riso suave.— Claro! — bufei.

— Por que cada um enxerga de uma cor? — Anastacia chegou com a mão na cintura e uma cara de desinteresse mesmo tendo feito a pergunta.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top